O Novo Ano na Huíla Começa com Aumento do Pão

Famílias dizem que 2019 começa mal mas panificadores defendem decisão

A Associação dos Panificadores, Pasteleiros e Similares da província angolana da Huíla anunciou o aumento, a partir de 1 de Janeiro de 2019, do preço do pão depois de conversações com as autoridades locais.

Teresa Oliveira, daquela associação, admitiu que a medida vai ter numa primeira fase um impacto negativo na vida do cidadão, mas revelou, por outro, que os custos de produção do pão deixaram a agremiação sem alternativas.

“Não tínhamos alternativas, se não acabaríamos por fechar, despedir pessoas e nós também dependemos dos cambiais porque está tudo”, justificou Oliveira.

Algumas famílias já se fizeram ouvir e não têm dúvidas que o anúncio da subida do preço do pão é a pior notícia no começo do novo ano.

“O pão é importante, é sagrado como se diz, então não haveria necessidade de aumentar o preço. Não é boa notícia porque nem sempre a pessoa dispõe de valores para comprar o pão”, desabafou a professora Lauriana Máquina.

As senhoras Felícia e Flora também lamentam a decisão numa altura que está na forja a preparação de mais um ano lectivo que envolve igualmente gastos.

«Estamos no mês do corre-corre das matrículas das crianças e sem saber ainda como serão. Isso é um problema e se no caso do pão o preço subir é um caso sério meu irmão”, abertou Felícia, enquanto Flora lembra que “o pão não pode subir porque é uma necessidade nossa e nós não vamos conseguir sustentar os nossos filhos se o pão subir”.

O alto custo da farinha de trigo, principal matéria-prima no mercado e que depende da importação, está na origem da decisão.

O assunto vai dominar a agenda do encontro marcado para os próximos dias na capital do país, segundo fez saber o director do comércio e indústria da Huíla.

“Nesse encontro previsto poderão estar os representantes a nível nacional para de forma aberta discutir-se essa questão do trigo para ver como é que se pode subvencionar ver a questão das taxas praticadas aos importadores do trigo”, Machado Quilende.

Portal de Angola/

 

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