As Personagens Que Mais Marcaram a Vida dos Benguelenses Neste Ano

Num exercício considerado, à partida, como discutível, mas que não estará, certamente, muito distante da realidade, o Semanário Angolense escolheu uma lista de dez personagens que mais marcaram a vida dos benguelenses neste ano que se apresta a chegar ao fim.

1. Armando da Cruz Neto, governador de Benguela e general das FAA na reserva. Conhecido nos meios castrenses como «Armando maluco», um apodo que ganhou durante a sua passagem como chefe da 6ª Região Político-Militar, ele é o representante do governo central, a quem foi incumbida a difícil mas dignificante tarefa de conduzir os destinos da província e assegurar o normal funcionamento dos órgãos locais da administração do Estado.

Em termos gerais, o general Armando da Cruz Neto só deve obediência à Constituição e ao Presidente da República, a quem responde política e institucionalmente. Além disso, este antigo vice-ministro da Defesa para Política e Defesa Nacional e, mais tarde, Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas é, também, o primeiro secretário provincial do MPLA em Benguela e membro do Bureau Político (BP) desse partido.

O seu nome ficará para sempre ligado à história recente de Angola, por ser um dos subscritores dos Acordos de Paz, que ditaram o fim da guerra civil no país. Chegou às terras de Ombaka depois de uma passagem pela diplomacia, tendo durante alguns anos exercido as funções de embaixador angolano no Reino de Espanha.

À sua chegada criou-se uma certa expectativa, já que ele se propunha a colocar «ordem» numa casa aparentemente desarrumada e mal gerida pelo seu predecessor, Dumilde Rangel, que ficou amplamente conhecido como o «senhor 30%».

Antes das eleições de Agosto passado, o seu nome foi, em algumas ocasiões, apontado como um dos que não iriam sobreviver às «mexidas» que se previam no tecido governativo do país. Este jornal chegou mesmo a admitir que a sua iminente saída teria a ver com problemas de saúde, mas tal não ocorreu, pelo que se pode concluir que o intrépido general possui, de facto, uma saúde de ferro, capaz de causar inveja a muitos jovens.

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Cinco Novas Fábricas Para Benguela

O ministro da Geologia e Minas e Indústria, Joaquim David, inaugurou ontem, em Benguela, cinco unidades fabris, que vão produzir bens e equipamentos para o mercado interno. “Alguns empreendimentos inaugurados são exemplo do que é possível fazer em tempo de paz, em que as condições de infra-estruturas de comunicação, energia e água vão sendo satisfeitas”, disse o ministro em declarações à imprensa.
O surgimento de mais indústrias “é um sinal do regresso da prosperidade do povo angolano, o que representa também um passo em frente no progresso económico de Angola”.
Joaquim David considerou a província de Benguela como o segundo parque industrial de Angola, embora tenha muitas fabricas que precisam de reabilitação. Mas o objectivo do Executivo é fazer mais do que reabilitar: “olhamos para a nossa realidade e num misto de reabilitação e fazer novo, vamos preencher as lacunas do momento. As indústrias que inauguramos hoje foram construídas de raiz e respondem às necessidades concretas do país”, sublinhou o ministro Joaquim David.
Relativamente à empresa África Têxtil, em Benguela, a Satec, no Kwanza-Norte e à Textang II em Luanda, o ministro assegurou que o processo de reabilitação das unidades fabris corre a bom ritmo.
O ministro começou por inaugurar a Ferpinta, uma fábrica que está implantada em Angola desde 1997. Com duas unidades fabris em Luanda e uma em Benguela, a empresa pretende efectivar a sua expansão em todo país nos próximos tempos, conforme disse Pedro Delgado, director-geral daquela unidade fabril. “Queremos fomentar a nossa produção através do investimento. Vamos também alargar a nossa rede comercial a todo o país”, referiu.
A produzir tubo de aço de todos os tamanhos e formas geométricas, chapas de zinco e alfaias agrícolas, a Ferpinta tem uma linha de montagem de cisternas e carroçarias. A fábrica tem uma capacidade de produção de dez mil toneladas por ano e conta actualmente com 37 empregados. No projecto na província de Benguela, a Ferpinta investiu 1,5 milhões de dólares.
O ministro Joaquim David inaugurou também a fábrica

