Erário Público em Benguela Lesado em 18 Milhões de Dólares

trigolobito2O projecto do executivo angolano para conseguir a estabilização do preço do pão que contou o concurso de um consórcio nacional Armanke, acaba de sofrer um revês, com a confirmação oficial do Vice-Ministro da Industria, Kiala Gabriel, da deterioração de cerca de 80 por cento das 35 mil toneladas de farinha de trigo importada o ano passado da Argentina.

O consórcio Armanke de Luanda e as Organizações Neto Lda, esta última conhecida como o “pequeno polvo” que absorve os principiais negócios da Huíla, sendo os dois grupos integrados por empresários e influentes figuras do partido no poder, foram beneficiários com base em critérios desconhecidos de uma linha de crédito do BPC no valor de 18 milhões de dólares para a operação do negócio agora falido e literalmente queimado.

A falta de experiência dos seus operadores no negócio e mau acondicionamento dos sacos de farinha em armazém está ser apontada pelas autoridades que acompanham o caso como uma das razões do desaire do projecto que colocou de parte os principais e tradicionais empresários nacionais ligados à industria de panificação.

Na sua primeira reacção sobre o caso, o Secretário de Estado da Indústria, Kiala Gabriel, que já visitou o aterro localizado na região do Dombe Grande onde foram enterradas as várias toneladas do produto deteriorado, foi calculoso nas suas declarações.

O governante confirmou que a farinha foi testada sendo como de boa qualidade após a sua chegada da Argentina, tendo adiantado que os operadores “não conseguiram vender a totalidade da farinha” sem explicar, contudo, as razoes desta incapacidade.

Os empresários ligados ao consórcio Armanke e as Organizações Neto Lda, tentaram justificar o fracasso do negócio patrocinado pelo executivo angolano com a presença em Angola de um “lobby nacional” ligado aos empresários libaneses que neste momento detêm o monopólio da importação da farinha de trigo.

Após a chegada da farinha do programa de redução do preço do pão, os empresários libaneses tabelaram os seus preços sempre abaixo da farinha do consorcio angolano o que levou a sua deterioração em armazém por falta de compradores, segundo foi possível apurar junto de fontes afectas aos empresários ligados ao consórcio angolano.

Como é que o erário público vai recuperar os cerca de 18 milhões de dólares da linha de crédito disponibilizada através do BPC, afigura-se para já como a grande incerteza, com os olhos mais críticos dos analistas voltado para um projecto empresarial onde a militância partidária revelou ser o grande obstáculo do seu sucesso, com a agravante de terem sido feitos vários alertas antecipados para a possibilidade desta situação poder ocorrer.
Para além da farinha de trigo que se deteriorou em Benguela, o “SJA/@ctualidade” sabe que o projecto descarregou igualmente no Porto de Luanda um número semelhante de toneladas, de cujo paradeiro não foi possível obter mais informações.

SJA Sindicato dos Jornalistas Angolanos


Benguela Vai Ter Fábrica de Transformação de Tomate

polpa_tomateO sector agrícola está a crescer em Benguela e garante a segurança alimentar na região. A aposta do Executivo é a de atingir a auto-suficiência, através do incremento da agricultura, e desse modo pôr fim à importação dos produtos da terra. O director provincial da agricultura em Benguela, Carlos Sekesseque, não tem dúvidas quanto à necessidade de se explorar as potencialidades agrícolas existentes para uma produção em grande escala. Para aproveitar a quantidade excedentária de tomate produzido, a província vai passar a dispor de uma fábrica de transformação.
Os camponeses e pequenos agricultores que durante os últimos três anos se debateram com problemas de escoamento do tomate podem agora respirar de alívio. No primeiro semestre do próximo ano vai ser instalada uma fábrica de transformação de tomate em sumo, puré, polpa, concentrado, ketchup e molhos diversos para culinária.
“Este empreendimento vem resolver o grave problema que vivem os agricultores que se dedicam à produção desta espécie, cujo produto se estragava porque não havia condições favoráveis para escoar”, afirmou o engenheiro agrónomo Carlos Sekesseque.
O grito de alerta partiu dos agricultores do Vale do Cavaco, Catumbela, Dombe Grande e outras localidades do interior onde é cultivado tomate, uma reclamação que remonta a 2009. A cintura verde do Vale do Cavaco é, ainda, uma potência para a região litoral de Benguela, apesar da venda ilegal de parcelas de terra que se registou em dado momento e a que o Executivo pôs termo, por estar a destruir o histórico pulmão verde da cidade de Benguela.

