As Obras de Construção do Novo Aeroporto Internacional de Luanda Ficam Concluídas em 2020

As obras de construção do Novo Aeroporto Internacional de Luanda (NAIL) ficam concluídas em 2020 caso não se venham a verificar constrangimentos de ordem financeira, disse terça-feira em Luanda o director-geral da Mace Group, empresa a quem foi adjudicada a fiscalização do projecto.

Rodrigo Januário, citado em comunicado divulgado pelo Ministério dos Transportes, informou que a pista Norte está com um grau de execução de 66%, a pista Sul com 56%, a placa central para acesso dos aviões ao terminal com 58% e que no terminal principal está concluída a estrutura de betão armado e a estrutura metálica da cobertura, bem como a totalidade das fachadas.

Em termos globais, adiantou aquele responsável, a construção do Novo Aeroporto Internacional de Luanda tem actualmente um grau de execução de 60%.

Em Outubro de 2017, no decurso de uma visita ao empreendimento pelo Presidente João Lourenço, o ministro dos Transportes, Augusto Tomás, informou que o NAIL, em construção desde 2004 por empreiteiros chineses nos arredores da capital angolana, só deveria iniciar a operação em 2019, um atraso de dois anos face à previsão anterior.


Angola Moderniza Espaço Aéreo com Instalação de Mais de 20 Estações de Comunicação

Angola vai instalar mais de duas dezenas de novas estações de comunicação no âmbito segunda fase da modernização do espaço aéreo, para cumprir as normas internacionais, permitindo melhorar a gestão estratégica do tráfego aéreo, anunciou o Governo.

De acordo com informação disponibilizada esta sexta-feira, 25, pelo Ministério dos Transportes, em causa está um contrato assinado em Abril entre a Empresa Nacional de Exploração de Aeroportos e Navegação Aérea de Angola e a empresa canadiana Intelcan Techonosystems, com vista à aplicação da segunda fase do Programa de Gestão e Controlo do Espaço Aéreo Civil (PGCEAC).

O investimento, de 63,360 milhões de dólares, prevê, no domínio dos sistemas de equipamentos de comunicações, a instalação de 14 estações VHF-ER (Very High Frequency-Extended Range), para perfazer 21 estações VSAT (Very Small Aperture Terminal), incluindo o reforço das comunicações do sistema de vigilância ADS C-CPDLC (Automatic Dependent Surveillance Contract and Controller Pilot data link Communication), já existente.

No domínio da vigilância aérea, o Ministério dos Transportes explica que serão instaladas nove estações de solo do ADS B (Atimatic Dependent Surveillance Broadcast) e implementado o sistema ABS B – Space Based, via satélite, entre outros equipamentos.


Para a Construção do Novo Aeroporto de Mbanza Congo Angola Lança Concurso Público

O concurso público para a construção do novo aeroporto de Mbanza Congo será lançado dentro de dois meses, disse o presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Exploração de Aeroportos e Navegação Aérea (ENANA) de Angola.

Manuel Ceita disse ainda ao Jornal de Angola que a construção do novo aeroporto numa zona inóspita vai permitir o desenvolvimento da região com a consequente construção de moradias e a abertura de negócios para fornecer serviços aos moradores.

O futuro aeroporto de Mbanza Congo ficará situado na localidade de Nkiende II, a 35 quilómetros de Mbanza Congo, capital da província do Zaire, indo, uma vez em funcionamento, poder receber aviões do tipo Boeing 737 ou Ilyushin Il-76 e dispor de um terminal com capacidade para 600 passageiros.


Sem Aviões e Sem Passageiros no Aeroporto do Cuanza-Norte

Foto de Nilo Mateus

Quando, a 9 de Novembro de 2011, cruzava os céus do Cuanza-Norte um voo experimental com destino ao Aeroporto Municipal do Cazengo, a pouco mais de sete quilómetros de Ndalatando, capital da província, adivinhava-se o surgimento de um edifício que seria a “porta de entrada” para  investimentos na região. Não ocorreu às pessoas que, pouco tempo depois da abertura, a imponente infra-estrutura aérea fosse converter-se num gigante adormecido.

De lá para cá, passaram-se mais de 2.340 dias, qualquer coisa como seis anos e quatro meses. As obras da estrutura aeroportuária do Cuanza-Norte foram avaliadas  em 57 milhões de dólares e duraram aproximadamente dois anos. A reestruturação, que ocorreu depois de quase oito anos de encerramento, enquadrou-se no âmbito do programa do Executivo de reabilitação e modernização de toda a rede aeroportuária, rodoviária, ferroviária, marítima e aérea. 
A reinauguração do empreendimento, inserida, na altura, nas festividades do 36º aniversário da Independência Nacional, proclamada a 11 de Novembro de 1975, coube a Augusto da Silva Tomás, ainda hoje ministro dos Transportes.
Na altura, o governante descreveu que a reinauguração do Aeroporto de Carianga, baptizado com o nome de Comandante Ngueto, era a demonstração plena de que a paz e a estabilidade política constituíam factores fundamentais para o bem-estar dos angolanos. O governante apontou  que o Aeroporto do Cuanza-Norte, além do conforto para o tráfego aéreo local, desempenhava um papel fundamental na facilitação das ligações entre a província do Cuanza-Norte e o resto do país.


Investimento na Modernização do Espaço Aéreo Angolano

Governo angolano vai avançar com a segunda fase do programa para modernização do espaço aéreo, para cumprimento das normas internacionais, com um investimento já autorizado de 63,360 milhões de dólares (51,5 milhões de euros).

Em causa está um despacho presidencial de 02 de abril, autorizando a contrato de fornecimento de equipamentos e serviços, a assinar entre o Ministério dos Transportes e a empresa canadiana Intelcan Techonosystems, com vista à implementação da segunda fase do Programa de Gestão e Controlo do Espaço Aéreo Civil (PGCEAC).

“Visa a modernização do espaço aéreo, quer no que respeita a sistemas e equipamentos quer no que respeita ao cumprimento de todas as normas e recomendações da Organização da Aviação Civil Internacional para a região”, lê-se no mesmo despacho, assinado pelo Presidente angolano, João Lourenço.

Esta autorização surge depois de o ministro dos Transportes de Angola, Augusto Tomás, ter estado de visita, no final de fevereiro, às instalações do consórcio Intelcan, em Otava, para conhecer os equipamentos e sistemas de apoio à navegação aérea ali produzidos