Luanda Com Novos Hospitais e Mais Uma Escola

Fotos Angop

A periferia, do ponto de vista da resposta médica, é assumidamente o elo mais fraco do sistema nacional de saúde.
É ela que, no fundo, contribui para os índices que “prendem” Angola às listas menos luminosas da Organização Mundial da Saúde e do PNUD, abalando a auto-estima dos angolanos com cifras tão pouco auspiciosas.
O caminho que é preciso percorrer para que a situação seja revertida com o tempo conheceu esta semana um novo passo, ao inaugurar o Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, três novos hospitais municipais. Na verdade, três equipamentos cruciais para servirem municípios de perfil suburbano, onde os identificados (graves) problemas assistenciais se vêm pondo com maior acuidade durante anos: Cacuaco, Viana e Cazenga.
Em Cacuaco e em Viana (Kapalanga), os hospitais que o Presidente da República inaugurou estão apetrechados com setenta (70) camas cada e o seu custo fixou-se em qualquer coisa como 13 milhões e 700 mil dólares norte americanos.
Nos dois casos, foram edificadas também residências para pessoal médico, área para produção de oxigénio, além de morgues. O terceiro hospital , o do Cazenga, está situado na zona de Kalawenda e conta com 75 camas.

Assistência multidisciplinar As três unidades sanitárias inauguradas possuem serviços de pediatria, oftalmologia, estomatologia, endoscopia digestiva e maternidade, assim como blocos operatórios, laboratórios, farmácia, de esterilização, cozinha, lavandaria e incineradora.
O ministro da Saúde, José VanDúnem, fez questão de referir que a construção dos hospitais está enquadrada nos esforços do Executivo de melhorar a qualidade de serviços a prestar e aumentar a confiança do cidadão.

Escola para milhares

Na mesma jornada de campo, quinta-feira, o Chefe de Estado inaugurou no Cazenga um complexo escolar, integrado por uma escola do I ciclo do ensino secundário e outra do ensino primário. Com capacidade para mil e setecentos e vinte (1.720) alunos, o complexo está localizado no bairro da Madeira, comuna do Tala-Hady.
Possui 15 salas de aulas, um laboratório, sala de informática e quadra de jogos.

O País


Comemorações do dia da Língua Portuguesa e da Cultura da CPLP

No âmbito das comemorações do dia da língua portuguesa e da cultura da CPLP, decorre em Lisboa, de 5 a 16 de Maio, a V edição da Semana Cultural da comunidade dos países de língua oficial portuguesa, que inclui uma programação dedicada a diversos domínios da cultura lusófona.
Instituída em Julho de 2009, pelo Conselho de Ministros da CPLP, o dia 5 de Maio representa o simbolismo da unidade e da cooperação, em torno da cultura e da língua portuguesa, idioma considerado património comum dos países da comunidade.
A complementaridade histórica e a consequente herança cultural da língua portuguesa têm facilitado a concretização de projectos, em diversos domínios, entre os Estados membros da CPLP, constituindo a cultura um segmento privilegiado, que tem propiciado a aproximação entre os povos que têm o português como língua oficial fora do continente europeu.
A propósito da cooperação multicultural, a declaração da VIII Reunião dos Ministros da Cultura da CPLP, realizada em Luanda, em Abril de 2012, recomenda, entre outras acções, a aplicação da resolução sobre os Arquivos Cinematográficos de 2005 e a elaboração de um plano estratégico de cooperação multicultural da comunidade, que inclui iniciativas que facilitem a mobilidade de criadores e investigadores nos domínios das artes e da cultura. Neste sentido, a realização da Semana Cultural responde aos propósitos e às recomendações das reuniões anteriores dos Ministros da CPLP.