Vale do Cavaco

A província sempre foi a região com maior cultivo de tomate e de qualidade. O Governo Provincial está apostado em voltar a fazer do Vale do Cavaco um centro de produção de referência nacional. As terras para cultivo existem e, como disse o engenheiro agrónomo Carlos Sekesseque, com condições apropriadas. A única contrariedade é a falta de água no Rio Cavaco, uma situação que tem provocado inópia ao cultivo da terra. Mas este momento crítico tem os dias contados. O problema vai ser resolvido com os trabalhos de requalificação da barragem do Dungo.
Benguela é uma marca na produção de tomate, particularmente na região litoral, onde a época recomendada para a plantação vai de Março a Junho, altura em que se registam temperaturas amenas e menor quantidade de chuvas.
Para Carlos Sekesseque, o objectivo é reduzir, a curto e médio prazo, a importação do tomate, pois Benguela tem tradição na produção agrícola de variedade de frutos. “Além da unidade de transformação do tomate, a fábrica vai contar com outras componentes técnicas e funcionais, capazes de dar tratamento a outras frutas, como manga, abacaxi, banana e mamão”, realçou.
O tomate pode, através de processamento adequado, dar origem a inúmeros produtos, alguns deles de elevado consumo em Benguela.
O produto, de acordo com o projecto, vai ser comercializado noutras regiões do país. “O tomate, assim que entrar na fábrica, vai transformar-se em tomate seco, sumo, puré, polpa concentrada, ketchup, molhos culinários diversos e até tomate em pó”, frisou.
O engenheiro explicou que o tomate pode ser dividido em diversos grupos, de acordo com o formato e a finalidade de uso tradicional na culinária. Antes da plantação do tomate, deve-se escolher uma área apropriada onde não haja possibilidades de encharcamento, topografia muito irregular, manchas ou bancos de areia, cascalho e pedras.

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As Personagens Que Mais Marcaram a Vida dos Benguelenses Neste Ano

Num exercício considerado, à partida, como discutível, mas que não estará, certamente, muito distante da realidade, o Semanário Angolense escolheu uma lista de dez personagens que mais marcaram a vida dos benguelenses neste ano que se apresta a chegar ao fim.

1. Armando da Cruz Neto, governador de Benguela e general das FAA na reserva. Conhecido nos meios castrenses como «Armando maluco», um apodo que ganhou durante a sua passagem como chefe da 6ª Região Político-Militar, ele é o representante do governo central, a quem foi incumbida a difícil mas dignificante tarefa de conduzir os destinos da província e assegurar o normal funcionamento dos órgãos locais da administração do Estado.

Em termos gerais, o general Armando da Cruz Neto só deve obediência à Constituição e ao Presidente da República, a quem responde política e institucionalmente. Além disso, este antigo vice-ministro da Defesa para Política e Defesa Nacional e, mais tarde, Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas é, também, o primeiro secretário provincial do MPLA em Benguela e membro do Bureau Político (BP) desse partido.

O seu nome ficará para sempre ligado à história recente de Angola, por ser um dos subscritores dos Acordos de Paz, que ditaram o fim da guerra civil no país. Chegou às terras de Ombaka depois de uma passagem pela diplomacia, tendo durante alguns anos exercido as funções de embaixador angolano no Reino de Espanha.

À sua chegada criou-se uma certa expectativa, já que ele se propunha a colocar «ordem» numa casa aparentemente desarrumada e mal gerida pelo seu predecessor, Dumilde Rangel, que ficou amplamente conhecido como o «senhor 30%».

Antes das eleições de Agosto passado, o seu nome foi, em algumas ocasiões, apontado como um dos que não iriam sobreviver às «mexidas» que se previam no tecido governativo do país. Este jornal chegou mesmo a admitir que a sua iminente saída teria a ver com problemas de saúde, mas tal não ocorreu, pelo que se pode concluir que o intrépido general possui, de facto, uma saúde de ferro, capaz de causar inveja a muitos jovens.

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Cinco Novas Fábricas Para Benguela

