Presidente Marcelo de Visita a Angola de 05 a 09 de Março

Foto Portal de Angola

De acordo com o Diário de Notícias que cita a Lusa, os chefes da diplomacia angolana e portuguesa afirmaram hoje, em Luanda, estarem criadas “todas as condições” para a realização da visita de Estado do Presidente de Portugal a Angola, que decorrerá de 05 a 09 de março próximo.

Numa conferência de imprensa conjunta, Manuel Augusto e Augusto Santos Silva adiantaram que Marcelo Rebelo de Sousa visitará oficialmente Angola a partir de 05 de março e que a deslocação se prolongará por quatro dias, incluindo deslocações para fora da província de Luanda, embora não as tenham especificado.

Segundo Manuel Augusto, as reuniões de trabalho mantidas hoje com o homólogo português, que se encontra em Luanda para uma visita de trabalho de 24 horas, permitiram limar todas as arestas para a criação de condições para a visita de Marcelo Rebelo de Sousa a Angola.

“Estão criadas todas as condições para a visita e as reuniões de hoje permitiram consolidar a preparação e o respetivo programa. Até 05 de março, vamos continuar a trabalhar para que a visita constitua um ponto alto nas relações entre os dois países”, sublinhou o ministro das Relações Exteriores angolano.


João Lourenço Abre Caminho a um Segundo Mandato

Deslocação de Presidente a Portugal, marcada por uma atmosfera distendida, sela novo ciclo nas relações bilaterais. Luanda quer investidores portugueses “em força” e João Lourenço abre caminho a um segundo mandato.

Em três dias de visita de Estado a Portugal, o Presidente angolano João Lourenço assinou 13 acordos de carácter bilateral, proferiu mais de uma dezena de intervenções, e pediu aos “investidores para fazerem as malas e irem para” o seu país “em força”. Em especial “os empresários pequenos e médios, de praticamente todos os ramos da economia”.

João Lourenço disse-o vários vezes ao longo da visita e voltou a dizê-lo neste Sábado ao final da manhã num encontro com representantes dos órgãos da comunicação social portuguesa em Lisboa, insistindo em pontos fortes que foi desenvolvendo ao longo dos três dias da sua presença em Portugal. No encontro com os jornalistas portugueses, o Presidente angolano garantiu não existirem actualmente “obstáculos no caminho das relações” entre os dois países como ficou comprovado pelo número de acordos assinados durante a visita. Acordos estes a que somarão outros, já no início de 2019, quando o Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, se deslocar a Angola, como fez questão de frisar João Lourenço.


Há 24 Empresas Portuguesas Credoras de 270 Milhões de Euros Disse Hoje o Ministro das Finanças de Angola

O ministro das Finanças de Angola disse hoje que o processo de certificação em curso das dívidas do Estado angolano ao sector

empresarial abrange 24 empresas portuguesas e que há 270 milhões de euros de dívidas confirmadas.

“O processo de certificação continua em curso, mas até agora temos 24 empresas portuguesas em processo de certificação,

que representam mais de 150 mil milhões de kwanzas que estão a ser reclamados, mas destes, 94 mil milhões de kwanzas, cerca de 270 milhões de euros, foram certificados”, disse Archer Mangueira em declarações à Lusa em Lisboa.

O ministro, que integra a delegação que acompanha a visita de Estado do Presidente de Angola a Portugal, João Lourenço, entre hoje e sábado, declarou que o processo de certificação continua em curso.

Por isso, “as reclamações prosseguem e, entretanto, também foi publicado um decreto executivo sobre as reclamações de dívida a estabelecer um limite”, adiantou.

“Nesse âmbito, vamos poder estabelecer uma data de corte” no processo, referiu Archer Mangueira

A atualização dos dados feita pelo ministro à Lusa mostra um aumento de 70 milhões de euros face aos números avançados pelo ministro dos Negócios Exteriores

de Angola que, na quarta-feira, disse que as dívidas às empresas portuguesas rondavam os 200 milhões de euros e que, desses, 100 milhões tinham já sido pagos antes da chegada de João Lourenço a Portugal.


Acordos Sobre Educação, Saúde, Cultura, Justiça, Economia e Finanças Entre Portugal e Angola Anuncia Marcelo Rebelo de Sousa

O Presidente português anunciou que Portugal e Angola vão assinar na sexta-feira acordos nas áreas da educação, saúde, cultura, justiça, economia e finanças e disse esperar que “sirvam necessidades concretas dos povos”.

Marcelo Rebelo de Sousa falava no Palácio de Belém, em Lisboa, em conferência de imprensa conjunta com o Presidente de Angola, João Lourenço, que recebeu, no início da sua visita de Estado a Portugal.

“Os políticos servem os Estados para servirem os povos. Por isso, é bom que os acordos a celebrar amanhã na educação, na saúde, na cultura, na justiça, na economia, nas finanças, sirvam necessidades concretas dos povos”, afirmou.

“Por isso, é bom que o empenho na construção de atractivo ambiente empresarial e na diversificação e descentralização económicas reforcem as legítimas expectativas dos povos”, acrescentou o chefe de Estado português.

Após uma cerimónia de recepção com honras militares na Praça do Império, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa e João Lourenço, acompanhado pela mulher, Ana Dias Lourenço, entraram na Sala das Bicas do Palácio de Belém pelas 11:55, seguindo-se um encontro entre os três.

ANGONOTÍCIAS

 


As Construtoras Portuguesas Têm em Angola o Seu Principal Mercado Externo

 

No ano passado, Angola aumentou o seu peso nos negócios internacionais das construtoras portuguesas. 

Angola continuou a ser o principal mercado externo do setor português da construção, responsável por 28% da faturação no estrangeiro em 2017, o equivalente a 1.415 milhões de euros, segundo dados da AICCOPN.

De acordo com mais recentes dados da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), estes 28% representam um aumento de 22% face a 2016.

No ano passado, Angola foi também o país com valor mais elevado de novos contratos assinados pelas construtoras nacionais: 1.574 milhões de euros, equivalentes a 29% do total e a uma subida de 12% face ao ano anterior.

No total, o volume de negócios da construção e imobiliário nacionais nos mercados externos ascendeu a 10,8 mil milhões de euros (contra 10,01 milhões de euros em 2016), o que representa 15,9% das exportações portuguesas nesse ano.

E se, na sua actividade internacional, as construtoras portuguesas estão distribuídas por cerca de 40 países, o continente africano é a zona geográfica onde têm maior presença, sendo aliás Portugal o quarto país europeu com maior faturação no mercado africano da construção, cifrado em 2,4 mil milhões de euros, depois da Turquia, França e Itália.