Representantes da Sonangol e Galp Reafirmam Preservar a Aliança Que os Une

Representantes da Sonangol e da sua congénere portuguesa Galp mantiveram encontros em Lisboa, que uma fonte da companhia angolana declarou ontem ao Jornal de Angola terem servido para reafirmar a decisão mútua de preservar a aliança que as une na estrutura accionista da petrolífera lusa.

As informações obtidas por este jornal dão conta da declaração proferida aos parceiros portugueses, de que a Sonangol vai manter a participação na Amorim Energia por intermédio do consórcio Esperaza.
De acordo com a fonte, os representantes da companhia que mantêm reuniões em Lisboa também reafirmaram a decisão do Conselho de Administração de manter “em níveis relevantes” a participação no banco português BCP.
O grupo estatal angolano detém uma posição de 60 por cento da Esperaza, um accionista do Grupo Amorim Energia, detentor de 33,34 por cento do capital da Galp.
Dessa, a Sonangol detém uma participação indirecta de 15,98 por cento na Galp Energia, além de controlar, por outro lado, uma posição de 14,87 por cento do capital social do Banco Comercial Português, conhecido pela marca Millennium BCP.


Ao Contrário do Anunciado a TAAG Aumenta Tarifário dos Voos Domésticos

A TAAG anunciou, em comunicado, no início do mês, que tinha revisto o tarifário dos voos domésticos, baixando o preço das viagens para as províncias, mas o NJOnline fez as contas, tendo como base o tarifário anterior, que data de Fevereiro de 2018, e concluiu que o preço das viagens aumentou, em alguns casos, na ordem dos 20%.

Tendo em conta o comunicado da TAAG e o tarifário que resultou da revisão efectuada no ano passado por esta altura, a viagem para o Lubango custava 63.421 kwanzas, isto sem os descontos de 10 e 20% anunciados pela companhia em Fevereiro e sem as taxas, mas a mesma viagem custa agora 77.330 kwanzas, de acordo com os valores avançados pela companhia à Angop.

Já a viagem Luanda-Luena, que custava 66.541 (também sem os referidos descontos), custa agora 80.757 Kz. No caso da viagem Luanda-Huambo, o bilhete, que custava 60.926 kz kwanzas (sem os tais descontos), passou, com a entrada em vigor deste tarifário, a custar 83.941 kwanzas.

Também a viagem para a cidade de Menongue, no Kuando Kubango, que custava 66.853 kz, custa agora 73.143, em económica.


52º Aniversário do Início da Luta Armada em Angola

4 fevereiroA direcção do MPLA garante continuar a promover acções de natureza política, económica, social e cultural para a dignificação dos antigos combatentes e veteranos da pátria, em reconhecimento pela “prestimosa participação na história da criação da Nação angolana”.
Num comunicado por ocasião do 52º aniversário do início da luta armada, que hoje se assinala, o bureau político do MPLA dirige uma “palavra de apreço aos antigos combatentes e veteranos da Pátria” e afirma que o seu “exemplo inapagável” deve servir de incentivo às novas gerações de angolanos.
O MPLA defende que a bravura e determinação dos combatentes devem motivar os mais jovens a participar no desenvolvimento económico e social do país, no quadro da promoção da igualdade de direitos e de oportunidades, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade, crença religiosa, opção política ou quaisquer outras formas de discriminação. “As comemorações do 4 de Fevereiro deste ano decorrem numa altura em que o MPLA e o seu Executivo estão empenhados em redobrar esforços, rumo à satisfação das necessidades dos cidadãos, cumprindo o seu Programa de Governo para o período 2012/2017, que mereceu a preferência dos angolanos, nas eleições gerais de 31 de Agosto”, lê-se no comunicado.
O bureau político do MPLA reitera, no documento, a “firme disposição de continuar fiel aos ideais do 4 de Fevereiro, lutando pela preservação da unidade e coesão nacional, pela consolidação da democracia e das instituições e pela garantia dos pressupostos básicos necessários ao desenvolvimento, através do aumento da produção, da estabilidade financeira e da transformação e diversificação da estrutura económica, para que o país possa crescer mais e distribuir melhor”.
No comunicado, o MPLA considera que o 4 de Fevereiro, que este ano se realiza sob o lema “Honremos os nossos heróis, servindo a nação com lealdade”, figura nos anais da história recente do país e marca o início de uma longa e heróica luta armada, empreendida por nacionalistas angolanos contra o regime colonial português para a conquista da independência de Angola.
“O 4 de Fevereiro de 1961 foi produto da tomada de consciência nacionalista e revolucionária de destacados patriotas, que souberam interpretar os anseios mais legítimos do povo angolano, contra a recusa, pelo então regime colonial, das propostas pacíficas para a autodeterminação dos angolanos”, sublinha o documento, que acrescenta que os angolanos passaram da acção política à luta armada, porque estavam cientes de que o colonialismo português não cairia sem luta. Imbuídos do espírito e determinação dos artífices do 4 de Fevereiro, a direcção do MPLA exorta a todos os angolanos, de Cabinda ao Cunene, a mobilizarem-se em torno do Executivo, participando nas iniciativas tendentes à construção de uma Angola melhor, honrando, desta forma, a memória de todos quantos lutaram pela conquista da liberdade e da Independência de Angola. O MPLA reconhece os “enormes sacrifícios consentidos por todos os antigos combatentes e veteranos da pátria, que superaram todos os obstáculos para que, a 11 de Novembro de 1975, fosse proclamada, perante a África e o Mundo, a Independência de Angola, passando o país a ser soberano e igual, no concerto das nações”.