O ministro da Geologia e Minas e Indústria, Joaquim David, inaugurou ontem, em Benguela, cinco unidades fabris, que vão produzir bens e equipamentos para o mercado interno. “Alguns empreendimentos inaugurados são exemplo do que é possível fazer em tempo de paz, em que as condições de infra-estruturas de comunicação, energia e água vão sendo satisfeitas”, disse o ministro em declarações à imprensa.
O surgimento de mais indústrias “é um sinal do regresso da prosperidade do povo angolano, o que representa também um passo em frente no progresso económico de Angola”.
Joaquim David considerou a província de Benguela como o segundo parque industrial de Angola, embora tenha muitas fabricas que precisam de reabilitação. Mas o objectivo do Executivo é fazer mais do que reabilitar: “olhamos para a nossa realidade e num misto de reabilitação e fazer novo, vamos preencher as lacunas do momento. As indústrias que inauguramos hoje foram construídas de raiz e respondem às necessidades concretas do país”, sublinhou o ministro Joaquim David.
Relativamente à empresa África Têxtil, em Benguela, a Satec, no Kwanza-Norte e à Textang II em Luanda, o ministro assegurou que o processo de reabilitação das unidades fabris corre a bom ritmo.
O ministro começou por inaugurar a Ferpinta, uma fábrica que está implantada em Angola desde 1997. Com duas unidades fabris em Luanda e uma em Benguela, a empresa pretende efectivar a sua expansão em todo país nos próximos tempos, conforme disse Pedro Delgado, director-geral daquela unidade fabril. “Queremos fomentar a nossa produção através do investimento. Vamos também alargar a nossa rede comercial a todo o país”, referiu.
A produzir tubo de aço de todos os tamanhos e formas geométricas, chapas de zinco e alfaias agrícolas, a Ferpinta tem uma linha de montagem de cisternas e carroçarias. A fábrica tem uma capacidade de produção de dez mil toneladas por ano e conta actualmente com 37 empregados. No projecto na província de Benguela, a Ferpinta investiu 1,5 milhões de dólares.
O ministro Joaquim David inaugurou também a fábrica

O ministro da Geologia e Minas e Indústria, Joaquim David, inaugurou ontem, em Benguela, cinco unidades fabris, que vão produzir bens e equipamentos para o mercado interno. “Alguns empreendimentos inaugurados são exemplo do que é possível fazer em tempo de paz, em que as condições de infra-estruturas de comunicação, energia e água vão sendo satisfeitas”, disse o ministro em declarações à imprensa.
O surgimento de mais indústrias “é um sinal do regresso da prosperidade do povo angolano, o que representa também um passo em frente no progresso económico de Angola”.
Joaquim David considerou a província de Benguela como o segundo parque industrial de Angola, embora tenha muitas fabricas que precisam de reabilitação. Mas o objectivo do Executivo é fazer mais do que reabilitar: “olhamos para a nossa realidade e num misto de reabilitação e fazer novo, vamos preencher as lacunas do momento. As indústrias que inauguramos hoje foram construídas de raiz e respondem às necessidades concretas do país”, sublinhou o ministro Joaquim David.

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Benguela com Excelente Plataforma para a Promoção de Negócios

A segunda edição da Feira Internacional de Benguela, que decorreu de 16 a 20 de Maio em Benguela, foi para os expositores “um verdadeiro sucesso”, com registo recorde de entradas que rondou as 30 mil pessoas.
Manuel Novais, da organização, disse que “a FIB’2012 excedeu todas as nossas expectativas em número de empresas participantes, mas também do número de pessoas que passaram pelo Estádio Nacional de Ombaka. Recebemos o dobro de visitantes do que esperávamos, o que veio acentuar o ambiente de festa que se viveu durante aqueles dias.”
Considerada como uma das maiores feiras do país, a Feira Internacional de Benguela contou com a presença de 226 expositores, que tiveram a oportunidade de dar a conhecer a sua actividade, os seus serviços e de reforçar as suas redes de contactos e parcerias.
Para os empresários que se deslocaram a Benguela, esta foi uma excelente plataforma para a promoção dos negócios e para o desenvolvimento económico da região: “criámos esta feira com o objectivo de destacar as potencialidades económicas e industriais dos pólos de Benguela e Lobito, assim como das áreas envolventes e os seus circuitos comerciais, pois essa é a melhor forma de atrair investimentos nacionais e internacionais, capazes de apoiar o desenvolvimento da região e contribuir para o seu crescimento. É com muita satisfação que vemos esse propósito novamente cumprido”, afirma Manuel Novais.
Mas nem só de negócios viveu a feira. Este ano, e pela primeira vez, associou-se às comemorações dos 395 anos da cidade de Benguela, contando para tal com um programa de entretenimento em paralelo, que levou até ao Estádio Nacional de Ombaka milhares de pessoas, com os espectáculos de Yuri da Cunha e Matias Damásio.
“Trabalhámos para ter uma feira ao nível dos melhores do género e conseguimos. Investimos na melhoria das condições oferecidas aos expositores, no acesso gratuito à internet e na climatização do espaço, com 54 novos equipamentos de ar condicionado. Reforçámos também a aposta na comunicação e alargámos o seu âmbito e cobertura. Tudo para fazer desta edição a melhor de sempre”,  conclui Manuel Novais.

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