Manifestação Defronte da Embaixada lusa em Luanda Para Contestar Aumentos das Propinas

A Embaixada de Portugal em Angola será alvo, hoje, Sextafeira, 5 de Julho, de uma manifestação de encarregados de educação de estudantes que frequentam a Escola Portuguesa de Luanda.

A concentração, cuja convocação já foi apresentada ao Governo Provincial de Luanda, tem como base os constantes incrementos feitos nas propinas da instituição, encaradas pelos encarregados como abusivas, por desrespeitarem os princípios que norteiam a cooperativa que gere a Escola Portuguesa de Luanda.

Em Julho do ano passado, segundo apurou OPAÍS, os encarregados de educação pagavam uma propina trimestral avaliada em 240 mil Kwanzas, a razão de 80 mil por mês, valor este que foi aumentado para 260 mil Kwanzas em Setembro do mesmo ano.

“Em Dezembro, ainda do ano passado, propuseram um novo aumento, de 260 para 280 mil, trimestralmente. Este aumento foi aprovado numa assembleia em que houve apenas um voto contra, mas a conclusão a que chegamos é que o orçamento da escola já vai para a assembleia fechado”, contou um encarregado, acrescentando que “a escola é uma cooperativa, somos todos sócios, por isso, não nos podem impor propinas.


Segundo a Angop, em Angola São Necessárias Mais Seis Mil e 371 Escolas

Foto Angop

Seis mil e 371 escolas são necessárias em todo o país para acabar com alunos fora do sistema de ensino, que em Angola é de um milhão 302 mil e 760, escreve a Angop.

Esta informação foi passada hoje (sexta-feira), em Luanda, pelo director do Instituto de Investigação e Desenvolvimento da Educação (INIDE), Manuel Afonso, quando fazia a apresentação do sistema de educação angolano, momentos antes da assinatura de um acordo de cooperação entre Angola e África do Sul.

Segundo o responsável, estas escolas se reproduzirão em 57 mil e 143 salas de aulas que poderão juntar-se as actuais 18 mil e 297 escolas e um total de 97 mil e 459 salas que neste ano lectivo estão em funcionamento.

Acrescentou que o sector controla dez milhões 608 mil e 415 alunos da iniciação ao segundo ciclo do ensino secundário no presente ano lectivo.

O acordo no domínio da educação prevê a formação de quadros nas áreas de professores, gestores e inspectores escolares, bem como a equivalência de estudos e foi assinado pelas ministras da educação de Angola e da África do Sul, Maria Cândida Pereira Teixeira, e Angie Motshekga, respectivamente.


No Ano Lectivo 2019/20 Angola Terá Mais de 10 Milhões de Alunos no Ensino Geral

FOTO: JOSÉ CACHIVA

Dez milhões, 608 mil e 415 alunos do ensino geral serão cadastrados no sistema normal de ensino, no ano lectivo 2019/20, representando uma variação de seis por cento em relação ao ano académico de 2018.

Destes, 875 mil e 723 estarão matriculados na iniciação, seis milhões, 597 mil e 063 no ensino primário, dois milhões, 932 mil e 412 no I ciclo do ensino secundário e um milhão, 103 mil e 217 no II ciclo do ensino secundário.

De acordo com o director do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento de Educação (INIDE), Manuel Afonso, o sistema de ensino público contará com 18 mil e 297 escolas, cifra que corresponde a 97 mil e 459 salas de aulas.

O responsável explicou à Angop, nesta quarta-feira, que o MED conta com 206 mil e 624 professores, para garantir o processo de ensino e aprendizagem.


Estão Fora do Sistema de Ensino em Angola Mais de 2 Milhões de Crianças

Mais de dois milhões de crianças em Angola estão fora do sistema de ensino e três em cada quatro crianças não têm registo de nascimento, revela um estudo divulgado hoje por uma organização não-governamental (ONG) angolana.

Os dados foram avançados hoje pela ONG angolana Mosaiko – Instituto para Cidadania, que, em parceria com a Fundação Fé e Cooperação (FEC), lançaram a campanha “Acesso à Justiça: Um Direito, Várias Conquistas”.

Segundo o Mosaiko, o objetivo da campanha, lançada igualmente em Portugal pela FEC, é consciencializar os cidadãos para as assimetrias existentes no acesso à Justiça em Angola, cujos dados atuais, referiu, “são alarmantes”.

O Mosaiko, que cita os resultados dos estudos que tem realizado desde 2012 neste domínio, adianta que há muitos cidadãos sem registo de nascimento em Angola e que por isso não conseguem provar a sua existência. Além disso, há crimes de violência doméstica que não são denunciados por falta de confianças às instituições.


Para Tirar Crianças de Fora do Sistema de Ensino Angola Precisa de Cinco Mil Escolas

Ter professores de qualidade e bem remunerados é a aposta para se ter um ensino de excelência, segundo o ministro de Estado para o Sector Económico e Social, Manuel Nunes Júnior

O governante fez esta afirmação na abertura do Encontro Nacional da Educação que teve início, ontem, em Luanda, e que se estenderá pelos próximos três dias, e em que serão discutidos os principais problemas que do sector. Segundo Manuel Nunes Júnior, este é o desafio que o Executivo de João Lourenço terá de enfrentar se quiser livrar-se do actual número de crianças que se encontram em casa por falta de escolas.

Importa frisar que dados do Ministério da Educação apontam para cerca de dois milhões de Crianças nesta condição. “Ainda temos muitas crianças fora do sistema de ensino, que é algo que temos de resolver com muita eficácia e determinação. É mais um desafio que teremos de enfrentar e ultrapassar com sucesso”, frisou. Do ponto de vista qualitativo, o governante reconheceu que o país não está bem e precisa de fazer um esforço gigantesco para mudar a situação, tendo revelado que aposta na formação de professores deve ser prioritária, para se alterar o quadro.

Professores, principais agentes da mudança