Abertura

O acto de abertura da V edição da Semana Cultural contou com a presença do Secretário Executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, e dos Ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP, tendo sido inaugurado, na ocasião, o Centro de Documentação da CPLP, instituição que visa proporcionar o conhecimento e, fundamentalmente, a partilha do património arquivístico comum. A criação do Centro de Documentação da CPLP resultou de dois importantes encontros: a IX reunião da COLUSO (Comissão Luso-Brasileira de Salvaguarda e Divulgação do Património) e as reuniões do Fórum dos Arquivos dos Países de Língua Portuguesa.
O Centro de Documentação da CPLP, lê-se numa nota divulgada à imprensa, “tornou-se uma realidade com a mudança da sede da Organização, em Novembro de 2011, dando resposta à necessidade de criar um espaço que reunisse informação capaz de fazer face às crescentes demandas inerentes ao crescimento que a CPLP tem vindo a conhecer. Esse crescimento está ligado ao alargamento do leque de áreas de actuação da Comunidade, não apenas no plano da cooperação intergovernamental e sectorial, mas também no domínio da sociedade civil.
O espólio bibliográfico inicialmente disponível era, na sua maioria, constituído por ofertas e documentação acumulada ao longo dos 15 anos de vida da CPLP. Esse espólio tem aumentado consideravelmente graças à colaboração de instituições e organismos, parceiros da CPLP, que se disponibilizaram a doar obras de interesse relevante para a constituição do fundo documental do Centro”.
O dia 5 de Maio, data da abertura oficial da semana cultural, ficou marcado por uma mostra gastronómica de iguarias dos países da CPLP e uma sessão de autógrafos e lançamentos de livros de escritores residentes em Portugal e de autores originários dos países da CPLP, em acto realizado na Feira do Livro de Lisboa.
Na sequência do cumprimento da programação cultural, realizou-se no dia 12 de Maio uma mesa-redonda subordinada ao tema: “História e Literaturas de Língua Portuguesa”, que contou com a participação de editores, autores e professores universitários dos países de língua portuguesa. Estiveram presentes os escritores: Luís Kandjimbo (Angola), Maria Esther Maciel (Brasil), José Luís Hopffer Almada (Cabo Verde), Leopoldo Amado (Guiné-Bissau), Luís Carlos Patraquim (Moçambique), Mário de Carvalho (Portugal), Armindo Silvestre Espírito Santo (S. Tomé e Príncipe) e Luís Costa (Timor-Leste), moderados por Pires Laranjeira, professor da Universidade de Coimbra, e teve o apoio da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL).
O concerto musical, denominado “Conexão lusófona, o festival”, realizou-se no Mercado da Ribeira e contou com a participação dos cantores: Sara Tavares, Tito Paris, Manecas Costa, Costa Neto, Susana Félix, Júlio Pereira, Kay Lima, Tubias Vaiana, Couple Coffee, Aline Frazão e Yuri da Cunha.
Em relação à sétima arte, decorre, de 9 a 16 de Maio, o Festival de Cinema itinerante de língua portuguesa (FESTIN), no Cinema São Jorge. Do programa do FESTIN, estava prevista uma homenagem, no dia 10 de Maio, ao actor brasileiro Hector Babenco, que devia ser galardoado com o troféu do Festival, edição 2012, assinado pelo prestigiado artista plástico brasileiro Marcos Marin, a exibição do filme “Uma professora muito maluquinha” e uma exposição denominada “Andanças lusitanas”, da fotógrafa brasileira Sueli de Souza. Para além das duas habituais secções em competição, com 14 longas e 20 curtas-metragens, o festival integra uma mostra de Cinema Brasileiro.

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Reabilitação e Ampliação da Barragem das Mabubas

O aproveitamento hidroeléctrico das Mabubas, localizado nos arredores da cidade de Caxito, província do Bengo, com capacidade de 26,8 Mega watts (Mw), foi inaugurado hoje, segunda-feira, pelo ministro de Estado e da Coordenação Económica, Manuel Vicente.
A barragem, cuja obras de reabilitação e ampliação da sua capacidade de produção energética estiveram a cargo da construtora chinesa GHCB-Angola, conta com uma linha de transmissão de 60 kilovolts (Kv) para província de Luanda.
As obras do projecto, financiadas pela empresa chinesa Kanazuri Electric, ficaram orçadas em 21.773.769,49 dólares e duraram dois anos.
A barragem, situada sobre o rio Dande, prevê produzir 153.600 Mwh/ano.
Durante a execução das obras foram envolvidos 125 trabalhadores angolanos e 90 chineses.
As principais áreas do projecto que beneficiaram de obras de reabilitação foram a barragem, tomadas de água, chaminé de equilíbrio, condutas forçadas e casa de forças, devidamente equipadas com material alta qualidade.
A barragem vai gerar energia suficiente para cobrir na ordem dos 100 porcento as necessidades energéticas da cidade de Caxito e o município dos Dembos, província do Bengo.
O aproveitamento hidroeléctrico das Mabubas já funciona em fase experimental desde Fevereiro de 2012.
A Barragem Hidroeléctrica das Mabubas foi destruída duas vezes durante o período da guerra, na década de 1980 e em 1992, respectivamente, na época possuía uma capacidade instalada de 17 Mw, actualmente ampliada para 26,8 Mw.
Participaram da cerimónia o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, o secretário de Estado da Energia, Joaquim Ventura, governador provincial do Bengo, João Bernardo de Miranda, directores nacionais do sector da Energia e Águas, entidades religiosas, líderes tradicionais, entre outras entidades convidadas.

