Metade das Províncias Angolanas Estão em Situação de “Desnutrição Crónica”

A informação foi transmitida, quarta-feira (13), pela chefe do Programa Nacional de Nutrição de Angola, Maria Futi Tati, durante um seminário de lançamento da “Plataforma Multissetorial de Nutrição em Angola”, realizado, em Luanda, considerando a situação “muito séria e preocupante”.

“O grau de desnutrição, principalmente a crónica, a nível do país é muito sério. Temos que trabalhar bastante, estamos com uma desnutrição crónica com uma taxa de 38% e o padrão preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de menos de 20%”, disse.

De acordo com a responsável, “nenhuma das 18 províncias angolanas está em normalidade nutricional”, ou seja, “todas as províncias estão com problemas sérios de desnutrição”, demonstrando que “o país está mal”.

As províncias do Bié com 51%, Cuanza Sul com 49%, Cuanza Norte com 45% e o Huambo com 44% são, segundo Maria Futi Tati, as que apresentam maiores indicadores de desnutrição.

“São cerca de nove províncias que estão em situação de extrema gravidade de desnutrição, sete províncias em situação de prevalência elevada e duas províncias em situação de prevalência média”, apontou.


Milhares de Crianças Vítimas de Trabalho Infantil em Angola

O trabalho infantil em Angola, por circunstâncias históricas e factores conjunturais, tem sido uma realidade frequente no mercado de trabalho informal. Muitas crianças abandonam a escola e dedicam-se ao trabalho forçado, para ajudar no sustento das suas famílias.

Dados do Instituto Nacional da Criança (INAC) referem que, no período de 2016, até ao primeiro trimestre deste ano, foram registados 1.075 casos de crianças vítimas de trabalho infantil.

Os números tendem a aumentar a cada dia que passa, situação que preocupa as autoridades, numa altura em que se comemora hoje o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, data instituída, em 2002, pela Organização Internacional do Trabalho, uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU).

O director-geral adjunto do INAC, Paulo Kalesse, reconhece que em Angola as crianças exercem actividades forçadas, e apontou como principais causas a desestruturação familiar, pobreza e a violência doméstica em que muitas delas são vítimas, além do consumo excessivo de álcool por parte dos seus progenitores.

Paulo Kalesse disse que no país a actividade é exercida por menores com idades que variam entre os 10 e 17 anos. Sublinhou que para se contornar o actual quadro é necessário que se faça um trabalho de sensibilização junto das famílias para a mudança de atitudes.


Angola Vai Exportar Para Moçambique a Cerveja Cuca

A Companhia União de Cervejas de Angola (Cuca), detida pelo grupo Castel, assinou em Luanda, com a empresa moçambicana “Moz Bebidas Lda”, um acordo de exportação da cerveja Cuca para Moçambique, no quadro do programa de exportação e internacionalização da marca.

De acordo com a agência Angop o administrador delegado do Grupo Castel, Philippe Frederic disse que numa primeira fase serão apenas exportados dois contentores de cerveja Cuca em lata, avaliados em 50 mil dólares americanos.

Frederic referiu que a Cuca já é exportada para países como Estados Unidos da América, Portugal, além dos mercados fronteiriços angolanos com a Namíbia, República Democrática do Congo e a Zâmbia.

O director-geral da Moz Bebidas Lda, Severin Tchogna Njamen, disse desejar que o número se estenda aos 100 contentores, de modo a contribuir para o crescimento e a diversificação da economia dos dois países.

A produção anual da fábrica Cuca está estimada em mais de 1,08 milhões de hectolitros de cerveja.


Laúca e Cambambe Tornaram Angola Como a 5ª Maior Potência de África em Energia Hidroeléctrica

As barragens de Laúca e de Cambambe colocaram Angola na lista dos cinco países do mundo que mais aumentaram a capacidade hidroeléctrica em 2017, tornando-o uma das cinco maiores potências de África neste domínio.

Apesar de África ser uma das regiões do mundo com maior potencial hidroeléctrico por desenvolver, vários projectos estão a alterar esta realidade, nomeadamente as barragens angolanas de Laúca de Cambambe, segundo avança hoje o Novo Jornal, com base no relatório da Associação Internacional de Energia Hidroeléctrica, IHA na sigla em inglês.

Segundo o mais recente relatório desta organização, em 2017 o continente agregou 1.924 MW à sua capacidade instalada, desempenho que tem em Angola um elemento-chave.

Com Laúca e Cambambe, Angola foi um dos cinco países do mundo que mais aumentou a capacidade hidroeléctrica em 2017- atrás da China, Brasil, Índia e Portugal – tornando-se uma das cinco maiores potências de África neste domínio, quando no anterior ocupava a 11.ª posição na classificação africana, entre cerca de 40 nações analisadas.


Novas Regras Fiscais no Sector dos Petróleos Angolano Vai Atrair Mais Investimentos

A introdução de novas regras fiscais no sector dos Petróleos angolano, incluindo a redução de impostos para campos petrolíferos mais pequenos, deverá atrair mais investimentos para o país, algo essencial “para estabilizar a produção petrolífera a médio prazo”, antecipa a consultora britânica BMI Research, alertando, porém para os “intermitentes problemas de liquidez” da Sonangol, que limitam a aposta na exploração.

Angola está a promover “um ambiente fiscal mais favorável”, o que “coloca riscos positivos para os fluxos de investimento”, apontam os especialistas da BMI Research, numa análise enviada aos investidores e citada pela agência Lusa.

Segundo a avaliação, as novas regras fiscais angolanas deverão ajudar a desbloquear vários projectos em fase de pré-decisão final de investimento, evolução que “será fundamental para estabilizar a produção petrolífera a médio prazo”.

As boas pespectivas traçadas pelos analistas, potenciadas pela extensa infra-estrutura ao largo do país e um grande volume de recursos ainda por desenvolver, bem como pelo aumento dos preços do barril do petróleo, são apenas moderadas pela situação financeira da Sonangol.