Pelo Terceiro Ano Consecutivo Diminui a Emigração de Portugueses Para Angola

Há menos portugueses a emigrarem para Angola, naquela que é uma tendência que se mantém há três anos consecutivos. Os dados são dos consulados da República de Angola em Lisboa e no Porto e foram divulgados esta terça-feira, 3 de dezembro, pelo Observatório da Emigração.

De acordo com os números agora conhecidos, foram 1.910 os portugueses que entraram em Angola em 2018. No ano anterior, registaram-se 2.962 entradas.

A tendência de descida tem vindo a verificar-se desde 2015, quando o número de emigrantes portugueses para Angola atingiu um máximo de 6.715 entradas. Desde então, registou-se uma descida de 42% em 2016, de 24% em 2017 e, mais recentemente, de 36% em 2018.

“Tudo indica que aos efeitos da retoma económica em Portugal se tenham somado os efeitos recessivos da crise dos preços do petróleo sobre o mercado de trabalho angolano da imigração, sentidos com mais intensidade a partir de 2016”, de acordo com as conclusões publicadas esta terça-feira.

ANGONOTÍCIAS

 


Emigrantes Portugueses Colocam Angola Como um Dos Destinos Mais Escolhidos

Reino Unido, Angola, Espanha, Suíça e Moçambique foram os destinos escolhidos para emigrar por mais de metade dos portugueses inquiridos pelas Hays, cujos resultados estão compilados no Guia do Mercado Laboral 2019.

Nestes mercados estrangeiros, 89% encontrou mais reconhecimento do potencial, das capacidades e conhecimentos do que em Portugal.

Para os que não emigraram, Espanha é o país que lidera as preferências (48% dos inquiridos) como destino de emigração mais desejado. E, lê-se no referido documento, “apesar da eminência da saída do Reino Unido da União Europeia, este mantém-se como um destino de eleição para 41% dos inquiridos portugueses”.

São ainda considerados como destinos mais desejados para emigrar a Suíça, os Estados Unidos da América e a Alemanha, que ocupam pela mesma ordem de preferência os lugares deste ranking.

De forma a comparar a satisfação entre os profissionais no estrangeiro e de quem trabalha por cá, o estudo mostra disparidades nas perspetivas de progressão de carreira, nos prémios de desempenho, na cultura da empresa e no pacote salarial. Enquanto no estrangeiro, o grau de satisfação está em 89%, em Portugal fica pelos 42%.


Mais de Metade da População de Cabo Verde e São Tomé Considera Emigrar

O estudo realizado em 34 países, incluindo os lusófonos Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Moçambique, revela que mais de um em cada três africanos (37%) considerou a emigração como perspetiva de futuro, incluindo 18% de inquiridos que afirmam considerar frequentemente esta opção.

À pergunta “Com que frequência pensa em mudar-se para outro país para viver”, a maioria dos cidadãos de Cabo Verde (57%), São Tomé e Príncipe (54%), Serra Leoa (57%), Gâmbia (56%) e Togo (54%) respondeu pensar frequentemente ou pelo menos algumas vezes.

Em Moçambique, esta percentagem baixa para 28%.

Entre os que alguma vez consideraram emigrar, em média um em cada dez – cerca de 3% da população total – afirmaram estar atualmente a fazer preparativos para se mudar, com as maiores proporções a registarem-se no Zimbabué e no Lesoto.

Os potenciais emigrantes são mais numerosos entre os homens (40%) e residentes nos meios urbanos do que entre as mulheres (33%) e os que vivem em meio rural (32%), enquanto o pensamento de mudança para o estrangeiro é semelhante entre os que têm situações económicas estáveis e os mais pobres.


Meio Milhão de Portugueses Que Saíram do País de 2010 a 2015 Regressaram na Sua Maioria

Governo português estima que do meio milhão de portugueses que saíram do país de 2010 a 2015 cerca de 350 mil já regressaram.

Dos 500 mil portugueses que emigraram durante a crise, entre 2010 e 2015, 350 mil terão regressado a Portugal e outros querem regressar, estimou quinta-feira, na Lourinhã, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

“Olhando para os números das saídas e dos regressos de 2016 e 2017, dos cerca de 500 mil portugueses que saíram entre 2010 e 2015, poderíamos apontar para um regresso ao país de 350 mil”, afirmou à agência Lusa José Luís Carneiro.

Acrescentou que 60% dos portugueses que saíram do país “voltaram em períodos inferiores a um ano”, adiantou, defendendo que “são cada vez mais os portugueses que querem regressar à sua terra de origem”.


Nos Últimos 3 Anos Regressaram a Angola Mais de 40.000 Angolanos

Mais de 40 mil emigrantes angolanos que se encontravam em países como Portugal, Brasil, República do Congo, RDCongo, África do Sul e Namíbia regressaram a Angola nos últimos três anos.

Segundo o presidente do Conselho Nacional da Associação dos Angolanos Ex-Emigrantes, João Mucaba, do total, mais de três mil são refugiados que viviam na RDCongo e na República do Congo, que foram enquadrados nos programas e projetos sociais criados pelo Governo, como, por exemplo, o ligado à agricultura familiar.

João Mucaba, que não apresentou dados estatísticos sobre a quantidade de emigrantes em cada um dos países, assumiu que, para muitos, não foi fácil a adaptação na fase inicial, e que as dificuldades “foram imensas”, sobretudo na aquisição e atualização de documentos de cidadania.

“Felizmente, com o apoio familiar, foi possível dar solução aos problemas e, hoje, os ex-emigrantes e refugiados dispõem de documentos”, esclareceu o responsável, que se mostrou satisfeito pelo apoio que têm recebido por parte das autoridades.

O representante da organização não-governamental explicou que alguns angolanos que, no passado, haviam regressado ao país, acabaram por voltar para o estrangeiro, porque, além das condições sociais e financeiras, não conseguiam atualizar os documentos de identificação pessoal.