Guerra Comercial EUA/China Atinge Angola-Petróleo Com Perdas Recorde nos Últimos Sete Dias

De 31 de Julho às 10:40 de hoje, 07 de Agosto, o barril de petróleo comercializado em Londres, onde o Brent local serve de referência às exportações angolanas, perdeu quase sete USD, caindo de 65,05 para os actuais 58,8 dólares, um resultado directo da agudização da guerra comercial que os Estados Unidos e a China travam há mais de dois anos, desde que Donald Trump assumiu o cargo de Presidente dos EUA.

A guerra comercial, que começou com um aumento substancial das tarifas sobre os produtos importados pelos Estados Unidos da China, que teve como resposta o aumento dos impostos sobre produtos Made In USA que chegam à economia do gigante asiático, foi uma opção assumida por Donald Trump, que já em campanha eleitoral, acusava Pequim de roubar os norte-americanos há décadas, com políticas agressivas de apoio estatal às exportação e dificuldades estratégicas impostas às importações.

E esse batalhar constante acaba de sofrer mais um agravamento com a China a responder com uma desvalorização da sua moeda, o Yuan, para ganhar competitividade face ao aumento das taxas impostas por Washington, logo depois de Donald Trump, descontente com o impasse nas negociações, ter ameaçado com um aumento de 10% sobre 300 mil milhões USD de bens importados da China já a 01 de Setembro.

Os analistas norte-americanos, citados pelos media locais, admitem já que a China tem como estratégia não abrir as portas a um acordo com os EUA até às eleições de 2020, onde Trump joga o seu segunda mandato, estando claramente a apostar no confronto com a China, mas também com a União Europeia ou a Índia, entre outras frentes de batalha, como, por exemplo, a saída abrupta do acordo nuclear com o Irão, que levou a uma subida da tensão no Golfo Pérsico, região que gera 30% do petróleo consumido diariamente em todo o mundo.


Viaturas Para a Unidade de Segurança Presidencial Custa 5,6 Milhões de Dólares ao Estado Angolano

Carros para Unidade de Segurança Presidencial e para Unidade da Guarda Presidencial custam, em média, 23,9 milhões Kz. As aquisições serão feitas por contrato simplificado. Os serviços de apoio e operações da Unidade de Segurança Presidencial e da Unidade da Guarda Presidencial vão receber 82 viaturas novas que vão custar aos cofres do Estado quase 1.957 milhões Kz, equivalente a 5,6 milhões USD.

Contas feitas, o custo médio de cada viatura é de 23,9 milhões Kz, equivalente a cerca de 69 mil USD. De acordo com o Despacho Presidencial n.º 109/19, de 2 de Julho, o Chefe de Estado autoriza a realização da despesa mediante contratação simplificada pelo critério material. João Lourenço justifica esta aquisição com a necessidade de assegurar a melhoria das condições de trabalho, eficiência e eficácia das respectivas unidades.

A compra ficará a cargo do ministro de Estado da Casa de Segurança do Presidente da República, e será o Ministério das Finanças a custear a operação.

Os cerca de 5,6 milhões USD para 82 viaturas contrastam com a aquisição em 2017 de 111 novos carros de marca Lexus para deputados, que custou 28,2 milhões USD aos cofres do Estado, através da Assembleia Nacional. Segundo o Relatório de Execução Orçamental Financeira e Conta da AN referente ao exercício de 2017, foram comprados 101 Lexus do modelo ES-350, ao preço de 35,9 milhões Kz cada, e 10 do modelo LS 460L, a 48,2 milhões Kz a unidade.

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Segundo a Agência Moody’s, Angola Está Entre os Países Africanos Com Mais Consolidação Bancária

A onda de fusões e aquisições que está a varrer os mercados bancários da África subsaariana é positiva, do ponto de vista do crédito”, lê-se numa análise da Moody’s a este setor.

De acordo com o relatório, enviado aos clientes e a que a Lusa teve acesso, “em Angola, o regulador está a levar a cabo uma análise da qualidade dos ativos dos bancos, que deverá estar concluída até ao final do ano, e deverá levar a um movimento de consolidação dentro do sistema bancário nos próximos dois anos”.

No documento, a Moody’s diz que, em termos globais na região, “o número de bancos pequenos e ineficientes está a cair, enquanto os maiores bancos continuam a crescer sustentadamente, fazendo emergir bancos com perfis de crédito mais fortes”.

Apesar de prever um crescimento “estagnado” em países como Angola, Nigéria e África do Sul, a Moody’s diz que são estas circunstâncias que empurram os bancos para “procurar sinergias e economias de escala através de fusões e aquisições”.


FMI Detecta os 5 Problemas da Economia Angolana

O Programa de Financiamento Ampliado foi aprovado a 7 de Dezembro de 2018 e prevê uma duração de três anos, permitindo o acesso a um financiamento global de 3,7 mil milhões USD e a assistência técnica para apoiar o Programa de Estabilização Macroeconómica e o Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022.

Embora o FMI considere a primeira avaliação deste programa positiva, a verdade é que Angola saiu de um financiamento de mil milhões USD (primeira tranche) para 248 milhões USD (segunda tranche), ou seja, equivalente a ¼ do primeiro valor. Nesta primeira avaliação, o FMI indica cinco desafios que Angola deve continuar empenhado em superar:

1- Diversificação económica

2- Estabilização do sistema financeiro.

3- Consolidação orçamental (isto é, melhoria da qualidade da despesa, a redução dos subsídios a preço e de bens fixados e aplicação de medidas de diversificação da base das receitas não petrolíferas).

4- Redução dos riscos que se colocam à sustentabilidade da dívida.

5- Acelerar a reestruturação das empresas públicas (isto é, melhorar a gestão do risco de crédito nos bancos públicos bem como o seu sistema de governação).

ANGONOTÍCIAS

 


Procurador-Geral da República Angolana Inicia Processos Para Repatriamento Compulsivo de Capitais

A Procuradoria-Geral da República (PGR) já trabalha no âmbito da lei do repatriamento de capitais na instrução de processos para recuperar os activos daqueles cidadãos nacionais que terão ignorado os apelos das autoridades angolanas para um repatriamento voluntário.

Segundo avança a VOA, esta garantia foi transmitida no Lubango pelo Procurador-Geral da República, Hélder Pita Grós, na sequência da reunião do conselho superior da magistratura do ministério público.

Segundo o magistrado, terminado a fase voluntária do processo a 26 de Dezembro de 2018, é chegado o momento da fase coerciva onde os órgãos judiciais são chamados a desempenhar o seu papel.

“Uma vez que essa recuperação de activos já não será feita de forma voluntária neste momento estamos a trabalhar já naquela recuperação coerciva”, disse.

“Esses processos irão depois para os tribunais para que os tribunais possam decidir sobre o arresto de alguns bens matrimoniais de alguns cidadãos é um trabalho que estamos a fazer neste momento com bastante intensidade”, acrescentou

Hélder Pita Grós anunciou igualmente a conclusão dos processos do antigo Ministro dos Transportes, Augusto Tomás, por alegado desvio no Conselho Nacional de Carregadores cujo arranque do julgamento está agendado para a próxima sexta-feira, 31, e de José Filomeno dos Santos na transferência irregular de usd 500 milhões do Fundo Soberano de Angola (FSA) para um banco britânico.