Dentro de Dois Anos Angola Vai Quadruplicar a Produção de Gasolina

A capacidade de produção de gasolina da Refinaria de Luanda passará, a partir de 2021, de 300 para mil e 200 toneladas por ano, com a construção de nova unidade pela pela empresa KT – Kinetics Tecnology.  

A propósito, a Sonangol e a ENI decidiram entregar hoje, mediante um acordo, a construção da nova unidade de produção de gasolina na Refinaria de Luanda à empresa KT – Kinetics Tecnology, que ganhou o concurso público internacional promovido pela petrolífera Italiana – ENI.

O acordo foi assinado pelo Presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Sebastião Martins, e pelo vice-presidente executivo da ENI para a África Subsahariana, Guido Brusco, no Centro de Convenções do Talatona (CCTA), à margem da Conferência “Angola Petróleo e Gás”, aberta pelo Presidente da República, João Lourenço.

A Conferència “Angola Petróleo e Gás”, a decorrer até quinta-feira desta semana, em Luanda, conta com a participação de vários gestores públicos angolanos e dos ministros dos petróleos do Sudão do Sul, Níger, da Guiné Equatorial e de São Tomé e Principe, bem como o Secretário-Geral do Fórum Internacional de Energia..


Apagão nos Combustíveis Deve-se a “Falta de Diálogo” Entre Sonangol e Governo, Admite João Lourenço

O Presidente angolano admitiu hoje (7) que “falta de diálogo” entre a petrolífera estatal Sonangol e o Governo “contribuiu negativamente” para o processo de importação de combustíveis e consequente escassez do produto no mercado em todo o país.

Numa nota oficial, a Casa Civil do Presidente angolano refere que esta foi a conclusão que saiu da reunião que o chefe de Estado angolano, João Lourenço, manteve, de manhã, com a equipa económica do Governo, que decorreu à porta fechada e sem declarações à imprensa, apesar de os jornalistas terem sido convocados para o local.

“Da análise feita, concluiu-se ter havido falta de diálogo e comunicação entre a Sonangol e as diferentes instituições do Estado, o que terá contribuído negativamente no processo de importação de combustíveis.

Foram, no entanto, tomadas as medidas e mobilizados todos os recursos necessários para a completa estabilização do mercado de abastecimento dos combustíveis nos próximos dias”, lê-se na nota.

“Apela-se à compreensão dos utentes e da população em geral, não obstante reconhecermos os constrangimentos a que estão sujeitos com a situação criada”, termina a curta nota sobre a reunião, que durou cerca de hora e meia.


Filas Enormes de Viaturas Motorizadas e Cidadãos Com Bidões nos Postos de Abastecimento em Luanda

Foto Lusa

Angola está a registar escassez de combustíveis, com dificuldades maiores vividas na capital do país, onde filas enormes de viaturas, motorizadas e cidadãos com bidões marcam o cenário nos postos de abastecimento no meio de “várias reclamações”.

Em Luanda, desde as primeiras horas da manhã, automobilistas suportam “filas intermináveis” de mais de três horas, para conseguirem abastecer as viaturas, enquanto outros, “cansados de esperar”, recorrem ao mercado paralelo.

A escassez de combustível regista-se em grande parte da capital angolana desde a última sexta-feira, apesar de, no fim de semana, alguns postos terem sido reabastecidos. Mas, devido à demanda, muitos optaram por encerrar.

As filas intermináveis ocupam as ruas, complicando o já de si caótico trânsito automóvel, como o registado hoje de manhã na Avenida Comandante Gika, no centro da cidade.

O conhecido posto de abastecimento da Sonangol em frente às instalações da Rádio Nacional de Angola estava encerrado por falta de combustível, o que aumentou a procura na bomba do lado oposto da rua, da Sonangalp, que viu evaporar os 7.500 litros de gasolina que lhe foram disponibilizados no fim-de-semana.


Num Ano Angola Importa Mais de 4.000 Milhões de Dólares em Combustíveis

Angola vai gastar mais de 4.000 milhões de dólares durante um ano para importar combustíveis refinados, segundo uma autorização para o negócio, envolvendo o grupo da petrolífera estatal Sonangol, a que a Lusa teve acesso esta sexta-feira.

Em causa está o despacho presidencial n.º 61/18, de 24 de maio, em que o Presidente angolano, João Lourenço, autoriza a abertura do procedimento de contratação simplificada para o fornecimento de derivados do petróleo, nomeadamente gasolina, gasóleo e gasóleo de marinha, à Sonangol Logística.

O contrato é referente ao período de 01 de abril de 2018 a 31 de março de 2019 e “autoriza a realização de despesa inerente aos contratos a celebrar” no valor global de 4.030.734.000 dólares (3.430 milhões de euros).

A petrolífera angolana Sonangol anunciou a 16 de março a contratação de duas empresas internacionais de trading e refinação para fornecimento de combustíveis, o que representa o fim do monopólio da Trafigura.


Solicitação ao Governo Por Parte da Sonangol Para Aumentar o Preço dos Combustíveis

A petrolífera nacional já solicitou ao Executivo o aumento do preço dos combustíveis, para reduzir o “esforço que a Sonangol faz em prol da economia e da satisfação da população”.

Segundo o presidente do conselho da administração da companhia estatal, a exemplo do que fez o Banco Nacional de Angola (BNA), dever-se-ia estudar “um mecanismo para os preços dos combustíveis também num intervalo flutuante e variável”.

A proposta de Carlos Saturnino foi partilhada com os jornalistas na conferência de imprensa da passada quarta-feira, 28 de Fevereiro.