Culpa da Deterioração de 250 Toneladas de Arroz Foi do Fundo Soberano de Angola

O presidente do Conselho de Administração da Gesterra, Carlos Paim, apontou o Fundo Soberano de Angola como responsável pela deterioração de 250 toneladas de arroz por falta de descasque no Perímetro Irrigado de Manquete, em Ombadja, Cunene.

Carlos Paim declarou ontem, em conferência de imprensa, que toda a responsabilidade cabe ao Fundo Soberano que faz a gestão do projecto agrícola desde 2016. O responsável reagiu dessa forma às notícias que, nos últimos dias, dão conta de que aquela quantidade de arroz, armazenada em silos desde a primeira colheita, em 2015, está a deteriorar-se por falta de uma decisão quanto ao seu destino.

Em 2016, defendeu-se o presidente do Conselho de Administração da Gesterra, um Decreto Presidencial passou para o Fundo Soberano de Angola – administrado até Janeiro pelo empresário José Filomeno dos Santos – a gestão de unidades agrícolas envolvidas no relançamento do cultivo de arroz.

“Não existe qualquer responsabilidade nem do Ministério da Agricultura e nem da Gesterra sobre a comercialização destes produtos”, declarou Carlos Paim, reconhecendo que o arroz de Manquete foi produzido pela Gesterra e uma empresa chinesa que estava a instalar e a operar a fazenda.

“Infelizmente”, declarou Carlos Paim, naquele mesmo ano foi promulgado um decreto que transferiu a gestão das unidades agrícolas para as entidades geridas pelo Fundo Soberano, o que impedia, na altura, a Gesterra de tomar decisões quanto à gestão e comercialização da colheita.

O Ministério da Agricultura enviou equipas técnicas que estão a lidar com o caso no terreno, as quais estão a dar início ao processo de transformação e comercialização do produto.
De realçar que o projecto agrícola de Manquete envolveu 70 milhões de dólares (17,4 mil milhões de kwanzas) em fundos públicos empregues, em 2014, para fomentar a produção de arroz no país e reduzir a importação do cereal.


A TAAG Está Autorizada a Voar Sem Limitações no Espaço Aéreo da União Europeia

A TAAG é o único operador de transportes aéreos angolano autorizado a voar, sem limitações, no espaço aéreo e territórios dos estados membros da União Europeia, depois de ver renovada, pela terceira vez, a Licença de Operador de Transporte Aéreo de Pais Terceiro (TCO – Third Country Operator).

Em comunicado de imprensa , a companhia angolana de bandeira informa que, após o cumprimento das normas pertinentes constantes dos anexos da Convenção Internacional da Aviação Civil, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação, EASA, decidiu renovar a referida licença.

A primeira autorização EASA TCO da TAAG foi obtida em Junho de 2016, depois de um trabalho de preparação de 18 meses, que culminou com uma auditoria às Linhas Aéreas de Angola, em Fevereiro do mesmo ano.

Na ocasião, foram avaliadas a legislação e regulamentação angolanas, particularmente a Lei da Aviação Civil e as Normas e Regulamentos para a Segurança Operacional da Aviação Civil Nacional.

Desde essa data, a TAAG tem procurado assegurar o contínuo cumprimento e conformidade com as normas pertinentes, constantes dos anexos da Convenção sobre a Aviação Civil Internacional, Convenção de Chicago (art.16), e particularmente os anexos sobre licenciamento do pessoal, regras do ar, operações de aeronaves, transporte aéreo comercial internacional, aeronavegabilidade das aeronaves, mercadorias perigosas e gestão da segurança operacional.


Comboios em Luanda Sujeitos a Paragem Devido à Quantidade de Lixo nas Vias e a Vandalização

A circulação dos comboios do Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL), no troço Bungo/Baia, ainda na capital angolana, poderá paralisar em breve, devido à quantidade de lixo naquela linha férrea e à vandalização dos comboios.

A preocupação foi transmitida pelo presidente do CFL, Júlio Bango, após uma visita na quarta-feira àquele troço, que liga os municípios de Luanda, Cazenga e Viana, e onde semanalmente morrem entre quatro a seis pessoas ao tentar atravessar a linha férrea.

Júlio Bango disse à imprensa que é necessário tomar medidas urgentes para se reverter o atual quadro, porque a eventual paralisação do troço terá como consequência o aumento do tráfego rodoviário, além de dificultar a circulação de pessoas e mercadorias.

O excesso de lixo, construções anárquicas junto ao caminho-de-ferro, das quais algumas ligadas ao muro de vedação da linha férrea, a destruição da vedação de betão e metal, a existência de mercados e lavras e a retirada da brita da linha é o panorama atual do CFL naquele troço, disse Júlio Bango.

O responsável defendeu o realojamento dos habitantes junto da linha férrea, para se pôr cobro à situação, salientando que o troço entre os bairros Boavista/Dimuca/Cipal, nos distritos urbanos Sambizanga e Rangel, num percurso de cerca de 40 quilómetros, é o mais crítico.


Presidente Angola Faz Surpresa ao Ministro da Defesa Português e Recebe-o em Audiência

O ministro da Defesa português foi hoje recebido de surpresa pelo Presidente de Angola, João Lourenço, em Luanda, e à saída da audiência disse que os dois países partilham uma amizade e cooperação, que não é perturbada por “incidentes”.

Da agenda oficial divulgada pelo Ministério da Defesa português constava apenas que o ministro José Azeredo Lopes iria ter um encontro privado com o seu homólogo, general Salviano de Jesus Sequeira, seguido da 17.ª reunião bilateral luso-angolana no domínio da Defesa, ambos em Luanda.

O convite para a audiência com João Lourenço não constava assim do programa e, após a abertura da reunião bilateral, Azeredo Lopes reuniu-se com João Lourenço num breve encontro.

À saída, em declarações aos jornalistas, o ministro da Defesa português declarou que Angola e Portugal partilham uma relação de “história comum, de amizade e de cooperação, que evidentemente não é perturbada por pequenos incidentes”.

O governante português considerou excelentes as relações entre os dois países no domínio da defesa, área em que “sempre trabalharam muito bem”.


Na Bacia do Okavango Foram Descobertas Mais de Mil Novas Espécies

Com a descoberta, ambientalistas apelam para a implementação das estratégias nacionais de conservação das espécies de animais e plantas existentes na bacia hidrográfica do Okavango, cuja superfície é de 323 192 km2, compartilhada por Angola, Namíbia e Botswana

Dentre as novas espécies descobertas na bacia hidrográfica do Okavango constam 407 aves, 92 peixes, 99 répteis, 14 espécies de plantas e ainda quantidades consideráveis de mamíferos, répteis e anfíbios. O projecto em que foram descoberta estas espécies faz parte de uma expedição de iniciativa da National Geografiphic, encabeçada por um grupo de 34 especialistas em biodiversidades, com a duração de três anos. Adjany Costa, directora do projecto da National Geographic da Vida Selvagem do Okavango para Angola, disse que, para além das espécies, fez-se ainda a descoberta de cerca de 16 lagoas de nascentes. Segundo a bióloga, estes dados são apenas preliminares, porque a expedição pela bacia do Okavango, que liga três países da África Austral (Angola, Namíbia e Botswana), continua e poderá, nos próximos tempos, trazer novos resultados da vida selvagem ao longo daquela bacia que tem uma superfície hidrologicamente activa de 323.192 km2.