Estado Angolano Pretende Integrar 80.537 Ex-mMilitares, 13 Mil Deficientes de Guerra e 24 Mil Viúvas e Órfãos

Cento e dezassete mil é o número de pessoas que o Instituto de Reintegração Sócio-profissional dos Ex-Militares (IRSEM) prevê reintegrar até 2022 no país, disse hoje (terça-feira), em Luanda, o director-geral, Domingos André Tchikanha. Deste número, 80 mil 537 são ex-militares, 13 mil deficientes de guerra e 24 mil são viúvas e órfãos.

Segundo o responsável, que falava em conferência de imprensa sobre o estado actual do processo de reintegração, o “calcanhar de Aquiles” é a questão financeira, salientando que precisam de 39 mil milhões de Kwanzas para efectivar este processo até 2022.

Domingos Tchikanha referiu que devido a questão financeira, o ano passado conseguiram apenas reintegrar mil e quatro ex-militares de um universo de 11 mil, o que corresponde a 20 por cento.

Apontou as províncias de Benguela, com 17 mil e 200 e Huíla, com 12 mil, as que possuem maior número de ex-militares por reintegrar, ao passo que a do Zaire, com 49, com menos efectivos.

Os reintegrados desenvolvem acções em várias áreas como agricultura, pescas, carpintaria, alfaiataria e comércio informal, para a sua sobrevivência e de suas famílias.


Deficientes Precisam Formação

O vice-governador do Kwanza Norte para área social e política, José Alberto Kipungo manifestou, ontem, em Ndalatando, a necessidade da contínua mobilização dos deficientes físicos e antigos combatentes para frequentarem os vários cursos de formação profissional promovidos pelo Governo Provincial. As pessoas portadoras de deficiência têm todo o interesse em aprender um ofício, porque lhe garante a inserção no mercado do trabalho e o auto-emprego.

Jornal de Angola


Em declarações à imprensa no quadro de um encontro que teve ontem, em Ndalatando, com mais de uma centena de deficientes físicos e antigos combatentes, José Alberto Kipungo disse que é importante que os deficientes tenham a oportunidade de adquirir uma profissão com vista ao exercício de actividades geradoras de rendimentos para o sustento e das suas famílias. Durante o encontro, inserido nas comemorações do Dia Mundial da Pessoa Portadora de Deficiência, celebrado no passado dia 3 de Dezembro último, o vice-governador referiu que a iniciativa visa evitar que os antigos combatentes e deficientes físicos passem por dificuldades, fruto da redução da capacidade do governo em atender com regularidade as suas necessidades em consequência da actual crise financeira mundial.
Perante o actual quadro, Alberto Kipungo pediu aos deficientes físicos e antigos combatentes a aderirem aos programas de cooperativas agrícolas, oficinas de artes e ofícios e outros programas do Executivo no âmbito da assistência social às pessoas vulneráveis.
Ainda no quadro das comemorações do Dia Internacional da Pessoa Portadora de Deficiência, a Direcção da Assistência e Reinserção Social do Kwanza-Norte distribui ontem cadeiras de rodas e uma cesta básica constituída por bens alimentares (peixe, óleo alimentar, açúcar, sal e arroz) a mais de 200 antigos combatentes e pessoas portadoras de deficiências físicas e visuais.

Jornal de Angola


Governo Distribui MotoTáxis a Deficientes Físicos do Uíje


Jornal de Angola-Ao todo, 48 deficientes do município do Uíje, receberam, recentemente, moto-táxis, instrumentos trabalho de barbearia, alfaiataria e engraxaria e bens alimentares.
O vice-governador da província para Organização e Serviços Técnicos, Nazário Pedro Vilhena Bomba, que presidiu à cerimónia da entrega das motorizadas, disse que “este esforço do governo visa minimizar as dificuldades dos deficientes físicos”.
“Por isso, é necessário que os deficientes estudem e se profissionalizem para poderem contribuir na reconstrução do país”, frisou.
A directora provincial do Ministério da Assistência e Reinserção Social, Helena Antunes Ferraz, afirmou que o propósito desta acção é pôr em prática a política de protecção às pessoas deficientes. Helena Ferraz referiu que os que receberam moto-táxis frequentaram aulas de condução numa das escolas da cidade do Uíje, estando, por isso, habilitados para exercerem a actividade e que acções idênticas vão decorrer nos outros municípios.

Beneficiários satisfeitos

“Já estava cansada de levar o meu filho às costas. Ele não consegue deslocar-se de um lado para o outro e não tinha ninguém que me ajudasse. Estou muito satisfeito com esta ajuda”, disse Cesaltina Maria Gonçalves, mãe de uma criança deficiente que beneficiou de uma cadeira de rodas.
Manuel Saldanha e Lopes João receberam moto táxis. Visivelmente satisfeitos, agradeceram ao governo pelo gesto e pediram que a acção seja extensiva aos deficientes de outros municípios.
Os beneficiários lembraram, numa mensagem, que “ser deficiente não significa que a pessoa está impossibilitada de desenvolver a sua capacidade mental. Ela não é inútil à sociedade. Por isso, reconhecemos o esforço do governo na realização de acções que visam contribuir para o bem-estar das populações”.
Na província do Uíje, o Minars controla um total de 8.612 deficientes físicos.