O Processo de Exploração de Ferro na Província do Cuando Cubango Arranca Este Mês

Foto OPAÍSDepois da certeza de existência de reservas de ferro no município do Cuchi, província do Cuando Cubango, acontece no próximo dia 27 o lançamento oficial do projecto, avançou fonte da Direcção de Geologia e Minas no Cuando Cubango. A mina será explorada durante 50 anos.


As Províncias do Cuando Cubango e Moxico Poderão Levar à Alteração da Configuração Administrativa de Angola

cuando cubangoAngola pode ver alterada a sua configuração administrativa através da divisão do Cuando Cubango e do Moxico, as duas mais extensas das 18 províncias do país.  A fraca densidade populacional e a larga extensão de território em causa, são as fragilidades que a ideia pretende minimizar. Porque território desocupado, é território desejado pela crescente população nos países vizinhos.


Com Uma Rede Hídrica Invejável Terras Vastas e Férteis, o Cuando Cubango Tem Condições Favoráveis ao Investimento Agrícola.

gadoO Cuando Cubango revela grande vocação para estar na vanguarda da produção agroalimentar e na promoção do agronegócio no país. Com 199.049 quilómetros quadrados, uma rede hídrica invejável, terras vastas e férteis, o Cuando Cubango tem condições favoráveis ao investimento agrícola.

Mais do que isso, o Cuando Cubango tem recursos naturais e uma paisagem que favorece o desenvolvimento do turismo, além de uma enorme diversidade mineral. É a olhar para estas potencialidades que as autoridades da província, depois de terem realizado o primeiro e segundo fórum económico, prepararam o terceiro, que decorre hoje, em Luanda, no Centro de Convenções de Talatona. A captação de investimento é o grande objectivo.

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Cuando Cubango, Investir Forte na Construção e Reabilitação de Infra-Estruturas Básicas

Menongue, capital do Cuando Cubango

menongue_ruaA história política do Kuando Kubango, uma das mais disputadas e arruinadas nas décadas da guerra civil, emociona ainda hoje a quem sobreviveu às angústias e incertezas da Angola do século XX.

Tomada por violentos, sangrentos e fastidiosos combates, a província chegou a tornar-se “amaldiçoada” para milhares de angolanos, que viram atrasar, sem culpa própria, o progresso de uma cidade já na rota da reconstrução e com animadores sinais de estabilidade.

Localizado na zona sudeste do país, o Kuando Kubango tardou a apresentar sintomas de crescimento económico, político e social, mas rapidamente transpôs as barreiras do subdesenvolvimento.

O clamor, as lágrimas, incertezas e angústias do seu humilde povo dão hoje lugar à esperança de um amanha vitorioso, que já começa a sentir-se, paulatinamente, em sectores estratégicos, como educação, saúde, obras públicas, transportes públicos e ferroviários.

A milagrosa transformação económica desse “território em descoberta” resulta de uma melhor política macroeconómica do Executivo, cujos frutos repercutem por vários cantos da então terra do “fim do mundo”.

O novo horizonte iniciou-se em 2002, com o fim definitivo da guerra, abrindo espaço para um “parto sangrento” que assegura o progresso na província, até então com uma das mais desaceleradas economias do país.

A desaceleração resultou de uma guerra que produziu no país, em 27 anos, quase dois milhões de mortos, 1,7 milhões de refugiados, milhares de órfãos e viúvas, 200 vítimas de fome por dia, além de 80 mil crianças, idosos, homens e mulheres mutilados por minas antipessoais.

De 1975 a 2002, o Kuando Kubango era uma típica região do mundo subdesenvolvido, com minas em abundância, um forte dispositivo militar, índices socioeconómicos e taxas de analfabetismo elevados.

Volvidos 11 anos desde a efectivação da paz, o abismo começa a dar lugar a um amplo processo de desminagem, construção e reconstrução de estradas, vias ferroviárias, escolas primárias, secundárias, do ensino médio e universidades, bem como postos de saúde, aeroporto e outras infra-estruturas no Kuando Kubango.

A estratégia passa por elevar gradualmente a qualidade de vida dos mais de 150 mil habitantes que vivem num espaço territorial de 199 mil e 49 km2, com uma política intensificada no ano eleitoral de 2008, que prevê transformar radicalmente a localidade até 2017.

Há 11 anos, os municípios de Mavinga, Dirico, Cuchi e Kuito Kuanavale eram como que cidades paradas, no tempo e espaço, sem estradas de ligação ao resto do país, com poucas escolas, pontes, hospitais e até sem transportes públicos.

O dispositivo militar, os campos minados e a falta de estabilidade política travaram claramente o desenvolvimento da província e das suas gentes, que têm hoje mais garantias de paz, direito à vida, instrução e assistência médico-medicamentosa.

Essa abertura reflecte-se também na política do Executivo, que tende a reforçar o investimento para potenciar o progresso do Kuando Kubango, hoje melhor posicionada em termos de alocação de receitas no quadro do Orçamento Geral do Estado.

