Cooperação Económica Foi Reforçada Entre Angola e Portugal

Os governos de Angola e Portugal estão a trabalhar para reforçar a cooperação económica, colocando a capacidade de realizar investimentos do lado das empresas, afirmou nesta quarta-feira, em Luanda, o secretário de Estado da Economia portuguesa, João Neves.

Em declarações à imprensa, no final de uma reunião do Observatório de Investimentos Angola-Portugal, João Neves sublinhou que aos governos cabe a responsabilidade de criar um quadro regulatório simples, capaz de concretizar investimentos angolanos em Portugal e investimentos portugueses em Angola, com a menor intervenção do lado do Estado.  

Segundo o ministro português, a capacidade de relação das empresas e das autoridades visa precisamente construir ligações mais sólidas entre os países.

“Estamos muito aberto ao investimento angolano em Portugal e aquilo que as autoridades angolanas nos transmitiram é também o enorme interesse em ter investimento português em Angola que permita fortalecer a economia angolana”, disse.

João Neves disse que esse relacionamento económico é muito importante para o desenvolvimento económico de ambos os países, pois a intenção passa por construir um caminho em comum, que possa ajudar ambos os países a se desenvolverem.

Por isso, acrescentou, a visita do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa a Angola é um marco e pretende assinalar também isso do ponto de vista económico e materializar em protocolos de cooperação.

O ministro informou que na reunião se constatou uma enorme capacidade de diálogo entre as autoridades portuguesas e angolanas, no quadro de um novo ciclo de relacionamento económico que todos têm interesse em construir.

João Neves avançou que as autoridades angolanas transmitiram o interesse em colaborar com as instituições portuguesas no domínio da formação, capacitação das instituições, que possam permitir ter um ambiente económico mais fácil para o investimento em Angola.  

Por sua vez, o secretário de Estado da Economia de Angola, Sérgio Santos, disse que as prioridades estão em todos os sectores e domínios, principalmente os ligados à diversificação da economia.

 “As prioridades estão na produção de alimentos, agro-negócio e na indústria transformadora, a que está associada a agricultura, aos recursos minerais, porque temos potencialidades enormes e até vantagens comparativas em relação ao resto do mundo”, frisou.

Na sua visão, em relação a Portugal, a visita do Presidente da República, João Lourenço, a Portugal relançou a cooperação entre os dois países.

“Isso também assegura que os investidores vão encontrar dos dois governos bastante apoio nas intenções de investimento”, reforçou.

Realçou que nos últimos 6 meses Angola fez uma reforma no domínio do investimento privado, tendo agora uma janela única para os investimentos, pois no domínio do ambiente de negócio no relatório do Banco Mundial melhorou três lugares.

A reunião de Secretários de Estados do Observatório de investimento Angola – Portugal procedeu à apreciação do estado de implementação do Entendimento da primeira reunião a nível político realizada no dia 22 de Novembro de 2018, avaliação do Estado de Implementação das Recomendações da reunião a nível técnico dos pontos de contacto realizada no dia 22 de Novembro de 2018.

Abordou também a proposta de realização do fórum internacional em Angola para as acções de investimento nas infra-estruturas, pedidos formais da parte angolana de assistência técnica e respectivos termos de referência nos domínios do apoio ao processo de melhoria do ambiente de negócios em Angola, apoio ao desenvolvimento das parcerias público-privadas em Angola, apoio ao desenvolvimento do empreendedorismos em Angola.

O encontro analisou também a proposta do plano de Acção e cronograma do observatório para 2019, o estado de preparação do memorando de entendimento entre a Agência para o Investimento privado e Promoção das Exportações de Angola (AIPEX) e Agência para o Investimento e comércio Externo de Portugal (AICEP) e o protocolo de colaboração entre Agência para a competitividade e inovação IP da República portuguesa (INAPMEI) e o Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (Inapem).

ANGOP

 

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