Projectos de Construção de Estradas em Angola Passa a Concurso Público

Foto: José Cachiva

O Ministério da Construção e Obras Públicas está a trabalhar no processo de implementação do concurso público para os projectos de construção de estradas, de modo a evitar a adjudicação directa como acontecia anteriormente, anunciou hoje, em Luanda, o titular da pasta, Manuel Tavares.

Ao falar na palestra sobre medidas de apoio para o aumento da produção nacional, organizada pelo Ministério da Economia e Planeamento, disse que o objectivo é aumentar o controlo da qualidade das empreitadas de obras públicas em curso no país.

Deste modo, se vai evitar que quem concebe determinado projecto seja responsável pela sua execução, para salvaguardar a qualidade das obras.

Com a nova filosofia de trabalho, o Ministério vai apresentar propostas e procurar pagar, em tempo oportuno, a entidade fiscalizadora e o empreiteiro.

“O que acontecia é que, depois da obra pronta é que o fiscal era remunerado, uma situação que contribuía para a falta de qualidade das obras”, admitiu o ministro.

Para o feito, o ministro disse estar a trabalhar na potenciação permanente do Laboratório de Engenharia de Angola, para torná-lo num órgão de excelência, que garanta a qualidade dos materiais e das obras, quer da indústria de construção, quer dos materiais importados.

Angola aprovou um plano para potenciar a referida instituição com equipamento moderno, para a formação de quadros e parcerias com outras congéneres.

Falou igualmente do projecto de balanças rodoviárias, a serem instaladas nas saídas dos portos, postos de fronteira, entrepostos industriais províncias e nas rotas de fuga, para controlar o excesso de peso de viaturas que podem provocar a degradação “exponencial” das vias.

Anunciou que as zonas fronteiriças de Lovua, Luvo, Santa Clara, Manacunde, assim como localidades das províncias do Huambo, Cabinda, Benguela e Bengo serão as primeiras a beneficiar do projecto.

A palestra sobre medidas de apoio para o aumento da produção nacional, organizada pelo ministério da Economia, juntou à mesa governantes, deputados e empresários, na busca de caminhos viáveis para o aumento da produção interna de bens, sobretudo da cesta básica.

A iniciativa constitui o início da materialização do Plano de Acção aprovado em Novembro de 2018, no âmbito do PRODESI, e que impulsiona a fileira produtiva de 46 produtos, acelerar as iniciativas privadas susceptíveis de permitir, no curto, médio e longo prazos, aumentar a produção nacional.

ANGOP

 

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