Bolsonaro Parece Cada Vez Mais um Dom Quixote, “Crónica de Uma Aberração”

Foto de Norberto Duarte

O que há de esperar de um presidente cujo único projeto é acabar com um socialismo que não existe e não existia no Brasil? Bolsonaro parece cada vez mais um Dom Quixote, escreve Philip Lichterbeck.

Passaram os primeiros cem dias do governo Jair Bolsonaro, e uma coisa está clara: o Brasil não virou uma ditadura, como alguns esquerdistas temiam. Essa é a boa notícia. A má notícia é: esse governo não teria condições para estabelecer uma ditadura nem que quisesse. Mas, de alguma forma, isso também é bom.

O governo age de maneira confusa, aparenta incompetência, lembra João e Maria perdidos na floresta. Muitos de seus planos parecem ter apenas uma motivação: o velho, o suposto “socialismo”, precisa ser demolido – não à toa Bolsonaro chama sua eleição de “revolução”. Mas não está claro o que se quer construir na realidade.

Esse governo não tem ideias. Não tem projetos. Não tem planos. Percorre em meandros a monotonia de seu radicalismo de direita. Quase que diariamente, ouve-se quaisquer anúncios semicozidos. Até mesmo a reforma do super-herói da Justiça, Sergio Moro, parece ter surgido num processo de copia-e-cola.

Sem falar nas púberes provocações do clã Bolsonaro pelas redes sociais. Em vez de governar, brinca-se com fogo. Mas o que há de esperar de um presidente cujo único projeto é acabar com um socialismo que não existe e não existia no Brasil? Bolsonaro parece cada vez mais um Dom Quixote. Luta contra moinhos de vento que, nos delírios dele, confunde com gigantes.


Jair Bolsonaro Defende a Exploração da Amazónia em Parceria Com os Estados Unidos

Em entrevista à rádio Jovem Pan, na segunda-feira à noite, quando Bolsonaro voltou a criticar as demarcações de terras indígenas no Brasil e defendeu que os índios e os descendentes de escravos deveriam poder “vender ou explorar” as suas terras como “considerarem melhor”.

“As demarcações de terra que eu posso rever, vou rever”, disse o Presidente brasileiro, que questionou alguns relatórios que permitiram a delimitação das reservas indígenas no país.

Um dos primeiros atos de Bolsonaro como Presidente foi transferir a responsabilidade sobre as demarcações de terras indígenas do Ministério da Justiça para o da Agricultura que, historicamente, defende os interesses dos grandes proprietários de terras.

A medida foi fortemente criticada por organizações não-governamentais, mas Bolsonaro acusou estas instituições de “explorarem e manipularem” os índios.

O chefe de Estado brasileiro, que na quarta-feira comemora 100 dias no cargo, disse que há uma “política errada sobre a amazónia” e reiterou que a suposta “indústria de demarcações de terras indígenas” que começou em 1992, durante o Governo do ex-Presidente Fernando Collor de Mello, impede o desenvolvimento daquela região.


Depois de Um Ano de Prisão, Lula Tem um Horizonte Complexo

Desde que chegou à prisão de Curitiba, em 7 de abril de 2018, Luiz Inácio Lula da Silva deixou o local somente duas vezes. Uma delas para ir ao velório de seu neto, diante de um horizonte judicial que não dá margem para o otimismo.

O ex-presidente de 73 anos, entretanto, não se deixa abater. Faz exercícios diariamente na esteira que tem em sua cela de 15 metros quadrados e está determinado a provar sua inocência diante do que considera uma “farsa judicial” para afastá-lo do poder.

“Obviamente que ele ficou muito abalado, muito triste com a morte do neto”, disse a presidente do PT Gleisi Hoffmann, referindo-se à morte repentina de Arthur, de 7 anos, no dia 1 de março.

“Mas do ponto de vista político, de enfrentamento de todas essas injustiças ele continua muito firme”, acrescentou Gleisi, assídua visitante no quarto andar da sede da Polícia Federal em Curitiba.

O patriarca da esquerda passa grande parte do tempo lendo, escrevendo as cartas que depois são publicadas pelo partido, informando-se e assistindo aos jogos do seu querido Corinthians pela televisão.


O Brasil Não Terá Horário de Verão Afirma Bolsonoro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje (5) que decidiu não adotar o horário de verão este ano. Segundo ele, a decisão foi baseada em um parecer do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que aponta pouca efetividade na economia energética.

“Ele [ministro] trouxe um parecer 100% favorável ao fim do horário de verão. No parecer dele, [o horário de verão] não causa economia [de energia] para nós e mexe no teu relógio biológico, então atrapalha a economia, em parte.

E só temos o que ganhar, no meu entender, mantendo o horário como está”, disse Bolsonaro, logo após participar da inauguração do espaço de atendimento da Ouvidoria da Presidência da República, no Palácio do Planalto.

No ano passado, estudos da Secretaria de Energia Elétrica (SEE), do Ministério de Minas e Energia (MME), em parceria com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), apontaram que em termos de economia de energia, a medida não tem sido mesmo eficiente, já que os resultados alcançados foram próximos à “neutralidade”. O horário de verão foi criado  em 1931 com o intuito de economizar energia, a partir do aproveitamento de luz solar no período mais quente do ano, e tem sido aplicado no país, sem interrupção, ao longo dos últimos últimos 35 anos.


Camião Com Quase 15 Mil Doses de Vacina Roubado Hoje no Rio de Janeiro

Foto-Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um camião carregado com quase 15 mil doses de vacina destinadas à rede municipal de saúde da cidade do Rio de Janeiro foi roubado na manhã de hoje (5). A carga, estimada em R$ 1,5 milhão, tinha doses de imunização contra a gripe e outras doenças, além de outros materiais médicos.

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, fez um apelo à população para que, se a carga for encontrada, seja devolvida à prefeitura.

“Isso traz um prejuízo enorme para a nossa rede municipal de saúde, sobretudo porque agora estamos na véspera de campanha de vacinação contra a gripe. Para receber um novo material, vai demorar”, disse.

A carga foi enviada pelo Ministério da Saúde para a rede pública do município do Rio de Janeiro.

Agência Brasil/ Luiza Damé