Confirmada a Construção da Nova Angosat 2 Pela Agência Espacial Russa

A Agência Federal Espacial da Rússia, Roscosmos, confirmou à parte angolana que planeia construir e lançar o satélite Angosat-2 em substituição do aparelho antecessor perdido, informou à Sputnik a assessoria de imprensa da agência russa.

Nos finais de Abril, a empresa Energiya, responsável pela construção do Angosat-1, reconheceu a perda do aparelho, desenvolvido especialmente para Angola e colocado em órbita no fim de 2017. A comunicação com o satélite foi perdida logo após o lançamento. Em resultado disso, a parte russa se comprometeu a construir um satélite novo por sua conta.

“Foram realizadas negociações entre o director-geral da corporação estatal Roscosmos, Dmitry Rogozin, e o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação angolano, José Carvalho da Rocha. […] As partes reiteraram o objectivo de cumprir as obrigações em relação ao lançamento do satélite Angosat-2 no prazo estabelecido”, explicou a assessoria.

Além disso, foi informado que, no decurso das conversações, foram discutidas também outras questões, inclusive as relacionadas com a criação da base legislativa para sustentar a cooperação bilateral na área de pesquisa e uso do Espaço com fins pacíficos.


Faleceu Alberto da Silva “Pepino” um Homem “Extraordinário” Pela Sua Persistência e Superação.

Em declarações à Angop pelo passamento físico do veterano ciclista, sábado último, Dom Óscar Braga, disse que Benguela e o país perdem um grande patriota que desde cedo tornou-se num homem extraordinário, o que ele sempre quis ser. 

“ Conheci o Pepino em 1975 quando chegava a Benguela como Bispo da Diocese e lembro-me a primeira aventura de bicicleta de Pepino a província do Huambo e mais tarde para Luanda, que desde a data mantiveram um laço de amizade, até a sua partida para outra vida”, recordou.

Fez saber ainda que durante estes anos, a convivência entre os dois era irreversível, lembrando que quando Pepino entendeu formar a sua família, foi Dom Óscar que realizou o seu casamento religioso. 

Defendeu ser necessário que a família preserve bem o legado por ele deixado e que a sociedade, sobretudo a juventude saiba trilhar o exemplo desta lenda que apesar da idade levou ao mais alto nível o nome de Angola, além fronteiras, através do que ele sempre gostou de fazer em prol da pátria e das pessoas carenciadas.

O Bispo emérito referiu, por outro lado, que Pepino não se destacou apenas no ciclismo, sempre foi um homem trabalhador, marceneiro de profissão que com sua arte fez várias coisas para ajudar o país desde os tempos mais difíceis.


A”Casa da Mãe Joana” e o BNA

“Casa da mãe Joana” significa local onde reina a confusão e a desordem, aquilo que se julga ser propriedade de todos, de que todos se podem servir livremente; onde todos mandam e fazem o que bem entendem.

Com o devido respeito por quem lá trabalhou e trabalha, a expressão assenta como uma luva à situação que se viveu em 2016 no BNA e ajuda a explicar o atraso de mais de um ano com que foi divulgado o relatório e contas desse exercício.

Face à “relevância, densidade e materialidade” dos problemas detectados nas contas, o conselho de auditoria escusou-se a emitir opinião sobre o documento que apenas viu a luz do dia esta quarta-feira.

O órgão que tem a missão de verificar o cumprimento pelo banco central das leis e regulamentos que lhe são aplicáveis e certifica as respectivas demonstrações financeiras, denuncia uma série de atropelos à Lei Orgânica do BNA relacionados com avultados financiamentos a três bancos comerciais e ao próprio Estado.

Em 2016, o Banco Económico, o BPC e o BANC, viveram literalmente do “Kilapi” junto do BNA. No final desse ano, os empréstimos concedidos pelo banco central às três instituições no âmbito de operações de redesconto ascendiam a quase dois mil milhões USD, embora aquelas não tivessem apresentado garantias nem sequer plano de reestruturação, como exige a Lei.


Em Junho Deste Ano Houve Menos Dinheiro em Circulação na Economia Angolana

A base monetária contraiu cerca de 4% em Junho de 2018, comparativamente a Maio do mesmo ano, fixando-se em pelo menos 1,5 biliões Kz, calculou o jornal Mercado, assente nos dados estatísticos disponibilizados pelo BNA.

Face à contracção da base monetária em Junho, verificou-se uma diminuição de aproximadamente 6,4% na quantidade de notas e moedas em circulação na economia, cujo montante é de pelo menos 422,8 mil milhões Kz, como indicam as estatísticas monetárias e financeiras do banco central, também o regulador do sector bancário.

A reserva bancária também encolheu perto de 2,8% no mês de Junho de 2018, cifrando-se em cerca de 1,10 biliões Kz, apontam os dados estatísticos do BNA, observados pelo Mercado, que ilustram, igualmente, uma diminuição de quase 6,5% do montante dos depósitos obrigatórios, cifrado em cerca de 855,9 mil milhões Kz.

Tal facto influenciou no montante (perto de 673,7 mil milhões Kz) dos depósitos obrigatórios em moeda nacional, no mês de Junho, que sinaliza uma contracção de aproximadamente 10,9%, quando comparado com o volume referente a Maio.


Anunciada Manifestação no Huambo com a Presença de Mais de Três Mil Ex-Militares das FALA (Unita)

Prevista para 31 de Agosto, é anunciada como será pacífica e visa pressionar a direcção do seu partido para encontrar uma solução para a sua reintegração e reinserção social, mas o porta-voz da UNITA alega que este é um assunto da competência do Governo

Mais de três mil ex-militares das FALA, antigo braço armado da UNITA, vão realizar uma manifestação pacífica, em todos os municípios do Huambo, para reivindicar os seus direitos, 16 anos após o fim da guerra fratricida. Manuel Alberto, 62 anos, capitão, um dos organizadores desta manifestação, informou ao OPAÍS que se trata de uma reivindicação justa, na medida em que foram integrados alguns ex-militares e deixado outros. Falando em nome do grupo, Manuel Alberto informou que a maior parte dos ex-militares foi cadastrada pelas autoridades competentes há 14 anos, mas continuam à sua sorte.

O cadastramento decorreu por altura em que se estava a fazer o processo de transição das FALA para as Forças Armadas Angolanas (FAA) e até ao momento nenhuma luz se vislumbra no fundo do túnel. Manuel Alberto, que reside na cidade do Huambo, adiantou a O PAÍS que esta situação está a provocar a desestruturação familiar de muitos, sendo que a maioria não trabalha, por falta de empregos, e não consegue sustentar as suas famílias.