Empresas Brasileiras Ligadas a Angola e Moçambique Apanhadas nas Malhas da Corrupção

Empresas brasileiras ligadas a Angola e Moçambique acabam de cair nas malhas de uma operação anti-corrupção lançada pelas autoridades brasileiras. Como a Odebrecht, uma das maiores construtoras da América Latina.


Portugal Tornou-se Uma Máquina de Lavar Dinheiro Para Angola e Para a Guiné Equatorial

petrolroInvestigação da empresa confirma haver “evidência” de pagamento de milhões de dólares a entidades oficiais ou seus familiares

A companhia holandesa SBM Offshore envolvida na exploração de petróleo ao largo de Angola admitiu que poderá ter pago milhões de dólares em suborno a entidades oficiais angolanas.

Os pagamentos poderão ter sido em feitos em dinheiro ou em produtos não especificados “de valor”.

A SBM Offshore é uma companhia de serviços que se especializa em plataformas marítimas usadas na exploração de petróleo e gás.

A SBM tinha afirmado em 2012 que estava a investigar supostos subornos feitos por entidades da companhia a entidades no Brasil, Angola e Guiné Equatorial.

Num comunicado ontem divulgado, a empresa disse que uma investigação interna não encontrou provas de subornos no Brasil, mas encontrou provas que representantes em Angola e na Guiné Equatorial podem ter subornado entidades dos governos desses países.

“A respeito de Angola e Guiné Equatorial há evidências de que pagamentos podem ter sido feitos directa ou indirectamente a autoridades do governo”, disse o comunicado da companhia que não divulgou, contudo quaisquer, nomes.

O comunicado diz que entre 2007 e 2011 companhias ligadas à empresa usaram “agentes múltiplos” em Angola, incluindo um anteriormente usado para negócios na Guiné Equatorial.

“Há alguma evidência que pessoas ligadas a pelo menos um desses agentes eram entidades do Governo angolano ou estavam associados a entidades do Governo angolano,” diz o comunicado que acrescenta:

“Há também alguma evidência de que o agente usado na Guiné Equatorial poderá ter feito pagamentos a entidades do Governo angolano e que outros tipos de valor foram entregues a entidades do governo e/ou a seus familiares”, lê-se no comunicado.

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Envolvimento de General Angolano com Rede de Prostituição Brasileira em Reportagem na TV Globo

general_bentoO envolvimento de um general angolano com uma rede de prostituição brasileira foi o tema central do programa de televisão Fantástico, da TV Globo, transmitido na noite de domingo (15).

De acordo com o Fantástico, um dos programas de maior audiência da TV Globo, o general na reserva Bento dos Santos Kangamba “é líder político do partido do poder, o MPLA” e “é um dos maiores empresários do país.” “Com negócios na África e em Portugal, dono do time de futebol que é o atual campeão angolano”, o general Bento é casado com uma sobrinha do chefe de Estado de Angola.

A reportagem, assinada pelos jornalistas Walter Nunes e Ernesto Paglia, apresentou gravações de envolvidos na rede, de responsáveis do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, que investiga o caso. Segundo o Fantástico, o general chegava a oferecer US$ 100 mil por um programa sexual.

De acordo com a polícia, o músico e produtor de eventos Wellington Eduardo Santos de Souza, conhecido por Latyno (não é o conhecido artista Latyno) era o brasileiro encarregado de recrutar as prostitutas. Em Luanda, a coordenação era feita por Nino Republicano, “encarregado de reservar hotéis e pagar as despesas das brasileiras.”

A Polícia Federal calcula que o esquema de prostituição internacional chegou a faturar mais de R$ 640 mil por mês. Segundo as autoridades brasileiras, o esquema pode ter movimentado “quase US$ 50 milhões (de dólares) desde 2007.”

De acordo com a Polícia Federal, as brasileiras eram enviadas em grupos de cinco ou seis para Angola. No auge do esquema, no meio deste ano, havia pelo menos dois grupos por mês, segundo a reportagem.

“Latyno está preso desde o final de outubro. Com ele, estão outros quatro brasileiros. Segundo a polícia, são seus dois auxiliares principais: Rosemary Aparecida Merlin e Eron Francisco Vianna. E o terceiro escalão da quadrilha, formado por Luciana Teixeira de Melo, a Lu Bob, e Jackson Souza de Lima, marido de Rosemary”, informou a reportagem do Fantástico.

Os angolanos Bento Kangamba e Nino Republicano tiveram a prisão preventiva pedida pelo Ministério Público Federal brasileiro e os seus nomes estão na lista da Interpol. Todos são acusados de tráfico internacional de seres humanos.

África 21


A ONG Mãos Livres Publica em Angola Livro Sobre Corrupção

cy24_cw0Mãos Livres vai detalhar caso da dívida à URSS em que milhões foram alegadamente desviados para contas pessoais

A organização não governamental Mãos Livres tenciona em breve colocar em circulação em Angola um livro detalhando um caso de fraude alegadamente envolvendo destacados dirigentes do país, incluindo o presidente José Eduardo dos Santos.

