A Morna, Género Musical Típico de Cabo Verde é Património Imaterial da Humanidade

A morna, género musical típico de Cabo Verde, foi proclamada hoje Património Imaterial Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

A decisão final sobre a ratificação da classificação, que já tinha recebido o aval da comissão de peritos em novembro, foi adotada hoje, na 14.ª reunião anual do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da UNESCO, que decorre desde segunda-feira no Centro de Congressos Agora, em Bogotá, Colômbia.

“Declaro a decisão adotada”, anunciou, cerca das 11:55 locais (16:55 em Lisboa), María Claudia López Sorzano, secretária para a Cultura, Lazer e Desporto da cidade de Bogotá e que preside a esta reunião anual do Comité, depois de questionar os delegados sobre eventuais adendas, alterações ou debate sobre a proposta de classificação, que não surgiram.

Além da morna de Cabo Verde, o comité está a analisar a ratificação de outras 39 candidaturas a Património Cultural Imaterial da UNESCO.

A cantora cabo-verdiana Nancy Vieira e o multi-instrumentista Manuel de Candinho acompanham o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, que lidera a comitiva de Cabo Verde em Bogotá, que comemorou a proclamação ainda na sala da reunião.

Reunido pela primeira vez na América Latina, este Comité Intergovernamental é atualmente composto por representantes da Arménia, Áustria, Azerbaijão, Camarões, China, Chipre, Colômbia, Cuba, Djibuti, Filipinas, Guatemala, Jamaica, Japão, Cazaquistão, Kuwait, Líbano, Maurícias, Holanda, Palestina, Polónia, Senegal, Sri Lanka, Togo e Zâmbia, sendo as decisões tomadas por unanimidade destes membros.


Ligações em Transporte Marítimo Entre ilhas do Arquipélago Será Aposta em Cabo Verde

Foto Fernando Pina-Lusa

O ministro dos Transportes cabo-verdiano assegurou que o novo modelo de transportes marítimos interilhas será uma alternativa em breve aos transportes aéreos, anunciando que o primeiro navio no âmbito da renovação da frota partiu hoje da Coreia do Sul.

O transporte marítimo entre ilhas, de passageiros e carga, foi assumido em agosto pela CV Interilhas, empresa liderada pela portuguesa Transinsular (grupo ETE), vencedora do concurso público internacional para a concessão, de 20 anos, lançado pelo Governo cabo-verdiano.

“Está muito melhor do que estava antes”, afirmou quinta-feira (5) o ministro José Gonçalves, questionado pelos jornalistas à margem do fórum económico “Mar e Inovação, ‘drivers’ da Economia Global”, organizado na capital cabo-verdiana pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e pela embaixada de Portugal.

Face aos resultados dos primeiros três meses de operação da CV Interilhas, o Governo de Cabo Verde admite que anualmente poderão ser transportados 600.000 passageiros (além de carga e viaturas) entre as ilhas do arquipélago, um máximo histórico e acima do pico de 480.000 passageiros que utilizaram as ligações aéreas, registado em 2018.

“E certamente vamos criar as condições para que os transportes marítimos venham a ser uma alternativa aos transportes aéreos, pela frequência, pela regularidade e pela previsibilidade”, enfatizou José Gonçalves, destacando que o novo modelo introduziu novas ligações marítimas, como para as ilhas do Sal e da Boavista.


Devido à Seca o Café de Cabo Verde Está em Risco

Nas encostas do Fogo, os solos vulcânicos escondem tesouros em risco de serem roubados. Nesta ilha de Cabo Verde, o café, outrora erguido a riqueza nacional, corre o risco de desaparecer devido à seca prolongada que se faz sentir no país.

Entre os 350 e os 1300 metros de altitude, sobrevivem as plantações da variedade arábica.

Há um século, os terrenos davam origem a 500 toneladas de café. Atualmente, a produção está abaixo das cem.

Aos 74 anos, Rosério Rodrigues gosta de se ver como “um continuador” da tradição familiar. Faz parte da quarta geração de produtores de café, mas teme que a produção que mantém seja uma herança que mais ninguém queira honrar. Os filhos parecem pouco interessados num negócio cada vez menos rentável.


Cabo Verde Numa Lista da ONU Entre Países Que Precisam de Ajuda Alimentar

Um  relatório da FAO sobre perspetivas de colheitas e situação alimentar indica que, “em Cabo Verde, dois por cento da população está em situação de crise”.

Segundo o relatório da FAO, o ano de 2018 foi um ano de fraco desempenho nos setores agrícola e pecuário, pelo que, de acordo com a análise feita no último quadro harmonizado, cerca de novemil Cabo-verdianos estão numa situação de crise alimentar.

O mesmo documento revela ainda  dificuldades causadas pela falta de chuvas que afetam diversos países da costa ocidental africana.

Segundo a FAO, “devido a um atraso no início da estação chuvosa, seguido por uma pluviosidade abaixo da média e irregular, afetaram o crescimento inicial” das plantações e o desenvolvimento das colheitas.

Na Mauritânia, a falta de chuva provocou níveis de produção mais baixos nos últimos 20 anos.


As Ilhas de Cabo Verde Tiveram um Aumento de Procura Turística de 10% Por Parte dos Britânicos

A procura turística do Reino Unido pelas ilhas de Cabo Verde aumentou 10% no primeiro trimestre de 2019, face ao ano anterior, acima da média do crescimento do setor do turismo no país africano.

De acordo com o último relatório estatístico do Banco de Cabo Verde, citando dados atualizados do Instituto Nacional de Estatística (INE), globalmente, o país registou 1.357.216 dormidas por turistas estrangeiros no primeiro trimestre de 2019.

Esse registo compara com as 1.302.924 dormidas registadas no primeiro trimestre de 2018, traduzindo-se assim num crescimento global de 4,2%.

Do total de dormidas no primeiro trimestre deste ano, quase 30% correspondem a turistas do Reino Unido.

Segundo o mesmo relatório, a procura britânica por unidades hoteleiras cabo-verdianas traduziu-se em 397.933 dormidas de janeiro a março deste ano, um aumento de 10% em termos homólogos e um valor acima de qualquer um dos quatro trimestres de 2018.