A Partir de Amanhã Angola Vai Contar com Nova Fábrica de Lapidação de Diamantes em Luanda

Angola contará a partir de terça-feira, dia 12 de Fevereiro, com uma fábrica de lapidação de diamantes.

Localizada em Talatona, a Stone Polished Diamond (SPD) resulta de uma parceria entre investidores privados angolanos e a SODIAM. O ministro dos Recursos Minerais e dos Petróleos, Diamantino Pedro Azevedo, vai inaugurar amanhã, em Talatona, uma nova fábrica de lapidação de diamantes e de pedras especiais, cujo investimento ascende a 5 milhões USD.

Resultado de uma parceria entre investidores privados nacionais e a SODIAM, que tem uma participação de 10% no capital social, esta nova fábrica está instalada numa área de 400 m2.

A linha de produção é composta por equipamentos de alta tecnologia, de vanguarda tecnológica mundial na actividade de lapidação, capazes de posicionarem a SPD entre os centros de lapidação mais bem equipados do mundo.

Inicialmente irá lapidar diamantes de 3 a 10 quilates e pedras especiais, com uma capacidade de lapidação de 2000 quilates/mês durante o primeiro ano de funcionamento. Construída no prazo de 90 dias, por empresas nacionais quer na fase de projecto quer na de construção, esta fábrica está também equipada com um dos sistemas de segurança mais avançados do país, composto por controlos automatizados de acesso, scanners faciais, leitores biométricos e câmaras de vídeo monitorização de última geração.


14,5 Milhões de Euros Foi Quanto Rendeu a Angola o 1º Leilão de Diamantes Brutos

O primeiro leilão de diamantes brutos realizado em Angola rendeu 16,7 milhões de dólares (14,5 milhões de euros), anunciou a empresa Sodiam, do grupo diamantífera estatal angolano.

Segundo um comunicado da diamantífera, o montante total arrecadado com o leilão das sete “pedras especiais” foi de 16.696.696,27 milhões de dólares, saindo vencedoras as empresas Arslanian Group DMCC, Blue Glacier Diamonds, Kapu Gems, Shree Ramkrishna Export Pvt Ltd, M.B.D. BVDA, Julius Klein Group.

Organizado pela Sociedade de Comercialização de Diamantes (Sodiam), empresa pública, o leilão contemplou a venda de um lote de sete “pedras especiais”, assim qualificadas por ultrapassarem os 10,8 quilates, provenientes da Sociedade Mineira do Lulo, com entre 43,25 e 114,94 quilates.

No leilão participaram 31 empresas, provenientes de oito países, designadamente Angola, Bélgica, Emirados Árabes Unidos, Índia, Estados Unidos, África do Sul, Israel e China.

O primeiro leilão de pedras brutas, iniciado às 00:00 (23:00 de terça-feira em Lisboa) de quarta-feira e que encerrou hoje às 12:00 (11:00 de Lisboa) foi concretizado com a implementação da Política de Comercialização de Diamantes, aprovada pelo Decreto Presidencial nº175/18, de 27 de julho de 2018.


Saurimo (Lunda Sul) Vai Ter a Partir de Fevereiro Uma Fábrica de Corte e Lapidação de Diamantes

Uma fábrica de corte e lapidação de diamantes, será instalada a partir de Fevereiro de 2019, em Saurimo (Lunda Sul), informou hoje (quarta-feira), o administrador-executivo da Empresa Nacional de Comercialização de Diamante de Angola (SODIAM), Neves Silva.

Com capacidade de processar quatro quilates de diamante bruto/mês, numa primeira fase, a construção da unidade fabril enquadra-se no âmbito do plano estratégico da SODIAM, do quinquénio 2018/2022.

Falando no final do encontro que a delegação da SODIAM e parceiros do projecto mantiveram com o governador provincial da Lunda Sul, Daniel Neto, o administrador fez saber que as obras terão início em Fevereiro de 2019 e terminam em Agosto do mesmo ano, que contribuirá para geração de emprego para a juventude.

