Pela 19ª Semana Consecutiva a Previsão para a Economia Brasileira Continua em Queda

A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira este ano continua em queda. Segundo o Boletim Focus, do Banco Central, a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) desta vez foi reduzida de 0,85% para 0,82%. Foi a 19ª queda consecutiva.

Para 2020, a expectativa é que a economia tenha crescimento maior – de 2,20% -, a mesma da semana passada. A previsão para 2021 e 2022 permanece em 2,50%.

A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), se manteve em 3,80% este ano. 

A meta de inflação de 2019, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

A projeção do mercado financeiro para a inflação em 2020 é de 3,91%. A meta para o próximo ano é de 4%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.


Ministro de Minas e Energia do Brasil Diz Que Não Há Barragem Segura no País.

O ministro de Minas e Energia, Beto Albuquerque, disse nesta quinta-feira (23), que não há barragem segura no país.

Em depoimento na Comissão de Meio Ambiente do Senado, sobre segurança de barragens, o ministro disse que “não tem barragem segura. Esse conceito não existe”.

Segundo informa a Sputnik, Albuquerque explicou que a probabilidade de rompimento de barragens construídas à montante, como foi o caso de Mariana, Brumadinho e agora de Gongo Soco, todas em Minas Gerais, é muito superior às demais.

“O monitoramento é diuturno e ininterrupto. Tudo está sendo monitorado minuto a minuto e as informações estão sendo passadas às pessoas que têm responsabilidade, competência para tomar as ações e medidas, especialmente para não perdermos vidas humanas”, destacou.

Bento Albuquerque disse que em razão do grande número de barragens, cerca de 2 mil, entre elas as que não são só de rejeitos de mineração, o ministério faz pareceria com a Agência Nacional de Águas (ANA) para a fiscalização.


Bolsonaro Parece Cada Vez Mais um Dom Quixote, “Crónica de Uma Aberração”

Foto de Norberto Duarte

O que há de esperar de um presidente cujo único projeto é acabar com um socialismo que não existe e não existia no Brasil? Bolsonaro parece cada vez mais um Dom Quixote, escreve Philip Lichterbeck.

Passaram os primeiros cem dias do governo Jair Bolsonaro, e uma coisa está clara: o Brasil não virou uma ditadura, como alguns esquerdistas temiam. Essa é a boa notícia. A má notícia é: esse governo não teria condições para estabelecer uma ditadura nem que quisesse. Mas, de alguma forma, isso também é bom.

O governo age de maneira confusa, aparenta incompetência, lembra João e Maria perdidos na floresta. Muitos de seus planos parecem ter apenas uma motivação: o velho, o suposto “socialismo”, precisa ser demolido – não à toa Bolsonaro chama sua eleição de “revolução”. Mas não está claro o que se quer construir na realidade.

Esse governo não tem ideias. Não tem projetos. Não tem planos. Percorre em meandros a monotonia de seu radicalismo de direita. Quase que diariamente, ouve-se quaisquer anúncios semicozidos. Até mesmo a reforma do super-herói da Justiça, Sergio Moro, parece ter surgido num processo de copia-e-cola.

Sem falar nas púberes provocações do clã Bolsonaro pelas redes sociais. Em vez de governar, brinca-se com fogo. Mas o que há de esperar de um presidente cujo único projeto é acabar com um socialismo que não existe e não existia no Brasil? Bolsonaro parece cada vez mais um Dom Quixote. Luta contra moinhos de vento que, nos delírios dele, confunde com gigantes.


Jair Bolsonaro Defende a Exploração da Amazónia em Parceria Com os Estados Unidos

Em entrevista à rádio Jovem Pan, na segunda-feira à noite, quando Bolsonaro voltou a criticar as demarcações de terras indígenas no Brasil e defendeu que os índios e os descendentes de escravos deveriam poder “vender ou explorar” as suas terras como “considerarem melhor”.

“As demarcações de terra que eu posso rever, vou rever”, disse o Presidente brasileiro, que questionou alguns relatórios que permitiram a delimitação das reservas indígenas no país.

Um dos primeiros atos de Bolsonaro como Presidente foi transferir a responsabilidade sobre as demarcações de terras indígenas do Ministério da Justiça para o da Agricultura que, historicamente, defende os interesses dos grandes proprietários de terras.

A medida foi fortemente criticada por organizações não-governamentais, mas Bolsonaro acusou estas instituições de “explorarem e manipularem” os índios.

O chefe de Estado brasileiro, que na quarta-feira comemora 100 dias no cargo, disse que há uma “política errada sobre a amazónia” e reiterou que a suposta “indústria de demarcações de terras indígenas” que começou em 1992, durante o Governo do ex-Presidente Fernando Collor de Mello, impede o desenvolvimento daquela região.


Depois de Um Ano de Prisão, Lula Tem um Horizonte Complexo

Desde que chegou à prisão de Curitiba, em 7 de abril de 2018, Luiz Inácio Lula da Silva deixou o local somente duas vezes. Uma delas para ir ao velório de seu neto, diante de um horizonte judicial que não dá margem para o otimismo.

O ex-presidente de 73 anos, entretanto, não se deixa abater. Faz exercícios diariamente na esteira que tem em sua cela de 15 metros quadrados e está determinado a provar sua inocência diante do que considera uma “farsa judicial” para afastá-lo do poder.

“Obviamente que ele ficou muito abalado, muito triste com a morte do neto”, disse a presidente do PT Gleisi Hoffmann, referindo-se à morte repentina de Arthur, de 7 anos, no dia 1 de março.

“Mas do ponto de vista político, de enfrentamento de todas essas injustiças ele continua muito firme”, acrescentou Gleisi, assídua visitante no quarto andar da sede da Polícia Federal em Curitiba.

O patriarca da esquerda passa grande parte do tempo lendo, escrevendo as cartas que depois são publicadas pelo partido, informando-se e assistindo aos jogos do seu querido Corinthians pela televisão.