Energia Solar na Província do Namibe com Parceria Entre Sonangol e ENI

A petrolífera angolana Sonangol e a sua congénere italiana ENI assinaram em Luanda, um acordo de para constituição de uma empresa para produzir electricidade através de energia solar na província do Namibe, sul do país.

O acordo foi assinado no Centro de Convenções de Talatona, sul de Luanda, durante os trabalhos do segundo dia da conferência “Angola Oil & Gás 2019”, e foram signatários o presidente da administração da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins, e o vice-presidente da ENI para África Subsariana, Guido Brusco.

Em declarações aos jornalistas, o director-geral adjunto da ENI, João Silva, fez saber que o projecto, que vai lançar a utilização de energias renováveis em Angola, será implementando em duas fases.

“A primeira fase a ser implementada com 25 MegaWatts e será seguida, um ano depois, com mais 25 MegaWatts, e tem o objectivo principal fr redução do consumo de diesel na produção [em centrais termoeléctricas] de energia que se verifica no sul do país”, afirmou.


Começou a Funcionar em Novembro a Maior Fábrica de Energia Solar do Mundo, Situada em Marrocos

energia_solar_em_MarrocosA maior fábrica de energia solar do mundo fica em Ouarzazate, Marrocos, e começou a funcionar em Novembro. Tem capacidade para assegurar metade da energia de que o país necessita, alcançando essa meta em 2020.

A fábrica, escreve a African Business Review, ocupa uma área tão grande quanto Rabat, a capital marroquina, e gera 580 MW – o suficiente para que mais 300 mil casas tenham energia.


Habitações das Zonas Mais Isoladas do Município do Lubango, Vão Ter Energia Solar

paineis_solaresA falta de energia eléctrica nos locais públicos e habitações das zonas mais recônditas do município do Lubango vai ser resolvida em breve, com a instalação de vários painéis solares integrados, capazes de gerar a corrente necessária para um número considerável de famílias.

O administrador municipal do Lubango, Silvano Levi, ficou convencido com as explicações da empresa angolana especializada na produção de energia à base de fontes renováveis, a G4, na Feira dos Municípios e Cidades de Angola, e considera a utilização de painéis solares como uma das vias para solucionar a falta de energia nas povoações.
Silvano Levi afirmou que, em certos casos, a instalação de geradores termoeléctricos nas povoações ou sanzalas fica cara, por acarretar muitos custos na aquisição de combustíveis e lubrificantes, assim como na sua manutenção.“A electrificação domiciliar de várias povoações com energia gerada por painéis solares pode ser a opção exequível por ser económico, principalmente no que diz respeito ao material, com destaque para os cabos condutores, escavação ou uso de postes, manutenção permanente e outros”, disse.
O administrador congratulou-se com as tecnologias inovadoras no domínio da energia solar, por permitirem que, aos poucos, nos libertemos da energia hídrica, e promoverem o uso de energias limpas, preservando deste modo o ambiente e evitar alterações do clima.
A primeira Feira dos Municípios e Cidades de Angola, promovida pelo Ministério da Administração do Território, representa uma grande oportunidade para os mais de 160 gestores municipais trocarem experiências, mostrarem as suas potencialidades e iniciativas.
“Interagimos e aprofundámos o espírito de solidariedade, para que as realizações do Executivo que fomentam o desenvolvimento sejam feitas no mesmo sentido”, disse o responsável. Um programa, que visa o fortalecimento económico das famílias do meio rural do município do Lubango, vai distribuir gratuitamente mais de três mil aves de elevada qualidade e 200 touros de raça, com o propósito de melhorar e fomentar a criação de animais.
Silvano Levi informou que está a partilhar a iniciativa do Governo Provincial da Huíla com outros administradores municipais presentes na Feira das Cidades e Municípios de Angola, para generalizar o repovoamento animal e melhorar a qualidade das aves e gado bovino.

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Primeiro Voo Intercontinental Sem Uso de Combustível

O piloto suíço Bertrand Piccard acaba de completar o primeiro voo intercontinental da história num avião solar, sem usar uma gota de combustível. Na última escala, o avião que pilotou, o Solar Impulse, descolou de Madrid, para ao fim de 19 horas de voo aterrar esta terça-feira em Rabat, Marrocos. Eram 23h25 locais (a mesma hora em Lisboa).