Sem revelar os valores agregados na compra da matéria-prima como diamante bruto e outros, Neves Silva disse que a unidade terá a maior capacidade instalada a nível do país, e a construção da infraestrutura está orçado em 10 milhões de dólares.

Sublinhou que a existência da mina de Catoca, influenciou a implementação da fábrica na Lunda Sul, uma vez que foi já aprovado uma política de comercialização dos diamantes. Entretanto, as empresas de lapidação têm uma cota definida, e a província em termos de produção representa 80 por cento de volume e 70 em valor.


Governo Angolano Põe Fim ao Monopólio da Venda de Diamantes

O Governo angolano aprovou esta quarta-feira o Regulamento Técnico de Comercialização de Diamantes Brutos que, na prática, põe fim ao monopólio da venda do mineral, e criou formalmente a Agência Nacional de Petróleos e Gás (ANPG), a nova concessionária nacional.

As decisões foram tomadas na tradicional reunião do Conselho de Ministros, liderada pelo Presidente angolano, João Lourenço, cujo comunicado final foi enviado à agência Lusa.

O regulamento, lê-se no documento, é um “instrumento legal” que estabelece as modalidades de compra e venda de diamantes, com o intuito de “atingir os objetivos estratégicos do setor mineiro e da política de comercialização definida pelo executivo, visando aumentar a prospeção e exploração, fomentar o investimento externo, instalar fábricas de lapidação e obter maiores receitas para o Estado.

“Foi aprovada há já algum tempo a política para a proteção de diamantes, que tem como fundamento primeiro a eliminação do monopólio da comercialização de diamantes brutos que existia no país”, explicou o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos de Angola, Diamantino de Azevedo.

A 07 de agosto último, Diamantino de Azevedo anunciou uma reestruturação no setor geológico-mineiro no país, que passa pela remodelação das empresas públicas e concessionárias do país, como a Endiama e a Ferrangol.


Operação “Transparência” Foram Apreendidos nas Lundas Perto de 2 Mil Quilates de Diamantes

Quase 2 mil quilates de um total de 24 mil e 456 pedras de diamantes foram apreendidos na decorrência da operação “Transparência”. O pré-balanço feito pelas autoridades mostra o quanto o país estava a ser delapidado.

Os congoleses democráticos constituem o maior número de estrangeiros envolvidos em negócios ilegais no país. Até ao início desta semana, a operação “Transparência” tinha interpelado e repatriado um total de 7 mil e 435, sendo 4 mil 399 do sexo masculino e 808 crianças em situação migratória ilegal. A este lote juntam-se os 180 mil 802 cidadãos daquele país que “decidiram regressar voluntariamente à terra de origem” através dos postos fronteiriços do Txumo, Chissanda, Furi, Nachir, Itanda e Fortuna e dos marcos 25 e 28. No meio desta mais de uma centena de milhares, 11 mil são crianças. Além dos congoleses democráticos, outras 15 nacionalidades estavam presentes preferencialmente no negócio do “garimpo” de diamantes no Leste do país.

Africanos provenientes da Guiné Conacri fazem o segundo maior lote de emigrantes ilegais detectados pela operação em curso. São até agora 35 cidadãos daquele país oeste africano. Seguem-se os mauritanianos (14) e os ivorienses (13). Para lá destes, estavam na mesma situação eritreus, serra-leoneses, gambianos, tchadianos, malianos, liberianos, sudaneses, ruandeses, congoleses (Brazzaville), somalis e zambianos. Qualquer coisa como quase um terço das restantes 53 diferentes nacionalidades do Continente Negro. Mas, quanto a nacionalidades não são apenas as de África que andam a delapidar os recursos angolanos através do “garimpo” ilegal de diamantes. A operação “Transparência” detectou igualmente 3 libaneses, 2 belgas e 1 alemão.