Operação “Transparência” Foram Apreendidos nas Lundas Perto de 2 Mil Quilates de Diamantes

Quase 2 mil quilates de um total de 24 mil e 456 pedras de diamantes foram apreendidos na decorrência da operação “Transparência”. O pré-balanço feito pelas autoridades mostra o quanto o país estava a ser delapidado.

Os congoleses democráticos constituem o maior número de estrangeiros envolvidos em negócios ilegais no país. Até ao início desta semana, a operação “Transparência” tinha interpelado e repatriado um total de 7 mil e 435, sendo 4 mil 399 do sexo masculino e 808 crianças em situação migratória ilegal. A este lote juntam-se os 180 mil 802 cidadãos daquele país que “decidiram regressar voluntariamente à terra de origem” através dos postos fronteiriços do Txumo, Chissanda, Furi, Nachir, Itanda e Fortuna e dos marcos 25 e 28. No meio desta mais de uma centena de milhares, 11 mil são crianças. Além dos congoleses democráticos, outras 15 nacionalidades estavam presentes preferencialmente no negócio do “garimpo” de diamantes no Leste do país.

Africanos provenientes da Guiné Conacri fazem o segundo maior lote de emigrantes ilegais detectados pela operação em curso. São até agora 35 cidadãos daquele país oeste africano. Seguem-se os mauritanianos (14) e os ivorienses (13). Para lá destes, estavam na mesma situação eritreus, serra-leoneses, gambianos, tchadianos, malianos, liberianos, sudaneses, ruandeses, congoleses (Brazzaville), somalis e zambianos. Qualquer coisa como quase um terço das restantes 53 diferentes nacionalidades do Continente Negro. Mas, quanto a nacionalidades não são apenas as de África que andam a delapidar os recursos angolanos através do “garimpo” ilegal de diamantes. A operação “Transparência” detectou igualmente 3 libaneses, 2 belgas e 1 alemão.


“Operação Transparência” Leva à Apreensão de 3.000 Pedras de Diamantes na Lunda-Norte

A Polícia Nacional recuperou, na província da Lunda-Norte, três mil pedras de diamantes de vários quilates, 80 mil dólares americanos e dois milhões e meio de kwanzas, no quadro da “Operação Transparência”, revelou na terça-feira, o porta-voz da operação, comissário António Bernardo.

Ao fazer o balanço preliminar do primeiro dia da operação em curso em todos os municípios da província com potencial de exploração de diamante, o comissário António Bernardo disse que foram detidos 800 estrangeiros de diversas nacionalidades, com realce para os da República Democrática do Congo (RDC), e apreendidos vários meios utilizados pelos garimpeiros na exploração ilícita de diamante.
Da operação resultou ainda a detenção de 150 viaturas de diversas marcas, umas usadas no transporte de garimpeiros para as áreas de garimpo e outras para oferta aos garimpeiros que apanhassem pedras de diamante de maior valor, estimulando deste modo a prática de exploração ilegal de diamante.
A “Operação Transparência”, segundo o porta-voz, decorre em todo o país e visa combater a imigração ilegal, a exploração e o tráfico ilícito de diamantes, de modo a evitar que o país continue a ser invadido silenciosamente. O comissário António Bernardo disse que os resultados começam a ser satisfatórios em função das detenções e apreensões registado no primeiro dia. Segundo António Bernardo, os cidadãos da RDC começam a ser repatriados a partir da fronteira comum, enquanto que os outros serão transportados para Luanda, onde será cumprida toda a tramitação legal e viajarem para os países de origem.
António Bernardo referiu que actualmente todas as casas destinadas à compra de diamante na província da Lunda-Norte estão encerradas. O responsável explicou que a existência de empresas que têm como objecto social a compra de diamante está regulamentada, mas muitas não cumprem com os procedimentos legais para o exercício da actividade. “Essa situação não pode ser permitida num país ordeiro, por isso estamos determinados a combater a ilegalidade e promover a actividade comercial que fortaleça a economia nacional”, disse.


