Benguela Combate Criminalidade Com Câmaras de Vigilância Espalhadas pela Cidade

benguela6kg4A cidade de Benguela conta, desde a semana passada, com sete câmaras de vigilância, com grande alcance, visando contribuir no combate à criminalidade.

Em declarações à Angop, o director provincial da Ordem Pública, superintendente-chefe Carlos Mota, referiu que a colocação destes equipamentos em várias artérias da cidade vai permitir identificar situações criminais para intervenções operativas.
O director provincial afirmou que as câmaras de vigilância vão facilitar a identificação dos autores dos crimes e auxiliar a Polícia Nacional no domínio da ordem pública. Carlos Mota assegurou que o circuito fechado de televisão (CCTV) vai ter a monitorização na sala operativa do comando da Polícia que, numa primeira fase, vai abranger os municípios de Benguela e Lobito em locais de maior a densidade populacional.
Carlos Mota considera que a utlização das câmarasvai contribuir , não só para a diminuição da criminalidade em Benguela, uma das cidades com elevado índica de actos criminosos, mas também para disciplinar os automobilistas.
“No que diz respeito ao trânsito rodoviário, Benguela é uma das cidades mais movimentadas do país e a instalação de câmaras vai ajudar-nos a indentificar em tempo oportuno as trangressões ao trânsito”, disse o director provincial da Ordem Pública, que se manifestou optimista com a medida. Entretanto, o tribunal provincial de Benguela condenou o cidadão Carlos de Sousa a 22 anos de prisão maior, por crime de homicídio qualificado e preterintencional.
Carlos de Sousa, de 59 anos, foi condenado por ter morto à facada a jovem universitária Plácida Câmia, sua ex-namorada, no dia 11 de Dezembro de 2011.
O tribunal provincial de Bneguela decidiu ainda que o réu deve pagar 80 mil kwanzas de taxa de justiça e um milhão e quinhentos mil kwanzas de indemnização à família da vítima.
Plácida Câmia, de 25 anos de idade, que frequentava, antes da sua morte, o segundo ano de Direito na Universidade Jean Piaget, foi assassinada com sete golpes desferidos em várias regiões do corpo.

Jornal de Angola


Acidente no Grande Prémio de Benguela Causa 2 Mortos e 15 Feridos

948x624Acidente em Angola: populares tentam queimar vivo piloto português.

Aos poucos começam a ser públicos mais pormenores, alguns bem macabros, sobre a tragédia no Grande Prémio de Benguela, que provocou dois mortos e cerca de quinze feridos e envolveu o piloto português Luís Almeida.

De acordo com a agência Angola Press, os populares que agrediram brutalmente Luís Almeida, após o acidente, tentaram queimar vivo o piloto. Os primeiros relatos separavam os incidentes, ou seja, Almeida teria sido agredido, com a lesão mais evidente a ser uma fratura num braço, e depois os agressores viraram a sua fúria para o Porsche 911 GT3.

Contudo, a agência frisa que não foi bem assim. Na verdade, os populares depois de agredirem o piloto, fecharam-no dentro do carro, regaram-no com gasolina e preparavam-se para atear fogo. Valeu a intervenção da polícia.

Entretanto, a Federação Angolana de Desportos Motorizados (FADM), emitiu um comunicado onde explica que o acidente se deveu a uma falha nos travões e saliente que Luís Almeida é um piloto “com enorme experiência”.

A FADM confirma também a versão de que os espectadores atingidos se encontravam num local onde não era permitida a presença de público, por motivos de segurança.

“Ao não terem sido cumpridas as normas de segurança previamente definidas pela Comissão Organizadora, a viatura entrou na zona de escapatória onde não deveria ter nenhum espectador. Como consequência do não acatamento das normas de segurança, temos a lamentar a morte de 2 pessoas e cerca de 17 feridos, alguns com ferimentos ligeiros que já tiveram alta e ferimentos do piloto”, lê-se no comunicado.948x624

A FADM revela ainda que as duas vítimas mortais eram crianças e envia “sentidas condolências às famílias”. Promete ainda “dentro do calendário nacional estabelecido nos circuitos urbanos, melhorar os níveis de segurança, comunicando que será extremamente rigorosa no cumprimento dessas normas que permitam, que estes verdadeiros ambientes de festa popular não se traduzam em tragédias.”

