Carnaval do Lobito Como Atração Turística a Nível Nacional

O vice-presidente da Associação do Carnaval do Lobito (ACL), Madaleno Constantino, anunciou hoje, segunda-feira, a intenção de fazer do Entrudo uma marca daquela cidade da província de Benguela, a fim de ser reconhecido a nível nacional.

Falando à Angop, o vice-presidente da ACL revelou que, para elevar o Carnaval para lugares cimeiros a nível nacional, o órgão pensa em parcerias com as empresas publicitárias, hotéis e com os agentes da cultura, com a finalidade de atrair turistas para cidade do Lobito.

Apontou como habituais patrocinadores do Carnaval na região a cervejeira Soba Catumbela, a agência de Seguros ENSA, Angobetumes, Luis Shipchandler, Caminho de Ferro de Benguela, Porto do Lobito, Transflamingo, Rosalina Express, Sécil e Sonamet, que apoiam tanto com bens materiais, quanto com valores financeiros.

Referiu ser pretensão da instituição realizar o Carnaval 2019 “mesmo na cidade Lobito”, no âmbito da municipalização do evento, decidida pelo Governo Provincial de Benguela, em 2014, altura em que a ACL foi formada.

Deu a conhecer que, além dos munícipes, outras forças vivas da sociedade lobitanga manifestam o interesse em participar da festa carnavalesca no município portuário, ao invés de percorrerem 30 quilómetros para chegar à cidade de Benguela, com os habituais constrangimentos em termos de transportes.


Moradores na Ilha de Luanda Treinam-se Diariamente para na Terça-Feira de Carnaval Fazerem a Diferença

carnaval-luanda-Mais de 2500 pessoas de todas as idades e moradores na Ilha de Luanda ensaiam há meses, diariamente, horas a fio, para fazer a diferença na terça-feira de Carnaval, no desfile que junta milhares pelas ruas da capital angolana.

Na sede do União Mundo da Ilha, fundado em 1968, a azáfama vem em crescendo desde Dezembro, não fosse este um dos principais grupos do Carnaval de Luanda, vencedor do desfile da cidade por dez vezes, em 37 edições.


Um Olhar Sobre o Carnaval Luandense do Tempo Colonial, por Dionísio Rocha

dionisio rochaUm olhar sobre o carnaval ainda do tempo colonial, passando pelo carnaval da Vitória a 27 de Março de 1978 e as posteriores festas populares até aos dias de hoje conduziram o Novo Jornal a conversar com o compositor, cantor e “entertainer” Dionísio Rocha.

Que análise faz da festa do Carnaval luandense de hoje comparativamente ao de ontem?

Há muitas diferenças entre o carnaval de hoje e o de ontem. Antigamente o Carnaval na maior parte do tempo era realizado nas ruas da cidade, não se cingindo apenas ao desfile central na Marginal de Luanda. Lá era para a demonstração da entrada da cidade, onde se cantavam temas como “Está a entrar na cidade, está a entrar na cidade, alegria ao povo cantor sexta-feira, terça-feira carnaval…”… Este carnaval a que me refiro, foi cantado pelo Duo Ouro Negro, pelos N´gola Ritmos e por outros grupos e artistas como a Garda, o Conjunto Assis entre outros. Estou a falar dos anos 30, que não vivi intensamente mas que me foram passados pelos meus pais na educação que me foram proporcionando. Nós sentimos que o carnaval naquele tempo tinha mais despique, era mais provocador, havia uma certa relação do que eles estavam a cantar e dançar com a teatralização que faziam. Era mais teatro utilizando temas jocosos, provocando outros grupos e pes-soas de outras áreas. Muitas vezes até para determinadas figuras.

Como assim?

Nós conseguimos introduzir no carnaval que herdámos de Portugal, a nossa cultura. A caixa corneta por exemplo é um instrumento nosso e impusemos os nossos trajes. Os portugueses traziam instrumentos de sopro sem botões como as fanfarras que se exibiam em determinadas ruelas. Nós fomos vendo que havia uma certa coreografia então fomos só metendo o nosso kimbundu e os nossos temas no carnaval. O carnaval de hoje pode não estar mal do ponto de vista dos objectivos a alcançar com essa manifestação. Havia competição mas não com regras demarcadas. Por exemplo o Machadinho que era tocador de Corneta da União dos Musseques, podia estar a tocar nos Combatentes e quem estivesse no Miramar ouvia normalmente. O carnaval não tinha como desfile central só a Marginal. Houve alguns anos que grupos se apresentaram na marginal. Mas uma boa parte dos grupos que muito seguraram o nosso carnaval, desfilavam nos seus bairros, até quartéis… Havia uma preparação de meses, em que os grupos ensaiavam o que iam apresentar. Durante a preparação, a população dava algumas gorjetas, havia ofertas dos mais velhos, dos comerciantes e também das senhoras que queriam ver o grupo a passar. Era com essas ofertas que os grupos compravam o material necessário para as suas apresentações. Essa também é uma das grandes diferenças entre o de ontem e o de hoje. Hoje já não se faz desfile de porta a porta, não se recebem oferendas. O Estado subvenciona os custos dos grupos, através de um montante definido que estes todos os anos recebem. Antigamente havia uma espécie de associativismo, havia essa recolha de porta, outros mais velhos ajudam os grupos como o Aníbal de Melo por exemplo, independentemente das recolhas feitas pelo grupo. Havia o pagamento de quotas. Hoje só dependem do Estado e quando há algum atraso, é um “Deus nos acuda…” como está agora acontecer.

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Angolanos na Alemanha – Carnaval das Culturas

Fotos e Textos da Deutsche Welle
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A Cidade do Lobito Acordou Hoje Engalanada e Fantasiada Para Gozar o Carnaval

Carnaval do Lobito nos Anos 70

lobito_carnaval_anos70A cidade ferro portuária do Lobito acordou, hoje, engalanada e fantasiada, no quadro do despique, do acto central provincial do Carnaval, edição/2013, que vai acolher na zona 2 (bairro do Compão).

Apesar do recolhimento dos grupos concorrentes, próprio para retemperar energias, nota-se a movimentação de foliões e outros curiosos, os chamados “sem grupos”, que tudo fazem para aceder o mais cedo possível à zona do Compão, palco do desfile.

Mascaras e vestes fantasistas, próprias deste período, estão a dominar a urbe, com gente que se movimenta, principalmente da zona alta do Lobito para a baixa, da Restinga para o Compão, assim como o próprio centro da cidade que já apresenta um aspecto não habitual.

Oito grupos estão na disputa dos 793 mil kwanzas de prémio para o primeiro lugar da classe “A”, seis outros, da série “B”, vão concorrer para os 250 mil do primeiro posto, enquanto os infantis, também em número de seis grupos vão lutar para arrebatar 100 mil kwanzas de prémio único.

As duas séries de adultos (A e B) têm ainda 563, mil, 413 mil e 200 e 100 mil kwanzas, respectivamente, para os dois lugares imediatos (segundo e terceiros classificados).

Além destes valores, a comissão provincial preparatória do carnaval vai premiar com 50 mil kwanzas cada, aos vencedores das categorias (em ambas séries) de melhores canções, comandantes e alegorias, ao passo que o melhor baterista da classe “A” vai levar 100 mil kwanzas, cinquenta mil mais que o da outra série.

Aos demais grupos concorrentes serão atribuídos diplomas de participação.

Lobito, que trabalha para assinalar a 2 de Setembro próximo um século (100 anos) da sua existência, tem grande tradição carnavalesca em Angola.

Angop