MPLA o Partido Certo Para o Futuro de Angola

O MPLA considera que os angolanos demonstraram, mais uma vez, a África e ao mundo, a sua maturidade e responsabilidade política, dando ao acto eleitoral a dimensão que o processo democrático angolano merece. Em declaração lida pelo seu secretário para a Informação, Rui Falcão Pinto de Andrade, o MPLA garante que aceita qualquer resultado ditado pelo povo, através do voto livre, consciente e responsável, exercido em todo o país.
Na declaração, o MPLA apresenta à CNE o seu mais vivo reconhecimento pelo trabalho realizado e afirma que o partido fez da sua campanha eleitoral um momento de festa e de elevado sentido democrático. “Isto alicerçado nas suas propostas para o período 2012 e 2017 e com respeito pela diferença, na convicção de que quem ganha com as eleições é todo o povo angolano e que os eleitos farão o possível para melhorar a qualidade de vida de todas as famílias, levando o país rumo ao desenvolvimento”, sublinhou.
Aos militantes, simpatizantes e amigos, o MPLA agradeceu todo o empenho aplicado nas diferentes fases do processo e garante que tudo faz para continuar a honrar os compromissos assumidos com o povo. Aos cidadãos eleitores, o MPLA reitera a sua disposição de continuar a trabalhar no sentido de eliminar a fome, reduzir substancialmente a pobreza e conduzir o país para o desenvolvimento, convicto de que, com o MPLA, “Angola vai crescer mais e distribuir melhor”.

Reacção às críticas da oposição

O secretário para a Informação do MPLA reagiu também às críticas da oposição. Rui Falcão Pinto de Andrade sublinhou que o próprio MPLA teve algumas dificuldades para se acomodar face às exigências da própria lei e é natural que a CNE, até pelo pouco tempo que teve para se organizar, tivesse tido algumas falhas, o que é normal num ser humano.

Rui Falcão realçou que “todos temos de contribuir para que o próximo (pleito eleitoral) seja melhor que este. Agora temos de reconhecer com humildade que, não obstante estas dificuldades, todos os membros envolvidos na organização do processo eleitoral tiveram uma atitude gigantesca”.
Na conferência de imprensa, após a leitura de uma declaração do bureau político do MPLA , Rui Falcão disse que na óptica do seu partido “a CNE fez o máximo que estava ao seu alcance”, para servir a todos. “No limite, fez o que era humanamente possível e não devemos transmitir para a CNE aquelas que são as nossas responsabilidades, as responsabilidades da nossa incompetência, incapacidade de organizar os nossos partidos para participar num pleito (eleitoral) como este. Infelizmente foi o que aconteceu com alguns partidos da oposição”, acrescentou.Segundo Rui Falcão, a UNITA vai levar esta estratégia até às últimas consequências, mas ela não terá efeitos práticos porque o processo eleitoral não está a ser acompanhado apenas pelos eleitores, mas também por observadores e jornalistas. A informação de que a UNITA vai impugnar as eleições, referiu, é a continuação da estratégia do partido que quis boicotar as eleições. “Ela não se preparou exactamente para as mesmas (eleições), porque acreditou que seria possível boicotar o processo e, felizmente, estamos numa situação diferente de 2008, e as instituições do Estado cumpriram cabalmente os seus deveres, fizeram tudo o que estava ao seu alcance para garantir a realização do processo. Daí que a UNITA não teve outra alternativa se não recuar”, argumentou.
Rui Falcão realçou a importância dos partidos assumirem as suas responsabilidades, ao invés de transferi-las para a Comissão Nacional Eleitoral (CNE).
“Tomámos conhecimento que ainda ontem havia vozes transmitidas por megafones a apelar à não ida às urnas, mas a resposta foi dada hoje e, perante as evidências, o senhor presidente da UNITA declarou que tomou a decisão mais difícil da sua vida”, referiu. Para Rui Falcão, a atitude da UNITA, até quinta-feira, pode ter redundado num mau resultado eleitoral para si, “que, aliás, já previa”, e disse esperar que os eleitores tenham votado no MPLA, por ser “o partido certo para o futuro de Angola”.

