Parabéns a Benguela Pelos Seus 395 Anos de Existência

Situada no litoral-centro de Angola, a cidade de Benguela assinala hoje 395 anos da sua existência, desde que foi fundada, a 17 de Maio de 1617, por Manuel Cerveira Pereira. Anteriormente denominada de São Filipe de Benguela, a cidade das acácias rubras é actualmente das que mais cresce em Angola, com um parque industrial modernizado, avenidas e ruas renovadas, rede hoteleira, novas escolas e hospitais, entre outros serviços que estão a mudar a vida do povo benguelense.
Com uma extensão de 2.100 quilómetros quadrados e uma população estimada em mais de um milhão de habitantes, Benguela limita a Norte com o município do Lobito, a Oeste com os municípios de Bocoio e Caimbambo, a Sul com o município de Baía Farta e a Oeste com o Oceano Atlântico. O município divide-se em seis comunas: Zona A, Zona B, Zona C, Zona D, Zona E e Zona F.
Benguela alberga hoje a Universidade Katiavala Buila, com um universo de cinco mil estudantes, que têm desempenhado o importante papel de agente crítico, com contribuição valiosa na definição das políticas públicas mais adequadas ao desenvolvimento social e melhoria da qualidade de vida da população.
Do programa que visa saudar os 395 anos da cidade de Benguela, apresentado pelo administrador municipal, Leopoldo Muhongo, constam 16 actividades formais e outras informais, que podem ocorrer como iniciativa da sociedade civil benguelense.
Este ano, a novidade é o festival de moda, que decorre no dia 26 de Maio, numa das unidades hoteleiras locais, com destaque ainda para o espectáculo musical “walale”.
Estão igualmente previstos um concurso de fotografia de Benguela (Ombaka Flash), maratona e quadrangulares, nas seis zonas comunais que compõem o município, e uma missa campal, hoje, no jardim da administração municipal.
Do programa fazem ainda parte um festival de gastronomia denominado “Paladar mil”, o festival “Canta criança”, corrida de carros e motocross denominada “200 km de Benguela”, que decorre nas artérias da cidade.
As comemorações incluem ainda a realização, desde ontem e até ao próximo dia 20, da segunda edição da Feira Internacional de Benguela (FIB), com a presença de 48 empresas nacionais.
A FIB vai decorrer numa área de 12 mil metros quadrados, divididos em quatro pavilhões. Na cidade das acácias rubras vai igualmente ter lugar, amanhã, o segundo Fórum Empresarial, sob o lema “Benguela a vencer os desafios do desenvolvimento regional”.

Actividade agrícola

A actividade agrícola é um dos expoentes máximos do progresso por via do Vale do Cavaco, onde já se produziu grandes quantidades de banana para exportação.
Infelizmente, as intempéries da natureza provocaram uma desaceleração na produção, por escassez de água no rio com o mesmo nome, e a cintura verde ficou comprometida, com os titulares (sob cedência) das terras a começarem a transferir as suas parcelas para a construção de habitações.

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Camiões Novos Para Os Camionistas de Benguela

A iniciativa de entregar novas viaturas aos camionistas que perderam os seus camiões durante a guerra, foi uma aposta importante do Executivo. Jorge Ponoi, um dos beneficiados, disse que os transportes são importantes porque têm implicações directas no desenvolvimento económico.
“Com os camiões entregues muitos colegas viram o seu sonho renovado com o regresso à estrada. É uma nova oportunidade de emprego que permite sustentar as famílias”, disse Jorge Ponoi, camionista de Benguela.
Os transportes distribuídos pelo Executivo têm contribuído para a mobilidade de pessoas e bens dos centros urbanos para as localidades do interior. Os camiões atingem as aldeias mais recônditas devido às suas características técnicas.
As operações realizadas pelos camiões têm assegurado o transporte de pessoas e bens do meio rural para os centros urbanos. “Estamos certos de que é uma forte aposta do Executivo visto que os camiões estão a contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos beneficiários, afirmou Jorge Ponoi.
Os camionistas têm um papel decisivo na distribuição de mercadorias. Benguela possui uma extensão territorial de 39.827 quilómetros quadrados e dez municípios: Benguela, Lobito, Catumbela, Balombo, Bocoio, Ganda, Cubal, Caiambambo, Baía Farta e Chongorói.
Benguela é forte na agropecuária, na produção do sisal, algodão, cana-de-açúcar, café, banana, milho e minerais como ¬cobre, fosfatos, grafite, caulino e volfrâmio.
Os camionistas com os seus novos camiões vão ao encontro dos camponeses que têm produtos para serem vendidos em Benguela, Lobito e mesmo em Luanda. “Quando temos notícias da existência de muita produção no campo, aproveitamos para fazer bons negócios onde ganham os camionistas e os camponeses”, referiu Jorge Ponoi.

