Disparou Para 91% a Dívida Pública Angolana

Desvalorização cambial e recessão económica também contribuem para catapultar a dívida que, em dólares, atingiu 95,1 mil milhões no final do ano passado.

A boa notícia é que a partir de agora será sempre a descer, embora só em 2023 fique abaixo dos 70% do PIB, percentagem considerada de alto risco para economias emergentes.

De acordo com o Expansão, o alargamento do perímetro da dívida pública às dívidas da Sonangol e da TAAG, bem como a inclusão de garantias públicas e de atrasados externos,

no âmbito do acordo com o FMI, catapultou a dívida pública angolana para 91% do PIB em 2018, cerca de 95,1 mil milhões USD, contrariando as estimativas do Governo que apontavam a 70 mil milhões USD, cerca de 67% do PIB.

Em 2016, o Governo mudou a lei da dívida pública para que esta deixasse de contemplar as dívidas das empresas públicas,

contrariando indicações do FMI e introduziu o conceito de dívida pública governamental que compreende apenas a dívida pública directa das entidades do sector público administrativo.


Angola Já Não Vendia Petróleo a Um Preço Tão Alto Há Quatro Anos

A exportação petrolífera rendeu a Angola 8.700 milhões de euros em receitas fiscais até novembro, mês em que cada barril de crude foi vendido, em média, a quase 80 dólares, o valor mais alto em quatro anos.

Segundo à Lusa, citando relatórios do Ministério das Finanças, até novembro, Angola exportou 491.862.592 barris de petróleo, a um preço médio de 70,82 dólares por barril, quando no Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2018 o Governo tinha inscrito uma previsão de 50 dólares por barril.

Só no mês de novembro, cada barril de petróleo foi vendido a 79,32 dólares.

Trata-se do valor mais alto desde novembro de 2014, quando, então, cada barril de crude foi exportado a 84,51 dólares.
A forte quebra na cotação internacional de petróleo desencadeada em finais de 2014 chegou a colocar o barril de crude vendido por Angola nos 30 dólares.

Contudo, em 11 meses de 2018, as vendas de petróleo por Angola já totalizam 34.833 milhões de dólares (30.466 milhões de euros), que resultaram em receitas fiscais de 3,067 biliões de kwanzas (8.700 milhões de euros).

O petróleo exportado por Angola já tinha atingido um pico, no preço, em outubro, ao ser exportado a 78,49 dólares, em média, cada barril.


Economia Angolana Relançada Com a Assistência do FMI

Foto de Pedro Parente)

O Presidente da República, João Lourenço, declarou, nesta quinta-feira, que o programa de financiamento alargado do FMI permitirá restaurar a estabilidade económica de Angola e acelerar a diversificação da economia nacional.

Ao intervir num jantar oficial com a delegação do FMI, liderada pela directora-geral, Christine Lagarde, referiu que esse programa poderá contribuir para a recuperação da competitividade económica de Angola e para a estabilização das Reservas Internacionais Líquidas.

João Lourenço disse esperar que as relações com o FMI acelerem a actualização da legislação sobre o branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo.

Nessa esteira, o Presidente afirmou que estão criados os mecanismos para normalizar e restabelecer as relações com os bancos correspondentes internacionais.

“É um desejo fundamental para Angola e a sua economia recuperarem a necessária credibilidade”, exprimiu o Presidente da República.

A curto prazo, o titular do poder Executivo antevê a introdução do IVA, para melhorar as fontes de receitas do estado e, com isso, atender as principais necessidades da população.

A visita de Christine Lagarde, iniciada hoje às 14h15, acontece duas semanas depois de o Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional ter aprovado, em Washington, o Programa de Financiamento Ampliado (EFF), no valor de 3,7 mil milhões de dólares, para apoiar as reformas económicas em curso em Angola.


Para Apoiar o Programa de Reforma Económica de Angola o FMI Anuncia Financiamento de 3,3 Mil Milhões de Euros

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou um pacote de ajuda externa a Angola no valor de 3,7 mil milhões de dólares (3,3 mil milhões de euros) para apoiar o programa de reforma económica e fiscal de Angola.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou um pacote de ajuda externa a Angola no valor de 3,7 mil milhões de dólares (3,3 mil milhões de euros) para apoiar o programa de reforma económica e fiscal do país.

Num comunicado, na sexta-feira, o FMI indicou que 990,7 milhões de dólares serão “disponibilizados imediatamente para Angola”.

“O montante remanescente será escalonado ao longo da duração do programa, sujeito a revisões semestrais”, acrescentou.

O Programa de Financiamento Ampliado (Extended Fund Facility – EFF), que surge depois do acordo negociado pelo Executivo angolano e o FMI em 2008, visa fundamentalmente a consolidação do ajustamento fiscal.


Em Resposta a João Lourenço, Eduardo dos Santos Disse Ter Deixado Mais de 15 Mil Milhões de Dólares nos Cofres do Estado Angolano

O ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos, respondeu hoje, em conferência de imprensa, ao actual Chefe de Estado, João Lourenço, afirmando que deixou mais de 15 mil milhões de dólares nos cofres do Estado, avança o Novo Jornal Onlie.

Visivelmente debilitado, José Eduardo dos Santos, que convocou uma conferência de imprensa na nova sede da Fundação Eduardo dos santos, garantiu ter deixado mais de 15 mil milhões de dólares nas contas do Banco Nacional de Angola (BNA).

“Vou começar por dizer que não deixei os cofres do Estado vazios, quando na segunda quinzena do mês de Setembro de 2017 fiz a entrega das minhas funções ao novo Presidente da república. Nessa altura, nas contas do Banco Nacional de Angola, estavam mais de 15 mil milhões de dólares como reservas internacionais liquidas. O gestor dessas contas era o senhor governador do BNA (Walter Filipe)”.