Saurimo (Lunda Sul) Vai Ter a Partir de Fevereiro Uma Fábrica de Corte e Lapidação de Diamantes

Uma fábrica de corte e lapidação de diamantes, será instalada a partir de Fevereiro de 2019, em Saurimo (Lunda Sul), informou hoje (quarta-feira), o administrador-executivo da Empresa Nacional de Comercialização de Diamante de Angola (SODIAM), Neves Silva.

Com capacidade de processar quatro quilates de diamante bruto/mês, numa primeira fase, a construção da unidade fabril enquadra-se no âmbito do plano estratégico da SODIAM, do quinquénio 2018/2022.

Falando no final do encontro que a delegação da SODIAM e parceiros do projecto mantiveram com o governador provincial da Lunda Sul, Daniel Neto, o administrador fez saber que as obras terão início em Fevereiro de 2019 e terminam em Agosto do mesmo ano, que contribuirá para geração de emprego para a juventude.

Sem revelar os valores agregados na compra da matéria-prima como diamante bruto e outros, Neves Silva disse que a unidade terá a maior capacidade instalada a nível do país, e a construção da infraestrutura está orçado em 10 milhões de dólares.

Sublinhou que a existência da mina de Catoca, influenciou a implementação da fábrica na Lunda Sul, uma vez que foi já aprovado uma política de comercialização dos diamantes. Entretanto, as empresas de lapidação têm uma cota definida, e a província em termos de produção representa 80 por cento de volume e 70 em valor.


Governo Angolano Põe Fim ao Monopólio da Venda de Diamantes

O Governo angolano aprovou esta quarta-feira o Regulamento Técnico de Comercialização de Diamantes Brutos que, na prática, põe fim ao monopólio da venda do mineral, e criou formalmente a Agência Nacional de Petróleos e Gás (ANPG), a nova concessionária nacional.

As decisões foram tomadas na tradicional reunião do Conselho de Ministros, liderada pelo Presidente angolano, João Lourenço, cujo comunicado final foi enviado à agência Lusa.

O regulamento, lê-se no documento, é um “instrumento legal” que estabelece as modalidades de compra e venda de diamantes, com o intuito de “atingir os objetivos estratégicos do setor mineiro e da política de comercialização definida pelo executivo, visando aumentar a prospeção e exploração, fomentar o investimento externo, instalar fábricas de lapidação e obter maiores receitas para o Estado.

“Foi aprovada há já algum tempo a política para a proteção de diamantes, que tem como fundamento primeiro a eliminação do monopólio da comercialização de diamantes brutos que existia no país”, explicou o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos de Angola, Diamantino de Azevedo.

A 07 de agosto último, Diamantino de Azevedo anunciou uma reestruturação no setor geológico-mineiro no país, que passa pela remodelação das empresas públicas e concessionárias do país, como a Endiama e a Ferrangol.


Operação “Transparência” Foram Apreendidos nas Lundas Perto de 2 Mil Quilates de Diamantes

Quase 2 mil quilates de um total de 24 mil e 456 pedras de diamantes foram apreendidos na decorrência da operação “Transparência”. O pré-balanço feito pelas autoridades mostra o quanto o país estava a ser delapidado.

Os congoleses democráticos constituem o maior número de estrangeiros envolvidos em negócios ilegais no país. Até ao início desta semana, a operação “Transparência” tinha interpelado e repatriado um total de 7 mil e 435, sendo 4 mil 399 do sexo masculino e 808 crianças em situação migratória ilegal. A este lote juntam-se os 180 mil 802 cidadãos daquele país que “decidiram regressar voluntariamente à terra de origem” através dos postos fronteiriços do Txumo, Chissanda, Furi, Nachir, Itanda e Fortuna e dos marcos 25 e 28. No meio desta mais de uma centena de milhares, 11 mil são crianças. Além dos congoleses democráticos, outras 15 nacionalidades estavam presentes preferencialmente no negócio do “garimpo” de diamantes no Leste do país.

