11.000 Crianças em Luanda Vão Beneficiar da Segunda Fase do Projecto de Ajuda Monetária Pelo Governo Angolano

O Governo angolano vai iniciar no próximo mês o segundo ciclo de pagamento das Transferências Sociais Monetárias, que vai beneficiar cerca de 11.000 crianças menores de cinco anos nas províncias do Bié, Moxico e Uíje.

Na primeira fase, o programa promovido pelo Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, que conta com o financiamento de 9,2 milhões de euros da União Europeia, abrangeu 6.151 famílias das províncias acima referidas.

Segundo um comunicado de imprensa da embaixada de Angola na Alemanha, até ao final do projecto, em dezembro de 2020, serão assistidos 20.000 menores de cinco anos, em número de até três crianças por cada família, que recebem cada uma trimestralmente 3.000 kwanzas (6,4 euros).

Numa acção de balanço da primeira fase, realizada quarta-feira, Ana Teresinha, ponto focal do projecto, que é implementado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o consórcio Louis Berger, disse que será feita uma avaliação e aprimoramento das questões antes do arranque do próximo ciclo.

De acordo com o comunicado, o projecto, que arrancou a 28 de Agosto passado na província do Bié, tem como objectivo garantir uma dieta melhorada aos menores, essencial para o seu quadro nutricional e desenvolvimento cognitivo, bem como aumentar o acesso a serviços essenciais de saúde e educação.


Quatrocentos e 65 Crianças Vivem nas Ruas de Luanda

Quatrocentos e 65 crianças, dos 10 aos 25 anos de idade, vivem em várias artérias da cidade capital, de acordo com uma pesquisa apresentada hoje, sexta-feira, em Luanda.

A pesquisa foi realizada de Março a Junho do corrente ano pela organização “Voluntariado Internacional para o Desenvolvimento” (VIS), no âmbito do seu projecto “Vamos juntos”.

Teve como grupo alvo meninos e meninas a viverem na rua e foram efectuadas visitas regulares no período das 18 horas até as 22horas, em 20 paradas da cidade de Luanda, com destaque para os arredores do 1º de Maio, Aeroporto, Golfe II, Baía de Luanda e Vila de Cacuaco.

O estudo aponta a Vila de Cacuaco como a localidade com maior concentração de crianças e casais adolescentes na rua, onde foram cadastrados 104 crianças e jovens, 31 por cento meninas.

Como principais causas da problemática destacam-se a violência doméstica, a vulnerabilidade social, a pobreza e a desestruturação de muitas famílias, sendo que 30 por cento das crianças tem entre 10 aos 14 anos de idade, 33 por cento 15 aos 17 e, 28 dos 18 aos 25 anos.


No Dia Mundial da Criança Mais Uma Noite ao Relento Para Dezenas Delas em Benguela

Hoje, 1 de Junho de 2018, é Dia Mundial da Criança. No município sede de Benguela, o número de crianças de (e na) rua é assustador, são às centenas. Para esta efeméride, OPAÍS saiu à rua, de madrugada, para ver e saber como é que esses miúdos passam a noite.

O último balanço feito pelo INAC em Benguela, no segundo trimestre de 2017, diz que havia no município sede 341 crianças de (e na rua), respectivamente, 264 rapazes, 77 raparigas, dos 8 aos 17 anos. Na madrugada de ontem, em véspera do Dia Mundial da Criança, OPAÍS percorreu em alguns pontos tidos como locais para pernoitar, no município de Benguela, pelo menino de rua. Apesar dos perigos que a vida nas ruas oferece, sem tecto nem paradeiro fixo, 84% dos miúdos com quem conversamos admitem ter saído de casa porque queriam.

Os riscos diários são inúmeros, todavia, iludidos com o dinheiro “fácil”, fruto de pequenos trabalhos que fazem na rua, os rapazes abandonam os lares. Bruno Tomás é um deles. Há quase um ano que vive na rua, tem apenas 13 anos. Sobre a família, mencionou a avó, com quem vivia antes, mais a irmã mais velha. Contudo, porque “falavam bwé, só (isso) mesmo”, referindo- se aos ralhetes de que alega ter sido alvo constantemente, fartou-se e fugiu. Desenrascando nas artimanhas aprendidas nas ruas, há um quintal onde tomam banho de graça. Compra feijoada e arroz a 300 Kz para o almoço e broa para o matabicho. Habituado, diz não temer dormir ao relento.


Crianças Angolanas Hospitalizadas em Berlim Ajudadas Por Comunidade lusófona

crianças_angolanas_berlimUm grupo de voluntários falantes da língua portuguesa tem vindo a acompanhar e a visitar crianças angolanas carenciadas, e com doenças graves, a receberem tratamento médico na Alemanha, e que se encontram no país sem a família.


Save the Children

Aproximadamente 350 milhões de crianças no mundo nunca vão ser visitadas, durante toda a sua vida por um profissional de saúde, seja ele médico ou enfermeiro, segundo estimativa divulgada terça-feira pela organização não-governamental Save the Children.
De acordo com o relatório “Acesso Vetado – Porque a grave carência de profissionais dificulta o direito à saúde de crianças”, há um défice de cerca de 3,5 milhões de profissionais de saúde na área, entre eles de 350 mil parteiras.
Desta forma, calcula-se que, aproximadamente oito milhões de crianças menores de cinco anos morram anualmente no mundo por conta da falta de cuidados específicos e de higiene.
Grande parte desses falecimentos (21 por cento) é causada por complicações pós-parto, pneumonia (18 por cento), malária (16 por cento) ou diarreia (15 por cento).
Para o director-geral da Save the Children na Itália, Valério Neri, é possível vencer a mortalidade infantil por meio de um esforço concentrado da população.
Segundo o responsável, é preciso convencer a todos para que façam o possível pela causa.