Jornal de Angola


Novo Mandato Para José Eduardo dos Santos

O MPLA é o grande vencedor das eleições gerais de 2012 e tudo aponta para a conquista de uma maioria qualificada superior a 75 por cento dos votos expressos.
O cabeça de lista do partido, José Eduardo dos Santos, é o Presidente da República eleito.
A UNITA confirmou o seu estatuto de segunda força política e teve uma grande subida de votação em relação às eleições de 2008, onde obteve apenas 10,39 por cento.
Nestas eleições, tendo em conta os resultados apurados até ao encerramento desta edição, pode passar os 17 por cento.
A grande derrotada destas eleições é a CASA-CE. A coligação pagou caro por ter radicalizado o discurso na campanha e exagerado nas promessas que os eleitores perceberam ser irrealizáveis e visarem apenas a “caça ao voto”.
Abel Chivukuvuku confirmou a tendência de derrota quando fez ameaças de retaliações contra funcionários públicos e emigrantes, ao mesmo tempo que se colava perigosamente à imagem e ao discurso de Jonas Savimbi.
O vice-presidente da CASA-CE, André Gaspar Mendes de Carvalho, também contribuiu para a derrota ao aparecer no tempo de antena a tentar politizar as Forças Armadas Angolanas e ao “endeusar” Abel Chivukuvuku, um líder fabricado à pressa e ao qual o eleitorado não reconheceu as qualidades políticas que o almirante na reserva tentou “vender” durante a campanha.

A derrota da CASA-CE ficou sentenciada quando divulgou um “acordo” assinado entre um dos vice-presidentes da coligação e o padre Congo segundo o qual, um “governo” liderado por Abel Chivukuvuku ia promover um referendo sobre a independência da província de Cabinda.
A CASA-CE, ao revelar um comportamento político de total irresponsabilidade nesta matéria, perdeu votos em todo o país e em Cabinda o máximo que conseguiu foi “invadir” o eleitorado da UNITA.
A táctica do “todos unidos contra o MPLA” penalizou os pequenos partidos que viram o eleitorado da oposição concentrar a sua votação na UNITA.
O voto útil acabou por prejudicar partidos como a Nova Democracia e o próprio PRS que não conseguiram segurar o seu eleitorado tradicional e podem sair da Assembleia Nacional.

Jornal de Angola


Os Trunfos do MPLA

 

O comboio do Caminho de Ferro de Benguela já lá estava desde o ano passado, a electricidade do Gove foi inaugurada nesta quarta-feira, mas era notícia há já um ano, pelo menos, já que o andamento das obras foi sendo seguido pela imprensa e o próprio Executivo foi tendo a preocupação de ir mostrando como se compunha a obra.

Então, em plena campanha eleitoral, já na parte final, a expectativa era a de saber como o MPLA e o seu cabeça de lista lidariam com o alegado avanço dos concorrentes que estão na Oposição. O trunfo foi o mais inesperado: “No seu próximo mandato, o MPLA tem a intenção de aplicar um programa administrativo, económico e social de intervenção no Reino do Bailundo”. Estava aberto o coração das gentes da região. E mais: “Essa será a primeira experiência governamental de reconhecimento do papel dos costumes, instituições, usos e tradições das comunidades tradicionais como fundamentais na construção da Nação, na coesão social e na afirmação da cidadania angolana”. José Eduardo dos Santos revelava assim a mensagem específica que trazia para o Planalto Central, ao mesmo tempo uma mensagem para todos os outros reinos que compõem o território angolano.

Sabido o quão importante é o papel das autoridades tradicionais junto das comunidades, e do profundo alcance que a sua “revalorização” terá em cada região, não se pode pensar senão que o MPLA e o seu presidente sabem bem da importância da mensagem, em termos eleitorais, e da importância do cumprimento da promessa. Mas há que reter também que este aparentemente novo pensamento do MPLA pode não ser assim tão novo, e que poderá ter resultado da experiência da relação com o anterior soberano deste reino, Ekuikui IV, que chegou a ser deputado pelo partido no poder na legislatura que teve início em 2008.

“Uma vez mais a população do Huambo estará na primeira linha da nossa vitória!”. Com estas palavras Eduardo dos Santos finalizava o seu discurso de campanha naquela cidade. Uma convicção que era também um desfio às alegações da UNITA e da CASA-CE que dizem, cada uma delas, que irá ganhar as próximas eleições naquele círculo.

Energia, empregos e riqueza

Com muito orgulho e satisfação, disse José Eduardo dos Santos, foi inaugurada no mesmo dia a barragem do Gove, considerando o acto uma vitória para todos os angolanos.

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Campanha Eleitoral da UNITA

Nos três encontros, o líder da UNITA enfatizou a sua intenção de partilhar com os participantes os programas, ideias e projectos do seu partido para estas áreas.

No domínio da educação, Samakuva disse que a ideia do seu partido era criar as bases que virão sustentar “a filosofia de constituir um governo dialogante, enriquecido com as opiniões de vários sectores da sociedade”. A UNITA, segundo afirmou, advoga um sistema educativo orientado para o desenvolvimento, com ensino gratuito, obrigatório e de qualidade.