Por fim, a FADM manifestou “profundo desagrado” pela “reacção de vandalismo de certos indivíduos”.

A assistir à prova, na cidade de Ombaka, província de Benguela, estavam cerca de 200 mil pessoas.

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Em Benguela, Imóveis de Cidadãos Nacionais e de Portugueses Foram Saqueados e Transformados em Esquadras

Benguelapolicia4As debilidades na gestão orçamental entre o comando geral da polícia nacional e os comandos provinciais poderão provocar o despejo de várias esquadras policiais e de comandantes municipais que residem em residências ocupadas pela polícia nacional depois da independência nacional de forma ilegal.

Na euforia da independência, imóveis de cidadãos nacionais e de portugueses nascidos em Angola foram saqueados e transformados em esquadras, comités de partidos políticos, quartéis e em residências dos respectivos “chefes”.

Com a consolidação paulatina da paz, que tem permitido uma afirmação mais dinâmica dos órgãos de justiça, vários cidadãos têm vindo a recorrer a quem de direito para pressionar a polícia de Benguela no sentido de reaverem os seus imóveis ocupados após a independência de forma ilegal.
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António Maria Sita, Comandante da Polícia de Benguela

Publicamente o Comandante de Benguela, António Maria Sita, revelou que a corporação policial em parceria com o governo provincial está a trabalhar num projecto de construção de novas esquadras e residências para os seus responsáveis nos municípios, onde poderão ocorrer brevemente “despejos” dos seus efectivos.

A esquadra do Bairro 70 que atende uma das zonas mais populosas de Benguela poderá ser a primeira a ser devolvida ao seu proprietário devido a pressão permanente do mesmo junto dos órgãos de justiça.

Dos fundos do OGE afectos anualmente ao comando geral da polícia não são conhecidas rubricas sobre a construção de novas infraestruturas, mesmo com o conhecimento da situação jurídica dos imóveis em vias de serem devolvidos aos seus legítimos proprietários.

Das solicitações financeiras atempadas dos comandos provinciais para fazerem face aos referidos projectos o comando geral da polícia responde apenas com verbas consideradas “apertadas” para despesas correntes deixando os comandos provinciais debaixo de inúmeras dificuldades de gestão.

SJA-Sindicato dos Jornalistas de Angola


Erário Público em Benguela Lesado em 18 Milhões de Dólares

trigolobito2O projecto do executivo angolano para conseguir a estabilização do preço do pão que contou o concurso de um consórcio nacional Armanke, acaba de sofrer um revês, com a confirmação oficial do Vice-Ministro da Industria, Kiala Gabriel, da deterioração de cerca de 80 por cento das 35 mil toneladas de farinha de trigo importada o ano passado da Argentina.

O consórcio Armanke de Luanda e as Organizações Neto Lda, esta última conhecida como o “pequeno polvo” que absorve os principiais negócios da Huíla, sendo os dois grupos integrados por empresários e influentes figuras do partido no poder, foram beneficiários com base em critérios desconhecidos de uma linha de crédito do BPC no valor de 18 milhões de dólares para a operação do negócio agora falido e literalmente queimado.

A falta de experiência dos seus operadores no negócio e mau acondicionamento dos sacos de farinha em armazém está ser apontada pelas autoridades que acompanham o caso como uma das razões do desaire do projecto que colocou de parte os principais e tradicionais empresários nacionais ligados à industria de panificação.

Na sua primeira reacção sobre o caso, o Secretário de Estado da Indústria, Kiala Gabriel, que já visitou o aterro localizado na região do Dombe Grande onde foram enterradas as várias toneladas do produto deteriorado, foi calculoso nas suas declarações.

O governante confirmou que a farinha foi testada sendo como de boa qualidade após a sua chegada da Argentina, tendo adiantado que os operadores “não conseguiram vender a totalidade da farinha” sem explicar, contudo, as razoes desta incapacidade.

Os empresários ligados ao consórcio Armanke e as Organizações Neto Lda, tentaram justificar o fracasso do negócio patrocinado pelo executivo angolano com a presença em Angola de um “lobby nacional” ligado aos empresários libaneses que neste momento detêm o monopólio da importação da farinha de trigo.

