A companhia Linhas Aéreas de Angola (Taag) pretende continuar a renovar a frota de médio curso a fim de melhorar o serviço prestado e aumentar a eficiência da operação, disse em Luanda o administrador Rui Carreira.
Em declarações à agência noticiosa angolana Angop, Rui Carreira adiantou que à medida que a empresa for renovando a frota com aparelhos de nova geração vão ser substituídos os três Boeing 737-200 “uma vez que embora respeitem as normas de segurança já não respeitam os limites de poluição sonora e ambiental em vigor no espaço aéreo europeu”.
O administrador recordou que, para aumentar a capacidade operacional nas rotas regionais e domésticas, a Taag adquiriu, muito recentemente à transportadora SonAir Serviço Aéreo, um aparelho de médio curso Boeing 737-700.
Rui Carreira defendeu a decisão da administração dizendo que, apesar de não se tratar de um avião novo, foi uma boa aquisição, uma vez que além de estar em bom estado e ter poucas horas de voo, possuiu uma configuração “quick change” ou seja, pode ser rapidamente transformado em cargueiro.
O aparelho com capacidade de 120 lugares, sendo 108 em económica e 12 em executiva, vem reforçar a frota de médio curso da companhia angolana de bandeira, que conta assim com oito aeronaves, sendo cinco Boeing 737-700 e três Boeing 737-200.
A transportadora aérea angolana liga Luanda às cidades de Cabinda, Soyo, Mbanza Congo, Malanje, Dundo, Saurimo, Luena, Huambo, Cuito, Menongue, Ondjiva, Lubango, Namibe e Catumbela.
(angolahub)
O presidente da Câmara de Comércio e Indústria em Benguela, Carlos Vasconcelos, disse ao Jornal de Angola que é importante pensar-se na transferência do pólo de desenvolvimento da Catumbela para a localidade do Biopio, devido ao forte crescimento económico que a província está a viver.
“Os investimentos particulares na província têm estado a criar várias oportunidades de negócios. O pólo de desenvolvimento já se tornou exíguo para a procura de investimentos, só não vê estes ganhos quem não se interessa”, realçou.
Os pólos de desenvolvimento são estruturas que têm como um dos principais objectivos estratégicos a diversificação das fontes de rendimento da economia e a aposta na criação de grupos económicos nacionais fortes e competitivos.
O pólo de desenvolvimento da Catumbela proporcionou milhares de empregos aos jovens e demonstra o envolvimento do sector privado no relançamento da economia. Mas, “o local já não suporta a instalação de indústria de grande porte, por ser ínfimo para a procura de investimentos e por razões ambientais”, afirmou.
Com a criação de novos perímetros agrícolas, empreendimentos comerciais e turísticos, a indústria continua a alargar o raio de acção.
A indústria e as infra-estruturas básicas, como estradas e linhas ferroviárias, no caso o Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB), que conferem maior mobilidade, e a Barragem do Lomuam, vão galvanizar a actividade económica. O sistema de abastecimento de água foi recuperado com a instalação de chafarizes nas aldeias mais longínquas.
O Porto do Lobito, a SOBA Catumbela, a Sonamet, Angoflex deram emprego a milhares de jovens, outro objectivo económico de referência no quadro da política de sustentabilidade económica da região.
A Estação de Tratamento de Água da Catumbela cobre mais de 90 por cento da população, que já consome água corrente e tratada. Os mesmos passos, precisou Carlos Vasconcelos, estão a ser dados na Baía Farta, onde estão a ser feitas condutas com maior capacidade de transporte e distribuição.
Os municípios do Cubal, Ganda, Chiongorói, Bocoio e Balombo foram contemplados com o programa água para todos e corrente eléctrica
Micro e pequenas empresas geridas por nacionais, como cantinas, salientou, estão espalhadas em toda extensão da província, acompanhadas por empresários de médio porte, que todos os dias fazem deslocar camionetas para distribuir vários produtos, com o fito de assegurar a qualidade de vida das comunidades do interior. Leia Mais
As exportações para Portugal dos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) mais do que duplicaram em 2011 tendo-se cifrado em quase 3 mil milhões de dólares, de acordo com dados Instituto Nacional de Estatística (INE) de Portugal.
No ano transacto, Angola continuou a ser o principal parceiro de Portugal entre os PALOP, com mais de 80% do total exportado, tendo as vendas a Portugal, constituídas quase na totalidade por petróleo, aumentado 109% em termos anuais, um ritmo cinco vezes superior às importações angolanas de Portugal que aumentaram 22%.
Esta diferença nas taxas de crescimento fez a balança comercial entre os dois países melhorar a favor de Luanda (mais 14,2%), apesar do saldo se manter negativo em 1,16 mil milhões de euros.
Cabo Verde, por seu turno, viu as suas exportações para Portugal crescerem acima das importações, melhorando a balança comercial em 4,2% face a 2010 e Moçambique registou uma subida de 44% nas vendas a Portugal.
