A Cabo-Verdiana Cesária Évora Será Homenageada na Costa da Caparica em Portugal

A cantora cabo-verdiana Cesária Évora será homenageada no festival O Sol da Caparica, que decorre em agosto, em Almada, com um espetáculo que junta em palco Lura e Nancy Vieira, entre outros.

“Haverá este ano n’O Sol da Caparica e pela primeira vez em Portugal uma homenagem a Cesária Évora, um dos grandes tesouros da música de Cabo Verde, cuja memória merecerá atenção por parte de um conjunto especial de vozes: Lucibela, Lura, Nancy Vieira, Élida Almeida ou Teófilo Chantre darão voz aos maiores clássicos da Diva Descalça e traduzirão certamente a ‘Sôdade’ que todos sentimos”, refere a organização do festival, que decorre de 16 a 19 de agosto, na Costa da Caparica, no concelho de Almada.

Cesária Évora, também conhecida por ‘Cize’ e ‘Miss Perfumado’, é considerada localmente como o “expoente máximo” da música cabo-verdiana e morreu a 17 de dezembro de 2011, aos 70 anos, no hospital Baptista de Sousa, na sua terra natal, Mindelo.

Ao longo da carreira, além das inúmeras digressões e atuações em televisões, gravou 24 álbuns, um DVD, “Live in Paris”, e registou dezenas de colaborações em discos.


Será Lançado em Março um Album Póstumo de Cesária Évora

29Um álbum póstumo da falecida cantora cabo-verdiana Cesária Évora vai ser lançado no mercado em março de 2013, anunciou o seu produtor musical, Djô da Silva.

A obra discográfica da famosa “Diva descalça” é uma compilação de várias músicas, muitas das quais inéditas, gravadas em Cabo Verde e na Europa antes da sua morte em dezembro de 2011, de acordo com o produtor.

Intitulada “Mãe Carinhosa”, acrescentou Djô da Silva, a obra discográfica daquela que foi a mais famosa intérprete da música cabo-verdiana contém essencialmente mornas e coladeiras, géneros musicais tradicionais que a ajudaram a revelar o arquipélago cabo-verdiano no mundo fora.

Conforme revelou, Cesária Évora deixou gravadas músicas em quantidade suficiente para produzir, pelo menos, mais dois álbuns.
A também chamada “embaixadora da morna”, vencedora, em 2004, do Grammy para Melhor Álbum de World Music Contemporânea, deixou 24 discos, entre os quais originais, parcerias e registos ao vivo.

Entre os álbuns figuram “La Diva aux pieds nus” (Diva descalça), “Distino di Belita”, “Mar Azul”, “Miss Perfumado”, “Sodade, “Les Plus Belles (as belas) Mornas De Cesária”, “Cesária”, “Cabo Verde”, “Best of”, “Café Atlântico”, “Remixes Par François K. & Joe Claussell”, “São Vicente de Longe”, “Cesária Évora Anthology”, “The Very Best Of”, “Live in Paris (DVD)”, “Voz d’Amor”, “Club Sodade”, “Rogamar” e “Rádio Mindelo”, disse

Na semana passada, a ilha de Santo Antão, onde nasceu a mãe da cantora, recebeu um mega espetáculo para a homenagear Cesária Évora e que reuniu artistas que a acompanhavam, bem como amigos e celebridades internacionais como Bonga, de Angola, Ismael Lo, do Senegal, Bernard Lavilliers, da França, e Camané, de Portugal, de acordo com o produtor.

África 21


Tributo á Cabo-Verdiana Cesária Évora

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Cesária Évora

O Vale da Ribeira da Torre, concelho de Ribeira Grande, Santo Antão, vai ser palco, sábado, de um concerto para assinalar o primeiro aniversário da morte da cantora cabo-verdiana Cesária Évora.
Num comunicado, a promotora de espectáculos cabo-verdiana Harmonia indica que o espectáculo conta com a participação de artistas nacionais e internacionais, entre os quais o angolano Bonga, que se junta ao português Camané, às cabo-verdianas Lura, Sara Tavares, Nancy Vieira e ao grupo Cordas do Sol. “A ideia de realizar um concerto em Santo Antão não é de agora. Planeava-se comemorar dessa forma os 70 anos de Cesária, cuja mãe era natural da ilha. Chegámos a dar início à organização, mas quando Cesária adoeceu, foi adiado”, explicou a produtora na nota de imprensa.
A ideia do concerto já tinha sido abandonada, mas por sugestão da Câmara Municipal da Ribeira Grande e do Ministério da Cultura, foi retomada para o aniversário da morte de Cesária, a realizar dois dias antes de se completar um ano sobre o falecimento da Diva dos Pés Descalços.
O Vale da Ribeira da Torre foi o local escolhido porque tem boas condições acústicas e é protegido do vento, além da sua beleza natural. Com o espectáculo em Santo Antão, encerra um ciclo de homenagens que se realizaram ao longo deste ano, depois de Paris (três concertos), Toulouse (França), Lisboa, Serpa (Portugal) e Amesterdão (Holanda).
Além de Lura, Sara Tavares, Nancy Vieira e Cordas do Sol, Cabo Verde vai estar presente ainda com os cantores Teófilo Chantre, Zeca di Nha Reinalda, enquanto, entre os artistas internacionais, além de Bonga e Camané, estão confirmadas as presenças de Ismael Lo (Senegal), Sia Tolno (Guiné-Conakry) e Bernard Lavilliers (França).


