Entre Agosto de 2018 e Maio Deste Ano Registaram-se em Angola na Época Balnear 526 Mortes por Afogamentos

Angola registou um total de 526 afogamentos na última época balnear, entre Agosto de 2018 e maio deste ano, uma realidade que “continua preocupante”, revelou o Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB).

Segundo o responsável da Direcção de Resgate e Salvamento do SNPCB, subcomissário bombeiro João Ambrósio, “a situação continua preocupante, atendendo ao número de mortes por afogamento que se verificaram ao longo da época balnear”.

No período em referência, foram notificadas um total de 734 ocorrências diversas, menos 265 comparativamente ao período homólogo.

Do total de afogamentos, 244 mortes foram registadas em rios, 151 em praias marítimas, 126 em cacimbas (poços de água), tanques, lagoas, inundações, fossa séptica e reservatórios de água, e cinco outras em piscinas.

A província de Luanda, capital do país, foi a que registou o maior número de afogamentos, com 80 óbitos, seguindo-se Benguela (48), Huambo (60), Bié (45), Lunda Norte (37), Namibe (30), Huíla (28) e Cuanza Sul (29).


Governo Angolano Trabalha Para Diversificar as Fontes de Receitas

Já se foi o tempo em que Angola se contentava com as vendas do petróleo. Há quase uma década, o Governo trabalha para diversificar as fontes de receitas e reduzir, de forma radical, a dependência externa, em termos de bens e serviços.

A necessidade da diversificação da economia tornou-se a palavra de ordem e ganhou corpo quando, contra todas as expectativas, a crise económica se instalou, em 2014.

Com este cenário, o país quase “bateu no fundo do poço” e viu a realidade de outros tempos, marcados por superávits e grandes vendas de crude a ficarem no passado. O sinal de alerta “soou”. Hoje, o petróleo não mais se mostra suficiente para as necessidades internas.

Encontrar novas fontes para sustentar as despesas do Estado tornou-se mais do que necessário. É esta a visão do Estado, partilhada por especialistas em políticas macro-económicas, que auguram uma Angola robusta e bem mais preparada para gerar receitas.

O caminho da diversificação tem várias etapas. Algumas delas (já cumpridas) chegaram a produzir resultados, mas muito aquém das reais necessidades, de acordo com especialistas.


Angola Faz Parte do Grupo de 4 Países Mais Poderosos de África e o 56º do Mundo

Foto Portal de Angola

Angola é o quarto país mais poderoso de África e o 56º do mundo, revela um estudo da revista “US News and World Report” em colaboração com a Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

O relatório analisa as influências políticas, financeiras e económicas de cada país, o poderio das suas forças militares e a sua actuação no plano internacional.

O Egipto aparece como sendo o pais mais forte de África, seguido da África do Sul, Nigéria e depois Angola.Seguem-se o Gana, a Tanzânia e a Tunísia.

Apesar do Egipto aparecer em primeiro lugar, em termos económicos o relatório revela que a África do Sul tem um Produto Interno Bruto (PIB) maior do que o Egipto (349,4 mil milhões de dólares contra 235,4 mil milhões) e um rendimento per capita também superior (13,573 contra 12.698 dólares).


Com Respeito à Corrupção, Angola Melhora a Sua Imagem Internacional

Foto OPAÍS

Mantendo embora a pontuação de 2017 no índice global que avalia a percepção da corrupção, Angola melhorou o seu lugar entre os 180 países listados, mostrando progressos desde 2015, sendo, para a Transparência Internacional, um país cuja evolução deve ser acompanhada

A corrupção em Angola manteve a mesma incidência, pelo menos a percepção que dela se tem e é classificada num relatório anual pelo principal índice mundial, elaborado pela

Transparency International (Transparência Internacional), que observa localmente 180 países e conta com um secretariado internacional sediado em Berlim, capital da Alemanha. Tanto em 2017 como em 2018 Angola recebe um CPI (Corrupcion Percepcion Index – Índice da Percepção da Corrupção) de 19 pontos, embora a sua posição relativa melhore, subindo dois lugares, de 167 para 165 entre os países listados.

Quanto mais elevada é a corrupção menor a pontuação atribuída, pelo que é de registar que Angola vem reduzindo a pontuação desde 2015, ano em que obteve apenas 15 pontos, passando a registar 18 pontos em 2016 e 19 nos dois últimos anos.


Reforçar a Estratégia Para Diminuir a Pobreza é o Que Precisa Angola

A comissária para a Economia Rural e Agricultura da União Africana (UA) afirmou, em Luanda, que Angola progrediu na redução da fome, mas precisa de reforçar a estratégia para diminuir a pobreza, agravada com o desemprego entre jovens.

Josefa Sacko falava à imprensa, segunda-feira (27), à margem do encontro de lançamento do Processo de Reformulação do Plano Nacional de Investimento Agrícola de Angola (PNIA), que visa alinhar a agenda interna com as metas internacionais, quer a continental quer a global, respetivamente para 2030 e para 2063, para que possa reduzir a pobreza e acabar com a fome até 2025.

“Houve muitos progressos para acabar com a fome, tendo na base os programas de segurança alimentar”, disse a angolana Josefa Sacko, sublinhando que, em termos de combate à pobreza, Angola precisa de “fazer mais esforços”.

“A extrema pobreza é condenada a nível mundial e temos a questão do desemprego dos jovens, que é um dos pontos que acentua a pobreza no nosso continente e não só. As nossas zonas rurais, onde se faz a agricultura, deve ser revista para podermos investir e operar aí uma transformação”, frisou.

Por sua vez, o ministro da Agricultura e Florestas de Angola, Marcos Nhunga, disse que a disponibilização dos recursos para o setor “continuam aquém do indicado” para o alcance dos objetivos do pacto.