Reactivação de Fazendas Agrícolas em Angola Condicionada Devido à Descapitalização dos Agricultores

Foto de : Morais Silva

Das cento e 67 fazendas agrícolas controlados actualmente no município da Ganda (Benguela), apenas seis foram reactivadas, devido a alegada descapitalização dos agricultores, informou hoje, segunda-feira, o director do Gabinete Provincial da Agricultura e Florestas, José Gomes Silva.

Segundo o responsável, que falava à Angop, a grande maioria dos detentores da referidas fazendas enfrentam grandes dificuldades financeiras, sendo que muitos não possuem um mínimo de capital para reactivação da actividade produtiva no campo.

José Silva disse que o seu sector tem vindo a sensibilizar muitos agentes agrícolas no sentido de reestruturarem os seus projectos, de modo a recorrerem ao financiamento bancário, visto que actualmente a atenção do governo está mais virada no apoio à agricultura familiar, estando a agricultura empresarial dependente da banca.

O director garantiu, neste sentido, que o governo vai ajudar os empresários no acesso ao crédito junto a banca e no processo de parcerias entre a classe empresarial angolana e estrangeira.

No encontro de auscultação que o responsável manteve com os agricultores, fazendeiros, líderes de movimentos cooperativos e associações de camponeses, foram traçadas algumas estratégias para solução de certos problemas que a classe vive na região.


O Novo Petróleo Verde de Angola Poderá Ser “A Banana”

A fruta é enviada para os consumidores a 6 mil quilómetros de distância e faz parte do esforço de Luanda para diversificar a economia e se afastar da dependência do petróleo.

As várias toneladas produzidas todas as semanas são primeiro enviadas para Portugal e depois distribuídas para o resto da Europa.

Os empresários do setor acreditam que esta é uma aposta fundamental para Angola.

João Macedo é português e há 10 anos investiu no agricultura no país africano. As bananas são o produto de eleição. João Macedo acredita que os produtos agrícolas angolanos têm muita qualidade e que estas bananas podem competir com as que saem da América Latina.

A fruta mais bonita é destinada aos mercados estrangeiros, com a restante a ser vendida no país. Esta empresa acredita que a produção pode chegar às 170.000 toneladas por ano.

Números considerados extraordinários e, por isso mesmo, as autoridades nacionais já classificam a banana como o novo “petróleo verde”.

É exatamente desta forma que Eliseo Mateus, chefe do departamento de agricultura da província de Bengo, descreve a banana angolana.


Previsto Mais de um Milhão de Toneladas de Produtos Agrícolas Produzidos na Província do Moxico em 2019

Foto O PAÍS

A província do Moxico prevê produzir mais de um milhão e 565 mil toneladas de diversos na presente campanha agrícola 2018/2019, aberta Sábado3, na localidade de Samaria, município do Léua, contra um milhão e 152 mil e 422,6 toneladas da época transacta.

No acto de abertura, o chefe do departamento provincial do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), Eduardo Vieira, apontou as raízes, tubérculos e cereais, como sendo os principais produtos a serem cultivados. Para o efeito, fez saber que até ao presente momento foram preparadas 136 mil e 542,6 hectares de terra, prevendo um aumento substancial das terras de cultivo nesta época agrícola. No ano agrícola 2017/18 foram lavradas 166 mil e 184 hectares de terra. Indicou que a presente campanha agrícola vai envolver 151 mil e 700 famílias camponesas, mais mil famílias em relação à época anterior e 575 pequenos produtores distribuídos em 120 associações e seis cooperativas agrícolas. Para o sucesso da actividade, o também engenheiro agrónomo referiu que o seu sector tem disponível para a venda pública 29,5 toneladas de fertilizantes (MPK), 9,75 toneladas de ureia e 9,75 toneladas de sulfato de amónio.


Israel Disponibiliza 300 Milhões de Dólares Para Angola Investir em Projectos Agrícolas

Trezentos milhões de dólares norte americanos é o valor que o Estado de Israel dispõe para financiar projectos agrícolas no país , anunciou recentemente , no município do Tomboco, província do Zaire, o seu embaixador, Oren Rozenblat

em declarações à imprensa no final de uma visita de 48 horas à província do Zaire, o diplomata disse que a sua deslocação serviu para identificar as potencialidades agrícolas da região, bem como estabelecer cooperação com os actuais investidores ligados ao sector da agricultura.

Durante a visita, o embaixador acompanhado pelo governador provincial do Zaire, Pedro Makita Armando Júlia, inteirou-se das fazendas agrícolas de Colinas do Lukunga e do ATS-Grupo Constrói Soyo, ambas localizadas no município do Tomboco.

De acordo com Oren Rozenblat, existe na província do Zaire investidores com vontade de desenvolver a actividade agrícola, mas que enfrentam ainda dificuldades de ordem financeira, pelo que o seu país se propõe cooperar com as autoridades locais para alavancar o sector e contribuir para o desenvolvimento económico de Angola.


Empresários Benguelenses Interessados na Produção de Trigo no Bié

A produção ainda é feita de forma experimental. O empresário Adérito Areais quer abastecer a sua indústria com o trigo colhido no Bié, um dos maiores centros de produção do país

Apesar das potencialidades existentes nas províncias do Centro-Sul do país, é frequente o aumento do preço do pão por escassez de trigo, situação que pode ser revertida nos próximos tempos. O director da agricultura no Bié, Marcolino Rocha Sandemba, lembra que a província possui condições naturais para apostar na cultura, mas será necessário investimento.

“Essa cultura existe, mas não podemos falar em grandes produções. Alguns produtores conseguiram sementes nos mercados da província do Huambo e não só estão a fazer testes de adaptabilidade, identificação de variedade, mas também como será produzido. Estamos a trabalhar com a fábrica do Adérito Areais e vamos ver o que será no futuro”, acautela. Localmente, o governante aponta os nomes de Alfeu Vinevala (Chinguar), Quintino (Chitembo) e Jeremias (em Camacupa) como sendo os que mais investem na
cultura do trigo.

“Estamos a guardar sementes para que nos próximos tempos possamos pensar na produção de trigo em grande escala. Temos dificuldades económicas e precisamos estabelecer medidas concretas”, frisou. Para Rocha Sandemba, a banca precisa de rever a sua política de financiamento do sector da agricultura nacional, com realce para a produção de cereais.

Maior flexibilidade é o termo encontrado pelo responsável da agricultura no Bié. “Mas também temos que pensar noutros mecanismos. Por exemplo, os que possuem uma indústria e precisam de matéria-prima de forma permanente podem financiar a produção. É um método muito usado no exterior. Posso dar o exemplo do Brasil, um país que para nós é “próximo”.

É um bom caso para ser estudado, pois implementou este sistema no começo dos bio-combustíveis ”, admitiu. Produção de trigo pelo país Ao nível do país, a produção de trigo está centralizada no CentroSul. Apesar de ser em pequena escala, a produção existe e precisa de investidores que, de resto, reclamam contra a falta de abertura dos bancos comerciais que pouco apostam no sector agrícola, de forma geral. As províncias do Bié, do Huambo e da Huíla são as que mais produzem trigo, mas ainda de forma familiar.