O caso envolve o pagamento da divida angolana à antiga União Soviética de cuja transacção milhões de dólares teriam sido transferidos para as contas pessoais desses dirigentes.

A organização Mãos Livres apresentou aliás uma queixa sobre esta questão à Procuradoria-Geral da República há três meses atrás mas aparentemente sem qualquer sucesso.

A queixa crime de corrupção e branqueamento de capitais foi feita contra altas figuras próximas ao presidente da república José Eduardo dos Santos e até ao momento não há nenhuma resposta da PGR.

A queixa-crime contra altas figuras angolanas e estrangeiras envolvidas no negocio da divida de Angola a Rússia em 1996, em que o governo angolano arregimentou intermediários da empresa Abalone Investments, de Arcadi Gaydamak empresário russo e Pierre Falcone empresário franco-angolano, para que estes negociassem a liquidação da divida de Angola a Rússia avaliada em 5 mil milhões de dólares, contraídas na compra de armamento para a guerra do nosso país.

De acordo com o relatório da Mãos Livres o total pago pela Sonangol à empresa Abalone Investments foi cerca de 1 bilhão e quatrocentos milhões de dólares.
Parte desse dinheiro teria sido desviado para contas pessoais

Os nomes envolvidos na fraude, segundo a Mãos Livres são os russos Arcadi Gaydamak e Vitaly Malkin, este senador da câmara russa, o franco-angolano Pierre Falcone e da parte angolana José Eduardo dos Santos, presidente da república e seus colaboradores Elísio de Figueiredo, na altura embaixador angolano em França, Joaquim David director geral da Sonangol, José Paiva da Costa e castro representante da Sonangol nas negociações e José Leitão antigo ministro do gabinete da presidência da republica.

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Passaporte Diplomàtico Salva General Bento Kangamba de Ser Preso no Mónaco

Hotel do Mónaco

hotel_monacoGeneral era o destinário de quase três milhões de Euros apreendidos pela polícia francesa

O general Bento dos Santos “Kangamba” escapou à detenção, há dias, no principado de Mónaco, por ser portador de um passaporte diplomático.

A polícia pretendia deter o general depois de ter confiscado quase três milhões de Euros e prendido cinco indivíduos que transportavam o dinheiro de Portugal para França.

O general encontrava-se hospedado num luxuoso hotel Metrópolitaine que fica a cerca de 50 metros do casino Monte Carlo. As diárias de quarto mais barato, no referido hotel, são em média 600 euros (acima dos US $770) e uma simples refeição ultrapassa os 200 euros por pessoa.

Os cinco indivíduos encontram-se detidos por branqueamento de capitais, crime organizado e associação de malfeitores.

O general é é o secretário do comité provincial de Luanda do MPLA para organização e mobilização periférica e rural..

As apreensões tiveram lugar em duas ocorrências separadas no dia 14 de Junho, no sul de França, envolvendo dois veículos de matrícula portuguesa.

Na primeira ocorrência, à uma hora da manhã, nas portagens de Arles, foram apreendidos 2 milhões de euros, transportados na bagageira de um Mercedes, acomodados em 40 maços de notas, num saco de plástico e numa caixa de sapatos.

O motorista do veículo, Daniel de Andrade Moreira, de nacionalidade portuguesa, que se fazia acompanhar da sua esposa, disse às autoridades francesas que o dinheiro lhe havia sido confiado por um amigo angolano, Carlos Silva.

O casal tinha por missão entregar o dinheiro a Carlos Silva, em Monte Carlo, no Mónaco, onde este organizava uma festa para o general Bento Kangamba, que ali se encontrava de férias com um grupo de cerca de vinte amigos.

Daniel de Andrade Moreira disse ainda que Carlos Silva é empregado de Bento Kangamba.

A segunda apreensão ocorreu cerca de sete horas mais tarde, nas portagens de Saint-Jean de Védas (Hérault), a cerca de 80 quilómetros do local da primeira ocorrência.

A polícia deteve os ocupantes de um segundo Mercedes, Anércio Martins de Sousa e Gaudino Vaz Gomes, de nacionalidade angolana e cabo-verdiana respectivamente, que transportavam 910 mil euros. O motorista explicou que o dinheiro se destinava à compra de um imóvel em Nice e que ele receberia 10 porcento do montante por fazer o transporte até ao seu proprietário, José Francisco.

Os ocupantes do segundo Mercedes foram levados para a esquadra de Montpellier, onde outros quatro indivíduos se apresentaram para os libertar e recuperar o dinheiro.

Os quatro foram também detidos, entre eles José Francisco.

Outro dos detidos, Carlos Filomeno de Jesus Lima da Silva “Carlos Silva”, era portador de 60 mil euros e de um cartão bancário em nome do general Bento dos Santos “Kangamba” e disse às autoridades que estava de férias no Mónaco com um grupo de amigos.

O mesmo Carlos Silva disse ás autoridades que “em Angola, é normal [ele o Bento Kangamba] transportar o seu dinheiro assim.”

Segundo declarações de Nuno Jorge Avelar Santos Vieira, motorista profissional, ao juiz de instrução, Carlos Silva é secretário do general Bento Kangamba.

Voz da América/João Santa Rita