Angop


Vila de Ekunha Província do Huambo Angola

Ekunha é uma vila e município da província do Huambo. Tem 1 677 km² e cerca de 92 mil habitantes. O município da Ekunha localiza-se na parte central da província do Huambo, tendo como limites a Norte os municípios de Londuimbale e Bailundo, a Este o município de Huambo, a Sul o município de Caála, e a Oeste os municípios de Longonjo e Ucuma. É constituído pelas comunas de Ekunha e Tchipeio.
O clima é do tipo temperado, com uma estação seca, o Cacimbo, e outra chuvosa, com precipitação média anual na ordem dos 1.400mm. A temperatura média anual é de 19,6°C. Os tipos de solos predominantes são os paraferralítico e ferralítico.


Esio Faz Bastante Sucesso nas Rádios e Festas com Dadão

Esio é uma promessa do music hall nacional. Muitos ainda não o conhecem pessoalmente, mas já experimentaram o tom da sua excelente voz e cantaram a sua música, intitulada “Dadão” e que faz bastante sucesso nas rádios, festas e casas nocturnas da cidade capital.
Filho de um grande expoente da música angolana, Esio nasceu em Luanda, no Município do Kilamba-Kiaxe, em Abril de 1982, e parece decidido a manter viva a veia musical da família, iniciada pelo pai Artur Adriano, que a par de cantores como David Zé, Urbano de Castro e Artur Nunes, marcaram uma época na história da música popular urbana de Angola à frente do agrupamento musical FAPLA Povo, que abriu caminho para algumas bandas hoje existentes.
Esio entrou para a música através da igreja. Um irmão em Cristo ensinava-lhe as notas que depois praticava cantando algo para si mesmo. “Os meus amigos gostavam de me ouvir cantar e aconselharam-me a levar a sério a carreira de músico. Penso que eles viam em mim algo que eu não via.”
Esio acredita ter bebido muito das experiências dos músicos Totó e Lokua Kanza, pois ouvia, com grande frequência, as músicas por eles produzida e tentava seguir as suas linhas.

Primeira guitarra e os obstáculos

As primeiras dificuldades encontradas por Esio durante a sua carreira foram a falta de credibilidade das pessoas que dirigiam as casas de cultura onde pretendia mostrar o seu talento e de uma guitarra para levar aos espectáculos. Tinha de pedir emprestada sempre.
O músico disse que por pouco não renunciou à carreira. “Lembro-me quando ia ao Miami Beach e ao Baía para cantar, os responsáveis destes espaços olhavam para mim e achavam que não cantaria naqueles locais.” De acordo com Esio, isto não aconteceu só no Espaço Baía e no Miami Beach, mas em várias casas nocturnas de Luanda.
Esio revelou que não é de virar a cara à luta e continuou a insistir nesses locais de actividade cultural até que mereceu uma oportunidade. E, apesar de não ter muita aceitação, afirma que recebeu alguns aplausos que o motivaram ainda mais.
A sua dificuldade em adquirir uma guitarra foi suprida quando o pai, o músico Artur Adriano, foi homenageado no Centro Recreativo e Cultural Kilamba. Foi-lhe dada uma guitarra que este, por sua vez, passou para o filho, para quem foi o melhor presente recebido até aquela altura.
O jovem músico disse que não foi preciso ter um disco para conquistar o mercado nacional, porque hoje se tornou um dos músicos mais solicitados para cantar em espectáculos. Foi o convidado especial do grande Show Cuca BGI, onde também participaram músicos como Puto Português, Anselmo Ralph, Eddy Tussa, Noite e Dia, Yola Araújo, Mamukueno e Os 3, e actuou, no passado domingo, na discoteca Kukina, no Benfica, em Luanda.

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