A vida do camionista

Os camionistas sacrificaram as suas vidas e os seus camiões para levarem mercadorias às províncias do interior que se encontravam mergulhadas na guerra. Muitos sobreviveram mas ficaram sem as viaturas. O Executivo distribui agora as viaturas que foram destruídas.
Devido ao clima de instabilidade que se vivia na época da guerra, aos homens do volante era exigida uma disponibilidade física hercúlea, para transportarem as mercadorias.
Naquela altura, os camiões eram das marcas Scania, Volvo, Tatra, Ifa, Mercedes Benz ou Ford. Fizeram milhares de quilómetros por estradas esburacadas pelos rebentamentos dos obuses e picadas muitas vezes minadas.
Agora, as estradas estão todas reabilitadas outras construídas de raiz, existem veículos modernos que os motoristas antigos não se atrevem a conduzir, devido à tecnologia de ponta. Os camiões pesados são tripulados por jovens, com formação média e têm sabido conservar a mística que a camionagem exige, mostram vontade e força no trabalho. Leia Mais


Antevisão da Nova Mediateca de Benguela

O edifício da Mediateca implanta-se de forma central no terreno atribuído, constituindo-se como a frente urbana e tratada dos equipamentos escolares e desportivos adjacentes, e procurando organizar e hierarquizar os espaços.

Em todo o seu desenho se privilegia uma relação interior/exterior forte e cuidada, em que o edifício interage com praças exteriores e jardins interiores.

O Programa da Mediateca foi elaborado pela ReMA como documento base para a execução dos projectos para toda a Rede de Mediatecas de Angola.

Em termos gerais, a Mediateca está dividida em três zonas funcionais:

Área do Conhecimento – que integra as áreas de livre acesso aos utentes, como seja a recepção, salas de leitura, salas de estudo, áreas multi-média, etc…

Área Administrativa e Suporte – constituída pelos gabinetes da administração e dos funcionários, vestiários e zonas sociais, arquivo geral, salas de recepção e catalogação, áreas técnicas e de manutenção

Área de Eventos – constituída pelo auditório e pelas salas de formação e reunião.

http://www.mediatecas.ao

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Benguela Tem Nova Ponte Para Ligação a Bairros Periféricos

A nova ponte construída sobre o vale do Coringe, foi aberta ao trânsito automóvel. A infra-estrutura liga o bairro da Cambanda e dos arredores à cidade de Benguela.
Orçada em seis milhões de kwanzas, a nova ponte, de seis metros de comprimento e nove de largura, tem capacidade para suportar 40 toneladas de carga e foi construída no quadro do programa geral do Executivo que visa o aumento das condições sociais básicas das populações.
Com duas faixas de rodagem e espaço de passagem para peões, a obra, a cargo da Empresa Nacional de Pontes, começou no dia 26 de Dezembro e terminou no dia 13 de Janeiro, uma duração recorde de 18 dias.O chefe da repartição municipal dos serviços técnicos da administração de Benguela, José Vieira, disse que o empreendimento tem um tempo de vida útil de 40 anos, caso se cumpram os programas de manutenção.
A ponte, disse, vai facilitar a passagem de camiões com cargas até 35 toneladas, enquanto a anterior possuía apenas uma capacidade para o trânsito de viaturas ligeiras, tendo sido feita de ferro de carril e vigas pré forçadas, que são normalmente materiais usados para cobertura de pisos de residências.
Durante a cerimónia de inauguração, o administrador municipal de Benguela efectuou também a abertura das passagens que ligam os bairros 70 e 71 e a estrada que liga ao Candumbo, garantindo que acções do género vão continuar.

Jornal de Angola/Maximiano Filipe


Mais Humanização nas Cadeias de Benguela

O director provincial de Benguela dos Serviços Prisionais, Feliciano Soma, afirmou em entrevista ao Jornal de Angola que a humanização é a “palavra chave” para consolidar, a médio prazo, a ordem, o respeito e a disciplina na comunidade carcerária de Benguela.
Os serviços prisionais de Benguela têm uma população penal estimada em mais de dois mil elementos de ambos sexos. Segundo Feliciano Soma, as unidades prisionais já se tornaram pequenas para o universo de reclusos.
O director provincial fez saber que os serviços prisionais estão a implementar um conjunto de novas medidas para dar mais dinâmica à socialização da população penal.
“Temos a certeza que o homem tratado com dignidade, no cumprimento de dois ou três anos de prisão, não pensará em insistir no erro depois de solto. Queremos que, depois de cumprida a pena, os homens saiam com dignidade, prontos a enfrentar a sociedade sem o mínimo constrangimento”, disse.
Entre as acções voltadas para a humanização e dignificação dos presidiários, Feliciano Soma apontou a formação pedagógica permanente dos profissionais dos serviços prisionais, o trabalho comunitário e o incentivo ao estudo, leitura, lazer e desporto. “A viver com estes princípios, um homicida, traficante ou assaltante, condenado a três ou quatro anos, quando sair da cadeia pode reintegrar-se na sociedade e nunca mais pensar em cometer um delito”, assegurou.
Para o responsável, os profissionais dos serviços prisionais devem ser treinados para lidar com o detido, concedendo-lhe todos os direitos previstos nas normas jurídicas constitucionais e noutras em vigor no quadro do sistema prisional. “Torna-se necessário salientar que o programa de socialização encontra-se em fase evolutiva. As etapas percorridas até à presente data já nos permitem dizer que as condições da população penal estão a melhorar”, assinalou.
Feliciano Soma garantiu que a comunidade carcerária de Benguela é tratada “com todo o respeito”, dispondo de espaço para actividades físicas, alimentação, material de higiene e assistência sanitária.

Jornal de Angola