Como É Recordar Portugal em Benguela

Desde os que vivem por cá há décadas, aos que viveram em Benguela a maior parte das suas vidas, passando pelos que aqui chegaram há meros meses, as saudades de Portugal são sentidas e contidas em diferentes escalas, mas, sempre presentes. A chegada a Benguela do Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, é assim, a visita de um grande pedaço de casa longe dela…

O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa chegou ontem à província de Benguela, no seu terceiro dia em Angola. Para muitos portugueses residentes na “cidade mãe de cidades”, esta visita traz afectos, traz saudades, traz “casa”. A sua agenda foi ontem divulgada à imprensa local, sabendo-se que, três horas após chegada, o estadista português teve um jantar com a comunidade portuguesa, complementado com um almoço hoje, 8 de Março de 2019. Como estrangeiros residentes, ou mesmo para os que tenham dupla nacionalidade, há sempre uma parte da terra dos seus ancestrais que lhes faz falta no quotidiano, seja a família, a cultura, ou até o Inverno.

“casa” é onde se é feliz ,mas como Portugal, não há…

Liliana Ferreira é voluntária na ONG “Leigos para o Desenvolvimento”, existente em Benguela desde 1996. Convidados pelo Consulado Português, para fazer parte da recepção do Presidente, espera que a oportunidade dê mais visibilidade à ONG. Liliana está em Angola, residindo em Benguela, há meros 5 meses, durante os quais, teve fases significativas de saudades do seu Portugal, embora, como voluntária, “casa” é qualquer parte do mundo onde esteja a trabalhar. Nessas alturas melancólicas, a cidadã de Mafra encontrou refúgio no teatro, actividade cultural que aprecia, e inúmeras são as salas de teatro em Portugal que foram por si visitadas para assistir às peças em exibição.


Governo de Angola Apela aos Empresários Portugueses Para Investirem em Força Naquele País

Em declarações aos jornalistas em Benguela, no litoral-centro do país, onde decorre o Fórum Empresarial Angola/Portugal, o ministro de Estado e do Desenvolvimento Económico e Social angolano, Manuel Nunes Júnior,

lembrou que o Governo de Luanda está a combater “seriamente” a dependência excessiva do petróleo nas exportações, equivalente a mais de 90% do valor global e 70% das receitas tributárias.

“Todos os problemas que se colocam em Angola têm sempre a ver com os preços do petróleo no mercado internacional, que é sempre imprevisível. Estamos a lutar seriamente para combater essa dependência e Portugal pode ajudar muito e ter um papel crucial nesse caminho”, sublinhou Manuel Nunes Júnior,

à margem do evento, realizado no âmbito da visita que o chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, está a realizar a Angola.

O governante angolano destacou sobretudo as áreas da agricultura e da agroindústria, setores sobretudo do ramo alimentar, com o qual Angola “gasta anualmente recursos bastante acentuados”, para importar.


O Estado Angolano Já Pagou Cerca de 176 Milhões de Euros da Dívida às Empresas Lusas

Foto Sapo Notícias

O Estado angolano já pagou cerca de 176 milhões de euros da dívida reclamada por empresas lusas, da qual mais de 66 por cento já se encontra certificada pelo Ministério das Finanças, anunciou esta quinta-feira, em Benguela, o ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior.

Segundo o responsável, que falava na abertura do terceiro fórum empresarial Angola – Portugal, o montante disponibilizado equivale a cerca de 60 por cento da dívida certificada, cerca de 280 milhões de euros.

Na sua óptica, tendo em conta o curto espaço de tempo em que este processo está a se desenvolver, não há dúvidas de que se está no bom caminho neste domínio.

Por outro lado, adiantou, estão a ser tomadas medidas para se evitar que um novo ciclo de acumulação de atrasados possa ocorrer no futuro.

O ministro de Estado afirmou que todos esses factos, aliados as medidas que têm sido tomadas no sentido de se instaurar em Angola um verdadeiros Estado de Direito, em que ninguém está acima da lei, têm permitido o aumento da confiança dos agentes económicos no mercado nacional.


“Ti Celito” Inicia Hoje Visita de Estado a Angola Dividida Entre Luanda Benguela e Huíla,

Foto: Luís Forra/Lusa

O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, inicia hoje uma visita de Estado de quatro dias a Angola, dividida entre Luanda, Benguela e Huíla, que termina no dia em que cumpre três anos de mandato.

Marcelo Rebelo de Sousa chegou a Luanda na terça-feira de Carnaval, 05 de março, para estar presente no aniversário do Presidente de Angola, João Lourenço, que completou 65 anos, mas o programa da sua visita de Estado só começa hoje, dia mais importante em termos de contactos políticos.

O primeiro ponto do programa é a deposição de uma coroa de flores no Memorial Agostinho Neto, de manhã, seguindo-se um encontro com João Lourenço no Palácio Presidencial, onde haverá igualmente conversações ministeriais e uma conferência de imprensa conjunta dos dois chefes de Estado.

Em cima da mesa estará certamente o tema de regularização de dívidas de Angola a empresas portuguesas, que teve avanços durante a visita do primeiro-ministro português, António Costa, a Angola, em setembro do ano passado, e na visita de João Lourenço a Portugal, em novembro.


Cooperação Económica Foi Reforçada Entre Angola e Portugal

Os governos de Angola e Portugal estão a trabalhar para reforçar a cooperação económica, colocando a capacidade de realizar investimentos do lado das empresas, afirmou nesta quarta-feira, em Luanda, o secretário de Estado da Economia portuguesa, João Neves.

Em declarações à imprensa, no final de uma reunião do Observatório de Investimentos Angola-Portugal, João Neves sublinhou que aos governos cabe a responsabilidade de criar um quadro regulatório simples, capaz de concretizar investimentos angolanos em Portugal e investimentos portugueses em Angola, com a menor intervenção do lado do Estado.  

Segundo o ministro português, a capacidade de relação das empresas e das autoridades visa precisamente construir ligações mais sólidas entre os países.

“Estamos muito aberto ao investimento angolano em Portugal e aquilo que as autoridades angolanas nos transmitiram é também o enorme interesse em ter investimento português em Angola que permita fortalecer a economia angolana”, disse.

João Neves disse que esse relacionamento económico é muito importante para o desenvolvimento económico de ambos os países, pois a intenção passa por construir um caminho em comum, que possa ajudar ambos os países a se desenvolverem.