Governo Angolano Trabalha Para Diversificar as Fontes de Receitas

Já se foi o tempo em que Angola se contentava com as vendas do petróleo. Há quase uma década, o Governo trabalha para diversificar as fontes de receitas e reduzir, de forma radical, a dependência externa, em termos de bens e serviços.

A necessidade da diversificação da economia tornou-se a palavra de ordem e ganhou corpo quando, contra todas as expectativas, a crise económica se instalou, em 2014.

Com este cenário, o país quase “bateu no fundo do poço” e viu a realidade de outros tempos, marcados por superávits e grandes vendas de crude a ficarem no passado. O sinal de alerta “soou”. Hoje, o petróleo não mais se mostra suficiente para as necessidades internas.

Encontrar novas fontes para sustentar as despesas do Estado tornou-se mais do que necessário. É esta a visão do Estado, partilhada por especialistas em políticas macro-económicas, que auguram uma Angola robusta e bem mais preparada para gerar receitas.

O caminho da diversificação tem várias etapas. Algumas delas (já cumpridas) chegaram a produzir resultados, mas muito aquém das reais necessidades, de acordo com especialistas.


Angola Faz Parte do Grupo de 4 Países Mais Poderosos de África e o 56º do Mundo

Foto Portal de Angola

Angola é o quarto país mais poderoso de África e o 56º do mundo, revela um estudo da revista “US News and World Report” em colaboração com a Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

O relatório analisa as influências políticas, financeiras e económicas de cada país, o poderio das suas forças militares e a sua actuação no plano internacional.

O Egipto aparece como sendo o pais mais forte de África, seguido da África do Sul, Nigéria e depois Angola.Seguem-se o Gana, a Tanzânia e a Tunísia.

Apesar do Egipto aparecer em primeiro lugar, em termos económicos o relatório revela que a África do Sul tem um Produto Interno Bruto (PIB) maior do que o Egipto (349,4 mil milhões de dólares contra 235,4 mil milhões) e um rendimento per capita também superior (13,573 contra 12.698 dólares).


Com Respeito à Corrupção, Angola Melhora a Sua Imagem Internacional

Foto OPAÍS

Mantendo embora a pontuação de 2017 no índice global que avalia a percepção da corrupção, Angola melhorou o seu lugar entre os 180 países listados, mostrando progressos desde 2015, sendo, para a Transparência Internacional, um país cuja evolução deve ser acompanhada

A corrupção em Angola manteve a mesma incidência, pelo menos a percepção que dela se tem e é classificada num relatório anual pelo principal índice mundial, elaborado pela

Transparency International (Transparência Internacional), que observa localmente 180 países e conta com um secretariado internacional sediado em Berlim, capital da Alemanha. Tanto em 2017 como em 2018 Angola recebe um CPI (Corrupcion Percepcion Index – Índice da Percepção da Corrupção) de 19 pontos, embora a sua posição relativa melhore, subindo dois lugares, de 167 para 165 entre os países listados.

Quanto mais elevada é a corrupção menor a pontuação atribuída, pelo que é de registar que Angola vem reduzindo a pontuação desde 2015, ano em que obteve apenas 15 pontos, passando a registar 18 pontos em 2016 e 19 nos dois últimos anos.


Reforçar a Estratégia Para Diminuir a Pobreza é o Que Precisa Angola

A comissária para a Economia Rural e Agricultura da União Africana (UA) afirmou, em Luanda, que Angola progrediu na redução da fome, mas precisa de reforçar a estratégia para diminuir a pobreza, agravada com o desemprego entre jovens.

Josefa Sacko falava à imprensa, segunda-feira (27), à margem do encontro de lançamento do Processo de Reformulação do Plano Nacional de Investimento Agrícola de Angola (PNIA), que visa alinhar a agenda interna com as metas internacionais, quer a continental quer a global, respetivamente para 2030 e para 2063, para que possa reduzir a pobreza e acabar com a fome até 2025.

“Houve muitos progressos para acabar com a fome, tendo na base os programas de segurança alimentar”, disse a angolana Josefa Sacko, sublinhando que, em termos de combate à pobreza, Angola precisa de “fazer mais esforços”.

“A extrema pobreza é condenada a nível mundial e temos a questão do desemprego dos jovens, que é um dos pontos que acentua a pobreza no nosso continente e não só. As nossas zonas rurais, onde se faz a agricultura, deve ser revista para podermos investir e operar aí uma transformação”, frisou.

Por sua vez, o ministro da Agricultura e Florestas de Angola, Marcos Nhunga, disse que a disponibilização dos recursos para o setor “continuam aquém do indicado” para o alcance dos objetivos do pacto.


Dia 7 de Junho Realiza-se o Último Voo Para Angola da British Airways

A British Airways vai deixar de voar para Angola, anunciou nesta Quarta-feira, dia 23 de Maio, a companhia aérea britânica nos sistemas globais de reservas e compra de passagens aéreas utilizados pelas agência de viagens.

O último vôo partirá de Londres/Heathrow com destino a Luanda na Quinta-feira, dia 7 de Junho, e tem regresso marcado para o Sábado, dia 9 de Junho.

A British Airways voa para Luanda desde há vários anos. Primeiro com um vôo semanal e depois com dois vôos por semana, às Quintas-feiras e aos Domingos. Os regressos à capital britânica são aos Sábado e Terças-feiras.

O abandono da rota de Angola não tem até agora qualquer justificação por parte da companhia, mas fontes ligadas ao sector indicam que a British acaba de reformular a sua rede para aeroportos africanos e uma das possíveis razões deverá ser a fraca ocupação dos seus vôos para a capital angolana. No início deste ano a British anunciou que a partir de 25 de Março iria mudar de equipamento nos vôos do Reino Unido para Angola, colocando o Boeing 787-9 Dreamliner em substituição do Boeing 777-200ER.