Em Israel o Presidente do Brasil Volta a Escandalizar ao Afirmar Que Nazismo Era de Esquerda

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, conotado ideologicamente com posições de extrema-direita, voltou a escandalizar historiadores e meios políticos democráticos ao afirmar, em Israel, após visitar o Museu do Holocausto, não ter dúvida que o nazismo era de “esquerda”.

A afirmação foi feita em resposta a um jornalista que perguntou ao presidente brasileiro se concordava com o seu ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que divulgou há dias a infâmia.

Em entrevista ao jornal O Globo, em setembro de 2018, o embaixador da Alemanha em Brasília, Georg Witschel, comentou: “é uma besteira (disparate; tolice)” dizer isso. “Isso não é fundamentado, é um erro, é simplesmente uma besteira”, afirmou o diplomata alemão.

Vários historiadores e intelectuais, ouvidos pelos jornais e televisões do Brasil, consideram que conotar o nazismo com a esquerda é uma “fraude”.

“O senhor concorda com o seu chanceler de que o nazismo foi um movimento de esquerda?”, perguntou um jornalista a Bolsonaro. “Não há dúvida, não é? Partido Socialista, como é que é? Da Alemanha. Partido Nacional Socialista da Alemanha”, respondeu o presidente.


O Presidente Bolsonaro Conseguiu Desagradar Todo Mundo com Decreto Sobre Armas

Texto que flexibiliza posse de armas não atende às demandas dos eleitores que clamam por autodefesa nem abranda as preocupações de boa parte da sociedade civil. Medida mantém boa parte dos critérios actuais.

O decreto se refere apenas à posse e não altera nada em relação ao porte de armas. Os critérios básicos para a posse continuam valendo: a idade mínima de 25 anos, não ter sido condenado ou estar respondendo a processo criminal ou inquérito policial, a realização de aulas de tiro e a submissão a um teste psicotécnico.

Porém, até agora, quem decidia se o requerente realmente tinha a necessidade de possuir uma arma era a Polícia Federal. O primeiro governo Lula introduziu esse critério em 2005, e, segundo Bolsonaro, tornou praticamente impossível a obtenção de uma licença de posse.

“E o grande problema que tínhamos na lei é a comprovação da efetiva necessidade, e isso beirava a subjetividade”, disse o presidente na terça. Segundo ele, essa situação acabou.

“Uma das reclamações históricas do lobby das armas, das pessoas que querem ter armas, é que a Polícia Federal tinha uma grande discricionariedade para dizer quem tem efetiva necessidade ou não”, especifica Risso. “O decreto traz objetividade para esse aspecto, dizendo o que é efetiva necessidade”, avalia.


Segundo Relatório 15 Milhões de Brasileiros Vivem em Extrema Pobreza

A recessão que atingiu o Brasil nos últimos anos aumentou não apenas o número de pobres no país, mas também a intensidade da pobreza.

Segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE, o Brasil tinha no ano passado 54,8 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, segundo critério usado pelo Banco Mundial, que considera um rendimento de até US$ 5,50 por dia.

A mais recente Síntese de Indicadores Sociais do IBGE mostra que seria necessário um investimento adicional de cerca de R$ 10,2 bilhões todo mês para tirar os brasileiros dessa condição, ou R$ 187 mensais por pessoa.

Os números do IBGE mostram ainda que a pobreza no país ficou mais intensa. Em 2016, a renda mensal média dos pobres no Brasil era R$ 183 inferior ao patamar mínimo que define a linha de pobreza.

No ano passado, a distância ficou maior, em R$ 187 – e é este valor, multiplicado pelo número de pobres, que resulta no esforço necessário de R$ 10,2 bilhões por mês para erradicar a pobreza.


Já Deixaram o Brasil Rumo a Cuba Mais de 1300 Médicos Cubanos

Foto: Antonio Cruz/ABr/Arq

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) confirmou que 1.307 profissionais cubanos, vinculados ao programa Mais Médicos, já deixaram o Brasil rumo a Cuba.

De acordo com a entidade, foram fretados sete voos e outros estão previstos para partir ao longo dos próximos dias.

Os médicos atuavam em 16 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) e em 733 municípios de 26 unidades federativas.

Por enquanto, não houve saída apenas no Acre.

No último dia 14, o Ministério da Saúde de Cuba anunciou o rompimento do acordo de cooperação para o Mais Médicos por discordar das exigências e das declarações feitas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, contra as autoridades cubanas e contra os médicos.


No Brasil Médicos Cubanos Voltarão Para seu País Antes da Posse de Bolsonaro.

Com o fim da participação de Cuba no Mais Médicos, municípios alertam que 28 milhões de pessoas poderão ficar sem assistência. Médicos cubanos voltarão para seu país antes da posse de Bolsonaro.

A embaixada de Cuba em Brasília notificou o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) nesta quinta-feira (15/11) de que todos os profissionais de saúde

cubanos que participam do programa Mais Médicos deixarão o país até o fim do ano, gerando alertas sobre a vulnerabilidade do atendimento médico em vários municípios brasileiros.

O governo cubano anunciou nesta semana a decisão de deixar o programa por considerar injustas as condições impostas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, que anunciou novas condições para a parceria com Cuba, incluindo revalidação do título e contratação individual.

“A decisão deles é irrevogável, está sendo tratada diretamente com o presidente de Cuba [Miguel Díaz-Canel]”, afirmou o presidente da Conasems, Mauro Junqueira, após se reunir com representantes do governo cubano e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).