Nos Próximos 5 Anos Entrarão em Exploração em Angola 3 Novas Minas de Diamantes

Três novas minas de diamantes deverão entrar em exploração nos próximos cinco anos em Angola, anunciou hoje (09), em Saurimo, o administrador para área do Planeamento Estratégico e Operações Minerais da estatal Endiama, Laureano Receado.

Laureado Receado, que falava à Angop, à margem de uma visita efectuada à Sociedade Mineira de Catoca (SMC), no âmbito da apresentação do novo director-geral da empresa diamantífera, Benedito Paulo, disse tratar-se das minas de Chire, Mulepe e Sanda Mina, cujos trabalhos de prospecção geológica e do levantamento geofísico tiveram inicio há quatro anos.

Sem dar pormenores técnicos, relativos às reservas e ao tempo de vida das minas, disse que a entrada em exploração  aumentará a quota de contribuição do sub-sector dos diamantes na economia nacional e no Orçamento Geral do Estado (OGE).

Segundo o executivo da estatal angolana, a Endiama está a trabalhar para que as minas entrem em funcionamento nos próximos cinco anos.


O Mercado Internacional Está Bom Para os Diamantes Angolanos

O presidente do Conselho de Administração da Endiama, diamantífera estatal angolana, disse hoje, em Luanda, que, actualmente, “o mercado está bom, a reagir bem” devido ao aumento dos preços nos mercados internacionais.

Ganga Júnior falava à imprensa à margem de um encontro de avaliação pelas empresas do subsector dos diamantes para analisar o segundo trimestre deste ano e perspectivas para o terceiro trimestre, tendo dado também conta de “algumas melhoras” nos volumes de produção em alguns projectos.

“Estamos neste momento com cerca de três milhões de quilates. Estamos a fazer o balanço de cada empresa individualmente e as coisas estão a correr bem, são animadoras [as perspectivas]”, disse Ganga Júnior.

Relativamente ao mercado, o presidente da Endiama referiu que “está razoável”, com o desafio a centrar-se actualmente no aumento da produção.

“Estou convencido que o nosso desempenho vai ser melhor este ano”, admitiu, sublinhando que a meta de produção para 2018 é de cerca de nove milhões de quilates.

“O mercado está bom, está a reagir. O mercado internacional também e agora compete-nos também a nós trabalharmos para o aumento dos volumes de produção”, frisou.

Por sua vez, o Administrador da Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola (Sodiam), Fernando Amaral, referiu que a facturação neste segundo trimestre ultrapassou os 300 milhões de dólares (257,2 milhões de euros).


Terminou o Que Se Passava com o Negócio dos Diamantes em Angola

 

Pornográfico. Não consigo encontrar melhor definição para o que se passava até há bem pouco tempo no negócio dos diamantes em Angola. Com a cumplicidade de tudo e de todos.

Quando digo bem pouco tempo, digo pelo menos até Novembro de 2017, quando o recém-empossado Presidente João Lourenço decidiu quebrar o monopólio que vigorava praticamente desde 2007.

A última versão do modelo foi definida pelo decreto presidencial n.º 163/16 assinado pelo então Presidente José Eduardo dos Santos em 26 de Agosto de 2016, que aprovou “a política de comercialização de diamantes brutos”.

No mercado industrial que vale cerca de 90% do mercado de diamantes em Angola as coisas passavam-se mais ou menos assim.

O produtor de diamantes informava a SODIAM que tinha para venda um lote de “X” quilates distribuídos por “N” fracções avaliados em “Y” USD. Acto contínuo, a SODIAM, empresa responsável pela organização do processo de comercialização de diamantes e a arrecadação de receitas fiscais para o Estado resultante da venda dos mesmos, indicava um cliente preferencial, homologado pelo Ministério de tutela do sector mineiro, com o qual o produtor devia negociar a venda.