Alargar Mobilidade a Todos os Cidadãos da CPLP Vais Ser Proposto Por Portugal

O ministro dos Negócios Estrangeiros português afirmou que Portugal está pronto para alargar o regime de mobilidade que aplica bilateralmente com o Brasil a todos os cidadãos da CPLP, acreditando na possibilidade de alcançar um acordo global até 2020.

Em entrevista à agência Lusa na cidade cabo-verdiana do Mindelo, ilha de São Vicente, na véspera da XXIV reunião ordinária do conselho de ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Augusto Santos Silva assumiu que “a questão central” da reunião de sexta-feira será “o trabalho que tem vindo a ser feito sobre o regime de mobilidade e livre circulação” dentro da organização.

“Estou seguro de que os ministros dos Negócios Estrangeiros e Relações Exteriores aprovarão [na sexta-feira] uma resolução que significará um passo em frente em direção ao acordo que os chefes de Estado e de Governo possam aprovar. Eu estou seguro de que vai haver passos. Qual é a largura desses passos? Isso estou como um célebre jogador de futebol português, que dizia que prognósticos só no fim do jogo”, disse Santos Silva.


Localizada na Catumbela, a Cimenfort Aposta no Aumento de Produção

Localizada na Catumbela em Benguela, a cimenteira Cimenfort está cada vez mais empenhada na aposta do aumento da sua produLocalizada na Catumbela em Benguela, a cimenteira Cimenfort está cada vez mais empenhada na aposta do aumento da sua produção.

Com 750 hectares, fundamentalmente de área calcária, e 218 trabalhadores, a Cimenfort foi concebida para ser implementada em três fases: a primeira para produzir 700 mil toneladas, inaugurada a 22 de Agosto de 2012; a segunda, destinada a aumentar a capacidade de produção para o dobro; a terceira (última) para a montagem da moagem do clínquer, cujos equipamentos são importados da Alemanha e da China.

Nas instalações da fábrica, é visível algum equipamento que vai ajudar a “revolucionar” a produção, com a previsão de a tornar plena até 2022, altura em que deverão estar instalados novos fornos, britadores, redutores, refrigeradores, ventiladores e transportadores.

Actualmente a Cimenfort possui um ramal de ligação à linha dos CFB, que passa, justamente, a menos de 10 metros das suas instalações. A sua produção, espera-se que atinja um milhão e 400 mil toneladas ano, contra as actuais 400 mil.

Mercado

 


De Dar Es Salaam na Tanzânia ao Lobito no litoral Angolano Em Comboio Turístico de Luxo

Cerca de 50 turistas de várias nacionalidades viajam a bordo do primeiro comboio de luxo do operador turístico sul-africano “Rovos Rail”, que partiu de Dar Es Salaam, na Tanzânia, dia 14 de julho, com destino a Angola, no âmbito de um safari de comboio transafricano denominado “Os dois oceanos”, ligando o Índico e o Atlântico.  No total são 18 dias a bordo do Rovos, O preço pago pelos turistas endinheirados foi de US$ 25 mil dólares para duas pessoas.

Com dez carruagens luxuosas, que acomodam turistas sul-africanos, norte-americanos, ingleses, suíços, holandeses, australianos e neozelandeses, o comboio vai entrar pela Zâmbia e atravessar a República Democrática do Congo, antes de chegar ao Luau, na fronteira de Angola, no próximo dia 26 deste mês.

Em declarações nesta quarta-feira à Angop, Rebeca Barreiros, coordenadora do escritório da Agência Benguela Turismo/Alive Travel, no Lobito, adiantou que os turistas embarcaram em Dar Es Salaam, acompanhados por mais 35 pessoas do staff da Rovos Rail, a principal companhia de caminhos-de-ferro de luxo em África.

Depois de entrar em Angola, o comboio segue do Luau, no Moxico, com destino ao Lobito, litoral da província de Benguela, percorrendo 1.334 quilómetros na linha do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB).

Segundo a técnica de turismo, estão previstas paragens ao longo da viagem, nomeadamente nas estações de passageiros do CFB no Luena, no Moxico, e na do Cuito, província do Bié, para os turistas pernoitarem no comboio.


Viaturas Para a Unidade de Segurança Presidencial Custa 5,6 Milhões de Dólares ao Estado Angolano

Carros para Unidade de Segurança Presidencial e para Unidade da Guarda Presidencial custam, em média, 23,9 milhões Kz. As aquisições serão feitas por contrato simplificado. Os serviços de apoio e operações da Unidade de Segurança Presidencial e da Unidade da Guarda Presidencial vão receber 82 viaturas novas que vão custar aos cofres do Estado quase 1.957 milhões Kz, equivalente a 5,6 milhões USD.

Contas feitas, o custo médio de cada viatura é de 23,9 milhões Kz, equivalente a cerca de 69 mil USD. De acordo com o Despacho Presidencial n.º 109/19, de 2 de Julho, o Chefe de Estado autoriza a realização da despesa mediante contratação simplificada pelo critério material. João Lourenço justifica esta aquisição com a necessidade de assegurar a melhoria das condições de trabalho, eficiência e eficácia das respectivas unidades.

A compra ficará a cargo do ministro de Estado da Casa de Segurança do Presidente da República, e será o Ministério das Finanças a custear a operação.

Os cerca de 5,6 milhões USD para 82 viaturas contrastam com a aquisição em 2017 de 111 novos carros de marca Lexus para deputados, que custou 28,2 milhões USD aos cofres do Estado, através da Assembleia Nacional. Segundo o Relatório de Execução Orçamental Financeira e Conta da AN referente ao exercício de 2017, foram comprados 101 Lexus do modelo ES-350, ao preço de 35,9 milhões Kz cada, e 10 do modelo LS 460L, a 48,2 milhões Kz a unidade.

ANGONOTÍCIAS

 


Clientes do Banco Nacional de Angola Autorizados a Movimentar Contas em Moeda Estrangeira

O Banco Nacional de Angola (BNA) autorizou os clientes bancários angolanos, particulares, a movimentar as suas contas em moeda estrangeira, embora ainda com algumas restrições, indica um comunicado oficial.

Segundo um comunicado do banco central angolano, a movimentação de contas em moeda estrangeira está limitada a fins de liquidação de operações de importação de mercadorias, invisíveis correntes, como despesas de viagens e saúde ou salários de expatriados, além de capitais realizados pelo próprio depositante.

O BNA justifica a decisão para fazer face às dificuldades dos cidadãos na movimentação das suas contas denominadas em moeda estrangeira, domiciliadas nos bancos nacionais, operações que foram suspensas em 2017 face à crise económica em Angola.

No caso de operações de invisíveis correntes e de capitais, os bancos devem ter condições de executar os pedidos de movimentação das contas dos seus clientes em moeda estrangeira, quando é atribuído o número de licenciamento da operação pelo BNA.

Nas operações de mercadorias, a operação deve ser feita imediatamente após a validação dos documentos de importação da mercadoria, prazo que não deve ultrapassar cinco dias úteis contados a partir da data da entrega do conjunto de documentos completo.