Em 2018 Registou-se o Triste Recorde de 12 Mil Crianças Mortas ou Feridas em Conflitos

Mais de 12 mil crianças foram mortas e feridas em conflitos armados no ano passado, denuncia a ONU, sublinhando tratar-se de um recorde e apontando Afeganistão, Palestina, Síria e Iémen como os piores países da lista.

Num relatório anual hoje publicado, as Nações Unidas referem que as mortes e ferimentos estão entre as mais de 24 mil “violações graves” dos direitos das crianças verificados pela organização no ano passado.

Entre as violações registadas contam-se ainda o recrutamento e uso de menores nos combates, a violência sexual, os raptos e os ataques a escolas e hospitais, avança o relatório.

De acordo com o documento, entregue pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, ao Conselho de Segurança das Crianças e Conflitos Armados, e citado pela agência AP, o número destas violações feitas por grupos armados manteve-se estável relativamente a 2017, mas houve um “aumento alarmante” do número de violações realizadas por forças governamentais e internacionais.


Investimento Numa Instalação de Linha de Montagem de Tratores em Angola, na Produção de Electricidade e Gás e Na Agricultura no Valor de de Dois Mil Milhões de Dólares

Foto de: Mota Ambrósio| Edições Novembro

Os Emirados Árabes Unidos propõem-se a investir, a partir dos próximos seis meses, cerca de dois mil milhões de dólares na instalação de uma linha de montagem de tractores em Angola, na produção de electricidade e gás e na agricultura.

A informação foi prestada hoje à imprensa pelo sheik do Dubai, Ahmed Dalmoor Al Maktoum, no final de uma audiência que lhe foi concedida pelo Presidente da República, João Lourenço.
Nesta quarta visita ao país, o sheik Ahmed Al Maktoum acredita que dentro de seis meses os efeitos da cooperação vão começar a dar resultados.
Afirmou, cita a Angop, que a cooperação no sector da produção do gás vai permitir reduzir os custos com a electricidade e apoiar o funcionamento da indústria, tendo manifestando, também, interesse de trabalhar em projectos de dessalinização de água, para beneficiar populações carentes, bem como em projectos que ajudem a reduzir o desemprego.
O sheik do Dubai admitiu a possibilidade de aumentar o valor a investir, na medida em que for alargada a base de cooperação.
Os Emirados Árabes Unidos constituem uma confederação de monarquias árabes localizada no Golfo Pérsico e têm a sexta maior reserva de petróleo do mundo, sendo uma das mais desenvolvidas economias do Médio Oriente.
O país tem, actualmente, a trigésima sexta maior economia a taxas de câmbio de mercado do mundo.


No Corno de África 15 Milhões de Pessoas Correm Perigo de Vida Devido à Seca

As vidas de mais de 15 milhões de pessoas estão em perigo devido à seca em várias regiões do Quénia, Etiópia e Somália (Corno de África), alertou a organização humanitária Oxfam.

“A contínua escassez de chuvas estragou as plantações e, com elas, os meios de subsistência de muitas pessoas, o que deixou 7,6 milhões de pessoas em risco de fome extrema em três países [Quénia, Etiópia, e Somália]. Devido a secas e conflitos, milhões de pessoas na região foram forçadas a fugir das suas casas”, refere a Oxfam num comunicado hoje divulgado.

No mesmo documento, a Oxfam apela aos Governos que apoiem a resposta humanitária, que actualmente tem apenas um terço dos recursos de que necessita, impossibilitando a assistência a todas as pessoas afectadas.

“As lições aprendidas com a fome que devastou a região em 2011, que vitimou mais de 260.000 pessoas, ajudaram a evitar outra [crise] em 2017, quando o financiamento em larga escala foi rapidamente fornecido para garantir uma resposta humanitária eficaz”, acrescenta a organização.

A Oxfam salienta que os milhões de pessoas que ainda estão a recuperar dos efeitos da seca de 2017 encontram-se agora numa situação de grande vulnerabilidade aos efeitos da actual seca.

Refere, no entanto, que há dois anos, na mesma época, a resposta humanitária já tinha três quartos do financiamento necessário.


Construção de Zoológicos em Angola é um Pedido dos Turistas

Ao falar á Angop, na cidade do Cuito, o proprietário do “Rovos Rail”, Rohan Vos-Ceo, disse que a ideia da construção de parques zoológicos,vai garantir maior atracção para os turistas, inscrever o país na rota do turismo Safari e assegurar a permanência de outros animais raros da região.

“Os turistas gostam visitar estes locais de maior concentração animal” – Disse Rohan Vos-Ceo.

Por sua vez, o guia do comboio luxuoso sul-africano “Rovos Rail”, Nicholas Schofield, mostrou-se impressionado com a vasta fauna e flora constatada durante o percurso, (Luena-Cuito), defendendo a criação de espaços de lazer ao logo do troço.

No Cuito,o Comboio, com dez carruagens luxuosas apinhadas de turistas sul-africanos, norte-americanos, ingleses, suíços, holandeses, australianos e neozelandeses, foram recebidos pelo Governador da província, Pereira Alfredo.


Primeiro Navio de Investigação em África Vai Ser Recebido em Angola no Próximo Mês de Agosto

Foto: Lusa / Ampe Rogério

O Governo angolano recebeu esta segunda-feira oficialmente o primeiro navio de investigação oceânica, construído na Roménia pela holandesa Damen e orçado em 80 milhões de dólares (71 milhões de euros), embarcação que permite 29 dias de autonomia no mar.

Segundo as autoridades angolanas, o navio Baía Farta, cujas ações iniciais de investigação estão previstas para finais de agosto ou princípio de setembro, é o primeiro do género em África e o terceiro a nível do mundo em termos de capacidade, laboratórios e autonomia.

O “Baía Farta”, atracado na Base Naval de Luanda, abarca “distintas valências”, nomeadamente “sofisticação científica e tecnologia, dispositivos de pesquisa de ocorrências de micro plásticos” e para o setor das pescas “instalação de um sistema organizado de lota”, referem as autoridades.

Hoje, o ministério das Pescas e do Mar de Angola e a empresa Damen procederam, em pleno navio, à assinatura do certificado de entrega definitiva do “Baía Farta” que ainda apresenta “algumas inconformidades”, detetadas na viagem da Roménia.

“Conseguiu-se verificar que ao longo da travessia surgiram algumas inconformidades, tivemos atenção a isso e com os nossos cientistas detetaram 29 inconformidades, a maioria foram corrigidas a maioria sete vão ser corrigidas agora durante as provas do mar”, explicou a ministra das Pescas e do Mar angolana, Maria Antonieta Baptista.