Em 2019 Começa a Evidenciar-se a Recuperação Económica em Angola

Depois de vários anos de crise, a recuperação económica em Angola começa a evidenciar-se em 2019, segundo reportou, hoje, sábado, o Atlantic Council’s Africa Center (Centro Africano do Conselho Atlântico).

O artigo destaca que as reformas no país “parecem estar a aliviar os males económicos de Angola, com o Banco Mundial a estimar um crescimento do PIB de 2,9% em 2019”.

O centro vaticina que à medida que o clima económico em Angola melhora, vai-se de igual modo, proporcionando oportunidades para investimento estrangeiro – não só na esfera do petróleo e gás, mas também em sectores em crescimento, como turismo e agricultura.

O artigo faz ainda referência ao Programa de Estabilização Macroeconómica lançado pelo presidente Angolano, João Lourenço, com foco em três pilares, nomeadamente consolidação fiscal, melhorias no ambiente de negócios e política monetária.

De acordo com a publicação, o Programa de Estabilização Macroeconómica do Executivo Angolano já conduziu à progressos significativos, incluindo uma nova lei que permite aos investidores internacionais investirem em Angola sem um parceiro local (anteriormente um requisito) e a revogação da taxa de câmbio indexada.


14,5 Milhões de Euros Foi Quanto Rendeu a Angola o 1º Leilão de Diamantes Brutos

O primeiro leilão de diamantes brutos realizado em Angola rendeu 16,7 milhões de dólares (14,5 milhões de euros), anunciou a empresa Sodiam, do grupo diamantífera estatal angolano.

Segundo um comunicado da diamantífera, o montante total arrecadado com o leilão das sete “pedras especiais” foi de 16.696.696,27 milhões de dólares, saindo vencedoras as empresas Arslanian Group DMCC, Blue Glacier Diamonds, Kapu Gems, Shree Ramkrishna Export Pvt Ltd, M.B.D. BVDA, Julius Klein Group.

Organizado pela Sociedade de Comercialização de Diamantes (Sodiam), empresa pública, o leilão contemplou a venda de um lote de sete “pedras especiais”, assim qualificadas por ultrapassarem os 10,8 quilates, provenientes da Sociedade Mineira do Lulo, com entre 43,25 e 114,94 quilates.

No leilão participaram 31 empresas, provenientes de oito países, designadamente Angola, Bélgica, Emirados Árabes Unidos, Índia, Estados Unidos, África do Sul, Israel e China.

O primeiro leilão de pedras brutas, iniciado às 00:00 (23:00 de terça-feira em Lisboa) de quarta-feira e que encerrou hoje às 12:00 (11:00 de Lisboa) foi concretizado com a implementação da Política de Comercialização de Diamantes, aprovada pelo Decreto Presidencial nº175/18, de 27 de julho de 2018.


A China Continua a Ser o Principal Comprador de Petróleo Angolano

A China continua a ser o principal destino das exportações de petróleo de Angola, com 72,28% do total, muito à frente da Índia (10%) e de Portugal e África do Sul, afirmou fonte da petrolífera angolana.

Segundo o presidente da Comissão Executiva da SONACI – Sonangol Comercialização Internacional, Luís Manuel, que apresentava em conferência de imprensa, em Luanda, os resultados do mercado petrolífero angolano referente ao quarto trimestre de 2018, os dados mantêm-se praticamente idênticos aos do terceiro, não adiantando dados referentes a Portugal.

Luís Manuel, porém, salientou os esforços da diplomacia económica angolana feitos em 2018, que poderão permitir que o Japão, “que praticamente desapareceu há mais de uma década do mercado petrolífero angolano”, possa regressar “em força” à lista de principais importadores do crude angolano.


“Vamos Ter Saudades de 2017″ Disse o Governador do Banco Nacional de Angola

“Vamos ter saudades de 2017.” Com estas palavras, o governador do Banco Nacional de Angola, José Massano, destapa uma ponta do véu sobre as dificuldades que os angolanos vão enfrentar nos próximos tempos. Em causa está a implementação das medidas de ajustamento económico impostas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) ao abrigo do programa assinado em dezembro. Com este acordo, que trouxe pela primeira vez a Angola o mais alto responsável do FMI, Christine Lagarde, as autoridades de Luanda poderão vir a beneficiar de um empréstimo de 3 mil milhões de dólares (€2,7 mil milhões).

Sujeito ao cumprimento rigoroso das exigências do FMI, a libertação desse dinheiro, segundo um antigo funcionário angolano no Banco Mundial, será feita “com controlo do orçamento à boca da caixa”. Ou seja, mediante o cumprimento de metas regulares de execução orçamental.

E, por força de uma série de circunstâncias como a descida do preço do petróleo e a redução da produção e o corte imposto pela OPEP, o Governo foi já obrigado a fazer uma cativação de 40% do orçamento. O que irá obrigar a rever as contas. Pelo menos em termos práticos. “Sem ser de jure (em termos formais) mas de facto (na prática) vamos adotar já este mês um orçamento retificativo”, confidenciou ao Expresso fonte do Banco Nacional de Angola (BNA).


Disparou Para 91% a Dívida Pública Angolana

Desvalorização cambial e recessão económica também contribuem para catapultar a dívida que, em dólares, atingiu 95,1 mil milhões no final do ano passado.

A boa notícia é que a partir de agora será sempre a descer, embora só em 2023 fique abaixo dos 70% do PIB, percentagem considerada de alto risco para economias emergentes.

De acordo com o Expansão, o alargamento do perímetro da dívida pública às dívidas da Sonangol e da TAAG, bem como a inclusão de garantias públicas e de atrasados externos,

no âmbito do acordo com o FMI, catapultou a dívida pública angolana para 91% do PIB em 2018, cerca de 95,1 mil milhões USD, contrariando as estimativas do Governo que apontavam a 70 mil milhões USD, cerca de 67% do PIB.

Em 2016, o Governo mudou a lei da dívida pública para que esta deixasse de contemplar as dívidas das empresas públicas,

contrariando indicações do FMI e introduziu o conceito de dívida pública governamental que compreende apenas a dívida pública directa das entidades do sector público administrativo.