O (BPC) de Angola Pode Precisar de 2 Mil Milhões de Dólares do Estado

Pensamos que a maior necessidade de capital provavelmente estará no BPC, que tem uma quota de mercado de 26%”, escrevem os analistas desta agência de ‘rating’.

Numa nota enviada aos clientes, e a que a Lusa teve acesso, a Fitch estima que “as necessidades de recapitalização deste banco sistémico podem chegar a 2 mil milhões de dólares”, mais de 1,8 mil milhões de euros, o que representa cerca de 2% do PIB de Angola.

“A Fitch antevê que a dívida pública suba para 83% do PIB no final deste ano e emitir dívida para recapitalizar o BPC elevaria ainda mais este valor, por isso esperamos que o banco central vá permitir alguma flexibilidade relativamente aos prazos de recapitalização” deste banco público.

O alerta surge numa nota sobre os prazos que o banco central angolano deu às entidades financeiras para corrigirem as necessidades de capital decorrentes de uma análise a 13 entidades financeiras, finalizada em setembro, mas cujos resultados não são ainda públicos.

“Não sabemos o tamanho da carência de capital descoberta ou se os valores vão ser divulgados, seja banco a banco, seja no agregado, mas encaramos a capitalização dos bancos como genericamente fraca, tendo em conta o volume de crédito malparado e a concentração de empréstimos em nome de uma só entidade”, escrevem os analistas.


Clientes do Banco Nacional de Angola Autorizados a Movimentar Contas em Moeda Estrangeira

O Banco Nacional de Angola (BNA) autorizou os clientes bancários angolanos, particulares, a movimentar as suas contas em moeda estrangeira, embora ainda com algumas restrições, indica um comunicado oficial.

Segundo um comunicado do banco central angolano, a movimentação de contas em moeda estrangeira está limitada a fins de liquidação de operações de importação de mercadorias, invisíveis correntes, como despesas de viagens e saúde ou salários de expatriados, além de capitais realizados pelo próprio depositante.

O BNA justifica a decisão para fazer face às dificuldades dos cidadãos na movimentação das suas contas denominadas em moeda estrangeira, domiciliadas nos bancos nacionais, operações que foram suspensas em 2017 face à crise económica em Angola.

No caso de operações de invisíveis correntes e de capitais, os bancos devem ter condições de executar os pedidos de movimentação das contas dos seus clientes em moeda estrangeira, quando é atribuído o número de licenciamento da operação pelo BNA.

Nas operações de mercadorias, a operação deve ser feita imediatamente após a validação dos documentos de importação da mercadoria, prazo que não deve ultrapassar cinco dias úteis contados a partir da data da entrega do conjunto de documentos completo.


O Cartão Multicaixa Poderá a Partir de 2020 Ser Utilizado Fora de Angola

A partir do primeiro trimestre de 2020 o Cartão Multicaixa já poderá ser utilizado para operações financeiras fora de Angola com a adopção, pela Emis, da norma EMV – Europa, Master Card and Visa, revelou hoje à Angop o presidente do Conselho de Administração da empresa, Pedro Maiangala Puna.

O principal gestor da empresa interbancária de serviços – Emis, disse à margem do “Fórum Angotic 2019”, que com a adopção da norma EMV o Carta Multicaixa vai ter a funcionalidade do Master Card, Visa e outros meios de pagamentos internacionais.

Neste momento, segundo Pedro Puna, estão a trabalhar para adequar os mecanismos tecnológicos e consolidar as etapas já alcançadas, como é o caso do “Multicaixa Express” – serviço multifuncional que permite fazer operações financeiras a partir do telefone.

“Cada etapa que nós iniciamos deve ser consolidada e só depois avançamos para a seguinte, disse o PCA, recordando que para o lançamento da Rede Multicaixa levou muito tempo e passou-se dificuldades “, acrescentou o empresário, quando questionado sobre a possibilidade do uso do Multicaixa fora de Angola.


O Banco de Portugal Condenou Ricardo Salgado a Pagar 1,8 Milhões de Euros por Cauda do BES Angola

O Banco de Portugal condenou Ricardo Salgado a pagar 1,8 milhões de euros e Morais Pires com uma coima de 1,2 milhões, Ambas relacionada com o caso BESA, avança o Economia Online.

Ricardo Salgado foi presidente do Banco Espírito Santo (BES) até julho de 2014, tendo nessa altura sido substituído por Vítor Bento na liderança da instituição, depois de o banco reportar elevados prejuízos e de notícias sobre irregularidades nas contas.

A 3 de agosto de 2014, a instituição foi alvo de uma medida de resolução. O BES ficou com os ativos tóxicos e nasceu o Novo Banco, que recebeu uma injeção de 4,9 mil milhões de euros do Fundo de Resolução, e que ainda opera no mercado português.

Um levantamento feito pelo ECO em agosto do ano passado contabilizava em nove o total de processos em que Ricardo Salgado estava envolvido: da Operação Marquês aos CMEC, passando pelas acusações do Banco de Portugal e da Comissão de Mercados e Valores Imobiliários (CMVM), e ainda pelo

A investigação “Universo Espírito Santo” é uma das maiores desencadeadas pelo Ministério da última década. Investiga alegadas irregularidades e ilícitos criminais na gestão do BES. Em julho de 2015, Ricardo Salgado foi constituído arguido por suspeitas de burla qualificada, falsificação de documentos, falsificação informática, branqueamento, fraude fiscal qualificada e corrupção no setor privado, cada um sujeito a penas máximas entre os cinco e os 12 anos.


Luís Marques Mendes Escolhido Para Presidir à Mesa da Assembleia-Geral da Caixa Geral de Angola

O advogado e conselheiro de Estado português Luís Marques Mendes foi escolhido para presidir à mesa da assembleia-geral da Caixa Geral de Angola pela sua “competência e visibilidade”, anunciou esta terça-feira o banco público português.

Em conferência de imprensa, em Lisboa, o presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, confirmou a notícia avançada esta tarde por vários órgãos de comunicação, de que Marques Mendes iria substituir António Vitorino na presidência da mesa da assembleia-geral da Caixa Geral de Angola, indicando que a escolha se deve à sua “competência, visibilidade e possibilidade de apoio”.

Paulo Macedo acrescentou que o aval para a escolha “já foi obtido de forma unânime”, por todos os accionistas do banco angolano, entre os quais a CGD, que tem uma participação de 51%, e a Sonangol, que detém 24%.

“Havendo que substituir o Dr. António Vitorino [que se demitiu para aceitar o cargo de director-geral da Organização Internacional das Migrações], e tratando-se de um cargo exercido em Angola, tem de ser aceite por todos os accionistas”, justificou.

O presidente da CGD argumentou ainda que Marques Mendes “pode continuar a dar um apoio e a ser uma mais-valia como era o Dr. António Vitorino”, e lembrou que o escolhido é advogado na Abreu Advogados.