Primeiro Congresso de Angolanística em Lisboa dias 17 e 18 de Outubro

Foto:Turismo de Portugal

Encontro de dois dias em Portugal decorrerá quinta e sexta-feira na Biblioteca Nacional, para fomentar o interesse sobre as novas realidades de Angola.

A Biblioteca Nacional, em Lisboa, receberá esta quinta e sexta-feira, 17 e 18 de outubro, o primeiro congresso internacional de Angolanística, evento que servirá para analisar “Novos caminhos para Angola no Século XXI”, em múltiplas vertentes de reflexão.

O congresso destina-se a contribuir para um melhor conhecimento de Angola no exterior, e para fomentar o interesse científico e informativo sobre as novas realidades angolanas.

No primeiro dia serão debatidos temas como a história de Angola, a cobertura jornalística de eleições angolanas em Portugal, relações internacionais e literatura.


Estudos da Universidade Católica Estimam Que Angola Perdeu Cerca de 80 Mil Milhões de Dólares em Investimentos

ão Científico (CEIC) da Universidade Católica estimam em cerca de USD 80 mil milhões o valor previsto para investimentos que terá sido perdido em Angola, entre 2002 e 2014, anunciou o especialista angolano em matérias de combate ao branqueamento de capitais e à corrupção, Benja Satula.

Em entrevista ao Jornal Económico, na sua edição de 11 de Outubro, o também professor da Universidade Católica de Angola sustentou que estes estudos do CEIC apontam uma previsão daquilo que deveria ter sido aplicado em investimentos e não foi, em 12 anos.

Entretanto, o especialista advertiu que “estes estudos baseiam-se em dados secundários – não são dados primários de investigação, sublinhando tratar-se apenas de um indicador.

“Honestamente, não sei qual é a expectativa das autoridades do Estado sobre o valor que foi ilicitamente expatriado, relativamente ao qual se pretende proceder à transferência da titularidade para o Estado, ou repatriar para Angola”, afirmou.

Do seu ponto de vista, o referido valor deverá ser repatriado na medida do que for recuperável.

De acordo com Benja Satula, neste momento Angola está num processo muito grande de moralização, o que implicou, desde o momento da campanha eleitoral do MPLA, em 2017, que o partido apoiasse o combate às práticas de corrupção, elegendo-o como um dos principais objectivos políticos.


O Porquê da Queda Vertiginosa das Exportações de Petróleo na Venezuela

Foto-Getty Images

D urante uma entrevista em 2012, o então presidente venezuelano Hugo Chávez previu que até 2019 seu país estaria produzindo seis milhões de barris de petróleo por dia.

Essa data chegou, e a produção venezuelana é uma parte muito menor do que o falecido presidente previu, e também está passando por um processo de queda incessante.

De acordo com o relatório mais recente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), a extração de petróleo na Venezuela foi de 742 mil barris por dia em julho, pouco mais da metade da cifra de 2018 (1,35 milhão) e quase um terço do correspondente a 2017 (1,9 milhão).

A redução foi mais notável nas exportações, a partir das quais a Venezuela costumava embolsar nove em cada dez dólares que entravam no país.

Segundo dados da agência Bloomberg, as vendas de petróleo venezuelano caíram em setembro para 495 mil barris por dia – o que significa um regresso a valores próximos aos de 1950, quando foi de cerca de 489 mil barris por dia.


Isabel dos Santos Afirma Que Angola Vive em Instabilidade e Assegura Que é Necessário Que o País Seja um Estado de Direito “Com Separação de Poderes”.

A empresária angolana Isabel dos Santos afirma, em entrevista à agência Lusa em Cabo Verde, que o atual clima de “instabilidade” em Angola não é de confiança para os investidores e que é necessário assegurar que o país é um Estado de Direito “com separação de poderes”.

“Estão a viver-se momentos difíceis, não há dúvida. Estamos a viver momentos de grandes dúvidas e o que é fundamental e importante é que se respeite o Estado de Direito. É muito importante que se respeitem as leis, é muito importante que não haja atropelos entre os três poderes, que as pessoas tenham confiança na Justiça”, começou por explicar a empresária, filha do ex-chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos.

Em entrevista realizada por ocasião da visita que efetuou a Cabo Verde nos últimos dias, a empresária mostrou-se preocupada com os vários casos judiciais, mediáticos, em curso ou em investigação atualmente em Angola, a generalidade envolvendo elementos próximos do anterior Presidente da República e já apelidados por alguma opinião pública, como a própria Isabel dos Santos reconheceu, como uma caça às bruxas.

“Esses processos não são fáceis. Hoje, a título de exemplo, depois da minha saída da Sonangol [presidente do conselho de administração entre junho de 2016 e novembro de 2017], houve vários relatos na ‘media’ de possíveis inquéritos, processos ou inquietações, mas foram na ‘media’. E aí nós vivemos num clima de especulação entre o que vem na ‘media’ e o que efetivamente acontece ou não na realidade, o que cria muita confusão. Era importante, era bom haver um bocadinho mais de clareza do que se está a passar, porque as pessoas sentem que há confusão, que há muita informação que não é clara”, apontou a empresária.


Posição de Bolsonaro Face ao Prémio Camões Leva Escritor Mia Couto a Liderar Ação Contra Ele

O escritor moçambicano Mia Couto afirmou esta quinta-feira (10) que vai contactar outros vencedores do Prémio Camões para tomarem uma posição conjunta contra a indicação do Presidente brasileiro Bolsonaro de que poderá não assinar o diploma do prémio a Chico Buarque.

Em entrevista à Lusa, o escritor moçambicano, vencedor do Prémio Camões em 2013, disse que mal tomou conhecimento das declarações de Jair Bolsonaro, foi imediatamente assaltado pela vontade de tomar uma atitude.

Na quarta-feira, o Presidente brasileiro deu a entender que não assinará o diploma do Prémio Camões concedido ao compositor e escritor Chico Buarque, afirmando aos jornalistas que assinaria “até 31 de dezembro de 2026”, data que remete para o final de um segundo mandato presidencial, caso fosse reeleito em 2022.

Em resposta, Chico Buarque afirmou que uma eventual não assinatura de Bolsonaro do diploma era para ele “um segundo Prémio Camões”.

Comentando o sucedido, Mia Couto começou por “saudar” a resposta do músico e escritor, considerando-a “genial”, afirmando de seguida a sua intenção de contactar os “colegas que foram Prémio Camões” para fazerem uma “declaração conjunta contra a imbecilidade desse tipo de atitude”.