De Janeiro Até ao início de Dezembro Morreram em Angola Mais de 600 Moto-Taxistas

37261Cerca de 640 moto-taxistas morreram, de Janeiro até ao início de Dezembro, por falta de conhecimento das regras de trânsito e código de estrada, anunciou o presidente da Associação dos Motoqueiros e Transportes de Angola (Amotrang), Bento Rafael Francisco.

O responsável falava à margem do encontro de sensibilização com os seus associados sobre a sinistralidade nas estradas registados no município de Viana.

“Das visitas e contactos feitos com os associados no país, a Amotrang concluiu que a falta de conhecimento das regras, do código da estrada e dos sinais de trânsito estiveram na base dos acidentes que causaram o elevado número de mortes”, adiantou Bento Rafael Francisco.

Acrescentou que por esta razão a sua associação tem mantido encontros com as autoridades no sentido de realizar encontros de sensibilização para a sinistralidade nas estradas do país e para medidas de prevenção, como a utilização de capacete no caso dos motociclos.

De acordo com o responsável, será divulgado junto dos moto-taxistas o código da estrada, devendo os monitores da Amotrang recorrer às línguas nacionais para ministrar as aulas, à semelhança do que ocorreu nas províncias do Huambo, Bié e Uíje.

Bento Rafael fez ainda saber que a sua associação está trabalhar no sentido de colocar fiscais nas paragens para controlar o trabalho dos motoqueiros, evitando deste modo, determinadas situações menos agradáveis, como os assaltos que se verificam nestes locais, que “muitas vezes são atribuídos aos seus filiados”, e em Viana foram já seleccionados 100 elementos para esta tarefa.

Actualmente, o município de Viana, conta com mais de sete mil motoqueiros. O próximo encontro está previsto para o município de Belas.

Angop / Novo Jornal


1.898 Mortos nas Estradas de Angola Durante o 1º Semestre do Ano

acidentes_angolaUm relatório da Direcção Nacional de Viação e Trânsito revelou que 1.898 pessoas morreram no primeiro semestre em todo o país vítimas de acidentes de viação.

A média diária de mortes foi de dez, refere a nota que informa terem sido feridos, no mesmo período, 7.581 pessoas, também vítimas de acidentes nas estradas e ruas do país.
Em comparação com o mesmo período de 2012, houve menos 241 feridos nas estatísticas do primeiro semestre deste ano, tendo como média diária 42 casos. Foram registados 2.378 atropelamentos dos quais resultaram 681 óbitos.
Houve também 1.639 colisões entre viaturas que provocaram 228 mortos e 1.143 feridos. A nota sublinha que 1.830 choques entre viaturas e motos causaram 445 mortos e 1.751 feridos, enquanto 366 choques com obstáculos fixos resultaram em 79 mortos e 274 feridos. Houve ainda 701 despistes, que provocaram 217 mortos e 902 feridos e 433 capotamentos, com um saldo de 172 mortos e 958 feridos.

Luanda lidera lista

O relatório da Direcção Nacional de Viação e Trânsito revela que as províncias com maior índice de acidentes foram as de Luanda, com 1.766, Benguela, com 893, Huíla, com 558, Huambo, com 491, Bié, com 443, Lunda-Sul, com 401 e Kwanza-Sul, com 389.
O relatório aponta como factores dos acidentes o excesso de velocidade, com uma cifra de 1.376 acidentes, ultrapassagens irregulares, mudança de direcção irregular, com 1.393 acidentes, condução sob efeito de álcool, com 1.386 casos, não cedência de prioridade de passagem, com 1.067, uso de telemóvel na condução 887, má travessia de peões 748, falta de precaução 1.121 e mau estado técnico de veículos, com 950.

Jornal de Angola


Dez Pessoas Morreram Por Dia nas Estradas de Angola nos Primeiros Três Meses Deste Ano

acidentes_viaçao_angolaA sinistralidade rodoviária continua a ser segunda maior causa de mortes em Angola depois da malária.

Segundo dados autoridades só nos primeiros três meses deste ano cerca de dez pessoas morreram em cada dia nas estradas de Angola. Foram registados 3798 acidentes, o que resultou em 896 mortos e 3770 feridos.

Apesar dos números continuarem a ser assustadores o porta-voz da Direcção Nacional de Viação e Transito Angelino Sarrote diz que o quadro tende a melhorar, porém reconhece o esforço que se precisa empreender para melhoria da situação.
O incumprimento das normas prescritas no código de estrada entre as quais, o excesso de velocidade, as manobras perigosas e a travessia irregular dos peões são alguns dos factores que contribuem significativamente para a sinistralidade rodoviária.

O sociólogo Tónio Katemba diz que a quebra de valores e princípios de convivência social fundamentais têm estado a invadir a sociedade angolana ao ponto de afectar no modo de condução dos automobilistas. O académico atribui meia culpa ao executivo que não toma medidas de contingência eficazes para conter os acidentes nas estradas do país.

