Três Oficiais das F.A.A Abatidos em Cabinda Reivindica a Flec/Fac

Foto Portal de Angola

A FLEC/FAC reivindicou hoje (02) ter abatido no fim de semana três oficiais das Forças Armadas Angolanas (FAA) durante confrontos nas aldeias de Luali, região de Belize, e de Banga, em Buco-Zau, na fronteira com a República Democrática do Congo.

Num comunicado, assinado por Cabral Rodrigues Bisafi, chefe de Operações Militares, o Estado-Maior General da Frente de Libertação do Estado de Cabinda/Forças Armadas de Cabinda (FLEC/FAC) refere ter abatido dois tenentes e um major das FAA e ferido quatro outros militares nos confrontos, em que foram mortos também dois militantes do movimento independentista.

“O Estado-Maior General da FLEC-FAC reafirma que está em curso uma ofensiva coordenada contra as forças de ocupação angolanas presentes em todo o território de Cabinda e apela à população de Cabinda e estrangeiros no território à mais elevada prudência”, lê-se no documento, em que o movimento independentista responsabiliza o Presidente de Angola, João Lourenço, “por todo o derramamento de sangue” no enclave.

A 28 de fevereiro último, a FLEC/FAC anunciou a retoma, “de forma intensiva, da luta armada em Cabinda” e alertou que o enclave angolano é “um território em estado de guerra e que os estrangeiros “devem tomar as medidas de segurança adequadas”.

Num “comunicado de guerra”, enviado então à agência Lusa, a FLEC/FAC argumenta que “nunca quis a guerra e sempre abriu as portas à paz” e que “todas as oportunidades” para a construir foram “esmagadas no sangue por Angola e os seus presidentes Agostinho Neto, José Eduardo dos Santos e João Lourenço”.


Ainda Este Mês Vai Arrancar a Terceira Turbina da Central Térmica de Malembo

A terceira turbina da Central Térmica de Malembo, com sistema híbrido gasóleo e gás, entra em funcionamento até final deste mês, juntando-se às outras duas já em operação desde Fevereiro último, anunciou hoje o secretário provincial de energia e águas, Rafael Paca.

Neste momento, decorrem ensaios para o arranque definitivo deste grupo gerador, que permitirá atingir a capacidade instalada de 95 MW.

A potência instalada na central de Malambo é de 95 MW, sendo duas turbinas de 35 megawatts e uma de 25 MW.

A central funciona desde 2012 e permitiu a construção, em 2014, das subestações de Chibodo e Santa Catarina, com 30 e 10 MW, respectivamente, além da turbina móvel no Malembo de 25 MW.

Esta central viabilizou a expansão das redes de alta, média e baixa tensão, nos municípios do interior, incluindo nas comunas como as de Inhunca (Buco-Zau) e Dinge (Cacongo), fruto dos projectos de fornecimento, montagem e comissionamento para a electrificação das circunscrições no Buco-Zau, Belize e Cabinda sede.


Independentistas da FLEC-FAC de Cabinda Prontos Para Negociar Fim das Hostilidades

Os independentistas da FLEC-FAC, de Cabinda, anunciaram esta segunda-feira que têm pronta uma delegação militar para estabelecer “os primeiros contactos com uma delegação reconhecida oficialmente pelo Presidente de Angola, para “pôr fim definitivo às hostilidades” naquele enclave.

A informação consta de um comunicado enviado à agência Lusa pelo auto-designado Estado-Maior das Forças Armadas de Cabinda (FAC), da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), indicando que a delegação daquele movimento seria chefiada pelo tenente-general Afonso Nzau.

O pedido para encetar conversações foi lançado no final de abril pela FLEC-FAC, mas o Governo angolano nunca lhe respondeu publicamente. Ainda assim, a FLEC-FAC dizer estar “recetiva” à presença, durante o encontro, de observadores indicados pela Comunidade de Sant’Egidio, União Africana, ONU, Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).


Governo de Cabinda Apostado no Relançamento das Culturas de Café Cacau e Palmar

O Governo da província de Cabinda aposta no relançamento, em grande escala, das culturas de café, cacau e palmar, tendo para o efeito já sido preparados 5 mil hectares, onde serão desenvolvidas as referidas culturas

Nos próximos dois anos, a província de Cabinda vai produzir um milhão e 500 mil mudas, repartidas entre as culturas de cacau, café e palmar. De acordo com o chefe de Departamento do Instituto de Café em Cabinda, Alector Araújo, o projecto de retomada daquelas culturas teve início no ano passado e constitui uma orientação do Ministério da Agricultura. “Fizemos um censo dos camponeses interessados em produzir café, cacau e palmar, tendo em conta que no passado essas culturas eram praticadas em Cabinda”, frisou. Segundo o responsável, após o censo foram identificadas áreas propícias para o cultivo do cacau, nos municípios de Buco Zau e na floresta do Maiombe. Disse ainda que está a ser construído um viveiro para a produção de plantas do cacau. Avançou que, desde Fevereiro de 2017 a Setembro do mesmo ano, foram produzidos 170 mil pés de cacau. A produção tem sido distribuída aos camponeses dos municípios de Buco-Zau, Belize, Cacongo e Cabinda.


Em Cabinda a Vila Turística de Lândana Completa Hoje 76 Anos

Vila Guilherme Capelo é a denominação colonial da actual Vila de Lândana, sede do município turístico e pitoresco de Cacongo, que dista num raio de aproximadamente 46 quilómetros a norte da cidade Cabinda. Hoje, segunda-feira, completa 76 anos desde que passou a esta categoria no dia 8 de Janeiro de 1941.

A alteração para Vila de Landana foi logo após a independência nacional. Esta circunscrição apresenta um turismo invejável, por estar banhado pelo oceânico Atlântico. Possui areias brancas, mangais e uma foz do rio Chiloango que atrai grande parte da juventude e turistas que visitam a província, durante os finais de semana