300 Mil Dadores de Sangue é Quanto Necessita Angola

O banco nacional de sangue necessita de 300 mil dadores voluntários, para colmatar o défice nesta área e melhorar a assistência às unidades sanitárias, afirmou, nesta sexta-feira, em Luanda, o secretário de Estado da Saúde para a Área Hospitalar, Leornado Inocêncio.

Actualmente, o país, com mais de 26 milhões de habitantes, conta com apenas 10 mil dadores.

Desse número (10 mil), 90 por cento são familiares de pacientes com necessidades de transfusão sanguínea, de acordo com dados oficiais do Governo.

As autoridades referem que o Instituto Nacional de Sangue necessita, anualmente, de pelo menos trezentas mil unidades de 450 ml de sangue, para responder à demanda dos hospitais.

Segundo Leonardo Inocêncio, que falava à imprensa, no âmbito do 14 de Junho (Dia Mundial do Dador de Sangue), há um esforço, da parte do Governo, para inverter a situação actual.

Para tal, sublinhou, foram reequipadas as hemoterapias do país e preparados os técnicos.

Por seu turno, a directora-geral adjunta para a área técnica do Instituto Nacional de Sangue, Eunice Manico, afirmou que existe um plano estratégico destinado ao atendimento personalizado aos dadores regulares.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que, para a segurança funcional das unidades hospitalares, um por cento da população deve doar sangue.

A OMS recomenda aos governos e aos serviços de hemoterapia a trabalharem juntos para a alocação de recursos adequados, com vista a implementar-se um sistema e infra-estruturas para aumentar a colheita de sangue a dadores voluntários, prestar serviços e cuidados especiais de qualidade, bem como promover e implementar o uso clínico.

À margem da actividade, foram distinguidos alguns dadores com medalhas pela sua contribuição regular com a doação de sangue destinado a salvar vidas.


Dinheiro Devolvido Por Manuel Vicente ao Estado Angolano

Manuel Vicente e outros antigos altos cargos do governo angolano obrigados a reembolsar ao Estado angolano os empréstimos que requereram as empresas que detém.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) angolana, através da Serviço Nacional de Recuperação de Ativos, identificou sete empresas privadas criadas com financiamentos do Estado angolano, que até à presente data não foram ainda reembolsados, tendo sido determinado o arresto de três delas.

Entre as empresas que tinham (ou tiveram) dívidas ao Estado angolano, estava a Lektron Capital, de Manuel Vicente, antigo vice-Presidente de Angola.

A Lektron Capital e a Geni beneficiaram de financiamentos do Estado, através da Sonangol, para a aquisição de participações sociais no Banco Económico, antigo Banco Espírito Santo Angola (BESA), informa a PGR. O documento esclarece que a empresa Lektron já entregou de forma voluntária as participações sociais ao Estado, enquanto a Geni assumiu o compromisso de proceder ao pagamento da dívida que, caso não aconteça, será instaurado imediatamente pela PGR “o procedimento cautelar de arresto das referidas participações”.


FMI Detecta os 5 Problemas da Economia Angolana

O Programa de Financiamento Ampliado foi aprovado a 7 de Dezembro de 2018 e prevê uma duração de três anos, permitindo o acesso a um financiamento global de 3,7 mil milhões USD e a assistência técnica para apoiar o Programa de Estabilização Macroeconómica e o Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022.

Embora o FMI considere a primeira avaliação deste programa positiva, a verdade é que Angola saiu de um financiamento de mil milhões USD (primeira tranche) para 248 milhões USD (segunda tranche), ou seja, equivalente a ¼ do primeiro valor. Nesta primeira avaliação, o FMI indica cinco desafios que Angola deve continuar empenhado em superar:

1- Diversificação económica

2- Estabilização do sistema financeiro.

3- Consolidação orçamental (isto é, melhoria da qualidade da despesa, a redução dos subsídios a preço e de bens fixados e aplicação de medidas de diversificação da base das receitas não petrolíferas).

4- Redução dos riscos que se colocam à sustentabilidade da dívida.

5- Acelerar a reestruturação das empresas públicas (isto é, melhorar a gestão do risco de crédito nos bancos públicos bem como o seu sistema de governação).

ANGONOTÍCIAS

 


Empresas Criadas com Fundos Públicos Foram Confiscadas Pelo Estado Angolano

Três empresas angolanas foram confiscadas por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR) que também interveio em outras quatro que, no entanto, terão feito um acordo com o Estado. Todas pertencem a personalidades ligadas ao MPLA, algumas delas próximas ao antigo Presidente José Eduardo dos Santos, como Joaquim Duarte da Costa David, Leopoldino Fragoso do Nascimento, Manuel Vicente e Manuel Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa”.

“Foram apuradas várias empresas privadas que beneficiaram de financiamento de fundos públicos, algumas em processo de privatização irregular e outras financiadas e suportadas com garantia soberana do Estado, sem ter havido o reembolso voluntário desses fundos públicos até a presente data. Em causa, o facto de terem usado com financiamentos do Estado que não foi reembolsado apesar dos prazos terem expirado”, explica a PGR em nota divulgada na noite de quinta-feira, 13.

A Fábrica de Tecidos (Mahinajethu – Satc), localizada no Dondo, província do Cuanza Norte, a Fábrica Têxtil de Benguela (Alassola – África Têxtil) e a Nova Textang II, em Luanda, cujos beneficiários são, entre outros, Joaquim Duarte da Costa David, antigo director-geral da Sonangol, ex-ministro da Indústria, das Finanças e da Geologia e Minas e deputado, além de Tambwe Mukaz, José Manuel Quintamba de Matos Cardoso, e sócios constantes dos pactos sociais, foram alvo de uma providência cautelar de arresto.

No total, as duas empresas receberam mais de 13 mil milhões de dólares de investimentos internos e externos. Outro empreendimento alvo da acção da PGR foi Geni, que recebeu financiamento do Estado angolano, no valor de mais de 23 mil milhões de dólares, através da Sonangol EP, mas até a presente data não foram feitas quaisquer devoluções.


Em Angola a Produção Petrolífera Sobe Para 1,47 Milhões de Barris Por Dia

Angola manteve em maio, segundo a OPEP, a posição de segundo maior produtor africano de crude, atrás da Nigéria.

Angola produziu 1,471 milhões de barris de petróleo por dia em maio, mais 74.000 face a abril, segundo o relatório mensal da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) divulgado hoje.

Os valores hoje publicados, com base em dados de fontes secundárias, registam um aumento da produção angolana, depois de uma revisão em baixa dos valores de abril, que passaram de 1,413 para 1,397 milhões de barris por dia.

Angola manteve assim a posição de segundo maior produtor africano de crude, atrás da Nigéria.

A Nigéria, líder africana na produção petrolífera, viu a sua produção diária diminuir em 92.000 barris de crude, alcançando os 1,733 milhões de barris por dia em maio, depois de uma revisão em alta dos valores de abril, que passaram de 1,819 para 1,825 milhões de barris por dia.