O professor e instrutor de condução Fernando Domingos diz que pelo número de mortes causadas a sinistralidade rodoviária deve constituir matéria mais do que suficiente para que as autoridades angolanas ponham cobro ao desrespeito ao código de estrada, entre os quais, a mais preocupante, condução em estado de embriaguês.

O porta-voz da Direcção Nacional de Viação e Transito por sua vez reconhece que existem vias sem iluminação e que tem contribuído para a ocorrência de acidentes nas estradas. O superintendente Angelino Sarrote descarta a possibilidade da mau estado das vias rodoviárias influenciarem no aumento da sinistralidade.

Mesmo com a aprovação de um novo código de estrada em 2009 através do Decreto de Lei nº 5/08, o número de automobilistas e peões que desconhecem o conteúdo deste documento que regula o trânsito em Angola é elevado. Fernando Domingos é a favor da inclusão do Código de Estrada no currículo escolar como disciplina académica.

Um estudo científico sobre as mortes nas estradas seria ideal para traçar uma estratégia de minimização do fenómeno. O sociólogo Tónio Katemba julga haver falta de sensibilidade do governo em relação ao assunto por isso entende que se deve estimular uma abordagem académica sobre a sinistralidade rodoviária.

A violação sistemática das normas e regras do código de estrada, motivados pela condução em estado de embriaguez e o excesso de velocidade, estão na base dos acidentes em todo o país.

Voz da América/Agostinho Gayeta


352 Atropelamentos no Bié Durante o Ano de 2012

acidente_bieNo ano passado no Bié morreram 108 pessoas e 446 ficaram feridas na sequência de 352 atropelamentos, anunciou no Cuito o porta-voz do comando provincial da Polícia Nacional.
O superintendente chefe António Hossi salientou que os números são preocupantes pelas mortes, mas também pelos feridos, alguns dos quais ficaram deficientes para toda a vida.
Os acidentes, referiu, provocaram também danos materiais superiores a 836 mil kwanzas.
Condução em estado de embriaguez, excesso de velocidade e não cedência de prioridade foram as principais causas dos acidentes.

Jornal de Angola


“Queremos Paz na Estrada” Uma Marcha em Luanda

 

As estradas angolanas são das mais perigosas do mundo, devido à elevada sinistralidade. Apesar do número de mortos e feridos que todos os dias se regista e das campanhas de sensibilização junto dos condutores, a situação não tem melhorado de modo significativo. O não cumprimento do Código da Estrada por parte dos condutores está na origem da esmagadora maioria dos acidentes. Para alertar a população para a necessidade de ser adoptado outro comportamento, a Direcção Nacional de Viação e Trânsito, em colaboração com várias associações, promoveu no passado dia 18 uma marcha pela paz na estrada.
“Queremos Paz na Estrada. Se conduzir não beba e se beber não conduza. Usa o cinto de segurança e o capacete de protecção. Peão consciente pratica uma condução defensiva.” Estas as palavras de ordem mais ouvidas durante a marcha organizada pela Direcção Nacional de Viação e Trânsito, para assinalar o Dia Mundial em Memória das Vítimas a Estrada, que continuam a “pintar” de vermelho as estradas angolanas. À semelhança do ano passado, milhares de cidadãos, incluindo agentes e oficiais da Polícia Nacional, associaram-se à marcha que partiu da Unidade Operativa de Luanda e terminou no Largo do Motorista, nas imediações do Cemitério de Santa Ana, em Luanda
O ministro do Interior, Ângelo Veiga, o secretário de Estado do Interior, Eugénio Laborinho, o comandante-geral da Polícia Nacional, Ambrósio de Lemos, o segundo comandante-geral Paulo de Almeida, o director Nacional de Viação e Trânsito, Inocêncio de Brito, o cónego Apolónio Graciano, e a comandante provincial de Luanda da Polícia Nacional, Elisabete Ranque Franque, encabeçaram a marcha.
Os líderes e associados das organizações que trabalham na luta contra os acidentes de viação, como a Associação dos Motoqueiros e Transportadores de Angola (AMOTRANG), dos Jovens Conscientes e dos Camionistas e Transportadores de Angola, (ACOMA), estiveram presentes e exclamaram alto e bom som: “Queremos Paz na Estrada!”.
O slogan chamou a atenção de centenas de transeuntes que, mesmo apanhados desprevenidos, acabaram por engrossar as fileiras da marcha. Outros automobilistas tiveram conhecimento da iniciativa através das rádios, que transmitiram em directo, e dos cartazes que os participantes exibiam.
Nem mesmo o calor que se fazia sentir naquele dia impediu os cidadãos de marcharem, juntando-se assim aos muitos familiares de vítimas das estradas. “Nós, membros da sociedade, temos de mobilizar diariamente os automobilistas para conduzirem com prudência, porque não há bem mais precioso que a vida humana”, disse um dos participantes que, recentemente, perdeu um filho na Estrada Nacional nº100, quando regressava do Sumbe, na companhia de dois amigos. “Foi triste, eu e a minha mulher vermos os três corpos”, referiu com amargura.

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