Ministério do Ambiente Angolano Anuncia Embargo de Obras Poluentes na Ilha de Luanda

Todas as edificações na ilha de Luanda com impactos negativos directos sobre a vida aquática estão embargadas desde sexta-feira – anunciou o Ministério do Ambiente, tendo em conta a obra perto da Casa dos Desportistas que movimenta terra, betão e instrumentos ferrosos.

Em declarações à Angop, o director do Departamento de Crimes Ambientais, do Ministério do Ambiente, José Rodrigues, explicou que a Unidade Técnica de Combate aos Crimes Ambientais concluiu que a obra se realiza sem cumprir os requisitos necessários para preservação do ambiente.

“Nestes termos, a área de Crimes Ambientais, na perspectiva da salvaguarda do interesse público, decidiu requerer à Procuradoria-Geral da Republica a abertura do competente inquérito, sobre a tramitação processual administrativa” – disse José Rodrigues, alertando que outros projectos no mesmo perímetro serão embargados.

Explicou que, nos termos da constituição da República, compete ao estado promover o desenvolvimento harmonioso, sustentando e protegendo os recursos naturais, em respeito ao princípio universal definido como o “Desenvolvimento Sustentável de Respeito Pelas Gerações Futuras”.

Para si, a iniciativa empresarial naquela zona sensível do mar não carece somente do interesse privado, mas necessariamente o interesse público, uma vez que o mar, costa, águas interiores e os fundos marinhos contíguos, assim como seus recursos biológicos constituem bens de domínio público.


Foram Declaradas Extintas em Angola Mais Três Espécies Animais

O Rinoceronte Preto, a Hiena Castanha e o Pinguim do Cabo são 3 espécies animais que estão declaradas extintas, segundo a Lista Vermelha de Espécies de Angola publicada Sexta-feira, 13, em Diário da Republica

A confirmar o dito popular “o azar não vem só”, a lista de danos ambientais no país é extensa. Pois, 19 mamíferos diversos, com destaque para a Palanca Negra, 3 diferentes répteis, em que se inclui a Tartaruga de Couro, 4 espécies de aves e outras 3 de peixes estão ameaçadas de extinção. A extensa lista está anexada ao decreto Executivo nº 252/18 publicado em Diário da República Nº 101, I Série, assinado pela ministra do Ambiente, Paula Francisco, segundo poderes delegados pelo Titular do Poder. A Lista Vermelha está subdividida em categorias, sendo a primeira de “espécies extintas”, a segunda de “espécies ameaçadas de extinção e a terceira categoria de “espécies Vulneráveis”. Na categoria de espécies vulneráveis as aves lideram a lista com 31 espécies, seguindo-lhes os animais mamíferos com 18 espécies, numa lista integrada ainda por répteis, crustáceos, peixes, insectos e espécies vegetais. A caça furtiva, a pesca ilegal, a fragmentação e degradação do habitat, destruição de ninhos, as endemias, a poluição, a exploração insustentável e a urbanização e exploração de inertes são algumas das muitas causas na base das ameaças a fauna e flora no país.

A Mafumeira, o Ébano, o Paupreto, o Pau-ferro, a WelwitschiaMirabilis, o Mucumbi-kumbi, os mangais, as palmeiras nativas e o Pau de Cabinda, são algumas das espécies vegetais mencionadas na lista como “estando em situação vulnerável”. Uma fonte familiarizada com a problemática sublinha que a exploração madeireira terá claramente uma quota-parte da responsabilidade por tal situação. Angola publicou a lista vermelha em obediência à Convenção Internacional sobre o Comércio de Espécies da Fauna e Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção (CITES – sigla em Inglês), bem como a uma atenção particular à política nacional de florestas, fauna selvagem e áreas de conservação, e à estratégia e plano nacional para a biodiversidade ainda este ano aprovados pelo Executivo angolano. Enquanto isso, a saga continua e a imprensa faz a sua parte. Na edição de OPAÍS de 17 de Julho, o facto de seis supostos caçadores furtivos terem sido surpreendidos a caçar no perímetro do parque da Quiçama, foi chamada de capa.


Angola Conta Com 11 Zonas Húmidas

Angola conta com 11 zonas húmidas com potencial de aderirem à Convenção Ramsar, tratado internacional voltado à conservação e ao uso racional dos principais locais de alimentação de animais e plantas.

Esta informação foi avançada pela chefe de Departamento de Parques e Áreas de Conservação do Ministério do Ambiente, Nádia Bernardo, esclarecendo que estas zonas são importantes para manter a diversidade biológica de uma região biogeográfica especifica.

Segundo ela, a nível nacional foram identificados como candidatas a Lagoa do Carumbo (Lunda Norte), do Arco (Namibe), Saco dos Flamingos (Luanda), Mangais da Foz do Rio Chiloango (Cabinda), complexo Lagunário de Saurico (Bengo), Lagoa do Calumbo (Luanda) e Baia do Lobito (Benguela).

O Complexo de Zonas Húmidas de Kumbilo (Cuando Cubango), o troço do rio Kwanza da Muxima/Barra do Kwanza/Luanda, a lagoa da Quilunda (Luanda) e as Chanas do Parque Nacional da Cameia/Moxico são outras zonas húmidas eleitas.


Em Vez de Petróleo a Lego Vai Passar a Usar Cana de Açúcar no Fabrico das Peças

A empresa dinamarquesa vai deixar de fazer algumas peças a partir de petróleo e apostar na produção de brinquedos cuja matéria prima é obtida na cana-de-açúcar.

As primeiras peças de LEGO a partir de um plástico à base de cana-de-açúcar vão ser colocadas à venda ainda este ano, anunciou a marca esta semana.

Ao fim de mais de seis décadas a fabricar brinquedos a partir de plástico, a empresa dinamarquesa com sede em Billund decidiu começar a reduzir a utilização de petróleo. Desde 1963, o material utilizado é o Acrilonitrilo-butadieno-estireno (ABS), obtido a partir do petróleo. É altamente resistente e duradouro, mas poluente e não biodegradável.

“Pode soar pretensioso, mas acreditamos que é nosso dever para com as crianças não prejudicar o planeta ao constuir os seus brinquedos favoritos”, referiu Tim Brooks, vice-diretor do centro de responsabilidade ambiental e materiais sustentáveis da LEGO, numa entrevista ao Mashable.


Localidades Costeiras de Luanda Com Cemitérios na Orla Marítima São um Atentado Contra o Ambiente

Foto OPAÍSApesar de os corpos enterrados serem envolvidos em caixões de madeira, obrigando, deste modo, a uma decomposição mais demorada, não se pode descartar o facto de alguns líquidos libertados por estes cadáveres passarem pela madeira e entrarem em contacto com o solo e com as águas, defendem os especialistas.