Resgatadas Duas Peças de Arte Com Valor Histórico Angolano

Duas obras de arte com valor histórico, nomeadamente um Mata-moscas e uma máscara Cihongo, saídas ilegalmente do país durante o conflito armado e recuperadas após vários anos de negociação com coleccionadores europeus, encontram-se actualmente, na Embaixada de Angola em Bruxelas, na Bélgica.

Recuperadas pela Fundação Sindika Dokolo, que procedeu, recentemente, à entrega oficial das mesmas à Embaixada de Angola em Bruxelas, as duas obras de arte das colecções de museus nacionais aguardam o retorno ao país, garantiu, ao Jornal de Angola, uma fonte do Ministério da Cultura. “Até ao momento as duas peças estão na Embaixada de Angola em Bruxelas aguardando o procedimento para o regresso ao país”, disse a fonte. As duas obras de arte recuperadas e que vão ser entregues ao Ministério da Cultura, foram expostas durante vários meses no Palácio das Belas Artes, em Bruxelas (Bozar), no âmbito de um documentário onde foram assinaladas as pesquisas conduzidas pela Fundação Sindika Dokolo.

O projecto da fundação arrancou em 2014, visando a recuperação de peças desaparecidas do Museu do Dundo durante a guerra civil, tendo ainda permitido o repatriamento de 13 obras das colecções nacionais.Segundo uma nota da fundação a exposição das obras de arte supramencionadas despertou não só o interesse dos visitantes, os quais contribuíram para um vasto debate de perguntas relativas à restituição das obras de arte africanas, tendo sido por diversas vezes referidas em importantes notícias sobre a actualidade da cultura internacional.


Fique a Saber o Significado de “O Pensador” em Angola

  1. o_pensadorVocê sabe o que significa O PENSADOR em Angola?

    A escultura designada O Pensador é uma das mais belas estatuetas de origem tchokwe, constituindo hoje um referencial da cultura inerente a todos angolanos, visto tratar-se do símbolo da cultura nacional. Ela representa a figura de um ancião que pode ser uma mulher ou um homem.


Feira Especializada de Artesanato Urbano no Calçadão da Ilha de Luanda.

artesanatoFeira de Artesanato Urbano de Angola realiza-se este fim-de-semana.

Em Angola, o artesanato urbano ganha expressão. O impulso é dado por um movimento que, desde 2011, organiza uma feira especializada no calçadão da Ilha de Luanda.

Verena Góis, uma das organizadoras, recorda que tudo começou num núcleo de amigas apaixonadas pelo artesanato. “Começamos com 11 expositores, mas agora a média, por feira, é de 40. A nossa ideia é mostrar o crescimento e a diversidade do artesanato em Angola”, explica.

Góis diz que a organização é cautelosa. “Explicamos a todos os artesãos para não produzirem nada com marfim ou partes de outros animais em extinção”, adianta.


No Calçadão da Ilha de Luanda a Primeira Feira de Artesanato Urbano de Angola

feira-artesanato-angola-02São bijuteria, pinturas, vidro, costuras, cestaria, crochet, velas, esculturas, cosméticos artesanais e um rol de outros produtos feitos à mão. O artesanato marca presença no Calçadão da Ilha de Luanda todos os primeiros sábados do mês. Com peças para todos os gostos – e para todos os bolsos – esta que é a primeira Feira de Artesanato Urbano de Angola conta já com uma média de 40 expositores por edição.

É um projecto totalmente pensado por mulheres, todas artesãs, que tem vindo a lutar para ser uma “plataforma de valorização e promoção do artesanato”. Há ainda espaço para músicas, dança, lançamento de livros e workshops dedicados ao mais pequenos. O VerAngola conversou com Henda Traça, uma das responsáveis pela feira, para saber um pouco mais sobre estes angolanos com “mãos de ouro”.

Como surgiram estas feiras de artesanato? Qual foi a ideia inicial?

A primeira Feira de Artesanato Urbano de Angola foi realizada em Dezembro de 2011, no mesmo espaço onde até hoje acontece. A ideia é desde o início mostrar o artesanato angolano e toda a criatividade de cada um dos artesãos num espaço digno. Ou seja, desde o início que a ideia é dar a possibilidade aos artesãos de mostrarem o seu trabalho, venderem-no, interagirem com outros artesãos, assim como com potenciais clientes e apreciadores. Acreditamos que o resultado desse intercâmbio é crescimento e uma diversidade cada vez maior de ramos de artesanato representados e explorados.

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Exposição em Benguela Que Promete Recriar e Reinventar o Artesanato em Angola

artesanatoangolacr-580 - CópiaRecriar o artesanato no país é o propósito da dupla designers e artesãos nacionais, Cristina Mota e Rui Lavrador, que são responsáveis pela criação do projecto “artesanatoangolacr”, inspirado na cultura, nas cores e nos materiais da terra.

São 42 peças de artesanato, entre objectos decorativos, candeeiros, iluminarias e acessórios de moda feitos a partir de mukuas, cabaças, folha de coqueiro, bambu, madeira, cana da Índia, vime, e tecidos africanos. De acordo com informação remetida ao VerAngola, a exposição está patente no Hotel Praia Morena, em Benguela, e poderá ser vista pelo público até ao final do mês.

Os trabalhos de Cristina Mota e Rui Lavrador são um desfio para os artesãos nacionais pois através do tradicional, a dupla de artistas junta design e inovação, fruto das suas experiências de vida e profissionais, enriquecendo assim o artesanato em Angola. As peças realizadas por Cristina Mota e Rui Lavrador são únicas e exclusivas, sendo por isso acompanhadas por um certificado numerado e assinado pelos autores.

artesanatoangolacr-580

A finalidade da iniciativa é promover os artesãos locais e dar a conhecer a riqueza do património cultural angolano através do artesanato. Outro dos objectivos é desenvolver o artesanato como um segmento de destaque na indústria do turismo.

VerAngola