Para Recordação, Turistas em Cabo Verde Pagam por Fotos Com Tubarões Esquartejados

Foto África 21 Digital

A captura e esquartejamento de tubarões para exposição aos turistas, que não hesitam em pagar por uma fotografia perto do “rei” dos predadores, preocupa as organizações que alertam para a necessidade urgente da proteção desta espécie em Cabo Verde.

O Movimento Contra a Poluição de Cabo Verde (MCPCV) colocou na sua página da rede social Facebook imagens de vários tubarões anequim/mako (Isurus oxyrinchus) e de raias-mobula, espécies classificadas como em risco de extinção, esquartejados e expostos no pontão de Santa Maria, na ilha do Sal.

Em redor dos animais, amontoam-se os turistas que, empunhando telemóveis, registam o momento em que os animais são transportados e as suas feridas expostas no pontão. Alguns, em troca do “espetáculo”, oferecem dinheiro aos pescadores que veem naquela cena uma forma de angariar rendimento.

O MCPCV sublinha que “as duas espécies são altamente vulneráveis à pesca intensiva devido a seu crescimento lento e a reprodução de poucas crias”.

Para Zeddy Seymour, diretor do projeto MarAlliance – aliados para a Fauna Marinha em Cabo Verde, esta situação regista-se na pesca artesanal, embora essa não seja a maior ameaça, uma vez que se tratam de espécies pelágicas (do mar aberto), onde a pesca industrial tem autorização para proceder à sua captura, mediante acordo entre a União Europeia e Cabo Verde.


No Instituto Confúcio Instalado em Cabo Verde, Mais de 1.000 Alunos Cabo-Verdianos Aprendem Mandarim

Foto:VOA/Arq

Desde janeiro de 2016 que está instalado em Cabo Verde o Instituto Confúcio, instituição de formação sem fins lucrativos que visa divulgar e melhorar a compreensão da língua e da cultura chinesa.

O presidente da Associação de Amizade Cabo Verde-China (Amicachi) admite que língua continua a ser a principal dificuldade na integração da comunidade chinesa em Cabo Verde, enquanto mais de 1.000 alunos cabo-verdianos já aprendem mandarim no país.

Em declarações à agência Lusa, à margem do Fórum Económico Empresarial Cabo Verde – China, que decorre na cidade da Praia, José Correia disse que a comunidade chinesa neste país vive essencialmente da atividade comercial e está “bem integrada”.

Para os cerca de 2.000 chineses que a associação estima estarem a trabalhar e a viver em Cabo Verde, a língua e a cultura são os principais desafios.

Por seu lado, o mandarim revela-se cada vez mais atrativo para os estudantes cabo-verdianos, estando 1.000 a aprender esta língua nos vários estabelecimentos de ensino cabo-verdianos.


Segundo Estudo na Cidade da Praia em Cabo Verde, em 13 Anos a Mortalidade Infantil Desceu Para Metade

Foto: Inforpress-Cidade da Praia

Segundo os resultados preliminares do Terceiro Inquérito Demográfico e de Saúde Reprodutiva (IDSR – III), apresentados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), apresentados segunda-feira (18), a mortalidade infanto-juvenil (das crianças de menos de cinco anos) passou de 33% em 2005 para 18% em 2018.

O inquérito constatou que a mortalidade infantil (crianças com menos de um ano) passou de 30% em 2005 para 16% em 2018, enquanto a mortalidade juvenil (das crianças de um a quatro anos) continuou nos 3%.

O mesmo estudo, cujos dados foram recolhidos em todo o país entre Fevereiro e Maio de 2018, revelou uma “melhoria significativa” do aleitamento materno exclusivo, em que 45% das crianças até cinco meses não ingere outro tipo de alimento (inclusive água), comparativamente com uma proporção de 28% em 2005.

O estudo observou que nove em cada 10 mulheres (86%) fizeram, pelo menos, quatro consultas pré-natais recomendadas, quando essa proporção era de 72% em 2005, de acordo com o INE de Cabo Verde.

O inquérito revelou que a quase totalidade das mulheres cabo-verdianas (97%) tiverem os seus filhos assistidos por um profissional de saúde no período em análise e que quase todos esses nascimentos ocorreram nas estruturas de saúde, contra 78% em 2005.


Após Jogo em Portugal Não Regressaram ao País Dois Futebolistas da Selecção de Cabo Verde

Os dois jogadores da selecção cabo-verdiana de futebol de sub-20 Clé (Boavista) e Júnior (Desportivo) não regressaram ao país, após participarem num jogo em Portugal.

De acordo com a agência de notícias cabo-verdiana Inforpress, os dois jogadores deveriam ter regressado a Cabo Verde com os restantes elementos da equipa na passada quinta-feira, o que não aconteceu.

Segundo a Inforpress, a ausência de Clé no ataque do Boavista foi notada este sábado no jogo contra o Relâmpago, tal como a de Júnior, no meio-campo do Desportivo, na partida de sexta-feira.

Uma fonte da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF), citada pela agência de notícias, confirmou que Clé e Júnior ficaram sem a autorização deste organismo.

África 21 Digital

 


O Terceiro País Menos Corrupto da África Subsaariana é Cabo Verde

Foto Inforpress

Cabo Verde subiu três lugares no Índice de Percepção de Corrupção (IPC) de 2018, elaborado pela Transparência Internacional, melhorando assim a posição no que toca à percepção de corrupção.

De acordo com o relatório divulgado hoje, citado pela Agência Lusa, Cabo Verde obteve 57 pontos, mais dois que em 2017, o que lhe valeu uma subida de três lugares, do 48º para o 45º lugar.

Cabo Verde é assim o terceiro país mais bem classificado na África Subsaariana (a seguir às Seicheles e ao Botswana) e o 47º a nível mundial, num universo de 180 países e territórios.

A avaliação anual promovida pela organização Transparência Internacional (TI), com sede em Berlim, revela ainda, entre os países lusófonos, quedas significativas de Timor-Leste (14 posições), do Brasil (7 posições) e de Moçambique (5 posições) e subidas de Cabo Verde (3 posições) e Angola (2 lugares).