Tômbwa, em Angola Aposta no Sector Turístico e Elabora um Plano Directório de Turismo

A administração municipal de Tômbwa, em Angola, tem como aposta o sector turístico, com a elaboração de um plano directório do turismo, como fonte de captação de receitas e desenvolvimento da região.

om os olhos postos na afirmação do turismo, o município do Tômbwa assinala este domingo 165 anos desde a sua fundação. Fundada a 8 de Dezembro de 1854, pelo major português Marcelino Norberto Rudzcki, com a designação de Angra das Aldeias, a cidade passou, em 1981, a chamar-se Tômbwa, nome derivado de uma das línguas nativas locais, expressão usada para designar a planta Welwitchia Mirabilis que se encontra espalha por todo o deserto deste município.

Com uma população estimada em mais de 50 mil habitantes, ostenta uma composição etnolinguística diferenciada, com particular realce para os Hereros, povos que têm como principal actividade a pesca artesanal, pecuária e agricultura de subsistência.

Promoção do turismo

A administração municipal tem como aposta o sector turístico, com a elaboração de um plano directório do turismo, como fonte de captação de receitas e desenvolvimento da região.

Alexandre Nyuka, o administrador municipal, afirmou, à ANGOP, que o turismo afigura-se como a actividade alternativa ao sector pesqueiro para a geração de emprego e renda para as populações do município.


Devido à Seca o Café de Cabo Verde Está em Risco

Nas encostas do Fogo, os solos vulcânicos escondem tesouros em risco de serem roubados. Nesta ilha de Cabo Verde, o café, outrora erguido a riqueza nacional, corre o risco de desaparecer devido à seca prolongada que se faz sentir no país.

Entre os 350 e os 1300 metros de altitude, sobrevivem as plantações da variedade arábica.

Há um século, os terrenos davam origem a 500 toneladas de café. Atualmente, a produção está abaixo das cem.

Aos 74 anos, Rosério Rodrigues gosta de se ver como “um continuador” da tradição familiar. Faz parte da quarta geração de produtores de café, mas teme que a produção que mantém seja uma herança que mais ninguém queira honrar. Os filhos parecem pouco interessados num negócio cada vez menos rentável.


Pelo Terceiro Ano Consecutivo Diminui a Emigração de Portugueses Para Angola

Há menos portugueses a emigrarem para Angola, naquela que é uma tendência que se mantém há três anos consecutivos. Os dados são dos consulados da República de Angola em Lisboa e no Porto e foram divulgados esta terça-feira, 3 de dezembro, pelo Observatório da Emigração.

De acordo com os números agora conhecidos, foram 1.910 os portugueses que entraram em Angola em 2018. No ano anterior, registaram-se 2.962 entradas.

A tendência de descida tem vindo a verificar-se desde 2015, quando o número de emigrantes portugueses para Angola atingiu um máximo de 6.715 entradas. Desde então, registou-se uma descida de 42% em 2016, de 24% em 2017 e, mais recentemente, de 36% em 2018.

“Tudo indica que aos efeitos da retoma económica em Portugal se tenham somado os efeitos recessivos da crise dos preços do petróleo sobre o mercado de trabalho angolano da imigração, sentidos com mais intensidade a partir de 2016”, de acordo com as conclusões publicadas esta terça-feira.

ANGONOTÍCIAS

 


Quatro em Cada Dez Angolanos São Pobres

A Universidade Católica de Angola estima que a taxa de pobreza no país ronda os 42% (a ONU fala em 52%), enquanto a da pobreza extrema se situa nos 20%. São números emblemáticos para demonstrar (mais uma vez) a incompetência dos governos – todos do MPLA – que estão no Poder desde 1975, ou seja há 44 anos.

O Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC) da Universidade Católica de Angola (UCAN) estima que quatro em cada dez angolanos são pobres. Tomemos, embora não seja novidade, nota desta bandeira do Governo: 4 em cada 10 cidadãos angolanos são pobres.

Segundo o director do CEIC, Alves da Rocha, os números sinalizam a “degradação constante do nível de vida dos angolanos”, motivada pela crise que o país vive desde finais de 2014 e que mostrou que em matéria de competência e seriedade governativa Angola está entregue à bicharada. Bicharada que comeu tudo e não deixou nada, que mandou a diversificação da economia para as calendas criando, dessa forma, 20 milhões de pobres.

“Em 2015 a capacidade de crescimento da economia foi apenas de 0,5%”, notou o economista, que apresentou, em Luanda, o Relatório Económico de Angola 2018, salientando que “a partir daí, Angola entrou em processo de desaceleração económica, o que significa que, em cada ano, se produzem menos bens e serviços”. Desaceleração essa que, contudo, permitiu que mais uns tantos ficassem ainda mais ricos.


Em Angola Conseguirão Alguma Vez as Nossas Crianças Ser Gente?

Pelo menos cinco mil crianças foram vítimas de violência em Angola, de Janeiro a Outubro de 2019, com Luanda a liderar os casos, disse hoje fonte oficial, manifestando preocupação com a existência de “menores envolvidas na prostituição”. As crianças são gente? Às vezes, vezes a mais, parece que não.

Os dados que existem não são só de crianças, são de mulheres envolvidas e que no meio dessas senhoras há crianças, há menores. As menores envolvidas na prostituição existem e a situação é preocupante”, afirmou hoje à Lusa o director geral do Instituto Nacional da Criança (INAC) angolano, Paulo Kalesi.

Sem quantificar, o responsável deu conta que casos de crianças envolvidas na prostituição foram registados no distrito urbano do Zango, município de Viana, em Luanda, afirmando que na globalidade as “estatísticas de violência contra a criança aumentaram”.

Segundo explicou, “só no ano passado havia registo de 4.000 casos, agora só de Janeiro a Outubro de 2019 são já 5.000 casos” com Luanda com o maior registo seguida pelas províncias de Benguela, Huíla, Huambo e Cabinda.

Fuga à paternidade, abusos sexuais, queimaduras nos membros superiores ou inferiores, consumo de bebidas alcoólicas e inclusive mortes constam das tipificações de violência contra à criança em Angola, cenário que preocupa autoridades e sociedade civil.

Segundo Paulo Kalesi, para dar resposta aos casos, o INAC tem já elaborado um programa denominado Fluxograma de Resposta de Casos de Violência contra a Criança para “uniformizar os procedimentos para poder atender situações concretas que põem em causa o bem-estar da criança”.

“A nível dos municípios já há estruturas com esse fim e é nessa perspectiva que diria que há um acompanhamento permanente, e por isso é que esses casos vêm à tona”, adiantou.