O ministro da Geologia e Minas e Indústria, Joaquim David, inaugurou ontem, em Benguela, cinco unidades fabris, que vão produzir bens e equipamentos para o mercado interno. “Alguns empreendimentos inaugurados são exemplo do que é possível fazer em tempo de paz, em que as condições de infra-estruturas de comunicação, energia e água vão sendo satisfeitas”, disse o ministro em declarações à imprensa.
O surgimento de mais indústrias “é um sinal do regresso da prosperidade do povo angolano, o que representa também um passo em frente no progresso económico de Angola”.
Joaquim David considerou a província de Benguela como o segundo parque industrial de Angola, embora tenha muitas fabricas que precisam de reabilitação. Mas o objectivo do Executivo é fazer mais do que reabilitar: “olhamos para a nossa realidade e num misto de reabilitação e fazer novo, vamos preencher as lacunas do momento. As indústrias que inauguramos hoje foram construídas de raiz e respondem às necessidades concretas do país”, sublinhou o ministro Joaquim David.

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Benguela com Excelente Plataforma para a Promoção de Negócios

A segunda edição da Feira Internacional de Benguela, que decorreu de 16 a 20 de Maio em Benguela, foi para os expositores “um verdadeiro sucesso”, com registo recorde de entradas que rondou as 30 mil pessoas.
Manuel Novais, da organização, disse que “a FIB’2012 excedeu todas as nossas expectativas em número de empresas participantes, mas também do número de pessoas que passaram pelo Estádio Nacional de Ombaka. Recebemos o dobro de visitantes do que esperávamos, o que veio acentuar o ambiente de festa que se viveu durante aqueles dias.”
Considerada como uma das maiores feiras do país, a Feira Internacional de Benguela contou com a presença de 226 expositores, que tiveram a oportunidade de dar a conhecer a sua actividade, os seus serviços e de reforçar as suas redes de contactos e parcerias.
Para os empresários que se deslocaram a Benguela, esta foi uma excelente plataforma para a promoção dos negócios e para o desenvolvimento económico da região: “criámos esta feira com o objectivo de destacar as potencialidades económicas e industriais dos pólos de Benguela e Lobito, assim como das áreas envolventes e os seus circuitos comerciais, pois essa é a melhor forma de atrair investimentos nacionais e internacionais, capazes de apoiar o desenvolvimento da região e contribuir para o seu crescimento. É com muita satisfação que vemos esse propósito novamente cumprido”, afirma Manuel Novais.
Mas nem só de negócios viveu a feira. Este ano, e pela primeira vez, associou-se às comemorações dos 395 anos da cidade de Benguela, contando para tal com um programa de entretenimento em paralelo, que levou até ao Estádio Nacional de Ombaka milhares de pessoas, com os espectáculos de Yuri da Cunha e Matias Damásio.
“Trabalhámos para ter uma feira ao nível dos melhores do género e conseguimos. Investimos na melhoria das condições oferecidas aos expositores, no acesso gratuito à internet e na climatização do espaço, com 54 novos equipamentos de ar condicionado. Reforçámos também a aposta na comunicação e alargámos o seu âmbito e cobertura. Tudo para fazer desta edição a melhor de sempre”,  conclui Manuel Novais.

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Parabéns a Benguela Pelos Seus 395 Anos de Existência

Situada no litoral-centro de Angola, a cidade de Benguela assinala hoje 395 anos da sua existência, desde que foi fundada, a 17 de Maio de 1617, por Manuel Cerveira Pereira. Anteriormente denominada de São Filipe de Benguela, a cidade das acácias rubras é actualmente das que mais cresce em Angola, com um parque industrial modernizado, avenidas e ruas renovadas, rede hoteleira, novas escolas e hospitais, entre outros serviços que estão a mudar a vida do povo benguelense.
Com uma extensão de 2.100 quilómetros quadrados e uma população estimada em mais de um milhão de habitantes, Benguela limita a Norte com o município do Lobito, a Oeste com os municípios de Bocoio e Caimbambo, a Sul com o município de Baía Farta e a Oeste com o Oceano Atlântico. O município divide-se em seis comunas: Zona A, Zona B, Zona C, Zona D, Zona E e Zona F.
Benguela alberga hoje a Universidade Katiavala Buila, com um universo de cinco mil estudantes, que têm desempenhado o importante papel de agente crítico, com contribuição valiosa na definição das políticas públicas mais adequadas ao desenvolvimento social e melhoria da qualidade de vida da população.
Do programa que visa saudar os 395 anos da cidade de Benguela, apresentado pelo administrador municipal, Leopoldo Muhongo, constam 16 actividades formais e outras informais, que podem ocorrer como iniciativa da sociedade civil benguelense.
Este ano, a novidade é o festival de moda, que decorre no dia 26 de Maio, numa das unidades hoteleiras locais, com destaque ainda para o espectáculo musical “walale”.
Estão igualmente previstos um concurso de fotografia de Benguela (Ombaka Flash), maratona e quadrangulares, nas seis zonas comunais que compõem o município, e uma missa campal, hoje, no jardim da administração municipal.
Do programa fazem ainda parte um festival de gastronomia denominado “Paladar mil”, o festival “Canta criança”, corrida de carros e motocross denominada “200 km de Benguela”, que decorre nas artérias da cidade.
As comemorações incluem ainda a realização, desde ontem e até ao próximo dia 20, da segunda edição da Feira Internacional de Benguela (FIB), com a presença de 48 empresas nacionais.
A FIB vai decorrer numa área de 12 mil metros quadrados, divididos em quatro pavilhões. Na cidade das acácias rubras vai igualmente ter lugar, amanhã, o segundo Fórum Empresarial, sob o lema “Benguela a vencer os desafios do desenvolvimento regional”.

