Governo Angolano Pede Mais 15,5 Mil Milhões de Dólares de Empréstimo à China

A dívida de Angola à China prepara-se para sofrer um agravamento de 15,5 mil milhões de dólares, valor que o Executivo pretende obter com mais um empréstimo junto do parceiro asiático, a fim de financiar projectos de desenvolvimento, nomeadamente nos sectores da Energia e Infraestruturas.

Os planos do Governo angolano de pedir mais 15,5 mil milhões de dólares de empréstimo à China constam de uma nota enviada aos investidores, a propósito de uma nova emissão de dívida pública.

De acordo com essa informação, o crédito chinês será disponibilizado através de duas instituições financeiras: o Banco Internacional e Comercial da China, de onde sairá a maior fatia, no valor de 13 mil milhões de dólares; e o Banco Chinês de Export-Import, que cederá os restantes 2,5 mil milhões de dólares.

Neste segundo caso, o dinheiro permitirá financiar a construção da estrada da Corimba, obra orçada em 690,2 milhões de dólares; o sistema de transporte de electricidade da Barragem de Luachimo, na província da Lunda-Norte, despesa estimada em 760,4 milhões de dólares; e a edificação da futura Academia Naval de Kalunga, Porto Amboim, avaliada em 1,1 mil milhões de dólares.


754 Dólares é Quanto Cada Angolano Deve à China

 

Documento do MinFin distribuído aos investidores nos “eurobonds” confirma a China como o principal banqueiro de Angola. No final de 2017, o País devia à China 21,4 mil milhões USD correspondentes a 55,6% dos 38,3 mil milhões USD da sua dívida externa. Quase 60% das dívidas ao estrangeiro era garantida por petróleo.

Em 31 de Dezembro de 2017, cada angolano devia à China 754 USD, de acordo com cálculos do Expansão, que dividiu a dívida total de Angola à China naquela data, avaliada em cerca de 21,4 mil milhões USD, pela população do País, estimada em 28,4 milhões pessoas na mesma altura.

A dívida à China representava 55,6% da dívida pública externa de Angola, que ascendia a 38,3 mil milhões USD no final do ano passado, o equivalente a 1.348 USD por habitante. Quase 60% da dívida de Angola ao exterior era garantida por petróleo.

As informações sobre a dívida pública externa a que o Expansão teve acesso constam do “Prospecto Preliminar” que o Ministério das Finanças apresentou aos investidores, no âmbito do processo de emissão dos “eurobonds”, através do qual o País encaixou três mil milhões USD.


Não Existe Qualquer Preocupação Sobre a Dívida de Angola Para com a China, Diz Ministro Chinês

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, disse este domingo, em Luanda, que não existe qualquer preocupação sobre a dívida de Angola para com a China, cujo valor não revelou.

O chefe da diplomacia chinesa, que realizou uma visita de 24 horas a Angola, falava em conferência de imprensa, no final de negociações entre os dois países, que serviram para a discussão sobre as obrigações de cada uma das partes sobre os vários acordos existentes, particularmente, a dívida de Angola para com a China.


60 Mil Milhões de Dólares é Quanto a China Já Emprestou a Angola

Angola e China celebram 35 anos de relações diplomáticas a (12 de Janeiro de 1983). Para celebrar o acontecimento, o Ministro das Relações Exteriores chinês desembarca na capital do país este Sábado, 13 de Janeiro.

 O Embaixador da China acreditado em Angola, Cui Aimin, revelou que o seu país já concedeu 60 biliões de dólares ao Governo angolano para a construção de inúmeras obras de infra-estruturas como centrais de energia, estradas, pontes, hospitais e casas, incentivando o desenvolvimento económico e a melhoria da vida do povo de Angola. Cui Aimin, em artigo de opinião publicado no Jornal de Angola de ontem, Quarta-feira, destaca ainda que durante o fórum de investimento China-Angola realizado em Luanda em finais de 2016, foram celebrados 48 acordos de intenção de investimento no valor total de 1,2 bilião de dólares.


Assinado Acordo Para o Perdão Parcial da Dívida Angolana Para Com a China

Fo7o: JoaquinaBentoUm acordo para o perdão parcial da dívida angolana, para com a China, foi rubricado hoje, segunda-feira, em Luanda, no final de conversações oficiais entre delegações dos dois países.