Academia Angolana de Letras Contra Ratificação do Acordo Ortográfico

A Academia Angolana de Letras (AAL) manifesta-se contra ratificação do acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, por parte do Estado angolano.

Apesar da relevância da Língua Portuguesa como língua oficial e de escolaridade, em Angola, em coexistência com as Línguas Nacionais, a organização, na de um dos seus membros, Filipe Zau, que falava durante uma conferência de imprensa, diz ser necessário ter em conta a contribuição da origem da língua Bantu para a edificação da própria língua portuguesa e a importância das línguas nacionais como factor de identidade nacional, bem como da coexistência entre todas elas.

A academia considera que a escrita de vocábulos, cujos étimos provenham de línguas Bantu, se faça em conformidade com as normas da ortografia dessas línguas, mesmo quando o texto está escrito em língua portuguesa.

A Academia Angolana de Letras considera a necessidade de o acordo ortográfico ser objecto de uma ampla discussão com concurso de todos os estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em concertação com as instituições de formação, de investigação e de promoção literária da língua portuguesa.


“Cidadãos Contra o ‘Acordo Ortográfico’ de 1990” Divulgado Hoje em Portugal

O manifesto dos “Cidadãos contra o ‘Acordo Ortográfico’ de 1990” (AO90), divulgado nesta segunda-feira (23), contesta o “critério da pronúncia” adoptado, que “gerou aberrações” e afirma que “o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita”.


Secretário Executivo da CPLP Diz Que Não Há Volta Atrás no Acordo Ortográfico

acordoO secretário executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), o moçambicano Murade Murargy, disse esta segunda-feira que não há volta atrás na questão do Acordo Ortográfico, considerando desnecessário o debate gerado nos últimos dias em torno desta questão.


Angola Sem Data Para Ractificação do Acordo Ortográfico

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Angola não é contra o Acordo Ortográfico, mas precisa acautelar-se de situações futuras relacionadas com a política linguística do país, defende o ministro da Educação.
As teses visando os graus de mestres e de doutores submetidas por um grupo 27 angolanos na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Nova de Lisboa, depois de validadas, deverão constituir-se no primeiro acervo de informação a ser inserida na base de dados em construção em Angola no âmbito do projecto de ratificação do acordo ortográfico. Segundo o ministro da Educação, Pinda Simão, que falava na reunião de balanço da primeira fase do projecto da Comissão Multisectorial para a Ractificação do Acordo Ortográfico, com vista à sua ractificação por Angola, o país sente-se agora “apto” para iniciar a segunda fase que consistirá na recolha de dados e tratamento de informação sobre a língua portuguesa.


Para Maior Confusão com Acordo Ortográfico, Brasileiros Querem Mudar Chuva para “Xuva”, Entre Outras

cartoon esabelsalazar.pt

acordo_ortograficoO professor Pasquale Cipro Neto esabeldefendeu nesta quarta-feira (22) a revisão no Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. “O texto do acordo é tão cheio de problema que foi preciso a Academia (Brasileira de Letras) publicar nota explicativa (sobre pontos do acordo). Por que foi preciso isso? Porque há problemas”, ressaltou o professor, ao participar do segundo dia de debates sobre o assunto na Comissão de Educação do Senado.

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