Jair Bolsonaro Defende a Exploração da Amazónia em Parceria Com os Estados Unidos

Em entrevista à rádio Jovem Pan, na segunda-feira à noite, quando Bolsonaro voltou a criticar as demarcações de terras indígenas no Brasil e defendeu que os índios e os descendentes de escravos deveriam poder “vender ou explorar” as suas terras como “considerarem melhor”.

“As demarcações de terra que eu posso rever, vou rever”, disse o Presidente brasileiro, que questionou alguns relatórios que permitiram a delimitação das reservas indígenas no país.

Um dos primeiros atos de Bolsonaro como Presidente foi transferir a responsabilidade sobre as demarcações de terras indígenas do Ministério da Justiça para o da Agricultura que, historicamente, defende os interesses dos grandes proprietários de terras.

A medida foi fortemente criticada por organizações não-governamentais, mas Bolsonaro acusou estas instituições de “explorarem e manipularem” os índios.

O chefe de Estado brasileiro, que na quarta-feira comemora 100 dias no cargo, disse que há uma “política errada sobre a amazónia” e reiterou que a suposta “indústria de demarcações de terras indígenas” que começou em 1992, durante o Governo do ex-Presidente Fernando Collor de Mello, impede o desenvolvimento daquela região.


Entre Agosto de 2017 e Julho Deste Ano o Desmatamento na Amazónia Brasileira Aumentou 13,7%

 

O desmatamento na Amazônia brasileira aumentou 13,7% entre agosto de 2017 e julho deste ano. A informação foi divulgada pelos ministérios do Meio Ambiente (MMA) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Os ministérios esclarecem que, apesar de ter aumentado em relação ao ano passado, o desmatamento registrado neste ano foi reduzido em 72% em relação à taxa de 2004, quando o governo federal iniciou o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm). O resultado também representa 60% da meta prevista na Política Nacional sobre Mudança do Clima.

A medição do território desmatado é feita pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), por meio do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes).

As imagens do satélite registram as áreas em que a cobertura florestal primária foi completamente removida em mais de 6,25 hectares, independente da finalidade.

A nota conjunta dos ministérios explica ainda que estabeleceu um procedimento para sistematizar as informações sobre as áreas que são autorizadas para retirada de vegetação para uso alternativo do solo.

A medida, segundo o governo, visa dar maior transparência e aperfeiçoar a diferença entre o desmatamento ilegal e o autorizado pelos órgãos ambientais.


253,8 km² Foi o Desmatamento na Amazónia em Setembro

Em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram registados 448 km² de desmate, houve queda de 43%.

A Amazónia perdeu uma área de 253,8 quilómetros quadrados (km²) de floresta em Setembro, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram registados 448 km² de desmate, houve queda de 43%. Na comparação com o mês de Agosto, entretanto, quando foram contabilizados 164 km² de derrubadas, houve aumento da área desmatada.

O estado onde foram registados mais desmatamentos, em Setembro, foi Mato Grosso, com 110 km². Em seguida está o estado de Rondônia, com 49,88 km² e em terceiro, o Pará, com 46,94 km². O estado onde houve o menor registo de desmatamento foi Tocantins, com 2,24 km². No estado do Amapá não foi detectado desmate.

Segundo o Inpe, apenas 5% da região não foram monitoradas por causa das nuvens.


Menos Desmatamento na Amazônia

Em Agosto, a Amazónia perdeu uma área de 164 quilómetros quadrados (km²), segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em relação a Agosto de 2010, houve redução de 38% no ritmo do desmatamento. O número é o menor registado para um mês de Agosto desde o início da série histórica do sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), em 2004. Também houve queda na comparação com julho, quando o Inpe registou a derrubada de uma área equivalente a 225 km².
“O resultado significa que as acções que foram adoptadas de Abril para cá – quando houve um pico de desmatamento – como a instalação do gabinete de crise e o envio de fiscais para os estados, tiveram impacto muito grande, porque vêm garantindo redução mensal do desmate”, avaliou hoje o director de Políticas de Combate ao Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente, Mauro Pires.


>Menos Desmatamento na Amazônia

>

Em Agosto, a Amazónia perdeu uma área de 164 quilómetros quadrados (km²), segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em relação a Agosto de 2010, houve redução de 38% no ritmo do desmatamento. O número é o menor registado para um mês de Agosto desde o início da série histórica do sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), em 2004. Também houve queda na comparação com julho, quando o Inpe registou a derrubada de uma área equivalente a 225 km².
“O resultado significa que as acções que foram adoptadas de Abril para cá – quando houve um pico de desmatamento – como a instalação do gabinete de crise e o envio de fiscais para os estados, tiveram impacto muito grande, porque vêm garantindo redução mensal do desmate”, avaliou hoje o director de Políticas de Combate ao Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente, Mauro Pires.

De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, os dados do desmatamento da Amazónia em Setembro deverão manter a tendência de queda do ritmo da devastação. “A avaliação preliminar e a avaliação em campo feitas pelo Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis] sinalizam que o [desmate registado pelo] Deter de Setembro será menor. A tendência de queda deve se manter, os dados são muito positivos”, adiantou.

O Deter, que revela dados mensais, monitora áreas maiores de 25 hectares e serve para orientar a fiscalização ambiental. Além do corte raso (desmatamento total), o sistema regista a degradação progressiva da floresta.

A taxa anual de desmate é calculada por outro sistema, o Projecto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazónia Legal (Prodes), que é mais preciso, por avaliar áreas menores. Em 2010, a taxa anual foi 7.000 km², segundo dados consolidados hoje pelo Inpe.

A estimativa preliminar, divulgada em Novembro de 2010, era 6.451 km². De acordo com o coordenador do programa Amazónia do Inpe, Dalton Valeriano, a diferença de 8,5% entre a estimativa e a consolidação da taxa de desmatamento está dentro da margem de erro.

“Toda estimativa tem uma margem de erro de 10% admitida. Nos últimos quatro ou cinco anos, as estimativas têm ficado aquém do consolidado. Significa que o desmatamento está se pulverizando, novos focos estão aparecendo”, avaliou.

Apesar da correcção para cima, a taxa de 2010 ainda é a menor registada pelo Inpe desde o início da série história do Prodes, em 1988.

Em Novembro, o Inpe deve divulgar a nova estimativa de desmatamento anual, com dados para o período entre Agosto de 2010 e Julho de 2011.

África 21