Os números do INE atestam que as relações comerciais entre Portugal e os PALOP estão em franca expansão e a crescer muito acima dos restantes mercados com quem Portugal se relaciona, uma vez que a duplicação das importações de Portugal dos PALOP contrasta com o aumento de 1,0% das importações totais portuguesas em 2011 ou da subida de 12% das importações oriundas do mercado extra-comunitário.
Nas exportações, o cenário é semelhante, tendo as vendas de Portugal aos PALOP subido 21%, enquanto as exportações totais portuguesas subiram 15,2% e as do mercado fora da União Europeia cerca de 19,6%.
A economia portuguesa vendeu em 2011 cerca de 2,92 mil milhões de euros em bens e serviços aos cinco membros dos PALOP, mais 500 milhões de euros do que em 2010.
(angolahub)
A criação de búfalos já é uma realidade no Kwanza-Norte, na sequência do projecto que a empresa agropecuária Pamado desenvolve, em Dumbo ya Pepe, Cambambe. O gerente da fazenda, Paixão Damião, não revelou o número exacto de animais desta espécie em criação, mas calcula-se que sejam mais de 550 cabeças. A iniciativa, inédita em Angola, contempla três raças com várias unidades leiteiras, com o objectivo primordial da reprodução.
Na localidade, há um maior efectivo de gado bovino, calculado em mais de 10 mil cabeças, controlado pelos responsáveis do Serviço Provincial de Veterinária.
“A criação de gado bovino é a pecuária com mais efectivos no país, pretendendo-se que se atinjam os 15 mil animais, nos próximos dois anos”, disse Paixão Damião, referindo a existência de raças como a nelon, bonzemara, tabapnan e santos gertrudes, fruto de cruzamentos.
No processo produtivo da Pamado salientam-se três eixos: a escavação de poços, alguns com mais de 50 metros quadrados, a melhoria de pastos e a assistência veterinária. A par disso, foram construídas 80 represas para dar de beber aos animais e para conforto dos búfalos, “que passam muito tempo na água”, salientou.
Na Pamado, observam-se vários pastos melhorados, que já permitem o seu uso de forma rotativa e chegam a atingir um total de 500 hectares, num raio de 30 quilómetros. A extensão da plantação do capim melhorado para comida está afectada pela estiagem, que vigora desde Outubro, na região. Apesar disso, Paixão Damião disse que os bichos gozam de boa saúde, devido à prevenção, assente na vacinação, inoculação de tripanossomida e desparasitação, geralmente a cada período de três meses.
As injecções de tripanossomida, associadas a outras medidas profilácticas, travaram a propagação do tsé-tsé, mosca vector da endémica doença do sono que, em 2009, provocou a morte a mais de 900 cabeças de gado. A profilaxia consistiu na desmatação para inibir a movimentação da tsé-tsé, que habita normalmente nas margens de rios caudalosos, no caso o Kwanza, que fica a cerca de dez quilómetros. As estatísticas do departamento provincial do Instituto de Serviços Veterinários revelam a existência de outros 6.146 bovinos espalhados por seis dos dez municípios do Kwanza-Norte, com destaque para 5.505 em Ambaca, 520 em Samba-Cajú e 124 no Cazengo, pertencentes a 55 empresas e dez criadores tradicionais. Leia Mais
Os munícipes do Lubango, na província da Huíla, contribuem para a melhoria da limpeza, recolha de lixo e conservação e protecção dos espaços verdes da urbe.
A conversão do comportamento das populações é fruto das campanhas de sensibilização da administração municipal, em parceria com as administrações de bairros, autoridades tradicionais, líderes religiosos e outras entidades.
O facto foi avançado na semana finda, à nossa reportagem, pelo responsável do Saneamento Básico e Espaços Verdes do Lubango, Henriques Nguenda, no quadro das acções em curso com vista a repor o título de cidade jardim de Angola, que o Lubango ostentava.
Fruto desta acção, disse o responsável, a população está a corresponder na positiva, através da limpeza das casas, quintas, passeios e depositando o lixo nos contentores nas horas estabelecidas.
Henriques Nguenda disse que esta atitude facilita o trabalho do pessoal do Saneamento Básico na limpeza e recolha de resíduos sólidos nas primeiras horas do dia, o que permite manter a cidade limpa.
A administração do Lubango criou um regulamento que estabelece o depósito de lixo, por parte do populares, das 18 às 20h00, assim como das 4h30 às 5h30, para permitir aos camiões efectuarem a recolha sem sobressaltos. O responsável garantiu que, em média, por dia recolhem entre 40 e 60 toneladas de lixo, produzidos pelas diferentes unidades hospitalares, bairros periféricos, mercados informais e moradores de uma forma geral. Para o êxito deste trabalho estão envolvidos 400 funcionários, entre jovens e adultos, bem como 17 tractores de médio e pequeno porte, cinco camiões entre basculantes, contentorizados e porta-bacia e 300 contentores de depósito de lixo. Leia Mais