Paralisação das Obras do Porto de Caio em Cabinda Poderá Provocar Danos às Estruturas Já Implementadas

A paralisação das obras do Porto de Caio, o maior projecto a ser erguido em Cabinda, avaliado em 600 milhões de dólares, poderá provocar danos às estruturas já implementadas causando um retrocesso na execução da empreitada, devido a sedimentação com as correntes marítimas predominantes do Sul para Norte de Cabinda, segundo o consultor da empresa, Manuel Barata, entrevistado pelo Jornal de Angola.

Até a conclusão do projecto, disse Manuel Barata, Cabinda continuará “refém “do Porto de Ponta-Negra, para a descarga de mercadorias na medida em que a ponte-cais local não tem capacidade para a atracação de navios de grande porte. Actualmente, a descarga de mercadorias é feita através de um processo de transbordo, a partir dos navios acostados no largo para os pontões que levam a carga para até a ponte-cais.
Manuel Barata indicou que a falta de um porto de águas profundas em Cabinda tem reflexos no nível da vida da população, com o encarecimento, sobretudo, dos bens de primeira necessidade. Explicou que importação de um contentor de 20 pés da Europa para Luanda custa 1.700 euros, enquanto para Cabinda a mesma operação custa cerca 3500 euros. A transportação de um contentor de cabotagem de Luanda para Cabinda está avaliada em 4.000 dólares, custos que são, depois, reflectidos no preço final dos produtos ao consumidor.


Três Oficiais das F.A.A Abatidos em Cabinda Reivindica a Flec/Fac

Foto Portal de Angola

A FLEC/FAC reivindicou hoje (02) ter abatido no fim de semana três oficiais das Forças Armadas Angolanas (FAA) durante confrontos nas aldeias de Luali, região de Belize, e de Banga, em Buco-Zau, na fronteira com a República Democrática do Congo.

Num comunicado, assinado por Cabral Rodrigues Bisafi, chefe de Operações Militares, o Estado-Maior General da Frente de Libertação do Estado de Cabinda/Forças Armadas de Cabinda (FLEC/FAC) refere ter abatido dois tenentes e um major das FAA e ferido quatro outros militares nos confrontos, em que foram mortos também dois militantes do movimento independentista.

“O Estado-Maior General da FLEC-FAC reafirma que está em curso uma ofensiva coordenada contra as forças de ocupação angolanas presentes em todo o território de Cabinda e apela à população de Cabinda e estrangeiros no território à mais elevada prudência”, lê-se no documento, em que o movimento independentista responsabiliza o Presidente de Angola, João Lourenço, “por todo o derramamento de sangue” no enclave.

A 28 de fevereiro último, a FLEC/FAC anunciou a retoma, “de forma intensiva, da luta armada em Cabinda” e alertou que o enclave angolano é “um território em estado de guerra e que os estrangeiros “devem tomar as medidas de segurança adequadas”.

Num “comunicado de guerra”, enviado então à agência Lusa, a FLEC/FAC argumenta que “nunca quis a guerra e sempre abriu as portas à paz” e que “todas as oportunidades” para a construir foram “esmagadas no sangue por Angola e os seus presidentes Agostinho Neto, José Eduardo dos Santos e João Lourenço”.


Ainda Este Mês Vai Arrancar a Terceira Turbina da Central Térmica de Malembo

A terceira turbina da Central Térmica de Malembo, com sistema híbrido gasóleo e gás, entra em funcionamento até final deste mês, juntando-se às outras duas já em operação desde Fevereiro último, anunciou hoje o secretário provincial de energia e águas, Rafael Paca.

Neste momento, decorrem ensaios para o arranque definitivo deste grupo gerador, que permitirá atingir a capacidade instalada de 95 MW.

A potência instalada na central de Malambo é de 95 MW, sendo duas turbinas de 35 megawatts e uma de 25 MW.

A central funciona desde 2012 e permitiu a construção, em 2014, das subestações de Chibodo e Santa Catarina, com 30 e 10 MW, respectivamente, além da turbina móvel no Malembo de 25 MW.

Esta central viabilizou a expansão das redes de alta, média e baixa tensão, nos municípios do interior, incluindo nas comunas como as de Inhunca (Buco-Zau) e Dinge (Cacongo), fruto dos projectos de fornecimento, montagem e comissionamento para a electrificação das circunscrições no Buco-Zau, Belize e Cabinda sede.


Independentistas da FLEC-FAC de Cabinda Prontos Para Negociar Fim das Hostilidades

Os independentistas da FLEC-FAC, de Cabinda, anunciaram esta segunda-feira que têm pronta uma delegação militar para estabelecer “os primeiros contactos com uma delegação reconhecida oficialmente pelo Presidente de Angola, para “pôr fim definitivo às hostilidades” naquele enclave.

A informação consta de um comunicado enviado à agência Lusa pelo auto-designado Estado-Maior das Forças Armadas de Cabinda (FAC), da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), indicando que a delegação daquele movimento seria chefiada pelo tenente-general Afonso Nzau.

O pedido para encetar conversações foi lançado no final de abril pela FLEC-FAC, mas o Governo angolano nunca lhe respondeu publicamente. Ainda assim, a FLEC-FAC dizer estar “recetiva” à presença, durante o encontro, de observadores indicados pela Comunidade de Sant’Egidio, União Africana, ONU, Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).


Governo de Cabinda Apostado no Relançamento das Culturas de Café Cacau e Palmar

O Governo da província de Cabinda aposta no relançamento, em grande escala, das culturas de café, cacau e palmar, tendo para o efeito já sido preparados 5 mil hectares, onde serão desenvolvidas as referidas culturas

Nos próximos dois anos, a província de Cabinda vai produzir um milhão e 500 mil mudas, repartidas entre as culturas de cacau, café e palmar. De acordo com o chefe de Departamento do Instituto de Café em Cabinda, Alector Araújo, o projecto de retomada daquelas culturas teve início no ano passado e constitui uma orientação do Ministério da Agricultura. “Fizemos um censo dos camponeses interessados em produzir café, cacau e palmar, tendo em conta que no passado essas culturas eram praticadas em Cabinda”, frisou. Segundo o responsável, após o censo foram identificadas áreas propícias para o cultivo do cacau, nos municípios de Buco Zau e na floresta do Maiombe. Disse ainda que está a ser construído um viveiro para a produção de plantas do cacau. Avançou que, desde Fevereiro de 2017 a Setembro do mesmo ano, foram produzidos 170 mil pés de cacau. A produção tem sido distribuída aos camponeses dos municípios de Buco-Zau, Belize, Cacongo e Cabinda.