A Crise Económica Iniciada em 2014 Provoca Uma Queda Acumulada de 93% na Venda de Veículos Automóveis em Angola

A venda de veículos automóveis das concessionárias em Angola registou, nos últimos cinco anos, uma queda acumulada de 93 por cento, fruto da crise económica iniciada em 2014.

Em 2014, ano em que se despoletou a crise económica e financeira, as filiadas da Associação das Concessionárias de Equipamentos de Transportes Rodoviários e Outros (ACETRO) comercializaram 44 mil e 536 veículos, tendo no ano seguinte (2015) caído para 20 mil e 471 unidades e nove mil e 52 automóveis em 2016.

Segundo a Angop, o director-geral de vendas, marketing, serviços de oficinas e colisão da Toyota Angola, Salvador Duzentos, que falava hoje em entrevista à Angop acerca do mercado de venda automóvel em Angola, em 2017 as vendas caíram para mais da metade, em relação a 2016, ou seja para quatro mil e 298 unidades.

Por força da crise que deixou grande parte dos agentes económicos com o poder de compra reduzido, em 2018 as vendas não foram além dos três mil e 146 unidades, de acordo com o Salvador Duzentos.

No agregado dos últimos cinco anos, as concessionárias de automóveis em Angola venderam 81 mil e 503 veículos.

Em relação ao desempenho individual de cada filiado, mercê da crise, informou que em 2017 a Toyota vendeu apenas 238 veículos, em 2018 este número baixou para 148 unidades.


o Projecto de Apoio ao Crédito Para Agilizar Produção Foi Aprovado Por João Lourenço

O Presidente da República aprovou, por decreto, o Projecto de Apoio ao Crédito (PAC), integrado no Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição de Importações (PRODESI).

Segundo o Novo Jornal Online, o objectivo do PAC é, segundo o mesmo decreto, facilitar o acesso das empresas a investimentos privados inseridos na produção e comercialização de 54 bens da cesta básica e outros bens prioritários de origem nacional e assim contribuir para o alargamento do mercado nacional de bens e serviços, substituir importações e diversificação das exportações, promover o fortalecimento dos micro, pequenos e médios negócios, criando novas oportunidades de emprego e de redução da pobreza.

No diploma assinado por João Lourenço constam ainda como intenções do Projecto de Apoio ao Crédito a redução dos níveis de informalidade da economia, facilitando o processo de integração de sociedades comerciais em alianças estratégicas e operacionais ao longo das fileiras produtivas do PRODESI, o aumento da produtividade e competitividade interna e internacional das empresas nacionais, e, por último, o impulso da frequência de acções de capacitação e treinamento de carácter profissional.


Economista Carlos Lopes Defende que o Petróleo Deve Ser Utilizado na Industrialização de Angola

 

O economista guineense Carlos Lopes defendeu hoje, em Luanda, que os recursos petrolíferos devem ser usados na industrialização de Angola, sobretudo na refinação, petroquímica e fertilizantes, permitindo evitar os custos das oscilações do crude nos mercados internacionais.

“Há um grande problema com os países que são considerados altamente dependentes de matérias-primas e Angola faz parte desse clube de 35 países altamente dependentes. Mas é pior para os países que dependem só de uma matéria-prima”, defendeu Carlos Lopes, ao intervir no Fórum de Apoio à Reconversão da Economia Angolana.

Segundo o ex-secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África, é por essa razão que esses países estão expostos às volatilidades dos mercados internacionais, que têm demonstrado que determinados produtos, nomeadamente em relação ao petróleo, “oscilações muito grandes”.

“Quando se transformam esses produtos, essas matérias-primas, como a refinação do petróleo, a volatilidade desce mais de 60%, ou seja, os preços não oscilam tanto. A questão é clara: não é virar as costas a uma riqueza, como o petróleo, mas integrá-lo na transformação e fazer com que Angola seja um país que aposta na transformação da sua matéria-prima em vez de a exportar bruta. Isso significa investir, além na refinação, na petroquímica, na produção de fertilizantes, etc”, sustentou.


O Presidente da Toyota Manifestou Abertura Para Investimento Noutros Sectores da Economia Angolana.

O presidente do grupo japonês Toyota Tsusho Corporation, Ichiro Kashitani, manifestou esta quinta-feira, em Luanda, o interesse na abertura do investimento a outros sectores da economia angolana.

O responsável de um dos maiores fabricantes mundiais de automóvel fez esta revelação no final de uma audiência concedida pelo Presidente da República, João Lourenço.

Avançou que o grupo Toyota está interessado em contribuir para o crescimento de Angola, não apenas no sector automóvel, mas nas áreas de infra-estruturas e energia, além de explorar outras possibilidades em que as empresas japonesas possam trazer novas tecnologias para o desenvolvimento integral do país.

Ichiro Kashitani acrescentou que este interesse não tem simplesmente a ver com o desenvolvimento do sector empresarial, mas, também, com recursos humanos, concretamente no treinamento e formação multidisciplinar.

Ressaltou ter sido bastante produtivo e frutífero o encontro que manteve como o Presidente João Lourenço, pois foram abordadas questões relacionadas com as importantes oportunidades que Angola oferece.


Deustech Bank da Alemanha Concede Crédito a Angola no Valor de Mil Milhões de Dólares Para Fomento da Agro-Indústria

O Presidente da República assegurou que as negociações estão avançadas no para que o Deustech Bank da Alemanhã disponibilize o dinheiro que vai servir para os sectores da agroindústria e das pescas

O Presidente da República anunciou hoje, em Luanda, a existência de uma linha de crédito do Deutesh Bank da Alemanha, no valor de um mil milhão de dólares, montante que pode ser debloqueado nos próximos dias.

Na sua comunicação, durante a abertura do 1º Fórum das Câmaras de Comércio de Angola, João Lourenço sublinhou que “o ministro das Finanças, Archer Mangueira, está mandatado para tratar do assunto, pelo que nos próximos dias será assinado o documento final”, avançou.

Para o governante, os sectores da agroindústria e das pescas devem constituir prioridade para financiamento com base na linha de crédito que vem da Alemanhã.