30% de Desempregados Falência de Empresas Divida a Aumentar, A Crise em Angola Sem Fim à Vista

Em Angola a crise provoca falência de empresas e mais de 30% de desempregados, enquanto a dívida pública atinge 71 biliões de dólares, cerca de metade em dívida interna e metade em externa.

A economia angolana vive uma grave crise, que está a causar a falência de empresas e o crescente desemprego, só na Província de Benguela mais de 30 empresas faliram, empurrando para o desemprego cerca de 20 mil pessoas, enquanto a dívida pública ultrapassa 50% do Produto Interno Bruto


Entre 2019 e 2022 Angola Vai Ter Que Pagar de Dívida 30.000 Milhões de Euros

Angola vai ter de desembolsar oito biliões de kwanzas (30.000 milhões de euros) no resgate da dívida interna e externa entre 2019 e 2022, segundo dados oficiais do Governo angolano compilados pela agência Lusa.

A informação resulta de uma análise ao Plano Anual de Endividamento (PAE) para 2018, do Ministério das Finanças, que aponta para um pico de desembolsos em 2020, ano em que o total de resgates a pagar pelo Estado ascenderá a 2,6 biliões de kwanzas (9.800 milhões de euros).


Ministro da Economia Angolana Anuncia Retirada do Estado da Actividade Empresarial

A actividade económica e produtiva fica reservada agora ao setor empresarial privado passando o Estado a limitar-se à promoção do crescimento da economia, declarou hoje o ministro da Economia e Planeamento, Pedro Luís da Fonseca. 

Essa decisão do Estado angolano, apresentada por Pedro Luís da Fonseca a empresários da indústria transformadora, no âmbito do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (Prodesi), decorre do facto de o Estado, que pretende alavancar a produção interna, concorrer com o setor privado – situação que se afigura desfavorável.


Acaba Sem Culpados Megaburla ao Estado Angolano

O novelo começa com a falsificação de vários ofícios do Ministério das Finanças angolano. A assinatura do governante fora forjada em genuíno papel timbrado do ministério. E com a garantia do selo branco da instituição. É com base nestes documentos que o governador do Banco Nacional de Angola ordena 17 pagamentos no montante global de 136 milhões de dólares (actualmenteperto de 111 milhões de euros) entre 2007 e 2009.

Tudo teria decorrido sem sobressaltos, não fosse o caso de, no final de 2009, o vice-ministro das Finanças ter estranhado um saldo negativo na conta “impostos petrolíferos”, com sede no Banco Espírito Santo, em Londres. A conta era habitualmente usada para pagar bens e serviços adquiridos pelo Estado angolano no estrangeiro e deveria apresentar um saldo confortável. Mas, na realidade, estava em dívida.


Emirado Árabes Unidos Vai Ajudar Angola no Processo de Repatriamento de Capitais

O Emirado Árabes Unidos está disponível para cooperar com Angola no processo de repatriamento de capitais, manifestou ontem, em Luanda, o ministro de Estado daquele país do Médio Oriente, Sultan Al Jabar, durante uma conferência de imprensa que marcou o final da sua visita ao país, logo à saída da assinatura de um acordo relativo à dupla tributação.

Sultan Al Jabar disse que “o repatriamento de capitais é uma outra área importante em que o Emirado Árabes Unidos deverá cooperar com o Banco Nacional de Angola (BNA), no sentido de se identificarem soluções e mecanismos para permitir essa repatriação”.