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51 Anos do Início da Luta Armada em Angola

Comemora-se hoje (sábado), 4 de Fevereiro, o 51º aniversário do Início da Luta Armada de Libertação Nacional, data que constitui um marco indelével na história da resistência ao regime colonial-fascista português, para o alcance da Independência Nacional.
Na madrugada de 4 de Fevereiro de 1961, um grupo de homens e mulheres, munidos de paus, catanas e outras armas brancas, atacou a casa de reclusão e a cadeia de São Paulo, em Luanda, para libertar presos políticos ameaçados de morte.
Em resposta ao ataque, o regime colonial-fascista reagiu brutalmente com uma acção de repressão em todo o país, com assassinatos, torturas e detenções arbitrárias.

Essas prisões e assassinato de pessoas indefesas levou alguns nacionalistas a organizarem-se para a luta de libertação.
Os preparativos da acção tiveram início em 1958, em Luanda, com a criação de dois grupos clandestinos, um abrangendo os subúrbios e outro a zona urbana, coordenados por Paiva Domingos da Silva, Imperial Santana, Virgílio Sotto Mayor e Neves Bendinha (já falecidos).
A acção inseriu-se também nos anseios da população e na necessidade de se passar a formas de luta que correspondessem à rigidez da administração colonial. Para tal, valeu a colaboração de cónego Manuel das Neves e outros combatentes.
O 4 de Fevereiro de 1961 é considerado um marco importante da luta africana contra o colonialismo, numa tradição de resistência contra a ocupação que vinha desde os povos de Kassanje, do Ndongo e do Planalto Central.
Os primeiros relatos de realce de resistência à ocupação colonial datam dos séculos XVI e XVII (1559-1600 e 1625-1656), conduzidos por Ngola Kiluanje e Njinga Mbandi.
Os acontecimentos de Fevereiro de 1961 traduziram-se assim numa sublime expressão de nacionalismo, demonstrada pelos angolanos.

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Ondjiva


Jornal de Angola
A cidade de Ondjiva prepara-se para acolher amanhã o acto central do 48º aniversário do início da luta armada de libertação nacional.
A jornada comemorativa foi aberta domingo e decorre sob o lema “Pela reconstrução nacional honremos os nossos heróis”.
O acto visa destacar o exemplo dos heróis do “4 de Fevereiro” motivando às novas gerações a participarem de forma activa nos processos de criação de condições para a melhoria de vida da população e de consolidação do Estado democrático e de direito. Na abertura da jornada comemorativa o governador provincial do Cunene, António Didalelwa, destacou a bravura demonstrada pelos heróis do ”4 de Fevereiro”.
O governante enalteceu os nacionalistas angolanos que, com bravura, atacaram a 4 de Fevereiro de 1961 a cadeia de São Paulo e a Casa da Reclusão em Luanda, a fim de libertarem os presos políticos acusados pelo regime português de actividades subversivas, por pretenderem a independência de Angola.
António Didalelwa acrescentou que o acto foi produto da afirmação da consciência nacionalista e patriótica dos angolanos contra a recusa do regime colonial português deste direito de afirmação dos angolanos.
O governador da província do Cunene salientou “que ao comemorarmos esta data devemos reflectir profundamente sobre os efeitos históricos que proporcionaram a luta pela independência e soberania nacional, como a conquista da paz, reconciliação nacional e a democracia”.
Na ocasião, apelou a todos angolanos no sentido de preservarem os valores conquistados durante todos estes anos de sacrifícios, de forma a dignificar o nome daqueles que derramaram o seu sangue para que Angola se tornasse um país independente.