Embaixador da China em Angola Anuncia Interesse Num Novo Ciclo de Investimentos

Foto Xinhua

O embaixador-cessante da China em Angola, Cui Aimin, anunciou o interesse do seu país em promover um novo ciclo de investimentos no país.

Cui Aimin falava à imprensa, depois de ter apresentado os cumprimentos de despedida ao Presidente de Angola, João Lourenço, no fim da missão diplomática iniciada em Setembro de 2015.

Apontou como prioridades na cooperação com Angola o incremento do investimento nas áreas da agricultura e da indústria.

Informou que a disponibilização do financiamento, de cerca de dois milhões de dólares, anunciado aquando da visita de Estado do Presidente João Lourenço à China, em Outubro do ano passado, está condicionada à concepção de novos projectos de desenvolvimento.

Lembrou que os entendimentos alcançados estabelecem, para além do financiamento, projectos de assistência técnica.


Oposição Angolana Pede Esclarecimentos ao Presidente da República Sobre Dívida à China

A oposição espera que o Presidente da República, João Lourenço, esclareça, na segunda-feira, 15, no seu segundo discurso sobre o Estado da Nação, o endividamento de dois mil milhões de dólares que o Executivo fez, esta semana, à China.

O porta-voz da UNITA, Alcides Sakala, entende que a soberania do país está a ser hipotecada devido a estes empréstimos, pelo facto de a população desconhecer as condições do seu pagamento. “Este endivida- mento à China ainda não foi devida- mente esclarecido, e pelos montantes envolvidos, em certa medida, hipoteca a nossa soberania”, afirmou Alcides Sakala em declarações ao Novo Jornal, reiterando que “os deputados têm o direito de saber o que é que está em jogo”.

Ainda sobre a mensagem de João Lourenço à Nação, o presidente do Partido de Renovação Social (PRS), Benedito Daniel, espera que o estadista angolano explique aos cidadãos como está o processo de repatria- mento de capitais, cuja lei foi aprova- da em Maio. “A lei foi aprovada, e ainda não completámos os 180 dias.

Está quase. Portanto, esperamos que ele venha dizer se o processo está a correr bem ou se está a encontrar entraves”, disse o político.

 


Ministro das Finanças Angolano Informa Que do Novo Empréstimo da China Parte é Para Pagar Dívidas aos Credores Chineses

O ministro das Finanças de Angola, Archer Mangueira, garantiu, em Pequim, que “parte” dos 2.000 milhões de dólares que serão financiados pelo Governo da China “servirá para regularizar” a dívida com os credores chineses.

Em declarações à imprensa, a propósito dos acordos rubricados na terça-feira entre os governos de Angola e da China, Archer Mangueira, citado pela agência noticiosa Angop, disse ser pretensão das autoridades angolanas concorrer, com esse novo crédito, para a amortização da dívida, a médio e longo prazos.

A linha de crédito é parte de um acordo assinado entre o Ministério das Finanças de Angola e o Banco de Desenvolvimento da China, no quadro da visita oficial que o Presidente angolano, João Lourenço, terminou hoje na China.

Sem especificar a taxa de juro a aplicar no âmbito desta nova linha de crédito e os termos do reembolso, Archer Mangueira indicou que o novo financiamento da China também se destina à execução de projetos capazes de criar rendimentos para o país.

“Será destinado a financiar projetos que possam alavancar o setor produtivo de tal maneira que possam, a médio e longo prazos, aumentar o volume de receitas, principalmente as voltadas para a exportação”, sublinhou o ministro das Finanças angolano.


Mais Dívida Para Angola Com Novo Empréstimo da China

Dois mil milhões de dólares para projectos de infra-estruturas essenciais ao desenvolvimento é o resultado directo da visita de dois dia de João Lourenço à China.
O instrumento jurídico foi assinado pelo ministro das Finanças, Archer Mangueira, que afirmou que o empréstimo do Banco de Desenvolvimento da China vai servir para apoiar a economia nacional e pagar a credores.

As autoridades angolanas assinaram ainda um acordo de promoção e protecção recíproca de investimentos e outro para eliminar a dupla tributação em matérias de impostos sobre rendimento e prevenir a fraude e evasão fiscal.

Foi ainda rubricada um memorando de entendimento entre o Ministério do Comércio da China e o Ministério das Relações Exteriores de Angola.

Esta quarta-feira, último dia da visita, o chefe de Estado angolano desloca-se a Shenzen, ao centro de pesquisas da Huawei, o terceiro maior fabricante de smartphones depois da Samsung e da Appel, onde vai inteirar-se do funcionamento da empresa de telecomunicações.


Estão Interessadas em Ir Para Angola Mais de Mil Empresas Chinesas

Foto o PAÍS

Mais de mil empresas privadas chinesas de vários sectores estão interessadas em investir no país. A intenção foi manifestada, ontem, Segunda-feira, 10, durante uma reunião de empresários chineses, fez saber o presidente da CAC (Câmara de Comércio Angola-China), Arnaldo de Sousa Calado, em exclusivo ao OPAÍS

As empresas privadas da China têm mostrado um interesse crescente em expandir os seus negócios em África, escreveu a agência noticiosa Xinhua, citando empresários que participaram num recente encontro económico sino- africano. Segundo o presidente da Câmara de Comércio Angola-China, Arnaldo Calado, que foi ouvido em exclusivo pelo OPAÍS, logo após a reunião que teve lugar ontem, “é cada vez mais visível o interesse de empresas chinesas em investir no país, mas é preciso aumentar o volume de capital e acompanhar as negociações”, sublinhou.

Calado avançou que as referidas empresas também têm algumas exigências para poderem investir no país. Por esse motivo, prosseguiu, “ há a necessidade de melhorar o ambiente de negócios. Vamos negociar consoante os projectos apresentados, depois de passarem pela negociação com o Governo angolano”, disse.

Em sua opinião, esse interesse dos empresários chineses é um bom sinal, porque Angola precisa de investimentos, no entanto, é preciso que estes fiquem associados aos empresários angolanos, “porque queremos alavancar a economia angolana e os empresários nacionais”, referiu, o presidente da Câmara de Comércio Angola-China.