Mais de 940 Mil Dólares Financiados Pelo Japão para Projectos de Desminagem em Angola

O Governo do Japão concedeu a Angola um financiamento de 940 mil dólares (762.909 euros) para projetos de desminagem e educação, no âmbito do Programa de Assistência aos Projetos Comunitários (APC) no país.
O embaixador do Japão em Angola, Hironori Sawada, assinou hoje, em Luanda, acordos de cooperação com as diversas Organizações Não-Governamentais (ONG) que vão executar projetos ligados às áreas acima referidas.

Um dos acordos foi assinado com a ONG Mines Advisory Group (MAG), que vai dispor de 650 mil dólares (527.543 euros) para executar um projeto de desminagem na província angolana do Moxico, no leste do país.

A ONG Ajuda Popular da Noruega (APN) vai receber um financiamento de 200 mil dólares (162.321 euros) também para um projeto de desminagem na província angolana do Uíge, no norte do país, enquanto a Associação para o Apoio ao Desenvolvimento Comunitário (AADC) terá 90 mil dólares (73.000 euros) para a construção de quatro salas de aula numa escola primária da Kalossonga, na província de Benguela, no litoral sul do país.


Cooperação Entre Angola e Japão

O reforço das relações de cooperação entre Angola e o Japão foi discutido nesta segunda-feira, em Luanda, entre o vice-presidente de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos, e o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Toshiyuki Kato.Toshiyuki Kato disse aos jornalistas que durante o encontro foi discutida a importância da assinatura do acordo bilateral de investimentos e a introdução em Angola do sistema de televisão digital, com a participação do Japão e do Brasil.Adiantou que a data para assinatura destes acordos está a ser negociada entre as partes, mas que poderá ocorrer brevemente. Para Toshiyuki Kato, o facto de o Japão estar interessado em assinar tais acordos demonstra o interesse japonês no reforço da cooperação com Angola.Defendeu que Angola necessita de cooperação técnica e de investimentos de empresas japonesas que contribuam para o desenvolvimento do país.O vice-ministro aproveitou a ocasião para agradecer a “forte solidariedade” manifestada por Angola aquando do terramoto, seguido de tsunami, que assolou o Japão no ano passado.

O chefe adjunto da diplomacia japonesa chegou domingo para uma visita de dois dias a Angola, durante a qual deverá manter encontros com titulares de vários departamentos ministeriais.

África 21


Textang II Retoma Actividade


A fábrica de tecidos de Luanda Textang II, no município do Cazenga, pode retomar a actividade, em 2013, na sequência de um acordo assinado, na terça-feira, entre o Ministério das Finanças e o Banco Japonês para Cooperação Internacional (JBIC).
Um comunicado da embaixada nipónica em Angola, citado, ontem pela Angop, refere que a reabilitação da fábrica demora dois anos, e que o JBIC concede ao Executivo o equivalente a 200 milhões de dólares, incluindo o apetrechamento.
Foram signatários do protocolo, o ministro das Finanças, Carlos Lopes, em representação do Executivo, e o director-geral do JBIC, Fumio Hoshi, pelo Governo japonês.
“O projecto de reabilitação da fábrica de têxteis em Luanda é o primeiro projecto financiado pelo JBIC em Angola. Governo do Japão, sublinha a nota da embaixada, deseja que este passo contribua para a diversificação da indústria, transferência de tecnologia e criação de empregos em Angola.
A recuperação da Textang II UEE, inactiva há mais de duas décadas, enquadra-se no programa do Executivo angolano.


Jornal de Angola


Cooperação Angola Japão na Reabilitação do Porto do Namibe

África 21O diretor-geral do Porto do Namibe, Bento da Paixão, disse hoje, nesta cidade, que a cooperação entre Angola e o Japão resultou na reabilitação do Porto do Namibe, um investimento avaliado em US$ 24 milhões.
Ao falar na cerimônia que marcou os 53 anos da criação daquela unidade portuária assinalados hoje, Bento da Paixão disse que já foram reabilitados 120 metros, dos 240 metros de cais previstos, e suas áreas adjacentes.


De acordo com o responsável, está em curso também a reabilitação do acesso principal, bem como a instalação de duas torres de iluminação.

“Estas obras serão entregues no próximo mês de Setembro”, disse, segundo a Angop.

O diretor-geral disse que será necessário continuar investir para que a reabilitação atinja o limite de 874 metros do cais, com vista a transformar aquela unidade num porto de terceira geração, dotando-a de capacidades para concorrer com outros portos da região.

Além da extensão do cais, garantiu ser pretensão da direção empresa construir um terminal de contentores e um terminal de segunda linha, cujos projetos irão dinamizar o manuseamento de mercadorias.

Anunciou que foram adquiridos recentemente, cinco porte-contentores, uma empalhadeira, onze torres de iluminação de 32 metros de altura, com doze projetores, num valor global estimado em cinco milhões de dólares norte-americanos, financiados pela própria empresa.

“Os indicadores mostram que o Porto do Namibe tem tido uma evolução positiva, sustentável que se pode manter, embora no primeiro trimestre do ano em curso se tenha verificado uma redução de receitas na ordem de 25%”, disse o diretor..

Ele justificou que a redução das receitas se deveu à diminuição das importações, decorrente da crise financeira.

O Porto do Namibe, o terceiro mais importante do país, depois de Luanda e Lobito, tem 870 metros de cais de acostagem.