Ministro das Finanças Angolano Informa Que do Novo Empréstimo da China Parte é Para Pagar Dívidas aos Credores Chineses

O ministro das Finanças de Angola, Archer Mangueira, garantiu, em Pequim, que “parte” dos 2.000 milhões de dólares que serão financiados pelo Governo da China “servirá para regularizar” a dívida com os credores chineses.

Em declarações à imprensa, a propósito dos acordos rubricados na terça-feira entre os governos de Angola e da China, Archer Mangueira, citado pela agência noticiosa Angop, disse ser pretensão das autoridades angolanas concorrer, com esse novo crédito, para a amortização da dívida, a médio e longo prazos.

A linha de crédito é parte de um acordo assinado entre o Ministério das Finanças de Angola e o Banco de Desenvolvimento da China, no quadro da visita oficial que o Presidente angolano, João Lourenço, terminou hoje na China.

Sem especificar a taxa de juro a aplicar no âmbito desta nova linha de crédito e os termos do reembolso, Archer Mangueira indicou que o novo financiamento da China também se destina à execução de projetos capazes de criar rendimentos para o país.

“Será destinado a financiar projetos que possam alavancar o setor produtivo de tal maneira que possam, a médio e longo prazos, aumentar o volume de receitas, principalmente as voltadas para a exportação”, sublinhou o ministro das Finanças angolano.


Operação “Transparência” Foram Apreendidos nas Lundas Perto de 2 Mil Quilates de Diamantes

Quase 2 mil quilates de um total de 24 mil e 456 pedras de diamantes foram apreendidos na decorrência da operação “Transparência”. O pré-balanço feito pelas autoridades mostra o quanto o país estava a ser delapidado.

Os congoleses democráticos constituem o maior número de estrangeiros envolvidos em negócios ilegais no país. Até ao início desta semana, a operação “Transparência” tinha interpelado e repatriado um total de 7 mil e 435, sendo 4 mil 399 do sexo masculino e 808 crianças em situação migratória ilegal. A este lote juntam-se os 180 mil 802 cidadãos daquele país que “decidiram regressar voluntariamente à terra de origem” através dos postos fronteiriços do Txumo, Chissanda, Furi, Nachir, Itanda e Fortuna e dos marcos 25 e 28. No meio desta mais de uma centena de milhares, 11 mil são crianças. Além dos congoleses democráticos, outras 15 nacionalidades estavam presentes preferencialmente no negócio do “garimpo” de diamantes no Leste do país.

Africanos provenientes da Guiné Conacri fazem o segundo maior lote de emigrantes ilegais detectados pela operação em curso. São até agora 35 cidadãos daquele país oeste africano. Seguem-se os mauritanianos (14) e os ivorienses (13). Para lá destes, estavam na mesma situação eritreus, serra-leoneses, gambianos, tchadianos, malianos, liberianos, sudaneses, ruandeses, congoleses (Brazzaville), somalis e zambianos. Qualquer coisa como quase um terço das restantes 53 diferentes nacionalidades do Continente Negro. Mas, quanto a nacionalidades não são apenas as de África que andam a delapidar os recursos angolanos através do “garimpo” ilegal de diamantes. A operação “Transparência” detectou igualmente 3 libaneses, 2 belgas e 1 alemão.


Academia Angolana de Letras Contra Ratificação do Acordo Ortográfico

A Academia Angolana de Letras (AAL) manifesta-se contra ratificação do acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, por parte do Estado angolano.

Apesar da relevância da Língua Portuguesa como língua oficial e de escolaridade, em Angola, em coexistência com as Línguas Nacionais, a organização, na de um dos seus membros, Filipe Zau, que falava durante uma conferência de imprensa, diz ser necessário ter em conta a contribuição da origem da língua Bantu para a edificação da própria língua portuguesa e a importância das línguas nacionais como factor de identidade nacional, bem como da coexistência entre todas elas.

A academia considera que a escrita de vocábulos, cujos étimos provenham de línguas Bantu, se faça em conformidade com as normas da ortografia dessas línguas, mesmo quando o texto está escrito em língua portuguesa.

A Academia Angolana de Letras considera a necessidade de o acordo ortográfico ser objecto de uma ampla discussão com concurso de todos os estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em concertação com as instituições de formação, de investigação e de promoção literária da língua portuguesa.


Mais Dívida Para Angola Com Novo Empréstimo da China

Dois mil milhões de dólares para projectos de infra-estruturas essenciais ao desenvolvimento é o resultado directo da visita de dois dia de João Lourenço à China.
O instrumento jurídico foi assinado pelo ministro das Finanças, Archer Mangueira, que afirmou que o empréstimo do Banco de Desenvolvimento da China vai servir para apoiar a economia nacional e pagar a credores.

As autoridades angolanas assinaram ainda um acordo de promoção e protecção recíproca de investimentos e outro para eliminar a dupla tributação em matérias de impostos sobre rendimento e prevenir a fraude e evasão fiscal.

Foi ainda rubricada um memorando de entendimento entre o Ministério do Comércio da China e o Ministério das Relações Exteriores de Angola.

Esta quarta-feira, último dia da visita, o chefe de Estado angolano desloca-se a Shenzen, ao centro de pesquisas da Huawei, o terceiro maior fabricante de smartphones depois da Samsung e da Appel, onde vai inteirar-se do funcionamento da empresa de telecomunicações.


Perto de 40 Países Via Angonabeiro Já Consomem Café Angolano

Café angolano produzido no Cuanza Sul, Malanje e Uíge e adquirido pela Angonabeiro está a ser exportado para perto de 40 países a partir de Portugal, revela fonte oficial da empresa.

A Angonabeiro, explica a fonte, vende “café verde à ‘casa-mãe’, em Campo Maior – o Grupo Nabeiro/Delta Cafés -, sendo o produto depois incorporado em vários blends Delta Cafés e Delta Q, e exportado de Portugal para quase 40 países” onde a empresa tem presença directa ou via parceiros”.

Segundo a fonte da companhia – cuja fábrica, no Cacuaco, o Mercado visitou esta semana, em que se celebrou o dia Mundial do Café (1 de Outubro) -, a Angonabeiro mantém a aposta no “recurso a produtos locais e na exportação, para gerar valor acrescentado à economia do País ecrescimento dos seus negócios”.

A empresa pretende agora investir na “exportação de produto acabado sob a marca Ginga”, produzido localmente, e tem feito um esforço para apoiar o aumento da produção nacional de café fresco, que está em níveis muito baixos face ao passado e face ao potencial do País.