Cerca de 20 Mil Milhões de Dólares é Quanto Angola Poderá Ter Perdido em Corrupção na Construção de Infraestruturas

Angola poderá ter perdido cerca de 20 mil milhões de dólares em corrupção só no sector de construção, disse o Director do Centro de estudos e Investigação Ciênticia da Universidade Católica de Angola, Alves da Rocha.

Sem avançar dados concretos sobre o nível de corrupção no sector da construção em Angola, o Director do CEIC, Alves da Rocha, afirmou que a os desvios podem ser calculados tendo como base o valor médio da estimativa feita pelo Banco Mundial ou seja 12, 5 porcento.

Isto pressupõe que os desvios de verbas no sector da construção estejam estimados em cerca de vinte mil milhões de dólares, perdidos em esquemas de corrupção.

Entre 2002 e 2017 o Estado angolano investiu cerca de USD 150 mil milhões de dólares em infraestruras.

Para aferir os custos de desenvolvimento de infraestruras em Angola o CEIC-Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola realizou uma pesquisa conjunta com a OSISA-Open Society Angola e o CMI-Chr.

Michelsen Institute, um instituto de pesquisa independente na Noruega. O projecto que teve o apoio do Banco Mundial denunciou alegados esquemas de corrupção na Construção de infra-estruturas em Angola.


Com Respeito à Corrupção, Angola Melhora a Sua Imagem Internacional

Foto OPAÍS

Mantendo embora a pontuação de 2017 no índice global que avalia a percepção da corrupção, Angola melhorou o seu lugar entre os 180 países listados, mostrando progressos desde 2015, sendo, para a Transparência Internacional, um país cuja evolução deve ser acompanhada

A corrupção em Angola manteve a mesma incidência, pelo menos a percepção que dela se tem e é classificada num relatório anual pelo principal índice mundial, elaborado pela

Transparency International (Transparência Internacional), que observa localmente 180 países e conta com um secretariado internacional sediado em Berlim, capital da Alemanha. Tanto em 2017 como em 2018 Angola recebe um CPI (Corrupcion Percepcion Index – Índice da Percepção da Corrupção) de 19 pontos, embora a sua posição relativa melhore, subindo dois lugares, de 167 para 165 entre os países listados.

Quanto mais elevada é a corrupção menor a pontuação atribuída, pelo que é de registar que Angola vem reduzindo a pontuação desde 2015, ano em que obteve apenas 15 pontos, passando a registar 18 pontos em 2016 e 19 nos dois últimos anos.


Angola é o País Mais Corrupto da SADC e o Quinto Pior da União Africana

Pela primeira vez na sua história, a Procuradoria-Geral da República criou um Plano Estratégico de Prevenção e Combate à Corrupção que visa estancar toda a acção de corrupção no País, numa altura em que a ONG Transparência Internacional coloca Angola na posição 5 dos países mais corruptos da União Africana e África Subsariana, sendo o mais corrupto ao nível da SADC.

Os dados constam do Plano Estratégico de Prevenção e Combate à Corrupção da Procuradoria-Geral da República, apresentado esta manhã no Palácio da Justiça, na presença de vários membros do Poder Executivo, Legislativo e Judicial.

Hélder Pitta-Grós, Procurador-Geral da Republica, disse, na abertura, que a PGR, em cooperação com os Ministérios do Interior, da Justiça, das Finanças, IGAE, Tribunal de Contas e outros órgãos, já traduziu em tribunal alguns processos de grande envergadura e repreensão social.

“O sinal do combate à prática ilícita já anunciada, que corrói a sociedade angolana, foi dado. Quem até então se sentia ou se considerava acima da lei, teve de atender à notificação da justiça” salientou Hélder Pitta-Grós.


Está em Fase Final de Instrução Contraditória o Processo de Tentativa de Burla ao Estado Angolano no Valor de 50 Mil Milhões de Dólares

O presidente do Tribunal Supremo de Angola, Rui Ferreira, disse hoje que o processo de tentativa de burla ao Estado, no valor de 50.000 milhões de dólares, envolvendo cidadãos angolanos e tailandeses, está em fase final de instrução contraditória.

A informação foi avançada pelo também presidente do Conselho Superior da Magistratura Judicial de Angola, à margem da cerimónia de abertura oficial do “Curso Especial de Formação Judiciária”, em Luanda, dirigido a mais de 100 auditores de Justiça.

“O processo está no Tribunal Supremo, está na fase final de instrução contraditória e, a seu tempo, os juízes conselheiros que têm o processo vão pronunciar-se”, disse hoje Rui Ferreira, quando questionado pela agência Lusa.

Segundo informação de julho do Tribunal Supremo, neste caso, conhecido como “Burla à Tailandesa”, existem “suspeitas de envolvimento de 11 cidadãos nacionais e estrangeiros”, aos quais são imputados crimes de falsificação de documentos, burla por defraudação, associação de malfeitores e branqueamento de capitais.

O ex-Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), Geraldo Sachipengo Nunda, é um dos arguidos neste processo.


Durante Seis Dias o Empresário Angolano Álvaro Sobrinho Foi Interrogado nas Ilhas Maurícias Por Uma Comissão Anti-Corrupção

O empresário angolano Álvaro Sobrinho, foi interrogado, durante seis dias, nas Ilhas Maurícias, por uma comissão anti-corrupção, sobre os seus investimentos naquele país e relações com o poder político. Álvaro Sobrinho foi ouvido pela comissão que investiga o caso que levou à demissão da Presidente da República.

“Estou muito cansado. Não há nada a dizer”. Foi o único comentário do empresário Álvaro Sobrinho, após sair das instalações da Comissão Independente contra a Corrupção das Ilhas Maurícias.

A Presidente da República das Maurícias, Ameenah Gurib-Fakim, demitiu-se em Março após ter sido detectado que usava um cartão de crédito fornecido pela Planet Earth Institute, uma fundação criada por Sobrinho com o objectivo de promover a ciência em África.

O empresário foi surpreendido na sexta-feira da semana passada com a presença de investigadores na casa que possui no complexo residencial Royal Park, outro dos alvos da investigação, já que Sobrinho terá adquirido ali dezenas de habitações. Houve uma busca no local e foi convocado para interrogatório “under warning”, como pessoa de interesse para a investigação, tendo ficado impedido de sair do país sem autorização. O objectivo desta medida foi assegurar que iria prestar os esclarecimentos que a comissão considera serem essenciais.