Parafusos e Travessas de Carris Roubados da Linha do Caminho-de-Ferro de Luanda

Um documento do CFL, enviado hoje (segunda-feira) à Angop, refere que cidadãos não identificados estão a furtar os dispositivos de fixação dos carris, o que torna  a linha instável para a circulação dos comboios, e em consequência causar um possível descarrilamento.

A nota acrescenta que os parafusos foram retirados no espaço que separa as zonas da Boavista e do estabelecimento prisional da Comarca, no distrito urbano do Sambizanga.

Para possibilitar a circulação dos comboios, o CFL teve que repor o material furtado, permitindo assim a circulação do transporte ferroviário sem interrupção.

“ O CFL reprova atitude dos indivíduos que roubam os parafusos, colocando em perigo a vida de todos os utilizadores dos comboios”, refere a nota.

O CFL realiza, diariamente, 17 viagens de comboio suburbano de passageiros, transportando, nos três serviços, pelo menos seis mil pessoas que pagam 500 kwanzas em primeira classe, 200 na segunda e 30 na terceira.


Devido a Greve nos Caminhos de Ferro de Luanda,Intervenção da Polícia Faz Doze Feridos e Três Detidos

Trabalhadores grevistas do Caminho-de-Ferro de Luanda denunciaram o ferimento de pelo menos 12 colegas e a detenção de outros três numa intervenção da polícia para garantir os serviços mínimos da circulação de comboio.

A informação, avançada à agência Lusa pelo secretário para informação da comissão sindical do CFL, Lourenço Contreiras, dá conta ainda que se encontra no local um elevado número de polícias, das divisões municipais do Cazenga, Sambizanga, Rangel e Cazenga, auxiliados pela brigada canina.

Em causa está a retomada dos serviços mínimos, exigidos por lei em situação de greve.

Na sexta-feira, o Conselho de Administração do CFL anunciou o início hoje dos serviços mínimos diários, entre as 06:00 e as 18:13, com seis comboios de passageiros suburbanos, operações interrompidas devido à greve e que contavam apenas com duas composições.


Greve por Tempo Indeterminado nos Caminhos de Ferro de Luanda

Os grevistas dizem que a empresa nega discutir o aumento salarial que é a principal razão da paralisação. Por sua vez, o porta-voz da empresa, augusto Osório, alega que foram atendidas 95 por cento das reivindicações dos funcionários e diz haver falta de bom-senso por parte destes.

Os trabalhadores dos Caminhos-de-Ferro de Luanda (CFL) estão a partir de hoje em greve por tempo indeterminado para reivindicarem, entre outros aspectos, aumento salarial e melhores condições laborais.

Segundo o secretário para os assuntos jurídicos do Sindicato dos Trabalhadores do CFL, Ditoloca Kinkela, não se chegou a nenhum consenso com a entidade empregadora, nos dois dias de conversação, o que levou os mais de 900 trabalhadores a não recuarem na decisão de greve.

O pomo da discórdia que desencadeou a greve é o facto de a empresa alegar que não tem condições para aumentar os salários, na ordem dos 80 por cento, tal como exigem os funcionários que dizem existir falta de vontade da entidade empregadora, a quem acusam de nem sequer apresentar uma contraproposta.

“Alguns pontos chegamos a um acordo, mas sobre o aumento salarial a direcção nem sequer inclui nos pontos da discussão”, disse Ditoloca Kinkela, acrescentando que a não inclusão deste ponto nas discussões é um indicativo que não se quer solucionar o impasse existente.

A partir de hoje os funcionários predispõem-se apenas a manter os serviços mínimos como manda a lei, nomeadamente a circulação de um comboio no período da manhã e outro no período da tarde.


Devido a Assaltos Constantes os Caminhos de Ferro de Luanda Suspendem Comboios Por Tempo Indeterminado

Foto de Paulo Cunha/Lusa

Os constantes assaltos a passageiros e pessoal ferroviário em serviço obrigou, a partir de hoje, os Caminhos-de-Ferro de Luanda (CFL) a suspenderem, por tempo indeterminado, dois comboios de passageiros na estação da Rotunda, distrito urbano do Sambizanga.

Em comunicado, os Caminhos-de-Ferro de Luanda informam que foram suspensos os comboios que passam na estação às 6:37 e 17:59.

Às autoridades competentes e à comunidade circundante, os CFL pedem “uma insubstituível colaboração” para que sejam repostas as condições de segurança para os passageiros e pessoal ferroviário e, consequentemente, a retomada da circulação dos comboios naquela localidade e naqueles horários.

Em declarações à agência Lusa, o porta-voz dos CFL, Augusto Osório, referiu que a situação se verifica há um ano e tem vindo a intensificar-se.


Para Servir na Província de Luanda Angola Comprou Mais 10 Locomotivas

O consórcio constituído pelas empresas Andrade Gutierrez e Zagope Angola vai fornecer 10 locomotivas a gasóleo ao abrigo de um contrato de 169,37 milhões de dólares assinado com o Instituto Nacional dos Caminhos de Ferro de Angola (INCFA), escreveu a agência noticiosa Angop.

O contrato, que estipula a prestação de assistência técnica durante dois anos às 10 locomotivas provenientes da Alemanha e China,  foi assinado pelo director-geral adjunto do INCFA, Aimé Tombuele, e pelo director da Andrade Gutierrez, Júlio Oliveira, tendo sido testemunhado pelo ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu.

As referidas locomotivas vão circular no troço Bungo/Baía, na província de Luanda, ao serviço dos Caminhos-de-Ferro de Luanda, tendo Júlio Oliveira afirmado tratar-se de equipamentos modernos e bidireccionais, com quatro carruagens, sendo duas automotoras e outras transportadoras, com uma velocidade máxima de 100 km/hora.

No âmbito do processo de reconstrução e modernização dos caminhos-de-ferro de Angola, o governo adquiriu, desde 2007, 102 locomotivas novas, sendo 23 da China e 79 da General Electric, dos Estados Unidos da América.

No decurso da cerimónia, o embaixador de Espanha em Angola, Manuel Rui Gómez, anunciou ter o seu país concedido um financiamento de 97 milhões de euros para a construção das oficinas para a manutenção destas locomotivas.