França Dá o Nome de Cesária Évora a Duas Ruas

O nome da cantora cabo-verdiana Cesária Évora, falecida aos 70 anos no dia 17 de Dezembro do ano passado, passa a constar da toponímia de duas cidades francesas, anunciou hoje a sua promotora em Portugal.

Uma das artérias de Saint-Denis, cidade nos arredores Norte de Paris, passa a ostentar o nome da intérprete de “Sôdade”. Nesta cidade há também uma rua com o nome de Amílcar Cabral, líder do movimento independentista da Guiné-Bissau e de Cabo Verde.
“A rua Cesária Évora exprime a vontade do município e dos habitantes de Saint-Denis em valorizar as mulheres que lutaram pelos direitos humanos. A rua situa-se no bairro Gare Confluences, e vem juntar-se a nomes ilustres como os de Miriam Makeba, Rosa Park, Bledhar Fátima Bledhar e Simone Bernier, aos quais foi igualmente reservado um espaço público, naquela cidade”, disse à Lusa Ana José Charrua, da Tumbao.

Ana José Charrua recordou à Lusa que “Cesária Évora já tinha expressado a sua alegria face à existência da Avenue Amílcar Cabral, em França, e, durante uma visita a Saint-Denis, em Julho de 2011, manifestou o seu desejo em associar a sua imagem e pessoa às diversas acções de promoção da cultura de Cabo Verde, que decorrem nesta cidade, desde há muitos anos”.
Nesta cidade francesa reside “uma grande comunidade de cabo-verdianos e franceses de origem cabo-verdiana, que ali vive há décadas”, acrescentou.

O nome da “diva dos pés descalços” baptiza também uma das artérias da cidade de Colombe, nos arredores nordeste de Paris, a cerca de 11 quilómetros do centro da capital francesa, disse a mesma fonte.
Cesária Évora iniciou a sua carreira internacional em Paris, onde ficou conhecida como “a diva dos pés descalços”, tendo gravado em 1988 o álbum “La diva aux pied nus”, aclamado pela crítica gaulesa.

Em 2009 o Presidente francês Nicolas Sarkozy entregou-lhe a medalha da Legião de Honra.

Na altura, depois de sujeita a uma intervenção cirúrgica, Cesária Évora voltou aos estúdios e anunciou, não só uma digressão como a gravação de um novo álbum, que não se veio a concretizar.
No dia 24 de Setembro do ano passado, numa entrevista ao Le Monde, a cantora anunciou que tinha de terminar a carreira por conselho médico. A sua promotora, Tumbao, emitiu então um comunicado confirmando as declarações da “diva dos pés descalços”, no qual dava conta da tristeza de Cesária, que sentia por ter de o fazer.

Nesse mesmo dia, ao princípio da tarde, a cantora foi internada no hospital parisiense de Pitie-Salpetriere, por ter sofrido “mais um acidente vascular cerebral [AVC]”.
“Cise”, como era tratada por amigos e companheiros de palco, morreu no hospital Baptista de Sousa, em São Vicente, em Cabo Verde, três meses depois.

Ao longo da carreira, além das inúmeras digressões e actuações em televisões, gravou 24 álbuns, um DVD, “Live in Paris”, e registou dezenas de colaborações em discos de outros músicos como Caetano Veloso ou Marisa Monte.

Expresso das Ilhas


Cesária Évora de 70 Anos Morreu Ontem em Cabo Verde

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A cantora cabo-verdiana Cesária Évora, de 70 anos, morreu ontem de manhã no hospital Baptista de Sousa, em São Vicente, Cabo Verde, onde se encontrava internada desde sexta-feira.
A notícia foi confirmada à Lusa pelo director clínico do hospital, que explicou que a morte ocorreu por volta das 11:20 de ontem, devido a “insuficiência cardio-respiratória aguda e tensão cardíaca elevada”.
Alcides Gonçalves disse ainda que desde que Cesária deu entrada no hospital esteve internada nos cuidados intensivos “com um quadro clínico muito complexo”.
Numa das muitas entrevistas que deu, certa vez, afirmou: “tudo à minha volta era música”.
O pai, Justiniano da Cruz, tocava cavaquinho, violão e violino, instrumentos que se tornaram característicos em Cabo Verde, o irmão, Lela, saxofone, e entre os amigos contava-se o mais emblemático compositor cabo-verdiano, B. Leza.
“Cize”, como era carinhosamente tratada pelos amigos, tornou-se no nome mais internacional de Cabo Verde, país de onde o mundo conhecia já grandes músicos como Luís Morais e Bana.
Desde cedo que Cesária Évora se lembrava de cantar, como referiu numa das muitas entrevistas que deu: “Cantava ao ar livre nas praças da cidade para afastar coisas tristes”. Aos 16 anos, canta nos bares da cidade e nos hotéis, começando a ganhar uma legião de fãs que a aclamavam já como a “rainha da morna”.
A independência do arquipélago, em 1975, coincide com o início de um “período negro” na vida da cantora, que deixa de cantar, tem problemas de alcoolismo e trabalha noutra área.
Em 1985, a convite de Bana, proprietário de um restaurante discoteca com música ao vivo, em Lisboa, Cize vai para a capital portuguesa, onde grava um disco que passou despercebido à crítica, seguindo para Paris onde é “descoberta”.