Em Angola Comprovadas Reservas de Petróleo Avaliadas em 6.000 Milhões de Barris Equivalente a 10 Anos de Produção

A informação consta do prospecto da emissão de ‘eurobonds’ de 3.000 milhões de dólares (2.500 milhões de euros), a 10 e 30 anos e com juros acima dos 8,2% ao ano – concretizada pelo Estado angolano este mês -, que foi enviado aos investidores e ao qual a Lusa teve acesso.

No documento de mais de 200 páginas de suporte à operação de colocação de títulos da dívida pública angolana em moeda estrangeira, a segunda do género feita pelo país e denominada “Palanca 2”, é referido que entre 2013 e 2017, foram descobertos em Angola 3.700 milhões de barris de petróleo e 850 milhões de barris de gás.

“Além de expandir as reservas de petróleo de Angola, estas novas descobertas geraram substanciais pagamentos de bónus de descoberta comercial por parte de grupos de empreiteiros ao Estado”, lê-se no mesmo documento.

Em 2015, a administração da Sonangol, concessionária petrolífera estatal angolana, tinha anunciado que as reservas de petróleo em Angola estavam então avaliadas entre 3.500 milhões de barris (categoria de provada) e 10.800 milhões de barris (categoria de provável).


No Próximo Ano Com o Petróleo em Alta Poderá Chegar aos 100 Dólares o Barril

Os avanços registados no preço do petróleo no mercado internacional abrem, segundo especialistas, boas perspectivas para que o barril do crude possa ultrapassar a barreira dos USD 100. No entanto, há quem pense num crescimento mais moderado, admitindo mesmo uma queda em 2019.

Os preços do petróleo podem subir para USD 100 no próximo ano, um nível não registado desde 2014, devido à possibilidade de os riscos de oferta da Venezuela e do Irão pressionarem os mercados internacionais, segundo o Bank of America, num relatório sobre o assunto e divulgado recentemente em Nova Iorque. Na última semana (Sexta-feira) o Brent chegou a tocar nos USD 78, a 11 de Maio, e deverão atingir a casa dos USD 90 no segundo trimestre de 2019 devido à redução dos stocks internacionais, sugerem várias análises feitas na semana finda.

Uma desta análises é do Bank of América. No entanto, esta visão depende da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em conseguir reanimar a produção e do impacto limitado das sanções dos EUA ao Irão. Os preços poderão subir ainda mais, afirma o banco, o primeiro de Wall Street a sugerir o regresso dos preços desta matéria- prima aos USD 100.


Devido à Subida do Preço do Petróleo a UNITA Pede Revisão do Orçamento

O Orçamento Geral do estado (OGE) para 2018 foi elaborado e aprovado com base no barril de petróleo a 50 dólares norte-americanos mas o valor médio desde Janeiro situa-se próximo dos 70 – hoje está a ser vendido a 75,5 USD -, o que resulta num excedente de 20 dólares, situação que a UNITA entende ser suficiente para avançar com uma revisão do OGE.

Esta posição da UNITA foi defendida ontem na província da Huila pelo vice-presidente do partido, Raúl Danda, argumentando que o OGE 2018 foi feito com base no preço do petróleo a 50 dólares o barril, mas o barril de crude atingiu os 75 dólares, existindo um remanescente que pode ser usado para responder às enormes dificuldades existentes nas áreas da saúde e da educação.

“Ontem, segunda-feira, o valor do barril do petróleo nos mercados internacionais ultrapassou os 75 dólares. Urge rever o OGE”, afirmou o vice-presidente da UNITA, defendendo que “o Governo deverá ir ao Parlamento dizer como é que vai gastar este dinheiro”.

Com o barril a ser vendido a 75 USD, o Estado angolano consegue, face aos valores contidos no OGE, um suplemento diário superior a 40 milhões de dólares norte-americanos, o que corresponde a 25 dólares multiplicados pelos cerca de 1,6 milhões de barris de crude exportados diariamente.


Governo Angolano Não Sabe Quantos Milhões de Dólares Foram Levados Para o Estrangeiro

O secretário para os Assuntos Políticos, Constitucionais e Parlamentares do Presidente da República, Marccy Lopes, disse hoje no Parlamento que ninguém sabe quantos milhões de dólares foram levados para o estrangeiro de forma ilícita nem os que saíram de forma legal.

Marccy Lopes respondia aos deputados, que estão a discutir na especialidade o Projecto de Lei do Regime Extraordinário de Regulação Patrimonial, de iniciativa do Grupo Parlamentar da UNITA, e da Proposta de Lei sobre o Repatriamento de Recursos Financeiros Domiciliados no Exterior do País, proveniente do Executivo.

“Por desconhecermos os dinheiros lícitos e ilícios depositados lá fora é a razão pela qual o Presidente da República submeteu ao Parlamento o Projecto de Lei sobre o Repatriamento de Recursos Financeiros Domiciliados no Exterior do País”, explicou Marccy Lopes.

Para o líder do grupo parlamentar da CASA-CE, André Mendes de Carvalho, o facto de, como referiu Marccy Lopes, o Executivo não conhece os milhões de dólares depositados fora do País por entidades colectivas e singulares, então “os deputados estão a fazer um exercício fútil” ao discutir propostas de Lei que visam abreviar o regresso desses mesmos dinheiros.


Em Fevereiro Diamantes Disparam 58% em Receitas Fiscais Para Angola

Os diamantes continuam a ser o segundo produto mais exportado do País e, em 2017, as receitas fiscais geradas com a venda da pedra preciosa registaram um aumento de 5% face a 2016. O fim da obrigatoriedade de negociar com os clientes preferenciais começa a animar o mercado

Angola arrecadou, em Fevereiro, 1,4 mil milhões Kz em receitas fiscais no sector dos diamantes, mais 58% face a igual período do ano passado quando o valor se fixou nos 884 milhões Kz.

De acordo com o relatório mensal da direção de tributação fiscal do Ministério das Finanças, em termos de vendas globais Angola vendeu 94,4 milhões USD em Fevereiro, representando um aumento de 6% face aos 89 milhões registados em 2017

Angola exportou 719,6 mil quilates, durante o período em análise, a um preço médio de 131,3 USD. O pagamento do imposto industria, pelos operadores rendeu ao País 488,2 milhões Kz, em Fevereiro último, contra os 300,5 milhões Kz registados em igual período do ano passado.