Pensando no progresso e na rápida modernização da cidade e do campo, o Executivo optou por canalizar 38 mil milhões, 164 mil e 433 kwanzas para o Kuando Kubango, correspondentes a 0,57 porcento do valor global do OGE.

Em 2012, essa verba foi claramente menor, com um total de 28 mil milhões, 106 milhões, 803 mil e 870 kwanzas, equivalente a 0,62 porcento do valor global do orçamento.

Até 2017, espera-se um crescimento mais equilibrado nos cinco municípios da província, sendo que a estratégia passa por investir forte na construção e reabilitação de infra-estruturas básicas, como estradas, pontes, escolas, hospitais, postos de saúde, habitações para quadros, aumento do fornecimento de energia eléctrica e água potável, além da aquisição de instrumentos agrícolas.

No domínio social, o governo local espera concentrar-se na melhoria da repartição do rendimento nacional e combate à pobreza, promovendo a educação, saúde, cultura, protecção social e inserção dos jovens na vida activa.

A nível económico, a prioridade recai na transformação, diversificação e modernização da estrutura económica, estimular o crescimento do sector privado e a competitividade internacional, o conhecimento técnico-científico e o desenvolvimento dos recursos humanos.

É desta forma e com esses meios e recursos que o Governo central e as autoridades provinciais pensam cimentar o progresso no Kuando Kubango, dando mais vida e alternativas a um povo que habita hoje, sem medo da guerra e da fome, nas chamadas terras do progresso.

Angop/Elias Tumba


Os Animais Selvagens Mantêm Cerco Apertado a Rivungo

O município do Rivungo está situado a 850 quilómetros da cidade de Menongue, a capital do Kuando-Kubango. É a última paragem antes do fim do mundo, tantas são as dificuldades de acesso. O isolamento cria dificuldades acrescidas às populações. Mas acaba de ser anunciado que foi adjudicada a empreitada de construção da estrada que liga a Mavinga. É uma página histórica na vida das populações da região, que devido ao isolamento secular foi chamada de “terras do fim do mundo”.
A circulação rodoviária entre a cidade de Menongue e Rivungo, passando por Mavinga, é quase impossível porque a estrada de areia atravessa uma floresta densa e fora dos trilhos podem estar minas.
Com uma população de 77.771 habitantes, distribuídos entre a sede do município, comuna de Chipundo, Luiana, Jamba e N’riquinha, o município do Rivungo desde tempos remotos que é uma zona de difícil acesso e segundo relatos de populares, foram as longas distâncias e o isolamento que levaram a chamar à província, “terras do fim do mundo”.
Chambinga, Lomba, Kúbia, Namoma, Vezi Vezi, Efo e Vukanga são “obstáculos” que ficam na rota de Menongue para o município de Rivungo. A viagem, mesmo com viaturas todo-o-terreno, leva dias, se tudo correr bem. Só para se ter uma ideia das dificuldades, uma viatura da Polícia de Guarda Fronteira está encalhada na zona do Efo há quase um ano.
A nossa reportagem foi ao Rivungo, mas o trajecto até Mavinga foi feito de avião. A partir daí, embarcámos em viaturas todo-o-terreno e com agasalhos reforçados porque à noite o frio é mesmo de rachar. A coluna avança com dificuldades pelos trilhos feitos na areia de uma estrada que nunca foi nada parecido com estrada. Os motoristas temem que se atravessem no caminho as manadas de elefantes que abundam nestas paragens.
A velocidade varia entre os dez e os 20 quilómetros por hora. A chuva caía sobre a picada e as viaturas enterravam-se. Mas fomos vencendo os obstáculos. Depois de 15 horas de viagem, a coluna chegou ao Rivungo, estava o sol a nascer. Apesar de ser ainda muito cedo, dezenas de pessoas vieram saudar-nos. É raro chegar gente de fora e todos querem saber o que se passa lá longe, na capital da província.

Luta pela sobrevivência

A população de Rivungo está a travar uma verdadeira luta pela sobrevivência. Os animais selvagens mantêm um apertado cerco sobre as zonas habitadas, onde procuram alimentos para saciar a fome. O administrador municipal adjunto, António Simão Capanga, diz que o povo não baixa os braços porque tem a certeza de que estão a chegar dias melhores.
Os problemas mais graves na convivência entre animais selvagens e pessoas estão concentrados na comuna do Chipundo, onde manadas de elefantes e hipopótamos arrasam os campos de cultivo remetendo a população para uma situação de penúria alimentar. Muitas famílias abandonaram tudo e foram viver para a sede municipal, em busca de segurança e de sustento. “Na comuna de Luiana, em N’riquinha e na Jamba também há devastação das culturas, mais não com tanta intensidade como no Chipundo. Os camponeses guardam dia e noite as suas lavras para se defenderem da invasão dos animais, chegando mesmo a colocar em risco as suas próprias vidas”, disse António Simão Capanga. Ler Mais