Samakuva defendeu que o governo da UNITA “vai lutar para reduzir o analfabetismo no país; vai implementar um ensino obrigatório e gratuito para todos os jovens até ao ensino médio e vai promover um ensino profissionalizante adequado às necessidades do país” e que, com o seu partido, “Angola fará nas próximas décadas um investimento massivo na educação, para transformar a escola no factor catalisador da mudança e preparar convenientemente os jovens para serem competitivos nos mercados de trabalho de Angola e da região.” Com base no programa proposto aos eleitores, o líder da UNITA afirmou que as principais medidas de política a instituir, caso seja eleito presidente, incluem, nomeadamente, 13 anos de escolaridade mínima, obrigatória e gratuita e a valorização da carreira docente, tornando mais rigorosa a sua preparação e qualificação. Criar também novos sistemas de remuneração e estímulo e assegurar a permanente actualização dos professores e o seu aperfeiçoamento académico; Prevê também a adaptação dos currículos escolares e académicos às necessidades do desenvolvimento humano e do mercado de trabalho para atender especificamente aos programas e valores que impulsionarão a sustentabilidade do país e a maximização do uso das tecnologias de informação e da Comunicação Social para a massificação do conhecimento, da moral social e da cultura nacional e universal.

A UNITA predispõe-se a alargar a rede escolar nacional e reestruturação da mesma no conjunto dos vários graus e ramos de ensino, tanto público como privado, acompanhando e orientando permanentemente a sua evolução e a aumentar a qualidade da rede de ensino e expandir geograficamente os seus vários níveis.
O debate teve participação intensa, com os membros da plateia a colocarem questões de interesse sobre a realidade do sector.

Diagnosticar primeiro e tratar da Saúde depois

No domínio da saúde Isaías Samakuva resumiu, para os profissionais presentes na reunião de terça-feira, as propostas da UNITA para este sector, fazendo ênfase a um diagnóstico das condições actuais de saúde dos angolanos.

“Perante um país com sérias dificuldades em combater a doença e garantir a saúde dos seus cidadãos, a UNITA tem como principal objectivo da Política de Saúde valorizar a pessoa humana e aumentar a longevidade dos angolanos”, disse.
O líder da UNITA prometeu aos presentes a criação das infra-estruturas de apoio para satisfazer as necessidades fundamentais não só da medicina curativa e recuperadora, mas principalmente da medicina preventiva.

Samakuva acrescentou que um (eventual) governo da UNITA atacará a crise sanitária do país em várias frentes: no quadro dos programas de combate à pobreza, no quadro dos sistemas nacionais de previdência ou de segurança social, no quadro da nova política de massificação da oferta e de disseminação de postos e centros de saúde pelo país e no quadro de programas de parcerias internacionais para o combate às endemias.
O governo da UNITA, segundo o seu presidente, irá constituir unidades móveis de saúde para servir as populações nas províncias onde vivem. A oferta de serviços públicos de saúde incluirá um médico e dois enfermeiros para servir cada agregado populacional de cinco mil pessoas.

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Comício do MPLA no Lubango

O reinício da actividade mineira na província da Huila, nomeadamente em Cassinga, área de exploração de ferro, criará dez mil empregos, além de vários outros negócios, disse no Lubango o cabeça de lista do MPLA para as eleições de 31 de Agosto.

Dirigindo-se a milhares de pessoas, José Eduardo dos Santos prometeu valorizar cada vez mais os recursos naturais, a água e electricidade, como recursos importantes para o desenvolvimento. As áreas do turismo e da agricultura são outras que terão maior atenção. No entanto, um apelo ficou também para os jovens, no sentido de apostarem na formação Técnico-profissional para ocuparem os empregos que se vão criar.

A reabilitação dos 900 quilómetros do Caminho de Ferro de Moçâmedes e a modernização do aeroporto do Lubango, que agora tem duas pistas, em conjunto com as melhorias das estradas e dos sistemas de abastecimento de electricidade e água potável às zonas rurais foram alguns dos trunfos exibidos Por José Eduardo dos Santos para apelar ao voto dos huílanos. “Queremos continuar a ser governo para concretizar os projectos lançados, disse.

“Sou o primeiro a admitir essa realidade difícil que ainda vivem muitas famílias no nosso país, mas vamos trabalhar com afinco e esperança no futuro… Depois de superada a a fase mais difícil, não vai ser agora que vamos voltar para trás”. E disse mais, o candidato do MPLA, “aqueles que teimam em fomentar a agitação, a instabilidade e a negar o que têm a frente dos seus olhos, terão a resposta certa nas eleições… Os angolanos não vão deixar que mentirosos e demagogos cheguem ao poder”, disse o cabeça de lista no momento em que apelava ao voto no MPLA.

O País/José Kaliengue