A Grande Prova dos Vinhos de Portugal em Luanda

A grande prova dos vinhos de Portugal em Luanda vai ter lugar a 27 de Junho, no HCTA (Hotel de Convenções de Talatona), entre as 17h e as 21h. São espera- dos 950 visitantes, neste que é já um dos mais aguarda- dos eventos em Luanda.

Os profissionais do sector convidados vão poder experimentar o melhor do néctar português. De acordo com Jorge Monteiro, Presidente da Vini-Portugal, Portugal é o país do qual Angola importa mais vinho, sendo por isso estratégico para os vinhos de Portugal fortalecerem a sua imagem de liderança com eventos como a Grande Prova Anual, impactando os líderes de opinião do mercado e reforçando a educação junto do trade.

Em antecipação à Grande Prova Anual, segundo o PlatinaLine, realizam-se três acções, em linha com a contribuição que os Vinhos de Portugal têm procurado dar ao conhecimento e qualidade dos sectores da Grande Distribuição e Retalho em Angola. Estarão à prova no evento mais de 370 vinhos portugueses. No dia 26 de Junho, Luís Lopes, director da revista da especialidade, Vinho Grandes Escolhas, dará uma for- mação aos colaboradores do hipermercado Deskontão. No mesmo dia, o Clube Vinhos de Portugal, formado por algumas das personalidades angolanas de maior renome, reúne-se no Espaço Luanda, em Talatona.


Projetos Para o Sector Eléctrico Apresentados em Lisboa Pelo Governo Angolano

As oportunidades de negócios no sector energético em Angola, na perspectiva de atrair investimento privado para os projetos no setor vão ser apresentadas nesta quarta-feira (12) em Lisboa, pelo secretário de Estado para Energia, António Belsa da Costa.

Belsa da Costa, que encontra-se em Lisboa desde segunda-feira, vai aproveitar esta 21ª edição do Fórum de Energia de África para atrair investimento, que arranca hoje, com mais de três mil personalidades de todo o mundo, entre ministros, investidores e académicos.

Autoridades angolanas vão aproveitar o fórum para atrair investimento privado, num sector que precisa de mobilizar quase três mil milhões de dólares para as infra-estruturas até 2022, para elevar a capacidade actual de geração de energia, passando dos actuais 3.334 Megawatts para 7.500 Megawatts. Está previsto que 500 Megawatts venham a partir de energias novas e renováveis.

No quadro do programa do aumento da oferta de energia no país, o Governo vem apostando na reabilitação e construção de novas fontes de geração de energia eléctrica,  com destaque a Central de Ciclo Combinado no Soyo, as barragem de Cambambe, Laúca, Capanda e Caculo Cabaça o que permitirá o país alcançar a capacidade de 7 mil Megawatts.

Além das três barragens já concluídas, com Caculo Cabaça ainda em obras, no Médio Kwanza estão previstas mais três empreendimentos, nomeadamente Túmulo do Caçador, Luime, Zenzo I e Zenzo II.


Data Emblemática da Identidade Portuguesa Saudada Pelo Presidente de Angola

O Presidente de Angola, João Lourenço, enviou hoje (10) uma mensagem ao homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa, saudando o povo português pelo “10 de junho”, a “celebração de uma data emblemática da identidade portuguesa”.

Segundo um comunicado da Casa Civil do Presidente da República de Angola, enviado à agência Lusa, João Lourenço destaca que a efeméride permite que os portugueses “se unam à volta dos grandes valores e símbolos da pátria” para “comemorar com júbilo as conquistas alcançadas ao longo da História como Nação”.

“Tenho a honra de felicitar o Povo, o Governo português e Vossa Excelência, em nome do Povo, do Governo angolano e no meu próprio pela celebração de mais um aniversário do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Trata-se de uma data emblemática da identidade portuguesa, em que os portugueses se unem à volta dos grandes valores e símbolos da sua Pátria, para comemorar com júbilo as conquistas alcançadas ao longo da sua história como Nação”, sublinha João Lourenço na mensagem.


Para Honrar os Soldados Portugueses Mortos na Guerra Colonial Foram Iniciados Contactos Entre Angola e Portugal

Os governos angolano e português iniciaram hoje contactos para honrar os soldados portugueses que morreram em território angolano durante a guerra colonial e que “não foram devidamente reconhecidos”, informou hoje o ministro da Defesa português, João Gomes Cravinho.

O governante português, que se encontra em Luanda para uma visita de três dias, no âmbito da sua participação na 19.ª reunião de ministros da Defesa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), foi hoje recebido pelo ministro angolano dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, João Ernesto “Liberdade”.

À saída do encontro, João Gomes Cravinho referiu que não há ideia do número de soldados portugueses tombados em Angola, salientando que o objetivo “não é o de distinguir entre portugueses e angolanos”, mas, sim, “honrar aqueles que morreram no cumprimento dos seus deveres”.

“Temos aqui em Angola seguramente muitos soldados portugueses do período da guerra colonial e até de períodos mais antigos em que não foram devidamente reconhecidos”, disse João Cravinho.

Segundo o ministro, é uma responsabilidade de Portugal reconhecer aqueles que morreram no cumprimento dos seus deveres e, nesse sentido, agradeceu a abertura do Governo angolano “para acolher o interesse português em dignificar os cemitérios onde se encontram enterrados esses mortos”.

“Vai agora começar esse trabalho e ao longo dos próximos tempos. Já em junho virá uma equipa da Liga dos Combatentes, para começar a fazer o levantamento e organizar um plano, e ao longo dos próximos anos iremos fazer esse trabalho de dignificação dos cemitérios”, frisou.


Francisca Van-Dúnem Diz em Luanda Que Está na Hora de Angola e Portugal “Porem a Mão na Massa”

A ministra da Justiça de Portugal, que iniciou terça-feira uma visita de três dias a Angola, diz que é preciso avançar com os protocolos de cooperação bilateral e que as relações entre os dois países estão “mais fortes”.

“O que vai mudar [com a visita], do ponto de vista prático, é que vamos passar a ter aquilo que se chama pôr as mãos na massa. Vamos passar das proclamações à acção concreta, com as equipas a trabalharem em concreto”, afirmou Francisca Van-Dúnem, após um encontro com o homólogo angolano, Francisco Queirós. Segundo a governante, objectivo é melhorar a relação no que se refere à área dos registos e notariado, em que já há protocolos estabelecidos.

No primeiro dia de trabalhos, na capital angolana, Luanda, onde nasceu, a ministra da Justiça de Portugal viu no terreno como funcionam os serviços de registos e notariado de Angola. “Tivemos oportunidade não só de trocar impressões para concretização de muitos pontos que estão estabelecidos em protocolos que Angola e Portugal têm celebrado e tivemos oportunidade de verificar in loco os progressos que já foram feitos nomeadamente nessas áreas do registo criminal e do registo civil”, disse.

Em declarações à DW África, o analista político Augusto Báfuabáfua diz que Angola deve aproveitar a experiência portuguesa no capítulo dos registos e notariado, daí a importância desta visita. “Os acordos são para serem cumpridos. Angola tem múltiplos acordos no âmbito da justiça com Portugal, inclusive na reforma de algumas leis e na prática do nosso Estado, e Angola pode muito bem beber da experiência portuguesa e pôr em prática”, defende.

“Irritante” ficou para trás