Para a Campanha Agrícola 2018/2019 no Município do Balombo Estarão Envolvidas Mais de Seis Mil Famílias

Seis mil e 654 famílias camponesas vão envolver-se directamente na produção de cereais, leguminosas e tubérculos no município do Balombo, 179 quilómetros a Nordeste da cidade de Benguela, no âmbito da campanha agrícola 2018/2019, que abre em Outubro em todo o país. Abordado pela imprensa a propósito da próxima campanha agrícola, Manuel Chitumba, director municipal da Agricultura no Balombo, elencou a segurança alimentar da população entre as prioridades das autoridades locais, alinhadas com o compromisso nacional de combate à pobreza e à fome.

Para isso, garante estarem preparados 9 mil e 964 hectares de terras cultiváveis para os produtores familiares, a quem a Agricultura irá prestar assistência técnica para que haja boa produtividade. É nesse contexto que o responsável adiantou que há no Balombo dois programas com impacto directo na produção, sendo um de desenvolvimento rural e outro destinado ao fomento agrícola, que servem de base para o apoio técnico aos camponeses.

No capítulo dos insumos agrícolas, disse que o município aguarda do Gabinete Provincial da Agricultura um lote de 167 toneladas de cereais (milho), 67 de feijão comum e 13 de amendoim/ ginguba, entre outros, para distribuição às famílias camponesas.


Para Fazer Face às Necessidades Angola Precisa Anualmente de 5 Milhões de Toneladas de Cereais

Angola tem um défice de produção agrícola de 30% a 45% e precisa anualmente de ser abastecida com cinco milhões de toneladas para fazer face às necessidades alimentares, fabrico de rações e de sementes, assumiu hoje o Governo angolano.

Citado pela agência noticiosa angolana Angop, Marcos Alexandre Nhunga, que falava à margem do primeiro Conselho Consultivo do Ministério da Agricultura, que decorre na cidade do Luena (província do Moxico, leste do país), referiu que o país produz atualmente apenas cerca de dois milhões de toneladas de cereais.

Nesse sentido, indicou que o Governo está a aumentar os apoios à agricultura, sobretudo a familiar, responsável por cerca de 80% da produção consumida em Angola.

“Temos de fazer tudo para que esses agricultores familiares não só tenham a posse dos fatores de produção a bons preços, mas que também possam produzir e comercializar os seus produtos”, defendeu.


A Principal Aposta do Governo Angolano Deverá Ser a Agricultura Mecanizada

A agricultura mecanizada deve constituir a principal aposta do Governo, tendo em conta a necessidade de aumento da produção nacional e acelerar a diversificação da economia.A recomendação foi feita hoje, terça-feira, na cidade do Huambo, pelo engenheiro agrónomo Fernando Pacheco, durante o curso de especialização sobre Agro-Indústria e Controlo de Qualidade, organizado pela a Faculdade de Ciências Agrárias, da Universidade José Eduardo dos Santos.

Segundo o especialista, também membro do Conselho da Republica, o país não conseguirá diversificar a sua economia se insistir no actual modelo, em que maior parte da actividade agrícola ainda é tradicional.

Referiu que Angola possui cinco milhões de hectares de terras agricultáveis, mas, infelizmente, apenas 100 mil são cultivados com recurso a tractores e pouco menos de um milhão ou mesmo 500 mil são cultivados na base de tracção animal, enquanto a maior parte é utilizado para agricultura manual.

Fernando Pacheco, fundador da Associação de Desenvolvimento Rural (ADRA), lamentou, ainda, o facto da agricultura manual ser desenvolvida, na sua maioria, por mulheres, apelando, deste modo, as autoridades para uma maior intervenção, apostando em novas tecnologias, para que se tenha uma produção de qualidade e em quantidade, com base na definição de políticas mais correctas.


Angola Perde Oportunidade na Agricultura Lamento de Lopo do Nascimento

O antigo primeiro-ministro Lopo do Nascimento lamentou hoje a perda de oportunidade de Angola ter desenvolvido a sua agricultura e indústria quando o país vivia tempos favoráveis, com o preço alto do petróleo.

Primeiro-ministro de Angola entre 11 de Novembro de 1975 (data da proclamação da independência angolana) e dezembro de 1978, Lopo do Nascimento foi hoje conferencista principal no I Congresso da Produção Nacional, organizado pela Confederação Empresarial de Angola, em Luanda.

Lopo do Nascimento, também antigo secretário-geral do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido no poder, recordou o lema lançado na época pelo primeiro Presidente da República, António Agostinho Neto, que “a agricultura é a base do desenvolvimento e a indústria o factor decisivo”.

Sobre esse lema, Lopo do Nascimento usou o trocadilho “o contrato é a base e a comissão o factor decisivo” para criticar “o abandono do lema, com o argumento da guerra”, na altura em que foi chefe de Estado José Eduardo dos Santos, que substituiu António Agostinho Neto pelo seu falecimento.

“Mas, depois de alcançada a paz, não soubemos aproveitar a conjuntura favorável, proporcionada pelo aumento da produção do petróleo e o do seu preço, para o desenvolvimento do binómio agricultura/indústria, na perspectiva de Agostinho Neto. Substituiu-se o lema por um novo lema: o contrato é a base a comissão o factor decisivo”.


A Angolana Novagrolider Está a Exportar Semanalmente Cinco Contentores de Banana Para Portugal

A empresa Novagrolider está a exportar semanalmente cinco contentores de 40 pés de banana para Portugal, revelou (terça-feira) hoje o seu administrador José Macedo.

Em declarações à imprensa, o responsável disse que a Novagrolider em Caxito exportou, além da banana, outros produtos como destaque para o mamão papaia e mangas.

Reclamou da demora na documentação e do alto custo das tarifas portuárias de exportação, sugerindo a criação de um guichet dos exportadores.

Em termos das divisas, disse José Macedo, o processo registou uma melhoria considerável comparativamente ao ano 2017, cuja exportação embora ainda ser muito ínfimas, atendendo às actuais necessidades, mas ajuda.