Cerca de 20 Mil Milhões de Dólares é Quanto Angola Poderá Ter Perdido em Corrupção na Construção de Infraestruturas

Angola poderá ter perdido cerca de 20 mil milhões de dólares em corrupção só no sector de construção, disse o Director do Centro de estudos e Investigação Ciênticia da Universidade Católica de Angola, Alves da Rocha.

Sem avançar dados concretos sobre o nível de corrupção no sector da construção em Angola, o Director do CEIC, Alves da Rocha, afirmou que a os desvios podem ser calculados tendo como base o valor médio da estimativa feita pelo Banco Mundial ou seja 12, 5 porcento.

Isto pressupõe que os desvios de verbas no sector da construção estejam estimados em cerca de vinte mil milhões de dólares, perdidos em esquemas de corrupção.

Entre 2002 e 2017 o Estado angolano investiu cerca de USD 150 mil milhões de dólares em infraestruras.

Para aferir os custos de desenvolvimento de infraestruras em Angola o CEIC-Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola realizou uma pesquisa conjunta com a OSISA-Open Society Angola e o CMI-Chr.

Michelsen Institute, um instituto de pesquisa independente na Noruega. O projecto que teve o apoio do Banco Mundial denunciou alegados esquemas de corrupção na Construção de infra-estruturas em Angola.

No que respeita o acesso a informação, os pesquisadores apontaram dificuldade de acesso à informação através dos canais oficiais. O acesso à informação foi muitas vezes recusado pelos órgãos públicos competentes.

Em média anual, as actividades de reconstrução constituem cerca de 10 por cento do PIB.

O relatório refere-se por outro lado a exposição a que está submetido o sector da construção em Angola em que existem subornos facilitados por “insiders” do governo o que reforça os problemas de corrupção.

Dizer que o Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola revela altos esquemas de corrupção no sector da Construção em Angola. As denúncias constam no relatório sobre “O Custo de Desenvolvimento de Infraestruras em Angola”.

ANGONOTÍCIAS/LUSA

 

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