Ministério da Educação Angolano Prevê Que Este Ano Serão Alfabetizados 490 Mil Cidadãos

O Ministério da Educação prevê alfabetizar, até final deste ano, em todo o território nacional, cerca de 490 mil cidadãos, no âmbito do processo de alfabetização em curso no país, revelou hoje , em Luanda, o director nacional da Educação de Adultos.

Em entrevista exclusiva ao Jornal de Angola, Evaristo Pedro disse que país pretende reduzir a taxa de analfabetismo que ronda aos 24 por cento por cento da população, para 4 por cento até 2025, altura em que estará a completar 50 anos de independência.

Para dar suporte a essa pretensão, o responsável deu a conhecer o lançamento, amanhã, em Luanda, do Plano de Acção para a Intensificação da Alfabetização e da Educação de Jovens e Adultos, denominado “Plano é já, Angola 2019/2022”, durante o acto central comemorativo ao Dia Internacional da Alfabetização.

O documento, cujo objectivo visa intensificar o combate ao analfabetismo no país, foi aprovado pelo Decreto Presidencial 257/19 de 12 de Agosto. Apesar do esforço que está a ser feito para a redução do analfabetismo no país, Evaristo Pedro sublinhou que o sucesso do mesmo passa, também, pela garantia de acesso à educação de todos os cidadãos.

“Enquanto houver ainda crianças fora do sistema de ensino, estaremos a limpar o chão com a torneira aberta”, sublinhou, lembrando que as crianças fora do sistema de ensino, hoje, serão os adultos analfabetos de amanhã.


2025 Será o Ano da Erradicação do Analfabetismo em Angola

analfabetismoA meta traçada pelo governo de Angola angolano para a erradicação do analfabetismo até 2025 em todo país foi expressa pelo Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil da Presidência da Republica quando discursava na cerimónia de abertura do Fórum Nacional de Educação para Todos, que decorreu de 26 a 28 do mês passado na capital angolana.

Edeltrudes Costa destacou a subida da taxa de alfabetização de 50 porcento para 65.6 porcento e a redução da taxa de analfabetismo de 50 para 34.4 porcento nos últimos onze anos.

Para a garantia de educação para todos e a redução do analfabetismo a Rede Angolana de Educação para Todos recomenda que se passe da palavra à acção.
Victor Barbosa Coordenador da rede EPT Angola assegura que a formação de quadros não representa a melhoria qualitativa de um sistema de educação, por isso defende o enquadramento dos quadros formados.

O Fórum de Educação para Todos significou para o SINPROF, Sindicato Nacional dos Professores oportunidade para o estudo aprofundado dos problemas e esforço de todos para que o ensino em Angola seja inclusivo e abrangente à todos.

Quanto ao Nível profissional Guilherme Tuluka antigo Director Nacional dos Recursos Humanos do Ministério da Educação defende a existência de uma componente que incentive o aumento do nível académico, colocando os profissionais numa permanente situação de competitividade positiva.

O governante entende que o principal problema do sector de ensino consiste no facto dos professores fazerem da docência um meio para angariação de “dinheiro”.

O responsável sublinha que o sistema de avaliação de desempenho já em fase de implementação em Angola (que vai determinar o aumento salarial e a ascensão de categoria) é um dos mecanismos que poderá resolver este problema.

A questão da avaliação do desempenho da carreira docente tem sido amplamente discutida pela classe docente.

O SIMPTENU Sindicato dos Trabalhadores e Professores do Ensino Não Universitário promove uma série de debates para avaliar os benefícios do instrumento jurídico.

O Secretário Geral do SIMPTENU Avelino Kalunga entende que uma avaliação dos Decretos 3/2008 de 4 de Março e 7/2008 de 23 de Abril é um processo obrigatório.

Voz da América/Agostinho Gayeta