Perto de 40 Países Via Angonabeiro Já Consomem Café Angolano

Café angolano produzido no Cuanza Sul, Malanje e Uíge e adquirido pela Angonabeiro está a ser exportado para perto de 40 países a partir de Portugal, revela fonte oficial da empresa.

A Angonabeiro, explica a fonte, vende “café verde à ‘casa-mãe’, em Campo Maior – o Grupo Nabeiro/Delta Cafés -, sendo o produto depois incorporado em vários blends Delta Cafés e Delta Q, e exportado de Portugal para quase 40 países” onde a empresa tem presença directa ou via parceiros”.

Segundo a fonte da companhia – cuja fábrica, no Cacuaco, o Mercado visitou esta semana, em que se celebrou o dia Mundial do Café (1 de Outubro) -, a Angonabeiro mantém a aposta no “recurso a produtos locais e na exportação, para gerar valor acrescentado à economia do País ecrescimento dos seus negócios”.

A empresa pretende agora investir na “exportação de produto acabado sob a marca Ginga”, produzido localmente, e tem feito um esforço para apoiar o aumento da produção nacional de café fresco, que está em níveis muito baixos face ao passado e face ao potencial do País.


Empresa Cafeeira Angolana Volta a Tentar o Mercado Norte-Americano

A Cazengo Coffee, uma empresa cafeeira criada em 2010, está a procurar voltar a despertar a tentação pelo café angolano nos Estados Unidos da América, levando a este enorme mercado, 40 anos depois das últimas importações, o sabor exótico dos bagos colhidos nos municípios cafeeiros de Banga, Bolongongo e Kikulungo, no Kwanza Norte.

Aproveitando o bom momento do mercado dos EUA, a empresa procura, através da agregação de parceiros locais para a torrefacção e distribuição, apostando forte nas vendas online, e depois de refeita a máquina produtiva, com a revitalização dos cafeais envelhecidos e destruídos ao longo das dezenas de anos de guerra, a Cazengo Coffee protagoniza o regresso ao que foi um dos grandes mercados consumidores do café angolano antes da guerra, há pelo menos 40 anos.

Este regresso do café angolano ao mercado dos Estados Unidos está a ser tentado através de uma aposta na existência de algum revivalismo e da apetência dos dias de hoje pelo exótico e pelos sabores intensos, lembram algumas publicações especializadas como a Roast Magazine, através das suas Daily Coffee News (notícias diárias sobre café), sublinhando ao mesmo tempo que o café angolano não é uma novidade para os consumidores norte-americanos.

É apenas um sabor que esteve ausente durante décadas devido aos constrangimentos das guerras a seguir à independência e a seguir a um período histórico em que Angola estava entre os quatro maiores produtores de café do mundo, especialmente da variedade Robusta, essencial para misturar e dar corpo a outras variedades como a Arábica, que sem a primeira, perdem vigor, esmorecem.


Distribuídas em Várias Províncias Angolanas 300 Mil Plantas de Café

Trezentas mil plantas de café arábica foram distribuídas, este ano para relançar, incentivar e aumentar os níveis de produção e colheita nas províncias do Bié, Cuanza Sul e Huambo, informou hoje, domingo, no Cuito (Bié) o ministro da Agricultura e Florestas, Marcos Alexandre Nhunga.
O governante que falava a imprensa no final da visita de dois dias que efectou ao Bié, disse que o objectivo visa também, aumentar a arrecadação de receitas financeiras e divisas nos próximos anos com a comercialização do “bago vermelho”.

Explicou que, distribuições do género terão continuidade nas próximas épocas agrícolas, de forma a repor a cultura nas zonais tradicionalmente produtoras de café.

Actualmente se regista uma decadência na cultivo desse produto pelo que o Ministério da Agricultura e Florestas projecta adoptar paulatinamente técnicas que vão de acordo as novas tendências.

ANGOP


Consumo de 2 ou 3 Cafés Por Dia Protege as Células da Retina

Pesquisa desenvolvida pelas universidades de Coimbra (Portugal) e Bona (Alemanha) revela que consumo de cafeína, em doses equivalentes a dois/três cafés por dia, protege as células da retina.

A pesquisa abre caminho para o desenvolvimento de “novas abordagens terapêuticas para o tratamento de doenças da visão associadas a episódios isquêmicos, como a retinopatia diabética e glaucoma, duas das principais causas de cegueira a nível mundial”, informa a Universidade de Coimbra em nota divulgada nesta segunda-feira (15).


Com 85 Anos o “Velho Dias” Continua Com a Sua Fazenda de Café nos Arredores da Cidade do Uíge

Às primeiras horas do dia Joaquim Dias faz-se à estrada, sete quilómetros a pé, a caminho da pequena fazenda de café nos arredores da cidade do Uíge, que possuiu desde a saída dos colonos portugueses de Angola, em 1975, rotina inalterada, mesmo com 85 anos.