Angola Vai Exportar Para Moçambique a Cerveja Cuca

A Companhia União de Cervejas de Angola (Cuca), detida pelo grupo Castel, assinou em Luanda, com a empresa moçambicana “Moz Bebidas Lda”, um acordo de exportação da cerveja Cuca para Moçambique, no quadro do programa de exportação e internacionalização da marca.

De acordo com a agência Angop o administrador delegado do Grupo Castel, Philippe Frederic disse que numa primeira fase serão apenas exportados dois contentores de cerveja Cuca em lata, avaliados em 50 mil dólares americanos.

Frederic referiu que a Cuca já é exportada para países como Estados Unidos da América, Portugal, além dos mercados fronteiriços angolanos com a Namíbia, República Democrática do Congo e a Zâmbia.

O director-geral da Moz Bebidas Lda, Severin Tchogna Njamen, disse desejar que o número se estenda aos 100 contentores, de modo a contribuir para o crescimento e a diversificação da economia dos dois países.

A produção anual da fábrica Cuca está estimada em mais de 1,08 milhões de hectolitros de cerveja.


Empresa Nacional de Cervejas Extinta Pelo Governo Angolano

cucaO Governo angolano aprovou a extinção da Empresa Nacional de Cervejas de Angola, criada em 1980 para gerir em nome do Estado o sector cervejeiro nacional, segundo um decreto executivo a que a Lusa teve hoje acesso.

De acordo com a decisão, que envolve os ministérios da Economia, das Finanças e da Indústria, além da extinção da empresa, é aprovada ainda a formação de uma comissão liquidatária, com os credores a terem um prazo de 60 dias para reclamarem eventuais dívidas.


Nova Campanha Passou Fronteiras e Foi Reconhecida Internacionalmente “Em Angola Cerveja é Cuca”

Foto VerAngola

cucaÉ a cerveja mais famosa de Angola. Ponto assente. O nome, toda a gente sabe, é Cuca. Assim, o mote da campanha desenvolvida pela TBWA Angola para a marca não podia ser mais assertivo: “Em Angola Cerveja é Cuca”. E é mesmo. Prova disso é que a criatividade da agência passou fronteiras e foi reconhecida internacionalmente, ora pelo Adeevee, ora pelo Chef Creative Officer da DDB de Sidney, Toby Talbot, que destacou o vídeo da campanha como um dos melhores filmes da semana.


Está Para Breve a Comercialização da Cuca em Portugal

cuca_portugalO produto partiu de Angola em Dezembro de 2013, está já sob controlo do importador em Portugal, onde a marca, no entanto, está registada como pertencente à SCC.

Os dois primeiros contentores de cerveja da marca Cuca exportados para Portugal já estão com o importador português depois de estarem cerca de 15 dias sob controlo da Alfândega devido a “alguns problemas na papelada”, segundo o administrador do Grupo Castel/Cuca Philippe Frederic.

A saída dos contentores da alfândega é “porque não houve reclamação por parte do proprietário da marca em Portugal”, salientou. O gestor respondia sobre o possível diferendo que poderia enfrentar ao exportar a cerveja pelo facto de a marca estar registada naquele País como pertença da SCC (Sociedade Central de Cervejas e Bebidas), proprietária da Sagres.

“Também não seria bom que se tentasse impedir a entrada de dois contentores de cerveja quando no País entram inúmeros provenientes de Portugal”, argumentou, acrescentando acreditar na aceitação do produto em terras lusas apresentando como razão da crença o binómio qualidade/ consumidores. “Temos muitos consumidores em Portugal e por isso acreditamos que, muito proximamente estaremos a exportar dezenas de contentores”, admitiu.

Por outro lado, o gestor informou que a empresa está em negociações com potenciais representantes da marca no Brasil e em São Tomé e Príncipe que, desta feita, apresentam- se como os próximos mercados de exportação da cerveja. Dentro de um mês, estima, poder-se-á efectivar uma das intenções.

O processo de exportação da marca iniciou-se depois da independência, em Setembro de 2013 com o envio de dois contentores para Londres numa iniciativa de estudantes angolanos naquele País que contactaram a empresa a propósito.

“A resposta da Inglaterra é positivo também porque temos uma comunidade angolana considerável neste País e foi esta comunidade que importou, não fomos nós quem exportamos”, lembrou o gestor acrescentando existir sinais de continuidade do processo. Por outro lado, considerou “importante a exportação do produto” como forma de mostrar a qualidade do mesmo.

“Com o índice de qualidade dos últimos anos, atingiu (a Cuca) atingiu padrões internacionais”, explicou quando, em meados de 2013, adiantou ao Expansão a intenção do grupo de exportar a marca que representa cerca de 65% da produção das diversas marcas que produz. Nocal e Eka, assim como as internacionais 33 Export, Castel e Doppe Munich, entre outras, são marcas também produzidas pelo grupo.