Após a chegada da farinha do programa de redução do preço do pão, os empresários libaneses tabelaram os seus preços sempre abaixo da farinha do consorcio angolano o que levou a sua deterioração em armazém por falta de compradores, segundo foi possível apurar junto de fontes afectas aos empresários ligados ao consórcio angolano.

Como é que o erário público vai recuperar os cerca de 18 milhões de dólares da linha de crédito disponibilizada através do BPC, afigura-se para já como a grande incerteza, com os olhos mais críticos dos analistas voltado para um projecto empresarial onde a militância partidária revelou ser o grande obstáculo do seu sucesso, com a agravante de terem sido feitos vários alertas antecipados para a possibilidade desta situação poder ocorrer.
Para além da farinha de trigo que se deteriorou em Benguela, o [email protected] sabe que o projecto descarregou igualmente no Porto de Luanda um número semelhante de toneladas, de cujo paradeiro não foi possível obter mais informações.

SJA Sindicato dos Jornalistas Angolanos


Benguela Vai Ter Fábrica de Transformação de Tomate

polpa_tomateO sector agrícola está a crescer em Benguela e garante a segurança alimentar na região. A aposta do Executivo é a de atingir a auto-suficiência, através do incremento da agricultura, e desse modo pôr fim à importação dos produtos da terra. O director provincial da agricultura em Benguela, Carlos Sekesseque, não tem dúvidas quanto à necessidade de se explorar as potencialidades agrícolas existentes para uma produção em grande escala. Para aproveitar a quantidade excedentária de tomate produzido, a província vai passar a dispor de uma fábrica de transformação.
Os camponeses e pequenos agricultores que durante os últimos três anos se debateram com problemas de escoamento do tomate podem agora respirar de alívio. No primeiro semestre do próximo ano vai ser instalada uma fábrica de transformação de tomate em sumo, puré, polpa, concentrado, ketchup e molhos diversos para culinária.
“Este empreendimento vem resolver o grave problema que vivem os agricultores que se dedicam à produção desta espécie, cujo produto se estragava porque não havia condições favoráveis para escoar”, afirmou o engenheiro agrónomo Carlos Sekesseque.
O grito de alerta partiu dos agricultores do Vale do Cavaco, Catumbela, Dombe Grande e outras localidades do interior onde é cultivado tomate, uma reclamação que remonta a 2009. A cintura verde do Vale do Cavaco é, ainda, uma potência para a região litoral de Benguela, apesar da venda ilegal de parcelas de terra que se registou em dado momento e a que o Executivo pôs termo, por estar a destruir o histórico pulmão verde da cidade de Benguela.

Vale do Cavaco

A província sempre foi a região com maior cultivo de tomate e de qualidade. O Governo Provincial está apostado em voltar a fazer do Vale do Cavaco um centro de produção de referência nacional. As terras para cultivo existem e, como disse o engenheiro agrónomo Carlos Sekesseque, com condições apropriadas. A única contrariedade é a falta de água no Rio Cavaco, uma situação que tem provocado inópia ao cultivo da terra. Mas este momento crítico tem os dias contados. O problema vai ser resolvido com os trabalhos de requalificação da barragem do Dungo.
Benguela é uma marca na produção de tomate, particularmente na região litoral, onde a época recomendada para a plantação vai de Março a Junho, altura em que se registam temperaturas amenas e menor quantidade de chuvas.
Para Carlos Sekesseque, o objectivo é reduzir, a curto e médio prazo, a importação do tomate, pois Benguela tem tradição na produção agrícola de variedade de frutos. “Além da unidade de transformação do tomate, a fábrica vai contar com outras componentes técnicas e funcionais, capazes de dar tratamento a outras frutas, como manga, abacaxi, banana e mamão”, realçou.
O tomate pode, através de processamento adequado, dar origem a inúmeros produtos, alguns deles de elevado consumo em Benguela.
O produto, de acordo com o projecto, vai ser comercializado noutras regiões do país. “O tomate, assim que entrar na fábrica, vai transformar-se em tomate seco, sumo, puré, polpa concentrada, ketchup, molhos culinários diversos e até tomate em pó”, frisou.
O engenheiro explicou que o tomate pode ser dividido em diversos grupos, de acordo com o formato e a finalidade de uso tradicional na culinária. Antes da plantação do tomate, deve-se escolher uma área apropriada onde não haja possibilidades de encharcamento, topografia muito irregular, manchas ou bancos de areia, cascalho e pedras.

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