Colisão Entre Dois Comboios no Trajecto Lubango-Namibe Deveu-se a Erro Humano

Foto de Morais Silva

Um erro humano causou a colisão entre dois comboios, no trajecto Lubango-Namibe, confirmou o presidente do conselho de administração do Caminho-de-ferro de Moçâmedes (CFM), Daniel Quipaxe.

O acidente registado na localidade do Munhino, município da Bibala, província do Namibe, causou pelo menos 17 mortos e 12 feridos. Daniel Quipaxe disse que o técnico em serviço calculou mal as distâncias e mandou avançar a composição de carga e a de uma empresa chinesa de manutenção da linha.

Segundo o gestor, o operador será responsabilizado disciplinar e criminalmente pelo sucedido.

Esta é a primeira colisão de comboios no CFM deste que chegou pela primeira vez ao planalto da Huíla, a 31 de Maio de 1923.

No entanto, trata-se do segundo acidente, pois que, em Fevereiro último, uma composição de carga descarrilou na zona da Mapunda, sem provocar vítimas.

ANGONOTÍCIAS

 


Colisão Ferroviária no Sul de Angola Faz Pelo Menos 17 Mortos e 12 Feridos

Uma colisão entre um comboio de mercadorias do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes (CFM) e outra de serviço de manutenção da ferrovia, sob responsabilidade de uma empresa chinesa, ocorrida na localidade do Munhino, município da Bibala, província do Namibe, no sul de Angola, resultou em pelo menos 17 mortos, dos quais dois maquinistas (de nacionalidade chinesa e angolana) e 12 feridos.

Em declarações à Angop, no Lubango, minutos depois de se deslocar ao local do acidente, o presidente do Conselho de Administração do CFM, Daniel Quipaxe, disse que o desastre aconteceu pelas 6h30 e terá sido provocado por um erro humano.

Admitiu que o número de mortes pode subir, já que existem feridos graves e algumas pessoas encarceradas nas ferragens, sublinhando que fica assim interrompida a circulação do comboio entre Lubango e Namibe, até que se removam as duas composições.

“Aguardamos também por uma equipa do Instituto Nacional dos Caminhos-de-Ferro, que nestas circunstâncias desencadeia um inquérito para apurar as reais causas”, disse.


Caminho-de-Ferro Transporta Granito da Huíla Para o Porto de Moçâmedes

A administração do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes chegou a acordo com empresários do sector das rochas ornamentais para baixar o preço por tonelada de 7,5 para 6,5 kwanzas por quilómetro, facilitando dessa forma o transporte de granito para o porto de Moçâmedes, capital da província de Namibe, disse quarta-feira no Lubango o administrador financeiro da empresa ferroviária.

O acordo surge três anos depois do começo das negociações, como resultado da pressão que os governos provinciais do Namibe e da Huíla exerceram nos últimos oito anos para que se proibisse o transporte do granito, mármore e de combustíveis por via rodoviária, por ser a responsável pela degradação acelerada da Estrada Nacional N.º 280.

O administrador financeiro da CFM, António Conceição, disse à agência noticiosa Angop que a redução do preço por quilómetro ao longo dos 253 quilómetros da linha entre Lubango e Namibe permite que o transporte de cada bloco de granito com 2,5 toneladas passe a custar 41 mil kwanzas, que compara com o custo actual de 90 mil kwanzas quando o mesmo bloco é transportado por via rodoviária.

António Conceição adiantou que a empresa decidiu aumentar a frequência do comboio de carga de duas para cinco viagens semanais, a fim de dar resposta à procura que se espera venha a ocorrer.


Interrompidas Há Seis Anos Para Obras na Via Retomaram Hoje as Viagens do CFM Entre Lubango e o Namibe

O Caminho-de-Ferro de Moçâmedes, no sul de Angola, retomou hoje (27) o transporte de carga e passageiros no percurso Lubango – Moçâmedes, capital provincial do Namibe, com uma composição que levou 300 passageiros e 85 toneladas de mercadorias.

As viagens tinham sido interrompidas há seis anos, devido a obras no traçado da ferrovia.A ligação ferroviária com transporte de passageiros circulará duas vezes por semana, num percurso de 270 quilómetros.

Segundo o diretor comercial do CFM, Carlos Rol, o preço do bilhete da viagem custa  850 Kwanzas.

O CFM já assegura o percurso Cubango/Huíla com alguma frequência, com comboios diários, de segunda à sexta-feira, com uma média diária de transporte de 1.500 pessoas.


Antiga Estação dos Caminhos de Ferro de Moçâmedes Transformada em Museu

Um museu de equipamentos ferroviários está em fase de formação na cidade do Lu­bango, numa iniciativa do Governo Provincial da Huíla, em parceria com o departamento de História do Instituto Superior de Ciência de Educação (ISCED), e a empresa dos Caminhos-de-Ferro de Moçâmedes (CFM).

O anúncio foi feito ontem pelo chefe do departamento provincial da Acção Cultural da Direcção da Cultura, na Huíla, Pedro Mussunda, no quadro das festividades alusivas aos dias dos Mártires da Repressão Colonial e da Cultura Nacional, celebrados a 4 e 8 de Janeiro.