Proprietária de dez cervejeiras, o grupo Castel/Cuca tem uma capacidade de produção de cerca de 9,3 milhões de hectolitros de cervejas e apresentou- se como principal defensor do agravamento da taxa de importação das bebidas, no geral e, em particular, das cervejas que passou de 30% para 50% na pauta aduaneira prestes a entrar em vigor. Como razão apresentam o facto da capacidade instalada do grupo superar a necessidade de consumo do grupo que está estimada em cerca 8,3 milhões hectolitros. “Não temos o interesse de parar com a importação, mas sim de reduzir as percentagens para aquelas que se verificaram nos principais mercados do continente, entre 5% e 8%”, estimando em cerca de 20% a actual cifra.

A história reza que em Abril de 1952 era inaugurada a fábrica da Cuca em Luanda como resultado de uma parceria entre a SCC e CUFP – “Companhia União Fabril Portuense”. Na sequência da independência, a cervejeira sofreu inúmeras transformações entre as quais o contrato de reabilitação e gestão, assinado em Abril de 1994 entre as autoridades angolanas e o grupo BGI. Inicialmente previsto para cinco anos, o acordo terminou em 2005. Em Janeiro do ano seguinte, a fábrica era então transformada em uma sociedade anónima.

Durante estas diferentes fases, a cerveja Cuca manteve-se sempre como a principal marca da fábrica/ grupo que, como já foi sublinhando apostou em outras marcas inclusive de refrigerantes. Enquanto isso, a aquisição de outras marcas pelo grupo terminou, por outro lado, como a disputa de liderança do mercado entre as cervejas nacionais outrora (isto garantida pela Nocal, Eka e a própria Cuca, enquanto a Ngola marcava presença no sul do País).

“É verdade que a Cuca é a nossa líder mas não estamos a esquecer as outras. A Nocal também é uma marca bastante conhecida, também temos projectos para ela, assim como para a Eka”, argumentou, recentemente ao Expansão Philippe Frederic ao ser interrogado sobre uma possível protecção do grupo à marca.

Facto é que a cerveja Cuca, contrariamente as outras marcas está disponível em diversas formas o que facilita a sua comercialização. Em Fevereiro de 2002, por exemplo, era instalada a primeira linha de enchimento de cerveja Cuca em lata. No marco dos investimentos feitos para relançar a Cuca destacam-se ainda os anos de 2005 em que foi instalada uma linha ultra moderna de enchimento de garrafas, enquanto entre 2007 e 2008 investiu-se em uma nova e mais moderna linha de enchimento de latas. No mesmo ano e fruto de investimento em uma nova linha iniciou-se, pela primeira vez no mercado o enchimento de garrafas descartáveis, no caso, inaugurado pela cerveja Cuca.

Jornal Expansão/César Silveira


Na Próxima Terça-Feira Portugal Recebe os Primeiros Contentores de Cuca

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Dois contentores de cerveja da Cuca chegam na terça-feira a Portugal no começo de um processo de exportações, cujo objectivo é penetrar naquele mercado e nos de outros países lusófonos.

 O administrador delegado do Grupo Castel, Philippe Frederic, que detém a Cuca, afirmou ao Jornal de Angola que esta primeira exportação se destina às festas de Natal e Ano Novo e que o produto está disponível, a partir de quinta-feira, nas grandes superfícies comerciais em Portugal.

“Este primeiro carregamento de cerveja para o mercado luso é um passo importante na estratégia de internacionalização da marca Cuca, sobretudo nos países de língua portuguesa”, disse.

Philippe Frederic declarou que a Cuca tem “qualidade e capacidade suficiente para exportar para os mercados dos países de língua portuguesa”, o que vai fazer com que Angola se torne exportador em vez de importador de cerveja.

O responsável referiu que ainda este ano a companhia exportou uma quantidade moderada de cerveja para a Inglaterra.

Números disponibilizados ao Jornal de Angola mostram que a indústria cervejeira nacional tem uma capacidade de produção anual superior a 10,3 milhões de hectolitros, o que ilustra o crescimento e a capacidade que as empresas do sector registaram ao longo dos últimos cinco anos. Estes dados provam que para abastecer a totalidade do mercado interno são necessários dez milhões de hectolitros, incluídas as importações, o que confirma a existência de um excedente de produção ou de um potencial exportador da indústria cervejeira nacional.

O gestor afirmou prever que com a introdução da nova pauta aduaneira, que prevê o agravamento das taxas sobre os bens importados, vai ocorrer nos próximos meses uma redução considerável no nível de importação de cerveja situado em 1,5 milhões de hectolitros por ano. O Grupo Castel investiu, nos últimos cinco anos, mais de 90 mil milhões de kwanzas na construção de fábricas novas e na ampliação e modernização das unidades existentes.

Jornal de Angola