O Novo Petróleo Verde de Angola Poderá Ser “A Banana”

A fruta é enviada para os consumidores a 6 mil quilómetros de distância e faz parte do esforço de Luanda para diversificar a economia e se afastar da dependência do petróleo.

As várias toneladas produzidas todas as semanas são primeiro enviadas para Portugal e depois distribuídas para o resto da Europa.

Os empresários do setor acreditam que esta é uma aposta fundamental para Angola.

João Macedo é português e há 10 anos investiu no agricultura no país africano. As bananas são o produto de eleição. João Macedo acredita que os produtos agrícolas angolanos têm muita qualidade e que estas bananas podem competir com as que saem da América Latina.

A fruta mais bonita é destinada aos mercados estrangeiros, com a restante a ser vendida no país. Esta empresa acredita que a produção pode chegar às 170.000 toneladas por ano.

Números considerados extraordinários e, por isso mesmo, as autoridades nacionais já classificam a banana como o novo “petróleo verde”.

É exatamente desta forma que Eliseo Mateus, chefe do departamento de agricultura da província de Bengo, descreve a banana angolana.


Previsto Mais de um Milhão de Toneladas de Produtos Agrícolas Produzidos na Província do Moxico em 2019

Foto O PAÍS

A província do Moxico prevê produzir mais de um milhão e 565 mil toneladas de diversos na presente campanha agrícola 2018/2019, aberta Sábado3, na localidade de Samaria, município do Léua, contra um milhão e 152 mil e 422,6 toneladas da época transacta.

No acto de abertura, o chefe do departamento provincial do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), Eduardo Vieira, apontou as raízes, tubérculos e cereais, como sendo os principais produtos a serem cultivados. Para o efeito, fez saber que até ao presente momento foram preparadas 136 mil e 542,6 hectares de terra, prevendo um aumento substancial das terras de cultivo nesta época agrícola. No ano agrícola 2017/18 foram lavradas 166 mil e 184 hectares de terra. Indicou que a presente campanha agrícola vai envolver 151 mil e 700 famílias camponesas, mais mil famílias em relação à época anterior e 575 pequenos produtores distribuídos em 120 associações e seis cooperativas agrícolas. Para o sucesso da actividade, o também engenheiro agrónomo referiu que o seu sector tem disponível para a venda pública 29,5 toneladas de fertilizantes (MPK), 9,75 toneladas de ureia e 9,75 toneladas de sulfato de amónio.


Israel Disponibiliza 300 Milhões de Dólares Para Angola Investir em Projectos Agrícolas

Trezentos milhões de dólares norte americanos é o valor que o Estado de Israel dispõe para financiar projectos agrícolas no país , anunciou recentemente , no município do Tomboco, província do Zaire, o seu embaixador, Oren Rozenblat

em declarações à imprensa no final de uma visita de 48 horas à província do Zaire, o diplomata disse que a sua deslocação serviu para identificar as potencialidades agrícolas da região, bem como estabelecer cooperação com os actuais investidores ligados ao sector da agricultura.

Durante a visita, o embaixador acompanhado pelo governador provincial do Zaire, Pedro Makita Armando Júlia, inteirou-se das fazendas agrícolas de Colinas do Lukunga e do ATS-Grupo Constrói Soyo, ambas localizadas no município do Tomboco.

De acordo com Oren Rozenblat, existe na província do Zaire investidores com vontade de desenvolver a actividade agrícola, mas que enfrentam ainda dificuldades de ordem financeira, pelo que o seu país se propõe cooperar com as autoridades locais para alavancar o sector e contribuir para o desenvolvimento económico de Angola.


Empresários Benguelenses Interessados na Produção de Trigo no Bié

A produção ainda é feita de forma experimental. O empresário Adérito Areais quer abastecer a sua indústria com o trigo colhido no Bié, um dos maiores centros de produção do país

Apesar das potencialidades existentes nas províncias do Centro-Sul do país, é frequente o aumento do preço do pão por escassez de trigo, situação que pode ser revertida nos próximos tempos. O director da agricultura no Bié, Marcolino Rocha Sandemba, lembra que a província possui condições naturais para apostar na cultura, mas será necessário investimento.

“Essa cultura existe, mas não podemos falar em grandes produções. Alguns produtores conseguiram sementes nos mercados da província do Huambo e não só estão a fazer testes de adaptabilidade, identificação de variedade, mas também como será produzido. Estamos a trabalhar com a fábrica do Adérito Areais e vamos ver o que será no futuro”, acautela. Localmente, o governante aponta os nomes de Alfeu Vinevala (Chinguar), Quintino (Chitembo) e Jeremias (em Camacupa) como sendo os que mais investem na
cultura do trigo.

“Estamos a guardar sementes para que nos próximos tempos possamos pensar na produção de trigo em grande escala. Temos dificuldades económicas e precisamos estabelecer medidas concretas”, frisou. Para Rocha Sandemba, a banca precisa de rever a sua política de financiamento do sector da agricultura nacional, com realce para a produção de cereais.

Maior flexibilidade é o termo encontrado pelo responsável da agricultura no Bié. “Mas também temos que pensar noutros mecanismos. Por exemplo, os que possuem uma indústria e precisam de matéria-prima de forma permanente podem financiar a produção. É um método muito usado no exterior. Posso dar o exemplo do Brasil, um país que para nós é “próximo”.

É um bom caso para ser estudado, pois implementou este sistema no começo dos bio-combustíveis ”, admitiu. Produção de trigo pelo país Ao nível do país, a produção de trigo está centralizada no CentroSul. Apesar de ser em pequena escala, a produção existe e precisa de investidores que, de resto, reclamam contra a falta de abertura dos bancos comerciais que pouco apostam no sector agrícola, de forma geral. As províncias do Bié, do Huambo e da Huíla são as que mais produzem trigo, mas ainda de forma familiar.


Para a Campanha Agrícola 2018/2019 no Município do Balombo Estarão Envolvidas Mais de Seis Mil Famílias

Seis mil e 654 famílias camponesas vão envolver-se directamente na produção de cereais, leguminosas e tubérculos no município do Balombo, 179 quilómetros a Nordeste da cidade de Benguela, no âmbito da campanha agrícola 2018/2019, que abre em Outubro em todo o país. Abordado pela imprensa a propósito da próxima campanha agrícola, Manuel Chitumba, director municipal da Agricultura no Balombo, elencou a segurança alimentar da população entre as prioridades das autoridades locais, alinhadas com o compromisso nacional de combate à pobreza e à fome.

Para isso, garante estarem preparados 9 mil e 964 hectares de terras cultiváveis para os produtores familiares, a quem a Agricultura irá prestar assistência técnica para que haja boa produtividade. É nesse contexto que o responsável adiantou que há no Balombo dois programas com impacto directo na produção, sendo um de desenvolvimento rural e outro destinado ao fomento agrícola, que servem de base para o apoio técnico aos camponeses.

No capítulo dos insumos agrícolas, disse que o município aguarda do Gabinete Provincial da Agricultura um lote de 167 toneladas de cereais (milho), 67 de feijão comum e 13 de amendoim/ ginguba, entre outros, para distribuição às famílias camponesas.