Autoridades e Investidores Russos Pretendem Investir Dez mil Milhões de Dólares em Angola

Autoridades russas e investidores privados estão disponíveis para investir cerca de dez mil milhões de dólares (nove mil milhões de euros) para financiar projetos com impacto socioeconómico em Angola, segundo um responsável da Federação Russa.

Chepa Alexey, vice-presidente da Comissão Parlamentar para as Relações Internacionais da Federação Russa, citado pela agência Angop, disse à saída de uma audiência com o Presidente da República de Angola, João Lourenço, que o dinheiro resulta de uma linha de crédito conjunta, da Federação Russa, setor privado russo e investidores internacionais.

De acordo com a agência noticiosa angolana, o político russo indicou que os projetos estão ligados ao setor energético, incluindo a construção de barragens hidroelétricas, produção de energia eólica, painéis solares, linhas de transporte de energia elétrica, construção de estradas, habitações e outras infraestruturas.

O dinheiro destina-se a financiar “projetos de grande envergadura” do interesse comum da Federação Russa e de Angola, adiantou Chepa Alexey, líder de uma delegação de empresários russos que vai manter encontros bilaterais com representantes de congéneres angolanas.


Foi Com os Marimbondos Que Começou a Crise Económica em Angola

A maioria dos angolanos, mesmo sem formação económica ou financeira, sem saber ler, nem escrever, sequer aprendido tabuada, conhece a fúria da crise mundial por lhe ser recordada quando sente fome, tem água e electricidade para pagar.

O momento dificílimo que vivemos muito por culpa, é verdade, da crise económica internacional, a qual muitos de nós jamais pensaram que nos atingia por ser “coisa de países ricos”, mas chegou, embora já em tempo de ressaca noutras paragens, deve-se, igualmente, a outras razões evitáveis, desde que, a partir de determinada altura, não tivesse tido o desnorte a nortear Angola.
A crise que nos foi antecipadamente anunciada, surgiu noutras latitudes, às quais aportou sem aviso prévio, semeando um oceano de dramas de toda a espécie, não foi, como devia, preparada entre nós.
Parecia, inclusive, que escarnecíamos dela, a desafiávamos, aqui no nosso canto, mas, também, quando íamos lá fora, a revelar o habitual novo-riquismo tão próprio da pequena burguesia bacoca, no exibir cartões multicaixa e de crédito de todas as cores, em restaurantes luxuosos, na altura vazios, característica de sociedades fustigadas por dificuldades económicas, tal como em ourivesarias, casas de moda, todas elas, igualmente, às moscas, a encher sacos e sacos de compras levados ao carro por solícitos empregados que depois de os verem partir os cobriam de nomes que não ouso escrever por respeito a pudicas mentes.


Paralisação das Obras do Porto de Caio em Cabinda Poderá Provocar Danos às Estruturas Já Implementadas

A paralisação das obras do Porto de Caio, o maior projecto a ser erguido em Cabinda, avaliado em 600 milhões de dólares, poderá provocar danos às estruturas já implementadas causando um retrocesso na execução da empreitada, devido a sedimentação com as correntes marítimas predominantes do Sul para Norte de Cabinda, segundo o consultor da empresa, Manuel Barata, entrevistado pelo Jornal de Angola.

Até a conclusão do projecto, disse Manuel Barata, Cabinda continuará “refém “do Porto de Ponta-Negra, para a descarga de mercadorias na medida em que a ponte-cais local não tem capacidade para a atracação de navios de grande porte. Actualmente, a descarga de mercadorias é feita através de um processo de transbordo, a partir dos navios acostados no largo para os pontões que levam a carga para até a ponte-cais.
Manuel Barata indicou que a falta de um porto de águas profundas em Cabinda tem reflexos no nível da vida da população, com o encarecimento, sobretudo, dos bens de primeira necessidade. Explicou que importação de um contentor de 20 pés da Europa para Luanda custa 1.700 euros, enquanto para Cabinda a mesma operação custa cerca 3500 euros. A transportação de um contentor de cabotagem de Luanda para Cabinda está avaliada em 4.000 dólares, custos que são, depois, reflectidos no preço final dos produtos ao consumidor.


Reedição do Livro “Luuanda”do Escritor Angolano Luandino Vieira

A Editorial Caminho anunciou a reedição do livro de contos “Luuanda”, do escritor angolano Luandino Vieira, que em 2006 recusou o Prémio Camões.

Luanda” foi originalmente editado em 1964, e faz parte das obras aconselhadas pelo Plano Nacional de Leitura. A publicação da obra, galardoada em 1964, em Luanda, com o Prémio D. Maria José Abrantes Mota Veiga, causou um forte clima de polémica e represálias por parte do regime fascista e colonialista que governava Portugal.

“Luanda” foi distinguido, em 1965, com o Grande Prémio da Novelística, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Escritores, o que causou fortes críticas e a repressão das autoridades do Estado Novo.

Nascido em Portugal há 84 anos, viveu a infância e a juventude em Luanda tendo-se naturalizado angolano em 1975. Foi um dos fundadores da União de Escritores Angolanos, da qual foi secretário-geral até 1980.


O Maior Risco de Segurança Para Empresas em Angola São a Criminalidade e Delinquência

A criminalidade violenta e a pequena delinquência representam a maior ameaça em termos de segurança para as empresas que atuam em Angola, um risco exacerbado pela incapacidade da polícia em lidar com o problema, segundo a consultora Fitch.

De acordo com um relatório que apresenta os riscos operacionais em Angola para o primeiro trimestre de 2020, produzido pela consultora Fitch e a que a Lusa teve acesso, a história violenta de Angola, a desigualdade e os altos níveis de pobreza são fatores que contribuem para o elevado nível de crimes com motivação económica no país.

Um risco “exacerbado pela falta de capacidade das forças policiais em investigar e lidar com o crime, por estarem mal equipadas, receberem salários baixos e serem consideradas altamente corruptos pela maioria da população”, indica o documento.

Angola – que está classificada em 10.º lugar num conjunto de 13 países do sul de África analisados pela Fitch quanto ao risco de vulnerabilidade ao crime, e em 11.º no que respeita à criminalidade e delinquência – implica assim custos adicionais para as empresas que terão de gastar “recursos significativos” em medidas de segurança privadas para garantir a segurança dos seus trabalhadores e bens.

Segundo a Fitch, as empresas do setor logístico e de abastecimento enfrentam riscos particularmente elevados de roubo de mercados e perdas financeiras devido à subida da criminalidade, associada ao aumento dos níveis de pobreza e escassez de alimentos.