Bertrand Piccard, de 54 anos, médico de formação, faz parte de uma família com uma longa tradição de exploradores e cientistas. O seu avô, Auguste Piccard, inventou na década de 1940 o batíscafo, primeiro submersível do mundo, que em 1960 seria utilizado no primeiro mergulho ao local mais fundo dos oceanos, a Fossa das Marianas, no Pacífico – a bordo ia o pai de Bertrand, o oceanógrafo Jacques Piccard, além do tenente norte-americano Don Walsh.

Bertrand Piccard não é um novato neste tipo de aventuras. Em 1992, ganhou, com o belga Wim Verstraeten, a primeira corrida de balão transatlântica (a Chrysler Challenge). Na sequência dessa vitória, e ao fim de três tentativas, conseguiu dar a primeira volta ao mundo de balão sem paragens. Nessa volta – em 19 dias, 21 horas e 47 minutos – percorreu 45.755 quilómetros, tendo então como companheiro de aventura o britânico Brian Jones.

Agora, o objectivo de Bertrand Piccard é voar à volta do mundo num avião movido a energia solar. Em 2010, no primeiro voo real do Solar Impulse, depois de sete anos de trabalho de uma equipa de 70 pessoas, o avião esteve no ar 26 horas seguidas sem recurso a combustível. Feito em fibra de carbono, tem a envergadura de um Airbus A340 (63,4 metros), pesa 1.600 quilos e as asas estão cobertas por 12.000 células fotovoltaicas, que captam a energia solar e a armazenam em quatro baterias que alimentam quatro motores eléctricos.

A travessia entre a Europa e África iniciou-se na Suíça a 24 de Maio, com partida da cidade de Payerne. Nesta primeira etapa, o Solar Impulse foi pilotado por André Borschberg, que é co-fundador deste projecto com Bertrand Piccard. No total, entre Payerne e Rabat, o Solar Impulse voou mais de 2.500 quilómetros.

Este primeiro voo intercontinental de um avião solar é considerado como um último teste antes da volta ao mundo em 2014. A construção do avião para esse voo já começou e a equipa espera tê-lo pronto em 2013.


Em 85 Por Cento do Território Nacional É Viável a Energia Solar

A utilização de energia solar é viável em todo o território e em locais longe dos centros de produção energética, visto que o país recebe uma radiação superior a dois mil e 400 quilovolts hora e metros quadrados (kw.h/m2), sobretudo ao longo do verão.

Em entrevista à Angop, à margem da 2ª edição da Feira Internacional sobre Tecnologias Ambientais, o director da região norte da empresa de direito angolano Serviços e Desenvolvimento (SERVDES) , Nuno Ferraz, disse que com esta radiação que Angola beneficia, muito acima do valor mínimo que garante a eficácia dos aparelhos (1400 kw.h/m2), o país pode reduzir os custos com o transporte de combustíveis para manutenção de geradores, com aposta na energia solar.
Apegando-se no mapa de irradiância solar de Angola, realçou que mais de 85 por cento do território Nacional é “abençoado com radiância solar, uma dadiva que tem de ser aproveitado”.
Depois de 13 anos com trabalhos de seguimento, esta empresa começou em 2007 com os seus projectos de grande envergadura com acções viradas para a iluminação pública e de algumas infra-estruturas socias nas províncias do Uíge, Huíla, Kwanza Norte e Kwanza Sul.
Prestando serviços para os governos provinciais e administrações municipais, a empresa só neste semestre já investiu perto de sete milhões de dólares neste ramo de energias limpas, uma valor muito acima os investimentos feitos ao longo do ano passado de oito milhões, segundo Nuno Ferraz..
“O uso das tecnologias tem sido satisfatória, apesar de algumas localidades em que pessoas de má fé têm vandalizado alguns sistemas, sobretudo na província do Uíge, onde os casos tem sido uma frequência”, denunciou Nuno Ferraz.
Considerando-se número um em energias renováveis no país, disse que a sua empresa prima pelo investimento em stoks, para atender a demanda.

Lembrou que a energias solar não é barata em nenhuma parte do mundo, por ser uma indústria em expansão, mas acredita que Angola no quadro da suas politicas poderá expandir o fornecimento de energias limpas em todo o território nacional, de forma paulatina.

Angop