Actividade agrícola

A actividade agrícola é um dos expoentes máximos do progresso por via do Vale do Cavaco, onde já se produziu grandes quantidades de banana para exportação.
Infelizmente, as intempéries da natureza provocaram uma desaceleração na produção, por escassez de água no rio com o mesmo nome, e a cintura verde ficou comprometida, com os titulares (sob cedência) das terras a começarem a transferir as suas parcelas para a construção de habitações.

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Camiões Novos Para Os Camionistas de Benguela

A iniciativa de entregar novas viaturas aos camionistas que perderam os seus camiões durante a guerra, foi uma aposta importante do Executivo. Jorge Ponoi, um dos beneficiados, disse que os transportes são importantes porque têm implicações directas no desenvolvimento económico.
“Com os camiões entregues muitos colegas viram o seu sonho renovado com o regresso à estrada. É uma nova oportunidade de emprego que permite sustentar as famílias”, disse Jorge Ponoi, camionista de Benguela.
Os transportes distribuídos pelo Executivo têm contribuído para a mobilidade de pessoas e bens dos centros urbanos para as localidades do interior. Os camiões atingem as aldeias mais recônditas devido às suas características técnicas.
As operações realizadas pelos camiões têm assegurado o transporte de pessoas e bens do meio rural para os centros urbanos. “Estamos certos de que é uma forte aposta do Executivo visto que os camiões estão a contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos beneficiários, afirmou Jorge Ponoi.
Os camionistas têm um papel decisivo na distribuição de mercadorias. Benguela possui uma extensão territorial de 39.827 quilómetros quadrados e dez municípios: Benguela, Lobito, Catumbela, Balombo, Bocoio, Ganda, Cubal, Caiambambo, Baía Farta e Chongorói.
Benguela é forte na agropecuária, na produção do sisal, algodão, cana-de-açúcar, café, banana, milho e minerais como ¬cobre, fosfatos, grafite, caulino e volfrâmio.
Os camionistas com os seus novos camiões vão ao encontro dos camponeses que têm produtos para serem vendidos em Benguela, Lobito e mesmo em Luanda. “Quando temos notícias da existência de muita produção no campo, aproveitamos para fazer bons negócios onde ganham os camionistas e os camponeses”, referiu Jorge Ponoi.

A vida do camionista

Os camionistas sacrificaram as suas vidas e os seus camiões para levarem mercadorias às províncias do interior que se encontravam mergulhadas na guerra. Muitos sobreviveram mas ficaram sem as viaturas. O Executivo distribui agora as viaturas que foram destruídas.
Devido ao clima de instabilidade que se vivia na época da guerra, aos homens do volante era exigida uma disponibilidade física hercúlea, para transportarem as mercadorias.
Naquela altura, os camiões eram das marcas Scania, Volvo, Tatra, Ifa, Mercedes Benz ou Ford. Fizeram milhares de quilómetros por estradas esburacadas pelos rebentamentos dos obuses e picadas muitas vezes minadas.
Agora, as estradas estão todas reabilitadas outras construídas de raiz, existem veículos modernos que os motoristas antigos não se atrevem a conduzir, devido à tecnologia de ponta. Os camiões pesados são tripulados por jovens, com formação média e têm sabido conservar a mística que a camionagem exige, mostram vontade e força no trabalho. Leia Mais