Apelo ao Governo de Portugal Sobre o Sofrimento de Portugueses na África do Sul

O líder do Forum Português da África do Sul disse hoje que os portugueses naquele país estão “também a sofrer”, e apelou ao governo português para atender a sua diáspora na economia mais industrializada de África.

“Nós, portugueses, estamos também a sofrer”, sublinhou o empresário Manny Ferreirinha, na abertura de um encontro organizado hoje por aquela organização da sociedade civil luso-sul-africana, com cerca de 50 comerciantes e empresários portugueses alvo de saques e destruição por tumultos populares xenófobos, em Gauteng, província envolvente a Joanesburgo e Pretória, epicentro da violência.

No encontro, realizado junto do memorial das vítimas portuguesas do crime na África do Sul, na Igreja Nossa Senhora de Fátima, em Benoni, leste de Joanesburgo, o líder comunitário recordou também os processos de descolonização do governo português em Angola e Moçambique, de que milhares de cidadãos portugueses na África do Sul foram alvo, assim como a “vida de retornados”, a que muitos foram também sujeitos em Portugal.

“Quem está a sofrer aqui são de facto as nossas crianças e as nossas mulheres”, adiantou Manny Ferreirinha.

“Nunca nenhum embaixador de Portugal depositou [até hoje] uma coroa de flores neste memorial, o que demonstra como as autoridades [portuguesas] pensam, à exceção do Consulado”, adiantou.


Um Protesto Contra Estrangeiros em Joanesburgo Resultou Dois Mortos e Cinco Feridos

Duas pessoas morreram em atos de violência xenófoba, no domingo, no centro da cidade sul-africana de Joanesburgo, anunciou hoje (9) a polícia.

A segunda vítima foi baleada mortalmente em Denver enquanto que a primeira foi esfaqueada em Hillbrow”, disse o porta-voz policial, Wayne Minnaar, ao canal público SABC.A Jules Street e Malvern pareciam ontem [domingo] zonas de guerra com saques de várias lojas, veículos e pneus a arder e muita violência”, afirmou.

Segundo a polícia, cinco pessoas ficaram feridas e 17 foram detidas por violência pública.

Violentos protestos reeclodiram no domingo à tarde no centro da capital sul-africana quando os manifestantes, residentes em albergues sociais, rejeitaram o apelo contra a xenofobia, violência e pilhagens feito pelo líder político Zulu do partido Livre Inkatha, Mangosuthu Buthelezi, perante os manifestantes que empunhavam pangas e outras armas tradicionais Zulu.

Wayne Minnaar disse que a dificuldade das autoridades de segurança em lidar com este tipo de situações esporádicas “é que podem eclodir a qualquer momento em qualquer sítio”.


Devido à Violência em Joanesburgo e Pretória a População é Aconselhada a Não Sair de Casa

A polícia sul-africana (SAPS, sigla em inglês) pediu à população para que permaneça em casa e a evitar as áreas afetadas pela violência que se intensificou nas últimas horas em várias áreas de Joanesburgo e Pretória.

Em comunicado citado pelos meios de comunicação social sul-africanos e pelo Fórum de Segurança Comunitário (CPS, sigla em inglês), a que a Lusa teve acesso, a polícia refere que “a situação é tensa” na província de Gauteng, envolvente em Joanesburgo e Pretória.

Em Joanesburgo e Pretória, onde há registo de edifícios destruídos, lojas pilhadas, pneus e veículos em chamas, a polícia bloqueou os acessos ao centro da cidade, refere a nota.

No leste de Joanesburgo, as autoridades anunciaram o encerramento das vias de acesso ao centro das cidades de Germiston, Primrose, Dawnview, Sunnyridge e Melvern.

Os motoristas foram também aconselhados a evitar as autoestradas R21, N12 e N1, devido a bloqueios por taxistas.

Há vários estabelecimentos comerciais pilhados e destruídos em Gauteng.


O Fim do Apartheid na África do Sul Há 25 Anos Ainda é “Miragem”

Um quarto de século após o fim do “apartheid”, a corrupção, a desigualdade social e o racismo ainda caracterizam a África do Sul. O sonho de igualdade de Nelson Mandela continua por cumprir.

Completam-se neste sábado (27.04) 25 anos desde o nascimento da nova África do Sul, a denominada “nação arco-íris”, após meio século de “apartheid”, o sistema de segregação racial.

As primeiras eleições da África do Sul verdadeiramente democráticas realizaram-se a 27 de abril de 1994. Todos os sul-africanos, registados numa lista eleitoral comum, puderam votar. Isso marcou o fim de uma longa e dura luta pela liberdade, assim como a separação entre brancos e negros.

Como Presidente, o objetivo de Nelson Mandela era reconciliar a minoria branca com a maioria negra no país. A entrada para a democracia foi celebrada em todo o mundo.

Hoje, os desafios políticos e económicos são enormes. O sonho de Nelson Mandela mantém-se vivo? A bandeira colorida da África do Sul, içada há 25 anos, continua a ser um símbolo do momento da partida para uma nova era, o momento em que o então Presidente sul-africano Frederik Willem de Klerk e o lutador pela liberdade Nelson Mandela concordaram em acabar com o “apartheid”.


Caçador Ilegal Morre Pisado Po Elefante e Devorado Por Leões no Parque Sul-Africano de Kruger

Um caçador ilegal que perseguia um rinoceronte no parque nacional sul-africano de Kruger morreu ao ser pisado por um elefante e depois devorado por leões, informou esta segunda-feira o Departamento de Parques (SanPark).

O caso foi revelado pelos supostos cúmplices da vítima, que informaram o sucedido à família do caçador que foi esmagado por um elefante na madrugada do dia dois de abril, informou o porta-voz do SanPark, Isaac Phaahla.

A família alertou a direção do parque nacional, que enviou guardas para procurar o corpo do caçador, cujos restos mortais só foram encontrados na passada quinta-feira, dia quatro de abril

“O que foi encontrado no local sugere que um bando de leões devorou os restos mortais do caçador deixando apenas um crânio humano e um par de calças”, disse Isaac Phaahla antes de indicar que um grupo de especialistas estão a tentar confirmar a informação.

“Entrar ilegalmente e a pé no parque nacional Kruger não é prudente”, recordou o diretor do local, Glenn Phillips. “É muito perigoso e este incidente é uma nova prova disso”, completou.