“Operação Transparência” Leva à Apreensão de 3.000 Pedras de Diamantes na Lunda-Norte

A Polícia Nacional recuperou, na província da Lunda-Norte, três mil pedras de diamantes de vários quilates, 80 mil dólares americanos e dois milhões e meio de kwanzas, no quadro da “Operação Transparência”, revelou na terça-feira, o porta-voz da operação, comissário António Bernardo.

Ao fazer o balanço preliminar do primeiro dia da operação em curso em todos os municípios da província com potencial de exploração de diamante, o comissário António Bernardo disse que foram detidos 800 estrangeiros de diversas nacionalidades, com realce para os da República Democrática do Congo (RDC), e apreendidos vários meios utilizados pelos garimpeiros na exploração ilícita de diamante.
Da operação resultou ainda a detenção de 150 viaturas de diversas marcas, umas usadas no transporte de garimpeiros para as áreas de garimpo e outras para oferta aos garimpeiros que apanhassem pedras de diamante de maior valor, estimulando deste modo a prática de exploração ilegal de diamante.
A “Operação Transparência”, segundo o porta-voz, decorre em todo o país e visa combater a imigração ilegal, a exploração e o tráfico ilícito de diamantes, de modo a evitar que o país continue a ser invadido silenciosamente. O comissário António Bernardo disse que os resultados começam a ser satisfatórios em função das detenções e apreensões registado no primeiro dia. Segundo António Bernardo, os cidadãos da RDC começam a ser repatriados a partir da fronteira comum, enquanto que os outros serão transportados para Luanda, onde será cumprida toda a tramitação legal e viajarem para os países de origem.
António Bernardo referiu que actualmente todas as casas destinadas à compra de diamante na província da Lunda-Norte estão encerradas. O responsável explicou que a existência de empresas que têm como objecto social a compra de diamante está regulamentada, mas muitas não cumprem com os procedimentos legais para o exercício da actividade. “Essa situação não pode ser permitida num país ordeiro, por isso estamos determinados a combater a ilegalidade e promover a actividade comercial que fortaleça a economia nacional”, disse.


Nos Próximos 5 Anos Entrarão em Exploração em Angola 3 Novas Minas de Diamantes

Três novas minas de diamantes deverão entrar em exploração nos próximos cinco anos em Angola, anunciou hoje (09), em Saurimo, o administrador para área do Planeamento Estratégico e Operações Minerais da estatal Endiama, Laureano Receado.

Laureado Receado, que falava à Angop, à margem de uma visita efectuada à Sociedade Mineira de Catoca (SMC), no âmbito da apresentação do novo director-geral da empresa diamantífera, Benedito Paulo, disse tratar-se das minas de Chire, Mulepe e Sanda Mina, cujos trabalhos de prospecção geológica e do levantamento geofísico tiveram inicio há quatro anos.

Sem dar pormenores técnicos, relativos às reservas e ao tempo de vida das minas, disse que a entrada em exploração  aumentará a quota de contribuição do sub-sector dos diamantes na economia nacional e no Orçamento Geral do Estado (OGE).

Segundo o executivo da estatal angolana, a Endiama está a trabalhar para que as minas entrem em funcionamento nos próximos cinco anos.


O Mercado Internacional Está Bom Para os Diamantes Angolanos

O presidente do Conselho de Administração da Endiama, diamantífera estatal angolana, disse hoje, em Luanda, que, actualmente, “o mercado está bom, a reagir bem” devido ao aumento dos preços nos mercados internacionais.

Ganga Júnior falava à imprensa à margem de um encontro de avaliação pelas empresas do subsector dos diamantes para analisar o segundo trimestre deste ano e perspectivas para o terceiro trimestre, tendo dado também conta de “algumas melhoras” nos volumes de produção em alguns projectos.

“Estamos neste momento com cerca de três milhões de quilates. Estamos a fazer o balanço de cada empresa individualmente e as coisas estão a correr bem, são animadoras [as perspectivas]”, disse Ganga Júnior.

Relativamente ao mercado, o presidente da Endiama referiu que “está razoável”, com o desafio a centrar-se actualmente no aumento da produção.

“Estou convencido que o nosso desempenho vai ser melhor este ano”, admitiu, sublinhando que a meta de produção para 2018 é de cerca de nove milhões de quilates.

“O mercado está bom, está a reagir. O mercado internacional também e agora compete-nos também a nós trabalharmos para o aumento dos volumes de produção”, frisou.

Por sua vez, o Administrador da Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola (Sodiam), Fernando Amaral, referiu que a facturação neste segundo trimestre ultrapassou os 300 milhões de dólares (257,2 milhões de euros).


Terminou o Que Se Passava com o Negócio dos Diamantes em Angola

 

Pornográfico. Não consigo encontrar melhor definição para o que se passava até há bem pouco tempo no negócio dos diamantes em Angola. Com a cumplicidade de tudo e de todos.

Quando digo bem pouco tempo, digo pelo menos até Novembro de 2017, quando o recém-empossado Presidente João Lourenço decidiu quebrar o monopólio que vigorava praticamente desde 2007.

A última versão do modelo foi definida pelo decreto presidencial n.º 163/16 assinado pelo então Presidente José Eduardo dos Santos em 26 de Agosto de 2016, que aprovou “a política de comercialização de diamantes brutos”.

No mercado industrial que vale cerca de 90% do mercado de diamantes em Angola as coisas passavam-se mais ou menos assim.

O produtor de diamantes informava a SODIAM que tinha para venda um lote de “X” quilates distribuídos por “N” fracções avaliados em “Y” USD. Acto contínuo, a SODIAM, empresa responsável pela organização do processo de comercialização de diamantes e a arrecadação de receitas fiscais para o Estado resultante da venda dos mesmos, indicava um cliente preferencial, homologado pelo Ministério de tutela do sector mineiro, com o qual o produtor devia negociar a venda.


Em Fevereiro Diamantes Disparam 58% em Receitas Fiscais Para Angola

Os diamantes continuam a ser o segundo produto mais exportado do País e, em 2017, as receitas fiscais geradas com a venda da pedra preciosa registaram um aumento de 5% face a 2016. O fim da obrigatoriedade de negociar com os clientes preferenciais começa a animar o mercado

Angola arrecadou, em Fevereiro, 1,4 mil milhões Kz em receitas fiscais no sector dos diamantes, mais 58% face a igual período do ano passado quando o valor se fixou nos 884 milhões Kz.

De acordo com o relatório mensal da direção de tributação fiscal do Ministério das Finanças, em termos de vendas globais Angola vendeu 94,4 milhões USD em Fevereiro, representando um aumento de 6% face aos 89 milhões registados em 2017

Angola exportou 719,6 mil quilates, durante o período em análise, a um preço médio de 131,3 USD. O pagamento do imposto industria, pelos operadores rendeu ao País 488,2 milhões Kz, em Fevereiro último, contra os 300,5 milhões Kz registados em igual período do ano passado.