Africanos provenientes da Guiné Conacri fazem o segundo maior lote de emigrantes ilegais detectados pela operação em curso. São até agora 35 cidadãos daquele país oeste africano. Seguem-se os mauritanianos (14) e os ivorienses (13). Para lá destes, estavam na mesma situação eritreus, serra-leoneses, gambianos, tchadianos, malianos, liberianos, sudaneses, ruandeses, congoleses (Brazzaville), somalis e zambianos. Qualquer coisa como quase um terço das restantes 53 diferentes nacionalidades do Continente Negro. Mas, quanto a nacionalidades não são apenas as de África que andam a delapidar os recursos angolanos através do “garimpo” ilegal de diamantes. A operação “Transparência” detectou igualmente 3 libaneses, 2 belgas e 1 alemão.


“Operação Transparência” Leva à Apreensão de 3.000 Pedras de Diamantes na Lunda-Norte

A Polícia Nacional recuperou, na província da Lunda-Norte, três mil pedras de diamantes de vários quilates, 80 mil dólares americanos e dois milhões e meio de kwanzas, no quadro da “Operação Transparência”, revelou na terça-feira, o porta-voz da operação, comissário António Bernardo.

Ao fazer o balanço preliminar do primeiro dia da operação em curso em todos os municípios da província com potencial de exploração de diamante, o comissário António Bernardo disse que foram detidos 800 estrangeiros de diversas nacionalidades, com realce para os da República Democrática do Congo (RDC), e apreendidos vários meios utilizados pelos garimpeiros na exploração ilícita de diamante.
Da operação resultou ainda a detenção de 150 viaturas de diversas marcas, umas usadas no transporte de garimpeiros para as áreas de garimpo e outras para oferta aos garimpeiros que apanhassem pedras de diamante de maior valor, estimulando deste modo a prática de exploração ilegal de diamante.
A “Operação Transparência”, segundo o porta-voz, decorre em todo o país e visa combater a imigração ilegal, a exploração e o tráfico ilícito de diamantes, de modo a evitar que o país continue a ser invadido silenciosamente. O comissário António Bernardo disse que os resultados começam a ser satisfatórios em função das detenções e apreensões registado no primeiro dia. Segundo António Bernardo, os cidadãos da RDC começam a ser repatriados a partir da fronteira comum, enquanto que os outros serão transportados para Luanda, onde será cumprida toda a tramitação legal e viajarem para os países de origem.
António Bernardo referiu que actualmente todas as casas destinadas à compra de diamante na província da Lunda-Norte estão encerradas. O responsável explicou que a existência de empresas que têm como objecto social a compra de diamante está regulamentada, mas muitas não cumprem com os procedimentos legais para o exercício da actividade. “Essa situação não pode ser permitida num país ordeiro, por isso estamos determinados a combater a ilegalidade e promover a actividade comercial que fortaleça a economia nacional”, disse.


Nos Próximos 5 Anos Entrarão em Exploração em Angola 3 Novas Minas de Diamantes

Três novas minas de diamantes deverão entrar em exploração nos próximos cinco anos em Angola, anunciou hoje (09), em Saurimo, o administrador para área do Planeamento Estratégico e Operações Minerais da estatal Endiama, Laureano Receado.

Laureado Receado, que falava à Angop, à margem de uma visita efectuada à Sociedade Mineira de Catoca (SMC), no âmbito da apresentação do novo director-geral da empresa diamantífera, Benedito Paulo, disse tratar-se das minas de Chire, Mulepe e Sanda Mina, cujos trabalhos de prospecção geológica e do levantamento geofísico tiveram inicio há quatro anos.

Sem dar pormenores técnicos, relativos às reservas e ao tempo de vida das minas, disse que a entrada em exploração  aumentará a quota de contribuição do sub-sector dos diamantes na economia nacional e no Orçamento Geral do Estado (OGE).

Segundo o executivo da estatal angolana, a Endiama está a trabalhar para que as minas entrem em funcionamento nos próximos cinco anos.